18 de junho - Dia da Gotinha

Crianças de 2 meses a 5 anos devem se vacinar contra pólio no próximo sábado, 18 de junho de 2011.


Pediatra Ana Escobar destacou importância de levar crianças aos postos de saúde. Dose contra o sarampo será dada a partir desse dia, até 22 de julho.

Neste sábado (18/06/2011), das 8 às 17 horas, o Ministério da Saúde promove a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil para crianças entre 2 meses e 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias), mesmo aquelas que já receberam essa dose anteriormente.

Para falar mais sobre essa ação que vai mobilizar 350 mil profissionais e espera imunizar 95% das 17 milhões de crianças nessa faixa etária, a pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar conversou com o G1 nesta quinta-feira (16).

Segundo a médica, a poliomielite está praticamente erradicada em todo o mundo, com algumas regiões endêmicas, como Nigéria, Índia, Paquistão e Afeganistão. Os adultos, em geral, já têm defesas contra a doença, por isso que o foco são as crianças.


Na América e no Brasil, o vírus não circula mais, e o país já recebeu até um certificado internacional. Mas a contaminação pode ocorrer pelo trânsito de pessoas entre países, motivo pelo qual existe a necessidade recorrente de manter a vacinação em alta.

A faixa etária recomendada começa aos 2 meses (veja calendário de vacinação abaixo) porque, com menos idade, o bebê ainda não tem condições de produzir anticorpos contra a paralisia infantil. Pais que não encontram ou não têm mais a carteirinha de vacinação dos filhos também podem comparecer ao posto de saúde, sem problemas. O importante é participar da campanha.


Quanto maior o número de crianças vacinadas no país, segundo a dra. Ana, maior a cobertura vacinal e menos casos da doença e do vírus selvagem. As crianças imunizadas vão excretar pelas fezes o vírus da vacina e, então, aquelas que não receberam as doses ficarão protegidas indiretamente.
Para não correr nenhum risco de pólio, o ideal é que, até os 5 anos, as crianças tenham tomado cinco doses da vacina: aos 2 meses, 4 meses, 6 meses, 1 ano e meio, e 5 anos.

  • Poliomielite: a poliomielite começa com uma gripe, um mal estar, como se fosse uma doença viral, e aí as pernas se paralisam. Em estágios mais avançados, os músculos respiratórios são atingidos e a criança para de respirar – acaba precisando de um respirador artificial, como um pulmão de aço.

De acordo com a pediatria, a vacina Sabin ajudou o mundo a praticamente erradicar a paralisia. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é combater totalmente o poliovírus, como fez com a varíola. Mas países muito populosos, com baixo nível sócio-econômico e cobertura vacinal insuficiente, encontram dificuldade. Na Nigéria, por exemplo, um ditador resolveu que a vacina fazia mal, e muitas crianças não se protegeram, o que aumentou as infecções.

  • Sarampo: a partir deste sábado (18/06), começa também, para oito estados do Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas), uma campanha de reforço contra o sarampo, que vai até o dia 22 de julho. O restante do país receberá a dose tríplice viral (também contra caxumba e rubéola) do dia 13 de agosto a 16 de setembro. Devem se vacinar todas as crianças de 1 a 7 anos incompletos (6 anos, 11 meses e 29 dias). É importante tomar duas doses: o ideal é que a primeira seja dada com 1 ano de idade e a segunda, entre 4 e 6 anos. O sarampo ainda não está erradicado no mundo e, atualmente, há um surto na Europa, principalmente na França. Por isso, quem for viajar para fora do país, sobretudo para locais de risco, deve tomar a vacina pelo menos 15 dias antes, segundo a dra. Ana.
  • Rubéola: é uma doença viral que causa febre, mal estar e bolinhas vermelhas pelo corpo. Em adultos, principalmente mulheres, pode haver artrite (inflamação nas articulações). Mas o mais perigoso é a forma congênita, ou seja, quando o vírus passa para o bebê durante a gravidez, o que pode provocar malformações e cegueira. A atual campanha não é para adultos, mas é importante lembrar que gestantes não devem tomar a vacina de rubéola, nem mulheres que pretendem engravidar nos próximos 30 dias, pois o vírus vacinal também pode dar alterações.
  • Caxumba: é um vírus que pode causar, além de inflamação em glândulas e inchaço no pescoço, uma complicação muito grave em meninos, levando à infertilidade.

Por fim, a dra. Ana destacou a importância de manter a carteirinha de vacinação em dia para evitar mortes e malformações.
*Fontes: Bem Estar e Ministério da Saúde
http://avalarini.blogspot.com/2011/06/dia-da-gotinha.html

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