Óculos para Bebês

Pesquisas apontam que já no período intra-uterino, após a formação das pálpebras, o feto já consegue ter a percepção de luz. Nos primeiros dias de vida o desenvolvimento é contínuo. “Enxergam entre 15 a 40 cm no máximo, na forma de vultos, sem detalhes e profundidade.

Apenas distinguem algumas cores, principalmente as mais fortes. À medida que crescem a visão evolui”, explica a técnica óptica, especializada em Visão Subnormal – UNICAMP e com MBA em Gestão em Saúde – UNIFESP, Anna Paula de Maria. Mas mamãe, fique calma! Com certeza o bebê irá te reconhecer através de outros sentidos, como o toque e a voz.

Oftalmologistas alertam que a visão é responsável por 80% dos estímulos dos bebês. Portanto, para ter a certeza que não há problemas no RN, como catarata e glaucoma congênitos, retinopatia da prematuridade, infecções e traumas de parto, após o nascimento é feito o Teste do Olhinho.

Segundo a Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica, o exame ocular em crianças a princípio deve ser feito quatro vezes: logo ao nascer, aos dois e aos quatro anos e na fase pré-escolar. A partir disto, anualmente.

Com base nessa análise, a especialista ressalta as doenças genéticas visuais infantis mais comuns: a miopia (problemas de visão para longe) e o daltonismo (anomalia na diferenciação de algumas cores). Estudos afirmam que para que os tratamentos sejam eficazes, o ideal é que sejam feitos até os sete ou oito anos de idade, quando o potencial visual do bebê se assemelha ao de um adulto. Porém, é importante lembrar que quanto mais cedo, melhor.

Os óculos em alguns casos são a melhor opção, e podem ser usados desde o primeiro mês de vida. “A tecnologia em óptica atualmente esta muitíssimo avançada. O que antigamente era impossível para recém nascidos, hoje, através de pesquisas na área tornou-se comum. Anualmente, ocorrem feiras internacionais com opções e materiais de última geração sempre pensando no conforto e bem-estar das crianças e no sucesso do tratamento”, informa Anna.

O difícil é imaginar o bebê, ainda sem controle de seus movimentos, equilibrar duas lentes nos olhinhos. A especialista explica que existem dois tipos armação. A de acetato, que normalmente tem menor custo, porém seu material é um pouco mais duro. Suas hastes são presas nas orelhas para que os óculos fiquem bem adaptados. E também a de silicone, que é antialérgica, sem peças metálicas, com adaptação perfeita, pelo fato de ficar bem fixa ao rosto da criança, não deixando que ela olhe por cima dos óculos, o que prejudicaria (e muito) seu tratamento. Com qualquer um dos materiais, os pais podem escolher as cores a fim de dar mais graciosidade para o rostinho do pequeno.

Mas, lembre-se: “O oftalmologista pediátrico é o único profissional apto a prescrever óculos para crianças, sanar as suas dúvidas e cuidar da saúde visual do seu filho”, finaliza Maria.


Independente da idade da criança, fique de olho em alguns sintomas que ajudam a detectar os problemas de visão:

• Aproximação exagerada da televisão para assisti-la;

• Dores de cabeça constantes;

• Desinteresse pelos estudos;

• Franzimento da testa para leitura o para enxergar algo;

• Estrabismo (olho torto);

• Piscar muito;

• Coceira constante nos olhos

 
 
Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/manual-bebe/para-te-ver-melhor
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