Pré-Natal para homens

Pré-natal também é para o homem. E uma iniciativa da Secretaria de Saúde de Várzea Paulista (SP) está fazendo com que a participação dos futuros pais não se limite a apenas acompanhar a mulher às consultas com o ginecologista durante os nove meses. Agora, eles também são incentivados a fazer exames para diagnóstico e tratamento de doenças que podem afetar a saúde da mulher e, assim, a do bebê.

Apesar de a notícia ainda soar estranha entre os homens, de acordo com Gustavo de Alarcon, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), essa atitude deveria ser rotina dos futuros pais. “O ideal é fazer uma bateria de exames no pré-natal para pesquisar principalmente doenças sexualmente transmissíveis - como HPV, sífilis - e hepatite. E, assim, iniciar o tratamento o quanto antes”, diz. Vale lembrar que algumas doenças, como catapora, rubéola, gripe, contam com vacinas como meio de prevenção. E, como as mulheres, os homens também podem ser vacinados antes de "engravidar".

Cuidar da própria saúde, no entanto, é um passo além do apoio e interesse que os homens já vêm demonstrando com a mulher durante a gestação. Uma pesquisa realizada em 2008 pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo avaliou homens, de 21 a 35 anos, sobre a experiência de ir com a mulher ao médico durante a gestação.

Segundo Miriam Aparecida de Abreu Cavalcante, enfermeira que conduziu o estudo, para eles é importante acompanhar o desenvolvimento do bebê desde a barriga da mãe. “Conheci casais em que não havia mais nenhum relacionamento amoroso, e, ainda assim, o pai da criança acompanhava a mulher nas consultas, preocupado em ser reconhecido como um pai presente desde cedo e em passar segurança para ela”, afirmou.

Além do desenvolvimento do bebê


Durante os nove meses, é a mulher que sente o bebê crescer e se mexer na barriga e alguns homens se sentem coadjuvantes daquela situação. “Participar do pré-natal, ouvir o coração do bebê bater e acompanhar sua evolução a cada ultrassom faz com que eles se sintam participativos e se preparem junto com ela para a chegada do bebê”, diz Luciana Taliberti, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz (SP).

Segundo a obstetra, está cada vez mais comum encontrar os homens na sala de espera desde a primeira consulta. E a vida do casal também agradece. Escutar do especialista algumas mudanças comuns na gravidez, como a queda na libido da mulher e a certeza de que o sexo não prejudica o bebê, por exemplo, tranquilizam os futuros pais e evitam desentendimentos.

Fonte: http://www.gravidaecia.com.br/Site/pagina.aspx?idConteudo=41&idLayout=2&idMenu=82&idSubConteudo=540
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