Musicoterapia na Gestação

Sons externos já são ouvidos pelo feto entre a 16ª a 20ª semana de gestação. A audição é o primeiro dos sentidos a se desenvolver no ciclo vital, então, nesse período, seu bebê já vai ouvir vozes e músicas; e a partir da 35ª semana, o bebê pode se assustar e esboçar reação quando ouvir barulhos muito altos.

Segundo Maria Elena Galicchio, membro da Federação Mundial de Musicoterapia, pesquisas constatam, que o aprendizado inicia-se no período pré-natal e que os sons e ritmos ouvidos, ainda no útero materno, podem conter importantes informações para o desenvolvimento do cérebro do bebê.

A musicoterapia - utilização da música e seus elementos para facilitar e promover a comunicação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêticos, a fim de tratar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas, tem sido aplicada em gestantes, para garantir proximidade e melhor qualidade de vida à ela e ao bebê.

Nas sessões de musicoterapia, o terapeuta visa atingir através dos sons, todas essas áreas, ajudando o paciente a manter ou restabelecer sua saúde.

"A música, através de seus elementos , gera energia criativa e ao usar a música durante a gestação, a mãe passa para o feto, sons com informações ricas em conteúdo emocional", informa Maria Elena Galicchio, acrescentando ainda, que esse processo comunicativo comtribui para o bem-estar do bebê, e posteriormente, no desenvolvimento físico, nas características de comportamento e nível de inteligência da criança.

Um estudo realizado em Taiwan, uma República a China, indicou que as gestantes que escutaram trinta minutos de música todos os dias durante duas semanas reduziram, e muito, os sintomas de depressão, estresse e ansiedade em comparação às gestantes que somente fizeram o pré-natal sem a intervenção da música.

O estudo selecionou diferentes tipos de músicas às mamães grávidas: música clássica, sons da natureza, canções infantis chinesas e canções de ninar. Todas elas surtiram efeito altamente positivo, aumentando também a atividade cerebral do bebê e fortalecendo o vínculo com a mãe.

Isso não significa que as mamães brasileiras tenham que começar a escutar música chinesa. Ainda bem! As mamães devem escutar música que as deixe bem, harmonizando o contato com o bebê e que a "desligue" por instantes do mundo.

Faça um teste: repita músicas gostosas de ouvir. Quando o bebê nascer, volte a cantarolar as mesmas canções da fase de gravidez. Seu filho vai ter a sensação de que já ouviu esse som “de algum lugar”. O semblante no rosto pode deixar nítida essa impressão.


Dicas

A música deve agradar a mamãe. Não adianta colocar uma música clássica só porque dizem que é bom. Se a gestante não gosta, não será prazeroso nem benéfico. Pode-se aprender a gostar de estilos musicais diferentes.

Não precisa aumentar demais o som da música achando que o bebê não escutará lá dentro da barriga. O líquido amniótico é um bom condutor de som.

O bebê se sente realmente mais tranquilo quando escuta o som da voz da mamãe que é a primeira a ser reconhecida. Por isso, cante e converse muito com o pequeno dentro da sua barriga e fora também.


 
Fontes: http://bebe2000.com.br/gestacao/saude/musicoterapia/
e
http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/musica_na_gestacao.htm
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