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Brinquedos ou eletrônicos? Saiba qual o melhor presente para os filhos

Brinquedos ou eletrônicos? Saiba qual o melhor presente para os filhos  
De bonecos a tablets, os presentes de Natal das crianças se tornaram uma questão bastante complexa. Afinal, elas estão cada vez mais exigentes e, apesar disso, os pais não devem ceder às vontades, além de terem de levar em consideração o presente ideal para a formação dos filhos. A psicóloga Carolina Lazzarine Sader explica que, ao escolher brinquedos, é importante levar em consideração a classificação etária da embalagem . “Ela analisa o interesse que o brinquedo desperta na criança, além das habilidades que ela irá desenvolver”.  

Primeira infância

“Quando são muito pequenas, as crianças se interessam por qualquer coisa. Qualquer objeto é um brinquedo em potencial, o que faz dessa fase a mais exigente no quesito de cuidado e atenção dos pais”, explica a psicóloga. Tudo é novo para o bebê, que está desenvolvendo os sentidos, então ele quer colocar os objetos na boca, sentir nas mãos e ouvir o barulho que fazem. Por isso, até começarem a andar, os mais indicados são os móbiles, chocalhos e bichinhos de morder, por incentivarem as atividades motoras. A enfermeira infantil Maylu Barbosa Silva de Souza justifica a escolha pelo risco de engolir peças pequenas: "no começo da vida da criança, brinquedos pequenos devem ser evitados ao máximo".
Dos 2 aos 4 anos, quando normalmente já estão andando e aprendendo a falar, as crianças conseguem se inserir melhor no cotidiano dos adultos e das outras pessoas da sua idade que convivem com ela. Assim, o ideal são os que permitem uma maior interatividade. Um quebra-cabeça (com poucas peças grandes), jogo de ligar os pontinhos e o triciclo são muito interessantes. “Pois a criança quer mostrar as conquistas, como o quebra-cabeça completo”, completa Carolina.
Ainda nessa fase, brinquedos sonoros ajudam no aprendiado da fala. Isso, porque, segundo a psicóloga, "nós aprendemos tudo pela repetição". Ao ouvir a boneca dizer alguma frase como "te amo, mamãe", a menina reproduz a frase e aprende a dizê-la sozinha, explica Carolina. Por outra lado, a enfermeira infantil Maylu  orienta que é preciso tomar alguns cuidados: "É muito importante o incentivo pelos sons, mas caso a criança seja inserida em um ambiente com muitos brinquedos sonoros, 'incentivando em excesso', ela pode ficar irritada e se sentir pressionada pelo barulho".

Criatividade e Atividade

“Entre os 4 e os 6 anos, as massinhas fazem o maior sucesso”, conta a psicóloga Carolina Sader. Nesta fase, ela explica que é quando as crianças começam a desenvolver a imaginação, pelas historinhas de faz-de-conta. “Quanto mais coisa ela ganha, mais vai incorporando às histórias. Quando eu era criança, por exemplo, uma caixa com um pedaço de pano virava uma cama com cobertor para a minha boneca”, lembra. Assim, a recomendação dessa fase são as bonecas, carrinhos, fazendinhas e tudo o que possa entrar de alguma forma nessas histórias.
Outras habilidades que começam a ser mais desenvolvidas nessa fase são as motoras. Por isso, a ideia é dar aqueles brinquedos que desenvolvem a coordenação e equilíbrio. Bambolês, patinete e bicicleta (ainda com o auxílio das rodinhas laterais), por exemplo, são ótimas opções. Incentivam habilidades motoras, exercícios físicos e ainda por cima atividades ao ar livre.

Mas ele tem!

A partir dos 8 anos de idade, o pequeno começa a argumentar sobre os presentes que quer e os que ganha. E geralmente faz isso comparando com os amiguinhos que têm o que ele quer e justificando a necessidade do presente  para não ser 'o único que não tem'. Nessa fase, a psicóloga recomenda que os pais fiquem atentos aos interesses dos filhos e tenham paciência para explicar porque eles têm ou não o que desejam, seja um jogo de tabuleiro ou um tablet.
Apesar de conviver com outras crianças desde quando começa a ir para a escola, os amigos que vão levar em casa e para as séries seguintes começam a ser feitos nesse momento. Por isso, a recomendação da psicóloga é dar atividades que incentivem atividades em grupo, jogos de tabuleiro ou de cartas, por exemplo. É essencial para o resto da vida que a criança aprenda desde cedo a interagir com outras, conversar e chamar para brincar. E os brinquedos devem ser escolhidos para auxiliá-las nisso. "Quando brincam, imitam o comportamento que veem nos pais. Eles brincam para aprender a lidar com o mundo", explica a enfermeira Maylu.
Por ser uma idade em que essa interação está mais desenvolvida, caso queira ceder aos eletrônicos, já é um bom momento. A psicóloga aconselha, porém, que essa inserção da criança aos aparelhos tecnológicos seja feita aos poucos. "Muitos pais dão eletrônicos aos filhos para deixá-los ocupados enquanto focam em outras atividades. Os aparelhos devem ser dados, sim, mas com acompanhamento dos pais para que o pequeno não corra o risco de se isolar do resto do mundo", aconselha Carolina.

Fonte: http://daquidali.com.br/conversa-de-mae/brinquedos-ou-eletronicos-saiba-qual-o-melhor-presente-para-os-filhos/

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