Manifesto de Moscou sobre Psicologia Pré-natal e Perinatal e Medicina


O Manifesto de Moscou sobre Psicologia Pré-natal e Perinatal e Medicina considera que:

1. A criança por nascer é uma pessoa individual com suas próprias emoções, percepções e memória. Sua vida começa com a concepção e as condições prévias desta são consideráveis.

2. As condições da vida pré-natal habilitam ou debilitam o florescimento de habilidades genéticas e talentos. Os humanos desenvolvem eaprendem dependendo da interação dinâmica entre natureza, isto é, do dom genético de um indivíduo e de condições de nutrição, ambientes, excitação, etc.

3. A angústia da mãe grávida pode ter efeitos duradouros por muito tempo no futuro da criança e do adulto podendo contribuir para desenvolvimento de depressão, autismo, desordens mentais e de baixo desenvolvimento motor, além de hiperatividade, sintomas psicossomáticos, predisposição para a agressão aumentada e violência.

4. As fases do pré-natal, perinatal e fases pós-natais precoces de desenvolvimento determinam, em grande extensão, muito da nossa maquiagem biológica e psicológica. A influência de experiências pré-natais permite uma boa arquitetura do cérebro. Elas são importantes para a personalidade básica do indivíduo e a atmosfera emocional na sociedade.

5. A família e a sociedade têm um papel básico na criação das condições suficientes para o desenvolvimento de um novo ser humano, desde a concepção. Uma relação segura com um ou dois cuidadores primários, preferivelmente os pais da criança, maximiza a aquisição de habilidades emocionais e cognitivas e é a condição prévia para saúde posterior.

6. As descobertas da Psicologia Pré e Perinatal e da Medicina são essenciais para o desenvolvimento em vários campos científicos e clínicos da psicologia, psiquiatria, obstetrícia, assitência ao parto, profilaxia, sociologia, psicologia cultural e outros. Pesquisas científicas a este respeito são essenciais para a riqueza da sociedade.

7. O sistema de ensino deveria permitir aos cidadãos adquirir competência parental suficiente, até onde não esteja coberto pelas famílias. Cada pai e mãe, assim como os companheiros de grávidas, deveriam ter acesso a tratamento pré-natal médico e psicológico assim como conhecimento para alcançar competência parental plena. Especialmente, os casais deveriam ser ativamente apoiados em conflitos na gravidez.

8. A sociedade e a família deveriam conhecer as diretrizes pré-natais para a paternidade e a maternidade. Escolas e institutos de paternidade deveriam educar e disseminar os novos conhecimentos de psicologia pré-natal, psicologia perinatal e medicina, os quais apontam para esforços para que todas as crianças sejam queridas.

9. As fases pós-natais e pré-natais precoces de desenvolvimento provêem uma oportunidade sem igual para prevenção primária de desordens somáticas, psicológicas e sociais e podem melhorar as condições humanas em nossas sociedades.

Versão de Ludwig de 26 de abril, com base na versão nº. 1 de 28 março e na nº. 2 de 1º de abril,de Grigori Brekhman e de Thomas Verny das datas: 29 de março e 3 de abril.

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