Amamentação: carinho que nutre!


Não restam dúvidas de que o leite materno é o melhor alimento para o bebê! A harmonia na sua composição o torna adequado para nutrir o corpinho que acabou de chegar.

A amamentação, embora seja uma experiência deliciosa para a nova mamãe, é um momento de grande fragilidade, ela agora é visivelmente responsável por alimentar seu filho e assim, para que esse momento seja aproveitado da melhor forma possível, é preciso dar apoio, explicar tudo com carinho e ter conhecimento para esclarecer as dúvidas.

Para começo de conversa: não existe leite fraco! Ele não é tão “branco”, nem tão espesso quanto o leite de vaca, e por isso algumas mães ficam preocupadas, porém sabe-se que, mesmo em uma mãe desnutrida, o leite será nutricionalmente perfeito! O corpo sabe da importância do aleitamento, e irá buscar todas as reservas da mãe para produzir um leite de qualidade.

Outro ponto que deixa as mães muito inseguras é quanto a quantidade de leite produzida, normalmente dizem que “o leite secou”,”ou o também muito comum “o bebê mamava, mas continuava com fome”. Todos aspectos que devem ser considerados e orientados para deixá-las mais confiantes.

O estímulo para a produção do leite é mediante à sua necessidade, de tal modo que, quanto mais o nenê mamar, mais será produzido e para isso é interessante que se observe a pega do bebê, pois se ela estiver incorreta o coro da mãe não “percebe” que o bebê está mamando tudo o que ele realmente está, e assim pode diminuir a produção de leite.

Outro aspecto importante é ensinar a mãe a garantir que a mama esteja vazia antes de oferecer a outra – nada de mamar 15 minutos em cada peito. Quando sobre leite em uma mama, isso pode ser visto pelo corpo como estímulo para diminuir a sua produção, e pode prejudicar o aleitamento.

Vale ainda dizer que o leite muda sua composição ao longo da mamada, de tal modo que ambas são importantes, a primeira parte por ser rica em proteínas (inclusive de defesa para o corpo), e a porção final por ser repleta de gorduras e assim oferecerem mais energia para o bebê cresce.

Ainda para ajudar no sucesso da amamentação, a alimentação e a hidratação da mãe são muito importantes. Mesmo que, como já discutimos, não exista leite fraco, a qualidade da alimentação da mãe pode mudar um pouco os componentes do leite, principalmente no caso das gorduras.

A privação de alimentos – no caso das mãe que resolvem fazer dieta para emagrecimento – também pode diminuir a produção do leite, portanto a nova mamãe deve se alimentar tão bem quanto fazia durante a gestação, e beber ainda mais água. Quase metade da composição do leite é exclusivamente de água.

É também muito importante ensinar os cuidados com a mama e com o mamilo, para que não fiquem irritados, avermelhados e machucados. A mamãe tem que entender que amamentar é uma dádiva, mas não necessariamente fácil.

Como parte da equipe de assistência à mulher, temos o dever de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno, e devemos fazer isso através da informação, sempre com muito carinho, respeitando as dificuldades e auxiliando as novas mamães a nutrirem os novos começos de vida!


Por Bia Pagnanelli (Nutricionista, consultora em amamentação, é especializada em acompanhamento da gestante, parturiente e nutriz.)

Fonte: http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=1021&Itemid=207

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