Educando os especialistas- Lição 2: Necessidades

Por Tracy G. Cassels
Tradução de Andréia Mortensen

Um dos mantras pregados por vocês que tentam “salvar o sono dos pais” é que uma criança que tem todas suas necessidades atendidas só chora para te manipular. Vocês afirmam que o choro é um mau comportamento e que precisa ser reprimido– pois você precisa mostrar ao bebê quem é que manda e que seu choro não vai resultar no que ele quer!
Entretando, se lembrarmos da lição número 1:

Educando os especialistas- por que o bebê chora? Razões científicas porque treinamentos de sono não são recomendados


O choro é a única forma de comunicação que bebês novinhos tem, então se o ignorarmos ou tentaremos reprimi-lo simplesmente estaríamos eliminando a única forma da criança nos dizer o que precisa.

Ainda assim vocês dizem aos pais que, contanto que se certifiquem que a fralda está seca, que estão alimentados e quentinhos, que não há mais razões para o choro. Necessidades? Todas atendidas!
Então vocês dão permissão aos pais de deixarem seus bebês chorarem e de ignorá-los (ou de fazer outras coisas estúpidas como ficar no quarto olhando para eles mas sem permissã de tocá-los, de pegá-los no colo).  Mas eu tenho uma pergunta para os tais especialistas que gostaria de uma resposta:  Mesmo que não estejam com fome, ou com frio, ou secos, já se sentiram tristes, ou assustados?  Ou simplesmente sentiram a necessidade de contato humano? 

Se responderam não, vocês estão mentindo, ou são psicopatas.

A razão que nos sentimos assim é que nossas necessidades vão muito além das necessidades fisiológicas e, sem sombra de dúvida, para um bebê, as psicológicas e emocionais podem ser tão importantes como as fisiológicas para sua sobrevivência.

Como vocês chegaram a essa visão tão limitada sobre as “necessidades” dos bebês?

Reconheço que é real que temos necessidades fisiológicas que precisam ser atendidas antes de consideramos as psicológicas e emocionais. Precisamos de água, comida e aquecimento para sobreviver. Mas há mais, e eu consigo admitir que essa visão não é ‘privilégio’ de vocês. Lamentavalmente vocês parecem ter usado mais algumas páginas do manual dos ‘behavioristas’ handbook, para o desespero dos bebês…

Behaviorismo

Por muitos anos a teoria psicológica dominante foi a visão behaviorista liderada por John Watson, B.F. Skinner, e Edward Thorndike.  Como comentado na lição número 1, por causa dos da crença dos behavioristas no condicionamento, o behaviorismo também tem como base a noção de que todos bebês nasceram como uma ‘tábula rasa’ ou papel em branco. Como John Watson afirmou em sua famosa afirmação sobre 12 bebês:


Me dê uma dúzia de bebês saudáveis, nascidos a termo, e me permita criá-los do meu modo, que lhe garanto que posso fazê-los se tornarem qualquer tipo de especialista que eu selecione- medico, advogado, artista, comerciante, e até mendigo e ladrão. Não importam seus talentos, capacidades, vocações e carga genética.[1]

O que isso tem a ver com necessidades?  A base do behaviorismo é que não há algo como a introspecção; estados mentais eram irrelevantes sem comportamento [2], ou, como Skinner alegou, estados mentais eram absolutamente rejeitados [3].  Então, a visão da tábula rasa implica que as capacidades psicológicas dos bebês são diminuídas, se eles podem ser completamente moldados, não há muito com o que começar.

A visão de que a criança aparentemente falha ao demonstrar fenômenos psicológicos foi usada como prova concreta de que elas simplesmente não ocorrem. Se não há estados psicológicos para competir, e somente aprendizado, então as únicas necessidades que os bebês tem são as fisiológicas. (Vale a pena notar que nem todos psicólogos ou até behavioristas acreditavam nisso, mas esse visão se tornou mais proeminente e ganhou atenção das massas). Por isso, e pelo fato de que o condicionamento não trabalha no sentido behaviorista, muitos conselhos sobre educação para os pais derivam dessa visão).

Estados psicológicos dos bebês

Agora sabemos que a idéia de que os bebês não tem estados psicológicos ou emocionais é falsa.  Bebês não tem o meta-conhecimento que a maioria dos adultos tem sobre seus estados psicológicos, mas ambos senso comum e pesquisas científicas demonstraram que bebês sentem estes estados regularmente e que a empatia e resposta dos pais aos bebês tem efeitos que vão além do que se pensa.

Na verdade, até os behavioristas teriam que concordar que bebês experimentam emoções como medo, como demonstrado no experimento realizado por John Watson com o pequeno Albert (discussed na lição 1), em que o bebê foi condicionado a ter meto de ratos [4]. 

Então, se os bebês tem estados emocionais, qual o papel que os pais tem?  Os pais que entendem o ’reflexive self’ (a noção de que podemos ter ciência de eventos mentais, emoções, etc e isso é diferente de SENTIR essas emoções) e usam esse entendimento na maneira que lidam com seus filhos, tem filhos que são tem vínculo mais seguro e que mostram melhor ciência de seus estados mentais mais tarde na vida dos que não tem esse vínculo firme com os pais [5].  Isto é, tratar um bebê sabendo que tem mentais e emocionais, não somente físicos, vai gerar um vínculo maior entre pais e filhos, e ajudará a criança a entender seus proprios estados emocionais no futuro ( isso não deveria ser surpreendente, mas por alguma razão essa não é uma visão comum).

Mais evidências focalizando nos estados psicológicos e mentais dos bebês e na relação com o comportamento de seus pais vem do Paradigma da face imóvel [6].  Veja video sobre isso aqui- http://www.youtube.com/watch?v=apzXGEbZht0
Neste paradigma, pais estão face-a-face com seus bebês, interagindo com eles, quando a mãe para de interagir e mantém uma face imóvel, sem expressar nenhuma emoção, e então após um tempo finalmente re-inicia a interação com o bebê. Durante o comportamente onde sua face está imóvel, os bebês mostram efeitos negatives que aumentam com o tempo, como rejeição, caretas, tenta agarrar a si próprio, e choro (entre outros).  Os motivos da criança mudar seu comportamento tem importância fundamental e há hipóteses com explicações. Uma é que a mãe transgride as expectativas do bebê de comportamento e por isso fica angustiado. Uma segunda hipótese é que a mãe parou de fornecer encorajamentos sensoriais importantes para o bebê conseguir regular seu proprio estado afetivo e social [7]. 


Pesquisas mostram que a segunda interpretação faz mais sentido, já que simplesmente tocar o bebê durante a fase de rosto imóvel reduz o estresse que o bebê tipicamente apresenta [8][9][10].

Então, argumento que nós somos forçados a aceitar a noção de que não somente bebês tem estados psicológicos, mas a maneira com que nós interagimos com nossos filhos afetam esses estados profudamente, positivamente ou negativamente.

Indo além, vamos considerar que tipos de estados psicológicos são relevantes como necessidades. O mais comum é se referir ao estresse infantil como necessidade de conforto, então a maior parte do que iremos discutir se refere a isso.

Entretanto, eu seria negligente se sugerisse que essa necessidade é a única. Bebês precisam de estímulos sociais em qualquer estado emotivo, como o paradigma da face imóvel sugere; esses bebês estão felizes enquanto há interação e então tentam muito angariar a atenção de seu cuidador para retornar a este estado de social interação.

Interessantemente, neste paradigma, mesmo após a volta da interação da mãe com o bebê, o padrão de excitação do bebê são estranhos– enquanto que o afeto positivo volta rapidamente, o afeto negativo não desaparece por um bom tempo, com aumento do choro por causa do evento negativo breve [11].  Este aspect provará ser mais importante na outra lição, mas isso demostra que a necessidade de reduzir o afeto negative no bebê podedemorar- não é uma resposta instantânea.

Quais são as necessidades humanas?       
                                                            
Mesmo durante o reino do behaviorismo na psicologia, a teoria do desenvolvimento humano estava sendo formada, o que teria um longo alcance. Abraham Maslow, pensando nas linhas de Freud e Erickson, desenvolveu um estudo sobre estágios do desenvolvimento psicológico humano.  Uma informação interessante e relevante é que seu foco foi no estudo das necessidades humanas. A Hierarquia das Necessidades de Maslow enfatizou a visão de que, como humanos, temos níveis de necessidades e que somente quando um nível de necessidades é satisfeito podemos ter o ímpeto de satisfazer a próxima [12][13].  Geralmente interpretada na forma de pirâmide, os níveis são os seguintes (começando da última no fundo, ou da mais básica, até o topo):



a)      Fisiológicas: respirar, comida, água, sexo, excreção, homeostase

b)      Segurança: segurança pessoal e financeira, seguro saúde, doença e para acidentes

c)       Amor e Relações afetivas: relações primárias na vida (família, amigos, romance)– note que na infância essa necessidade pode vir ANTES do item b, segurança.

 d)      Estima: respeito, aceitação e valorização dos outros

e)      Auto-realização: compreender e cumprir um potencial pleno na vida


As primeiras 4 necessidades são referidas como necessidades de deficiência, porque são, na visão de Maslow, necessárias. Enquanto que a primeira é necessária para a simples sobrevivência do organismo, a segunda, terceira e quarta são também necessárias e Maslow argumenta que, sem elas, indivíduos se sentiriam psicologicamente privados (o que inclue tensão, ansiedade, depressão). Outros pesquisadores testaram essa teoria e confirmaram os resultados, sugerindo que nosso bem-estar está intrinsicamente ligado a nossa capacidade de suprir essas necessidades [14].

Sim, é verdade que existiram críticas a hierarquia de Maslow[15], mas não houve críticas que sugeriram que essas necessidades NÃO eram necessidades mesmo. Por exemplo, houve críticas sobre a natureza da hierarquia, alguns sugeriram que não havia necessidade de hierarquia para representar essas necessidades, enquanto que outros sugeriram que a hierarquia é dependente do contexto cultural (e então a terceira necessidade- amor e relações afetivas- seria mais superior em culturas de coletivismo).  Mas seria muito difícil achar um indivíduo hoje que assuma que humanos, até bebês, não tem necessidades que não as físicas.

Espero que a este estágio vocês já aceitaram que as necessidades psicológicas e emocionais são reais e acontecem no mundo todo. Que assumir que somente o primeiro nível de necessidades fisiológicas tem importância quando se trata de bebês é ignorar todas as pesquisas científicas (e senso comum) que demostra que há muito mais no bem-estar do que simplesmente estar alimentado, seco e não ter dor física.

 Importância das necessidades Fisiológicas e Emocionais

Assumindo que nós estamos de acordo com necessidades psicológicas não são as únicas, a próxima questão é discutir o que acontece quando essas necessidades psicológicas e emocionais não são atendidas?  Aqui vou descrever 4 áreas de pesquisa que ajudam a demonstrar as consequências muito reais de ignorar as necessidades psicológicas e emocionais de nossos bebês.



a)      Crianças em orfanatos no início para a metade do século 20. 
Nossos melhores entendimentos dos efeitos de privação das necessidades emocionais e psicológicas vêm de estudos de indivíduos que cresceram em ambientes em tais ambientes e comparando-se com outros que tiveram suas necessidades atendidas. Isto é difícil de fazer, já que não se pode forçar uma criança numa situação que lhe prejudicará, mas, infelizmente, há situações que existiram que permitiram que esse tipo de pesquisa fosse feita. Por muitos anos, bebês colocados em cuidados institucionalizados, foram cuidados da maneira mais básica– eles eram segurados para se alimentarem, então trocados, e alguns tinham alguns móbiles para olhar– mas raramente eles eram estimulados socialmente e certamente não tinham suas necessidades de conforto emocional atendidas. Eles choravam e eram deixados chorando sem consolo em parte por causa da crença de que somente suas necessidades físicas tinham que ser atendidas.

Mas algo estranho estava acontecendo… bebês estavam falecendo. Na primeira parte do século 20, foram relatados que perto de 90% de bebês em orfanatos estavam morrendo, e os 10% que sobreviviam estavam recebendo algum tipo de cuidado de fomento (pais ‘foster’)[16].  Crianças que não morreram em orfanatos mostraram disfunções psicosociais (isto é, problemas de saúde mental) em estudos feitos na metade do século 20, além de estresse e doenças crônicas [17].  Notavelmente, tão logo que os orfanatos providenciaram conforto como parte dos cuidados básicos para os bebês, as taxas de mortalidade e morbidade diminuiram dramaticamente [18].

b)      Relatório de John Bowlby sobre ‘Cuidados maternos e saúde mental’ [19]
No final da Segunda Guerra Mundial, a OMS se mostrou extremamente preocupada com o que se mostrou ser resultados negativos da guerra nas crianças do leste europeu. Devido as trabalhos acadêmicos e clínicos de Bowlby nas crianças com problemas e efeitos das institucionalizações no desenvolvimento (que ele descobriu serem problemas mentais associados com a falta de necessidades emocionais e psicológicas atendidas), ele foi contratado para escrever um relatório sobre Saúde Mental das crianças sem teto e orfãs do Leste Europeu.

Nesse relatório foi incluído que crianças precisam de uma relação íntima e segura, econtínua com sua mãe ou uma mãe substituta, e que a falta desse tipo de relacionamento  pode ter consequências sérias e irreversíveis para sua saúde mental.

Ele notou que as necessidades sociais não são secundárias as necessidades físicas, mas que são igualmente primárias. Bowlby foi um dos primeiros a argumentar que o relacionamento pela alimentação não era a maneira primária que a mãe afetava o bem-estar de seu bebê, mas sim a intimidade entre ela e seu bebê ao oferecê-la conforto eramais importante!

A monografia, que foi altamente criticada na época, porque muitas pessoas argumentaram quye uma relação forte entre pai e filho não era necessária para o bem estar da criança ou que o amor maternal não era necessário. A parte da alimentação, entretanto, foi a mais criticada na época, já que muitas pessoas acreditavam que só por atender uma necessidade física da criança já se estabeleceria um vínculo entre pai e filho, ou que contanto que a criança estivesse alimentada, não importava o que mais acontecesse.

Mais pesquisas, includindo os trabalhos de Bowlby e Ainsworth a na teoria do apego, iriam silenciar muitas dessas críticas (embora é óbvio que não todas!), e hoje não há dúvida que falta de uma relação entre pai e filho ou falta de amor maternal e paternal resulta em deficiências de saúde mental.


c)       Uma criança de 2 anos vai para o Hospital.
Em 1953, James Robertson produziu um documentário sobre o que acontece com uma criança que tem que ir ao hospital e portanto sofre com separação maternal. Esse é um filme que quebra o coração que é agora mostrado em quase todos cursos sobre Psicologia do desenvolvimento. A motivação de fazer esse filme foi que, na época, a visitação de crianças em hospitais era muito limitada, e durante seu trabalho como psicoanalista ele observou o comportamento das crianças após a separação. Os médicos que tratavam os problemas psicológicos observaram crianças novas (Robertson focalizou nas crianças menores de 3 anos) protestarem no início, mas também observaram que logo, logo, elas se tornavam obedientes e quietas (parece familiar, especialistas?).  O que Robertson observou após anos de estudo das crianças de uma perspective psicológica foram 3 fases de resposta: Protesto, desespero, então Negação/ Desapego[20].

O filme foi feito para mostrar evidências desse trauma e é centralizado na menina Laura, de 2 anos de idade, que vai para o hospital para uma pequena operação, mas tem que ficar 8 dias no hospital. Se você conseguir achar o filme e conseguir assistí-lo (pois você VAI chorar), você testemunhará uma criança que é muito nova para entender a ausência de sua mãe e que chora e chora por ela regularmente, mas que é forçada a encarar essa experiência muito assustadora e dolorosa, por conta própria. Ela finalmente se aquieta e “se ajusta” como os medicos dizem, mas uma vez que sua mãe retorna, o que vemos é uma Laura desajustada. Ela permanece distante, mesmo de sua mãe, mostrando sinais de ter sofrido um trauma massivo. Não há nenhum seguimento da vida de Laura, mas o filme é a razão porque muitos hospitais mudaram suas regras de visitação/permanência de parentes de crianças. 

Análises mais profundas das afirmações de Robertson demonstraram que era verdade que as mudanças nas políticas hospitalares eram absolutamente necessárias.

d)      Os macacos de Harry Harlow. 
Por causa do trabalho de John Bowlby e o filme de Robertson e a perda de cuidados maternais, Harlow decidiu estudar mais a fundo quais elementos cruciais das mães que estava dando resultados tão negativos relatados por Bowlby e Robertson.  Em estudos que jamais passariam nos comitês de ética atualmente, Dr. Harlow estava motivado a descobrir qual o peso relativo do elemento ‘comida’ e do elemento ‘conforto’ maternais.



Para fazer isso, Harlow separou macacos bebês de suas mães no nascimento e colocou-os com 2 tipos de mães substitutas. No experimento mais marcante uma mãe era de ferro e tinha comida para o macaquinho, enquanto que a outra era de pano e foi projetada para dar alguma forma de conforto ao macaquinho. Muitas pessoas acharam que o macaquinho passaria a maior parte do tempo com a mãe de ferro que dava comida, mas exatamente o oposto aconteceu!

Os macaquinhos iam a mãe de ferro quando estavam com fome, mas passavam a maior parte do tempo com a mãe de pano. E quando alguma coisa negativa ou assustadora acontecia, eles se agarravam as mães de pano para se protegerem e se confortarem. Quando os macaquinhos foram transferidos a novos ambientes com sua mãe de pano, eles usavam-a como base de exploração. Se não havia nenhuma mãe presente (de ferro ou pano), os macaquinhos se tornavam irregulars, erráticos, perturbados e violentos. Eles mostravam medo do ambiente e não tinham base segura para explorar; e somente o que a mãe de pano lhes ofereceu deu-lhes a fundação psicológica.
Em resumo, apesar de terem suas necessidades fisiológicas imediatamente satisfeitas com a mãe de ferro, somente a mãe que lhe deu conforto (embora não satisfatório) é que lhe providenciou o conforto psicológico necessário para que os macacos lidassem com novas situações.

Essas pesquisas então demonstraram que falhar ao  atender as necessidades psicológicas e emocionais dos bebês resulta em déficits sociais dramáticos, problemas físicos mais tarde na vida, e até a morte.
Eu sei que a maioria de vocês diria que hoje em dia esses pais que seguem conselhos de seus livros não estão passando por circunstâncias extremas. E vocês estão certos.


Mas, ao saber o que acontece em casos extermos, podemos ser capazes de entender alguns dos efeitos mais sutis que podem acontecer de uso moderado desses comportamentos. É importante lembrar que esses efeitos não acontecem numa escala móvel- não é TUDO ou NADA – e que efeitos de negligências regulares de alguns dos elementos psicológicos e emocionais terão efeitos a longo prazo e de longo alcance nas crianças.


Resumindo … apesar das melhores tentativas dos behavioristas de nos fazer acreditar que os bebês são realmente tábulas rasas sem estados psicológicos,  sabemos que isso não é verdadeiro. Bebês podem não ter uma consciência complete dos seus estados interiores, mas eles sentem e experienciam o mundo socialmente e estes estados são sem dúvida tão importantes como seus estados físicos. Pesquisas mostraram que falhar ao atender essas necessidades psicológicas e emocionais pode levar a deficiências mentais severas, doenças e até morte.

Portanto, são ridículos e prejudiciais aos bebês conselhos que insinuam que todas necessidades do bebê estão atendidas porque a fralda está trocada e estão alimentados.

Então o que podemos fazer?  Bem, isso será discutido na lição número 3, com enfoque na importância do toque.


Educando os especialistas- Lição 3: O Toque
https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/educando-os-especialistas-li%C3%A7%C3%A3o-n%C3%BAmero-3-o-toque/276783332346083


[1] Watson JB. Behaviorism (1930).  Chicago: University of Chicago Press. Pp 82.
[2] Watson JB. Psychology as the behaviorist views it. Psychological Review (1913); 20: 158-177.
[3] Skinner BF. About Behaviourism (1974). Cape.
[4] Watson JB & Rayner R. Conditioned emotional reactions. Journal of Experimental Psychology (1920); 3: 1-14.
[5] Fogany P, Steele M, Steele H, Moran GS, & Higgitt AC. The capacity for understanding mental states: The reflective self in parent and child and its significance for security of attachment. Infant Mental Health Journal (1991); 12: 201-218.
[6] Tronick EZ. Emotions and emotional communication in infants. American Psychologist(1989); 44: 112-126.
[7] Stack DM & Muir DW. Tactile stimulation as a component of social interchange: New interpretations of the still-face effect. British Journal of Developmental Psychology (1990); 8: 131-145.
[8] Gusella JL, Muir DW, & Tronick EZ. The effect of manipulating maternal behaviour and interaction in three- and six-month-olds’ affect and attention. Child Development (1988); 59: 1111-1124.
[9] Stack DM & Muir DW. Adult tactile stimulation during face-to-face interactions modulates five-month-olds’ affect and attention. Child Development (1992); 63: 1509-1525.
[10] Stack & Muir (1990).
[11] Weinberg MK & Tronick EZ. Infant affective reactions to the resumption of maternal interaction after the still-face. Child Development (1996); 67: 905-914.
[12] Maslow AH. A theory of human motivation. Psychological Review (1943); 50: 370-396.
[13] Maslow AH. Motivation and Personality (1954).  New York: Harper.
[14] Hagerty MR. Testing Maslow’s hierarchy of needs: National quality-of-life across time.Social Indicators Research (1999); 46: 249-271.
[15] Gratton LC. Analysis of Maslow’s need hierarchy with three social class groups. Social Indicators Research (1980); 7: 463-476.
[16] Montague A & Matson F. The Human Connection (1979). New York: McGraw-Hill.
[17] Sigal JJ, Perry JC, Rossignol M, & Ouimet MC. Unwanted infants: Psychological and physical consequences of inadequate orphanage care 50 years later. American Journal of Orthopsychiatry (2003); 73: 3-12.
[18] Montague & Matson (1979).
[19] Bowlby J. Maternal care and mental health. World Health Organization (1951).
[20] Robertson J. Some responses of young children to loss of maternal care. Nursing Times (1953); 49: 382-386.

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