Ausência de colostro na gestação

O colostro começa a ser produzido por volta da 20ª semana de gestação, mas nem todas as mulheres apresentam sinais de saída de colostro durante a gravidez. Alias, não é recomendado ficar apertando a mama, pois esta atividade é capaz de estimular a produção de um hormônio chamado ocitocina e pode provocar contrações uterinas, além de um possível trabalho de parto prematuro. Muito cuidado!

Não se preocupe se você percebe que não há colostro, mesmo nos últimos dias de gestação. Com as mudanças hormonais após o parto (queda do estrogênio/progesterona e ativação dos receptores de prolactina), e a estimulação dos terminais nervosos do mamilo provocado pela sucção, ele aparecerá. O importante é não se estressar, pois os cientistas acreditam que o estresse estimula a secreção de adrenalina pela glândula supra renal e esta atua impedindo a secreção da prolactina  – responsável pela produção do leite.

Há mães que percebem a presença do colostro durante a gravidez e são surpreendidas pela ausência de colostro após o parto, por razões ainda não decifradas. Neste sentido, o fato de você não ver sequer uma gotinha leitosa sair do mamilo não quer dizer que você não terá leite. Já vi mulheres, inclusive com mamoplastia redutora, que se preocuparam por não verem o colostro enquanto estavam gestando e foram premiadas com a apojadura (descida do leite – leite de transição) ainda na maternidade.
Em suma, a presença ou ausência de colostro durante a gestação não prediz quando acontecerá a “descida” do leite após o nascimento, nem quanto leite você vai produzir – quanto mais o bebê mamar, mais leite materno será produzido. 
O colostro normalmente (mas nem sempre) é ejetado até o 7ª dia, quando cede lugar ao leite de transição e depois se transforma em leite maduro,  por volta do 15º dia. A orientação é manter a tranquilidade e aguardar o nascimento. Não há razões para sofrer por antecedência. Quer mais adrenalina bloqueando a prolactina? Tenho certeza que não!

Por Enfª Grasielly Mariano
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