"A indiscutível qualidade do leite materno em suas características nutricionais e imunológicas leva, muitas vezes, alguns profissionais a insistências e cobranças para que a mãe amamente, quando, nem sempre, há condições psíquicas para isso. O reducionismo de associar a mulher à fêmea mamífera e o aleitamento a um suposto instinto materno tem causado desastres e marcas profundas para muitas mulheres e seus filhos."

*Denise de Sousa Feliciano é Psicóloga e Psicanalista. Membro do Departamento de Psicanálise de Criança e Professora do Instituto Sedes Sapientiae; Doutora em psicologia pelo IPUSP-SP, especialização em Psicopatologia do Bebê pela USP e Université Paris 12; Membro Filiado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de SP; formação em Observação da Relação Mãe Bebê pelo Instituto da SBPSP; Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e dos Departamentos de Saúde Mental e Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de SP.

Dissertação: A amamentação e seus enredamentos psíquicos.
Tese: Para além do seio: uma proposta de intervenção psicanalítica nas dificuldades de amamentação.

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