28 de agosto de 2010

Entrevista na Rádio Nacional

Já está disponível aqui na página a minha entrevista (do dia 28/08) para o Programa Semente Jovem da  Rádio Nacional falando sobre o Aborto e a Gravidez na Adolescência no aspecto da enfermagem e do espiritismo. Meus agradecimentos especiais a Marcela Falcão pelo convite para participar do programa e a Thais Sousa que gravou e disponibilizou essa entrevista na net para que eu colocasse aqui na minha página! Muito obrigada meninas!!!!
Ahh, considerem que eu estava MUITO nervosa na entrevista viu? heheh
:)



27 de agosto de 2010

Leitinho de todo dia

Amamentar é um processo natural, porém requer preparo, dedicação e técnica. Sacia a sede, alimenta, nutri, imuniza, é natural, pode ser levado a qualquer lugar, qualquer hora, não tem custo, ajuda no desenvolvimento facial, na prevenção de doenças maternas e volta à forma física da mamãe. Em outras palavras, a amamentação é feita “sob medida” para você e seu bebê.

Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde - não se deve dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser por indicação médica.

Eneida Bittar, Enfermeira-Consultora e Educadora em Aleitamento Materno UCLA-CA (Universidade de Los Angeles) - membro ILCA-USA (International Lactation Consultant Association) Núcleo de Suporte- Aleitamento Materno, diz que a superioridade nutricional do leite materno é indiscutível, é o melhor alimento para o bom crescimento e desenvolvimento da criança. “Ele não só proporciona proteção contra infecções e alergias, como, também, estimula o bom funcionamento do sistema imunológico e a maturação dos aparelhos digestivo e neurológico.”

A especialista afirma ainda que esse poderoso alimento funciona como “supervacina” e preserva a criança das mais diversas doenças, como diarréia, resfriados, alergias, infecções urinárias, respiratórias e obesidade. Pesquisas apontam que o leite materno pode reduzir em 13% as mortes de crianças menores de cinco anos em todo o mundo.

E para relacionar ainda mais elogios, vale destacar que as primeiras palavrinhas também são beneficiadas com a amamentação, já que a sucção auxilia na movimentação dos ossos e músculos da face promovendo maior flexibilidade na articulação. Não menos importante é o vínculo afetivo entre mãe e bebê através do contato pele a pele, olhares e afagos.

Preparativos

Infelizmente, em tempos tão modernos, algumas mamães desistem de amamentar antes mesmo de começar. Medo de sentir dor, dificuldades e mulheres da família que não amamentaram são alguns dos motivos mais relatados. “É um exercício do binômio, mãe-bebê necessitam de tempo para se adaptarem. A produção do leite é um processo natural, mas a amamentação é uma arte e, por isso, precisa ser aprendida”, diz Eneida que completa: “Outra questão são os inúmeros papéis que a mulher desempenha no atual conceito de família e sua participação crescente no mercado de trabalho. Por isso, o apoio profissional e familiar são essenciais para o sucesso dessa importante fase da vida.”

Para “dar uma mãozinha” às futuras mamães, a enfermeira cita alguns cuidados com a mama, que devem ser iniciados ainda na gestação: banho de sol, de cinco minutos ao dia, o uso de cremes específicos para previnir lesões causadas pela amamentação - a base de Lanolina 100% purificada - e nos casos de mamilos pouco profusos, a utilização de concha protetora de silicone.


Na prática

Com o bebê no colo, as dificuldades aparecerem. Qual a melhor posição? Será que a pega está correta? O tempo da mamada é suficiente? O leite é fraco?

A amamentação requer tranquilidade, eleger um lugar calmo aonde permita que mãe e bebê estejam aconchegados é o primeiro passo para o sucesso. Não menos importante são os acessórios que vão compor o cenário de amor e facilitar a amamentação, como poltrona confortável, apoio para o braço e pés e almofadas especiais.

Atenção redobrada deve ser no posicionamento da mão e do bebê: “O bebê deve estar inclinado em relação ao corpo da mãe, barriga com barriga”, explica a enfermeira. Enquanto isso, é provável que o pequeno esteja aos “berros” de fome e já com a boquinha aberta, procurando o peito, pelos seus sinais de reflexo.

A lactante por sua vez, pode ajudar a criança a pegar o seio de maneira correta. “A boca do bebê deve estar de frente para o mamilo e a ponta de queixo e ponta de nariz tocando o tempo todo a mama, com os lábios voltados para fora, o que chamamos de boca de peixe”, explica Eneida.

Para ter certeza que o modo de sucção vai bem, a educadora sugere que a mamãe observe se as sugadas são ritmadas, longas e profundas e se a bochecha do bebê se mantém redonda durante toda a mamada. “Durante a mamada o bebê não pode estar com covinhas, barulho como estalo de língua, se tiver, retire e posicione novamente”.

Mas, a grande preocupação é: será que meu leite sustenta o bebê? Eneida explica que não existe leite materno mais fraco ou mais forte, cada mãe produz o leite na composição adequada para seu filho. “O que acontece são três tipos de alterações até seu estabelecimento.”

1ª - COLOSTRO: espesso e amarelado tem em sua composição proteína e sais minerais, ideal para adquirir imunidade e proteger de infecções;

2ª – LEITE DE TRANSIÇÃO: volume maior, cerca de 30ml por mamada, e cor de manteiga;

3ª – LEITE MADURO: fino e azulado, é rico em proteínas, gordura e açúcar, e tem o objetivo de satisfazer o recém-nascido, nutrir e colaborar para o ganho de peso.


Reloginho

O bebê pode mamar quantas vezes quiser, o que na área da saúde é chamado de livre demanda. Segundo a especialista, depois de esvaziar o primeiro peito, a mamãe deve oferecer o segundo, mesmo que seja no próximo horário. Afinal, quando saboreamos um cardápio muito gostoso nunca hesitamos em repetir a dose, não é mesmo?

É importante lembrar que o tempo de mamada também é individual. Há bebês que ficam satisfeitos rapidamente e outros que levam mais tempo para ficarem satisfeitos.

“Para ajudar na descida do leite, a mulher pode colocar o polegar bem acima da aréola, e os outros dedos, e toda a palma da mão de baixo da mama, formando a letra “C” de forma invertida, aconselha a enfermeira.

Essa maratona das mamadas pode fazer os mamilos sofrerem rachaduras pelo excesso de atrito. Então, as precauções devem ser redobradas. Bittar aconselha que a mulher use sutiã adequado e ao final de cada mamada passe a Lanolina 100% purificada - não precisa removê-la antes de amamentar o bebê - por toda aréola e mamilos. Caso não haja melhora, procure um profissional para orientá-la.

Outra dica é ao tirar o bebê do peito introduzir gentilmente o dedo mínimo no canto da boca para que ele solte o mamilo naturalmente sem machucá-lo.

Mulher

A satisfação da mulher é dupla com o aleitamento materno, pois além de beneficiar a saúde do recém-nascido, acelera a perda de peso e previne contra o câncer de colo de útero e de mama. “A sucção do bebê estimula a produção do hormônio ocitocina, que contrai o útero e faz com o que ele volte ao normal rapidamente, além de diminuir o sangramento”, explica a educadora.

Estar de bem com a autoestima, manter a alimentação saudável e ter boas horas de sono é tudo o que a mamãe precisa para se recuperar no pós-parto e instigar os hormônios responsáveis pela produção e ejeção do leite, respectivamente, a prolactina e a ocitocina. Assim, somando bem-estar com muita sucção, fica fácil oferecer ótima qualidade e quantidade de leite materno para o bebê.


Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/amamentacao/leitinho-todo-dia
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7 de agosto de 2010

Dia dos Pais!

Em homenagem ao dia dos pais:

O Papel do Pai

Dentre as inúmeras necessidades humanas, as de afeto e segurança têm, indiscutivelmente, prioridade. Quando elas são satisfeitas, temos garantias eficazes para o crescimento do ser humano; se, pelo contrário, houver frustrações, haverá desajustes mais ou menos graves.

A criança necessita de amor. Esse é um lema moderno que ouvimos muito freqüentemente. Mas, o que é preciso dizer? O recém-nascido é completamente indefeso, dependente e precisa de cuidados constantes para que não sofra de fome, frio ou dor. Como ele não tem noção de tempo e espaço, ao sentir fome, fica perdido e somente a assistência afetiva da mãe ou alguém que a substitua regularmente poderá, aos poucos, propiciar-lhe a certeza de que o alimento não lhe faltará.

Bem sabemos, no entanto, que os cuidados com o bebê não se restringem à alimentação ou às necessidades corporais; desde as primeiras semanas, o bebê é um ser humano completo, com sentimentos, emoção e idéias. O amor da mãe é que o protegerá de algumas sensações desconcertantes e desagradáveis que vêm do mundo externo e que lhe causam desconforto. A mãe é a iniciadora do filho na vida. Conforme as experiências deste sejam satisfatórias ou frustrantes, ele estará se preparando para a liberdade e para aceitar a autoridade.



E o pai, qual é a sua importância nos primeiros meses?

Durante mais de meio século, a partir das descobertas de Freud e de outros estudiosos do psique humana, enfatizou-se a importância da relação mãe-filho. Somente nos últimos anos - e muito timidamente - começou-se a estudar a importância da figura do pai desde os primeiros dias de vida. Estudos e pesquisas revelaram que é fundamental para a vida da criança que seu nascimento seja desejado; sentir-se filho do pai é tão primordial para o desenvolvimento do indivíduo como o próprio fato de sê-lo.

O papel do pai nos primeiros três meses é indireto, porém muito importante para que a mãe proporcione segurança ao bebê. Durante as primeiras semanas, quando a mãe e o bebê estão lutando para se conhecer, para se adaptarem um ao outro, a atitude do pai pode ser de grande ajuda. Como? Participando de algumas de suas ansiedades, ele poderá lhe dar o apoio de que ela talvez esteja precisando para enfrentar uma situação difícil, ajudando-a a ver as coisas com mais clareza.

Alguns homens efetivamente não conseguem ficar absorvidos pelo bebê. Em nossa sociedade, às vezes acontece de os homens acharem meio "bobo" se interessar demais pelos bebês e, então, fingem falta de interesse. Quando os filhos crescem, podem admitir mais facilmente que sentiam orgulho e amor pelos filhos

É interessante notar como, em torno dos 4-5 meses, o bebê começa a reagir ao pai de um modo especial e diferente da maneira como reage à presença da mãe e a dos demais adultos. A espécie de relacionamento que vai se formando entre o pai e o bebê nesses primeiros meses dependerá, por um lado, do quanto a mãe o estimula a participar do banho e da alimentação da criança, como também das possibilidades do próprio pai estar em casa nas horas em que o bebê está acordado e de sua facilidade em entrar em contato com ele.

A partir do primeiro ano de vida, o pai começa a aparecer mais. Ele representa a responsabilidade. É o contato com a realidade. O pai que ama os filhos não é somente aquele que manda, mas aquele de quem a criança tem orgulho e com quem quer se parecer. Essa admiração é o elemento de masculinidade que o pai transmite.

Encontrar-se com o pai significará não somente poder separar-se da mãe, mas também encontrar uma fonte de identificação masculina, imprescindível tanto para a menina como para o varão. Isso porque a condição bissexual da psique humana (o que Jung chamava de animus nas mulheres e anima nos homens) torna necessário o casal "pai" e "mãe" para que se consiga um desenvolvimento normal da personalidade.

Se, por um lado, é função da mãe dar aos filhos dos dois sexos a imagem da feminilidade, na sua competência, importância, afetividade e maternidade, o pai, por sua vez, é sentido pelos filhos em sua universalidade, a transmitir-lhes o papel da autoridade suprema (apesar do fato de a autoridade diária estar muitas vezes diretamente ligada à mãe).

Essa distinção entre a autoridade materna e paterna são os modelos que a criança possui para fazer frente às fontes de autoridade, que irão desempenhar no futuro uma função importante no seu ajustamento à sociedade, além de cumprir uma função fundamental no desenvolvimento de sua sexualidade.

Dra. Monica Mlynarz - Psicóloga

Fonte: http://www.alobebe.com.br/site/revista/reportagem.asp?texto=18
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Ampliação da Licença-paternidade

Pelo menos dez projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional discutem a ampliação da licença paternidade. Há propostas que aumentam o direito para até 30 dias, mas o projeto mais avançado e com maior consenso prevê licença remunerada de 15 dias após o nascimento do filho.

Ampliação da licença-paternidade

A licença para os pais é um direito previsto na Constituição de 1988. O texto deixa claro que se trata de um prazo provisório até que uma lei específica regulamente o direito. Vinte e dois anos depois, o Congresso ainda não aprovou uma lei sobre o assunto.

O pediatra Dioclécio Campos Júnior, consultor de Assuntos Legislativos da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), afirmou que a tendência é de aprovação da ampliação para 15 dias. Segundo ele, diversos municípios e estados já concedem licença desse período para os pais. "15 dias não é suficiente, mas é um avanço dentro do que é possível. É preciso considerar o que é o possível em cada momento das conquistas sociais históricas."

A licença que atualmente é de cinco dias era menor antes da promulgação da Constituição. A Consolidação das Leis Trabalhistas, de 1943, previa um dia de afastamento remunerado do decorrer da primeira semana após o nascimento do filho.

Dioclécio Campos Júnior diz que a ampliação da licença-paternidade é fundamental para o melhor desenvolvimento das crianças.

Fonte: http://pediatriabrasil.blogspot.com/2010/08/ampliacao-da-licenca-paternidade.html
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5 de agosto de 2010

Parto Normal ou Cesárea?

Se nos reportarmos algumas décadas, teremos em mente mulheres tendo seus filhos de parto natural, realizados nas suas casas, com ajuda da parteira moradora da região. Muito raramente havia nascimentos nos hospitais com assistência médica. Tudo acontecia de forma natural. A natureza se incumbia do restabelecimento e bem estar da mãe e do bebê.

As mulheres com o movimento feminista, os incentivos ocorridos pelas mudanças de comportamento, conseqüência da revolução sexual tornaram-se mais desembaraçadas e exigentes.

O parto é um dos momentos mais esperados e delicados para a mãe e o bebê.
Os avanços somados ao acompanhamento médico e de enfermagem, permitem opções diferentes de partos confortáveis e seguros.

Com o surgimento da ultra-sonografia esse desenvolvimento tecnológico permitiu um diagnóstico mais preciso das condições do bebê no útero que, em alguns casos é possível até curar determinadas doenças fetais.

Se antes o bebê sentia-se protegido no ventre materno, hoje esta cercado de cuidados de tal forma, a ponto de se garantir o estado de saúde que terá ao nascer.



A cesariana é mais uma das opções para o nascimento, trata-se de um procedimento cirúrgico, que tem suas indicações: quando a posição do bebê é inadequada; a dilatação do colo uterino inexiste; o bebê é muito grande em relação a bacia da mãe,dificultando a passagem por via baixa;sensibilização do feto pelo fator Rh; quando durante o trabalho de parto surje o sofrimento fetal (oxigenação insuficiente); deslocamento de placenta prematuramente;encurtamento do cordão umbilical; primeira gestação com idade avançada; eclampsia; pré-eclampsia; insuficiência placentária;mãe diabética e/ou hipertensa.

A cesariana por ser um procedimento que isenta a dor do parto, presenteia a mãe na escolha da data e hora de estar com seu filho no colo, evita corre- corre; o bebê não sofreria o trauma do parto. Para o profissional a tranqüilidade de não deparar com possíveis complicações, o tempo que num parto normal levaria em média de 6 a 12 horas em uma cesariana nas condições normais não ultrapassaria mais de 1 hora. Poderíamos dizer: é unir o útil ao agradável,conveniente para ambos, predominando dessa forma cesarianas sem indicação.

Sabemos que o aumento abusivo do número de cesáreas é um fato mundial. O Brasil é um dos países que mais faz cesárea no mundo. A OMS adverte a cesariana pode fazer mal a saúde. No Brasil o aumento vai de 10 a 20% chegando em algumas regiões a 80%. Isso significa um número maior de procedimentos cirúrgicos desnecessários por ano, acarretando uma perda financeira, além de leitos ocupados diariamente nos hospitais.

Porque o parto normal indiscutivelmente é a melhor opção: Vamos começar com o índice de mortalidade do bebê, é cinco vezes menor se comparado aos da cesariana; a incidência de desconforto respiratório é bem menor nos bebês, porque a pressão que sofrem durante a passagem pelo canal vaginal sobre o tórax da criança, ajuda a expelir o líquido presente em seus pulmões; menos invasivo,acontece na hora certa em que a mãe e o filho estão preparados;as dores podem ser controladas com anestésicos que não influenciam nas contrações; se necessário faz-se episiotomia, que é um corte lateral aumentando a passagem facilitando a saída para o bebê; a mãe volta ao seu peso normal mais rapidamente;não há dor após o parto; a recuperação é rápida deixando a mãe tranqüila para manusear o bebê;favorece a lactação; cada parto fará que o trabalho de parto da próxima gestação seja mais fácil; e o relaxamento da musculatura pélvica não altera em nada o desempenho sexual.

È importante que a gestante durante seu período gestacional, no seu pré-natal converse com seu médico,com a equipe que lhe acompanha,troque idéias, tire suas dúvidas.

Se o médico lhe indicar cesariana, e ela não estiver convencida da necessidade, vá em busca de outro profissional, para ter outra opinião a respeito.

O parto Normal é, e sempre será o mais indicado e melhor em todos os aspectos, caso não seja possível precisamos estar cientes que a cesariana não é um insucesso é a resolução do problema.


Fonte: http://enfermeiraamelia.blogspot.com/2010/08/parto-normal-ou-cesaria_02.html?spref=tw
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Caminhada na Gravidez

“Você pratica alguma atividade física?” A pergunta, que você provavelmente já ouviu em algum outro momento da vida, vai ser feita de novo, sim, numa das primeiras consultas com o obstetra. E seja a resposta positiva ou não, provavelmente, ele vai sugerir que você faça caminhada. Afinal, andar é um dos exercícios mais indicados para as gestantes, sejam elas sedentárias ou atletas.

Com tantas novas preocupações e mudanças físicas e hormonais (que podem incluir desde enjoos até sonolência), porém, a tentação de deixar todo e qualquer esporte de lado é grande. Resista! As grávidas que se mantêm ativas evitam o aparecimento de doenças como hipertensão, diabetes gestacional e depressão.

E os benefícios se estendem ao bebê também. Pesquisadores das universidades de Auckland e do norte do Arizona (EUA) revelaram que filhos de gestantes que fazem pelo menos 40 minutos de exercícios semanais nascem com peso normal, ou seja, evitam complicações no parto por causa do sobrepeso.

 O estudo se soma a evidências cada vez maiores de que até o desenvolvimento neurológico da criança pode ser melhor. É importante alertar: se você era uma sedentária convicta antes de engravidar, é bom que não se arrisque em exercícios pesados. Prefira caminhada, yoga, alongamento etc. No país, segundo um estudo do Ministério da Saúde divulgado em abril deste ano, apenas 14,7% dos adultos fazem atividades físicas com a regularidade necessária. Por isso, se você vai começar a praticar agora, é importante respeitar seus limites. Já a corrida é indicada apenas para quem já era adepta da atividade e, ainda assim, com orientação médica.

Você pode praticar por até três vezes. Veja se consegue aumentar um pouco o ritmo. Se você era sedentária antes de engravidar, busque uma orientação profissional para seguir um programa individualizado. Com as mudanças gestacionais, mesmo um aumento de 5 minutos pode tornar a atividade mais intensa

Se você nunca sentiu aquela sensação de bem-estar (impagável) que bate quando a gente está no fim do percurso, prepare-se. Esse estado de espírito está relacionado a liberação de endorfina. Além de fazer você se sentir mais animada, esse hormônio torna seu fiho mais resistente aos efeitos colaterais do estresse. Corra para as próximas páginas!


CORRA COM PLANEJAMENTO

Lembra quando você passava a mão num par de tênis e simplesmente ia caminhar, sem nenhuma preocupação? Nem sonhe em fazer isso agora. “Os exercícios para a grávida necessitam de maior planejamento, já que acontecem mudanças fisiológicas e biomecânicas”, afirma Gizele Monteiro, professora de educação física da Método Mais Vida (SP), programa de exercícios focado em gestantes. Veja o que merece sua atenção:
IMPACTO: os quilos a mais que você vai ganhar, somados ao inchaço, vão aumentar o impacto da atividade sobre os joelhos, coluna e quadril.

O que mudar: tenha um supertênis, um modelo ideial para seu tipo de pisada e com amortecimento perfeito (seus pés estarão inchados também!). Antes de escolher um novo par, veja qual é o seu tipo de pisada. Se é pronada (a parte de fora do calcanhar, aquela contrária da parte mais próxima da outra perna, toca o chão, o pé inicia uma rotação para dentro e a pisada termina no dedão), se é supinada (o contrário da pronada: o calcanhar toca o solo e inicia uma rotação para fora e a pisada termina no dedinho) e a normal (a parte externa do calcanhar toca o solo, o pé incia uma rotação discreta para dentro e a pisada termina com a ponta do pé inteira tocando o chão). Algumas lojas possuem aparelhos que dão esta resposta, mas vale consultar um ortopedista.


MUSCULATURA: os hormônios relaxina e progesterona causam uma espécie de frouxidão dos músculos e ligamentos para que o corpo se torne mais elástico. O saldo, para quem pratica atividade física, no entanto, é uma maior fragilidade muscular. Em bom português: ficam mais suscetíveis a sofrer uma lesão séria, como romper um ligamento de joelho, caso não haja preparação adequada.

O que mudar: se você corre, precisa fortalecer a musculatura por meio de exercícios localizados ou musculação. Outro conselho que vale para qualquer gestante é se manter em dia com as sessões de alongamento, assim seu corpo se prepara para suportar o impacto da atividade.
Se você for corredora, evite parar um treino bruscamente. O organismo tem um mecanismo natural de defesa que pode levar a uma queda de pressão e até a um desmaio


FREQUÊNCIA CARDÍACA: há um aumento significativo do fluxo de sangue, o que exige mais vigor do coração. E não descuide da pressão.

O que mudar: use um frequencímetro (que mede a quantidade de batimentos. Muitos médicos limitam a intensidade do treino a 140 batimentos cardíacos, no máximo, por minuto). de qualquer maneira, consulte seu médico. Para evitar problemas com a pressão, modere o consumo de sal.


REFLEXOS: a sensação de viver em slow motion é sua companheira de todos os dias? De fato, os reflexos ficam mais lentos, o que significa que você não terá as reações rápidas o suficiente para se proteger numa queda, por exemplo.

O que mudar: prefira percursos asfaltados que você conheça. Esqueça a ideia de correr em pista de terra. “A partir do sexto mês é interessante que a gestante dê preferência às esteiras, terrenos acidentados são um perigo”, afirma Cristina de Carvalho, coordenadora Mais Mulher Consultoria Esportiva.


TEMPERATURA: ela vai estar mais alta.

O que mudar: preste atenção no calor que você sente durante os exercícios para não passar por algum mal estar e até desmaiar durante o treino. Evite horários em que o sol está a pino e beba muita água.


HIDRATAÇÃO: você vai precisar consumir mais líquido (cerca de 250ml a mais).

O que mudar: significa esvaziar um squeeze de água a mais do que o costume.


ALIMENTAÇÃO: comer coisas pesadas e de difícil digestão antes e durante o treino gera desconforto gástrico, assim como comidas gordurosas e proteínas.

O que mudar: antes do exercício consuma uma fonte de carboidrato, como pão integral. Após o exercício, se tiver fome e de acordo com a recomendação do seu médico, tome um pequeno lanche com fontes de proteína (queijo branco e peito de peru, por exemplo), uma de carboidrato e um suco. Se sentir tontura durante o treino pare devagar, e não bruscamente, e coma uma fonte de carboidrato ou fruta.


Fonte: http://www.gravidaecia.com.br/Site/pagina.aspx?idConteudo=41&idLayout=2&idMenu=82&idSubConteudo=452
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4 de agosto de 2010

Benefícios da Amamentação

O leite materno é um alimento completo. Isso significa que, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos.

É bom que o bebê continue sendo amamentado até 2 anos ou mais. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito, melhor para ele e para a mãe.

Benefícios para o bebê

- O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão do que qualquer outro leite, porque foi feito para ele.

- Funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças.

- Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho.

- A amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.

- Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.


Benefícios para a mãe

- Reduz o peso mais rapidamente após o parto.

- Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia de anemia após o parto.

- Reduz o risco de diabetes.

- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário.

- Pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez nos primeiros seis meses desde que a mãe esteja amamentando

exclusivamente (a criança não recebe nenhum outro alimento) e em livre demanda (dia e noite, sempre

que o bebê quiser) e ainda não tenha menstruado.


Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33806
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Semana Mundial da Amamentação - 01 a 07 de Agosto

Do dia 1° a 07 de agosto, mais de 120 países no mundo comemoram a Semana Mundial da Amamentação. Este ano o tema é Por Mundo Amigo da Criança,que ressalta os dez passos para o sucesso do aleitamento materno.
A Semana Mundial da Amamentação – SMAM foi idealizada pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) e é comemorada desde 1992, com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

A cada ano, a WABA define o tema central da campanha, que passa a ser discutido nos diversos países, unificando as comemorações em todo o mundo. O tema definido para 2010 é “Iniciativa Hospital Amigo da Criança” (IHAC).

A IHAC foi criada há vinte anos, a partir da Declaração de Innocenti, na qual foram determinadas metas e objetivos para a promoção da amamentação exclusiva até os quatro ou seis meses, e continuada até o segundo ano de vida ou mais. Cerca de 28% das maternidades do mundo (em torno de 20.000) são credenciadas na IHAC. No Brasil, 335 maternidades já foram credenciadas na Iniciativa.



A campanha deste ano (conheça as peças), além de divulgar amplamente as vantagens e a importância da amamentação, visa estimular a revitalização da IHAC, enfatizando a contribuição dessa iniciativa para aumentar as taxas de aleitamento materno exclusivo; revitalizar atividades que apoiam as mulheres e seus filhos no seu direito de amamentar; estimular os gestores hospitalares a implementarem a Iniciativa Hospital Amigo da Criança; estimular os profissionais de saúde a se capacitarem adequadamente para aconselhar e apoiar a alimentação infantil ótima, além de envolver familiares e rede social, governo e sociedade civil organizada junto à mulher, uma vez que a amamentação depende, em grande parte, do apoio dado às mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto.

A comemoração da SMAM tem se mostrado um método efetivo de mobilização de todos os segmentos da sociedade em prol da promoção, proteção e apoio da amamentação. No Brasil, foi coordenada pela WABA até 1998 e, a partir de 1999, pelo Ministério da Saúde.

Em 7 de outubro de 2009, o Ministério da Saúde publicou a Portaria n.º 2394, que instituiu a Semana Mundial da Amamentação no Brasil e estabeleceu a parceria entre o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria nas comemorações.
 
 
Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=34831&janela=1
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