Violência contra a mulher no período perinatal


Uma mulher pode ser violentada física e emocionalmente de diversas formas no período perinatal.


Na gestação: Pela nossa insensibilidade, ao não reconhecermos a sabedoria interior de nossas maravilhosas grávidas, ao tentarmos corrigi-las e educa-las, sem orientá-las a entrar em contato consigo mesma, com a bússola que existe dentro de cada uma de nós mulheres, nossa intuição.


No parto: Pelo não reconhecimento da natureza mamífera que habita em nós, pela imposição de partos e de procedimentos, que nos desconectam da força materna que existe dentro de cada uma de nós, do nosso poder feminino de parir e nutrir.

No pós-parto: Pelo afastamento de nossas crias nas essenciais primeiras horas de vida, pela dor e angústias (físicas, emocionais e vibracionais) consequentes de uma cirurgia, muitas vezes desnecessária, chamada cesariana.

No Hospital: Pela oferta desnecessária, intra-hospitalar, de outros leites, ou líquidos adocicados, aos nossos pequeninos, sedentos de colostro. Na prescrição impulsiva e precipitada de fórmulas lácteas.

Na vida: Pelos olhares de desaprovação embutidos na pergunta a uma mãe se ela amamenta, ou na observação de uma mulher oferecendo mamadeira ao seu filho. Na cruel cobrança por um sucesso na amamentação, sem que se tenhamos realmente oferecido, enquanto sociedade, as condições propícias para que este ato pudesse ocorrer.


Comentários