Depois do nascimento: mudanças à vista!


Depois que o bebê nasce, cai o nível de progesterona e outros dois hormônios passam a ser protagonistas: a prolactina, que estimula a produção de leite, e a ocitocina, que é responsável pela contração do útero para a expulsão do bebê na hora do parto e pela ejeção do leite.

Devido a essa nova condição hormonal e física, entre o segundo e quarto dia após o parto, a mulher pode apresentar uma leve tristeza, que não deve ser confundida com a depressão pós-parto, um problema bem mais sério e que deve ser tratado com o auxílio médico.

Essa sensação de apatia e desânimo dura no máximo seis semanas, período em que normalmente a ex-gestante se acomoda no novo papel de mãe. “Ela vai perceber que algumas fantasias vão se tornar realidade e outras não. Há uma reestruturação na sua forma de pensar. Fica claro que agora existe um novo ser que depende dela”, explica Ricardo Monezi.

Mais uma vez o apoio familiar e do companheiro são essenciais. Ao homem, cabe o sentimento de compreensão pela nova condição porque sua companheira se ocupará em tempo quase integral em cuidar do bebê, esquecendo-se momentaneamente de seu papel de esposa, como esclarece Alberto D´Auria, ginecologista, obstetra e diretor de relacionamento da Maternidade Santa Joana, em São Paulo: “O hormônio prolactina inibe a feminilidade. A nova mãe fica mais preocupada em agasalhar e proteger o filho e se afasta do convívio social e de qualquer situação que ofereça risco, ainda que inconsciente, para o bebê”.

Mantenha o controle

• Converse com outras mães. Trocar experiências nesse momento será muito enriquecedor e tranquilizante.

• Peça ajuda! Você não precisa dar conta de tudo sozinha. É importante reservar um momento para se cuidar e relaxar.

• Deixe e incentive o pai a participar dos cuidados com o bebê. Isso fortalecerá o vínculo entre eles e deixará você mais segura em relação à nova família.


Fonte: http://bebe.abril.com.br/gravidez/saude/guia-emocoes-pos-nascimento.php
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