20 de novembro de 2010

I Simpósio de Saúde da Mulher

Nos dias 03 e 04 de Dezembro acontecerá na UNIME Itabuna o I Simpósio de Saúde da Mulher - Uma visão Multidisciplinar.

Irei palestrar no dia 04 pela manhã sobre a Humanização do Parto.

Este evento está sendo organizado pelas fisioterapeutas docentes da instituição  Cristiane Carvalho e Ana Paula Assis

Confira abaixo um primeiro folder sobre as palestras previstas para o evento:

Matéria com Mary Zwart

“Os hospitais precisam tornar o ambiente mais favorável”

A parteira holandesa Mary Zwart tem 30 anos de experiência. Ela já trouxe ao mundo mais de 4 mil bebês.

O conhecimento acumulado a faz viajar pelo mundo para difundir a humanização do parto. Vem ao Brasil desde 2000 e, a convite do Grupo Piracema, esteve em Blumenau na semana passada para palestrar e visitar hospitais.

O modelo defendido por Mary consiste em a mulher conduzir seu próprio trabalho de parto, com a mínima interferência de médicos, enfermeiras, e em ambiente agradável, preferencialmente em casa. A parteira holandesa entende que o parto só deve ser feito por meio de cesariana em caso de gravidez de risco.

A TRADIÇÃO EUROPEIA

“Na Europa temos uma longa tradição de parteiras. As parteiras têm uma técnica diferente. Para aliviar a dor os médicos usam anestesia, as parteiras, massagem, água quente, posições que aliviam. As parteiras fazem parte do sistema de saúde. É uma escolha das mulheres optarem pelo parto natural.

NO BRASIL

“O movimento pela humanização do parto surgiu em 1985 no Rio de Janeiro. No Brasil só existe uma escola de parteiras, que fica em São Paulo. Há iniciativas no Brasil de tentar mudar a forma como se atende a mulher no parto. Existe uma em que o médico não fica no controle, que o controle é da mulher e acontece de forma natural, que é o parto humanizado. É um outro modelo de atendimento. Daí não é o médico que acompanha a parturiente, mas a enfermeira obstetra. Antes as mulheres só conseguiam ter um parto no hospital naquele modelo tradicional, deitada, com corte no períneo (região entre a vagina e o ânus). O modelo da parteira é de respeitar o corpo da mulher.”

MEDOS

“As histórias e experiências sobre parto das pessoas com as quais a gestante convive influenciam na decisão da mulher sobre a forma de ter o bebê. Se ela tem péssimas histórias na família, ficará com medo na hora do parto. As mulheres têm de ver este evento como um rito de passagem para a fase da mulher adulta.”

LOCAL DO PARTO

“Um parto humanizado não precisa necessariamente ocorrer em casa. O ambiente é mais importante que o lugar. O que ocorre é que nos hospitais brasileiros as salas de parto parecem salas cirúrgicas e isso causa medo nas mulheres. Com este estresse, os hormônios que as mulheres têm de liberar para auxiliar no parto normal são bloqueados. Daí acabam na cesariana. Os hospitais precisam tornar este ambiente mais favorável, que seja amigo da mãe e do bebê.”

CESARIANAS

“As cesáreas são marcadas entre a 37ª e 38ª semana, quando o cérebro do bebê está terminando de se desenvolver. Então ele provavelmente terá menos capacidade de se adaptar a este mundo. Se olharmos para os macacos, com uma cesariana a mãe não consegue se vincular com o filhote depois. E isso tem acontecido com nossos bebês. Não tem sido dada a oportunidade de eles se vincularem às mães logo que nascem.”


TIPOS DE PARTOS NORMAIS

- Na mesa de parto, o obstetra pode ver e acompanhar bem o nascimento, checando se o quadro de saúde e a evolução do trabalho de parto estão dentro do esperado.

- A gestante fica sobre a mesa em posição ginecológica. É comum a utilização de anestesia e outras medicações para regular o ritmo das contrações.

- O parto seria favorecido pela ação da gravidade, acelerando a dilatação e facilitando a expulsão do bebê.

- A posição também aumenta a irrigação sanguínea na região pélvica e a liberação de endorfina, substância analgésica produzida pelo organismo.

- A mulher costuma deitar de lado, dobrar os joelhos e aproximar as pernas da barriga, em posição fetal. Assim, o médico tem espaço para visualizar o nascimento.

- A dilatação é facilitada, reduzindo o tempo do parto, e a posição da coluna estimula as contrações. Já a posição do bebê ajuda sua expulsão, diminuindo a intervenção médica.

- É considerado mais relaxante e menos dolorido do que o método tradicional.

- A água fica em torno de 32°C e 34°C. A alteração da pressão sobre o corpo da gestante permite que a mãe determine a posição mais adequada – em pé, de lado ou de quatro, dentro ou fora da água.



Fonte: http://douladrikacerqueira.blogspot.com/2010/11/os-hospitais-precisam-tornar-o-ambiente.html?spref=fb
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Relaxamento no Parto

Relaxamento é a chave para um parto tranquilo e com menos dor

 

Conhecida como a dor mais insuportável do mundo, a sensação dolorosa do parto pode ser minimizada se a gestante conseguir manter a mente tranquila. Na opinião de especialistas, a palavra-chave para diminuir a sensação de dor na hora de dar à luz é o relaxamento.

De acordo com o médico Alessio Calil Mathias, especialista em ginecologia, obstetrícia e reprodução humana do Hospital São Luiz, em São Paulo, a percepção da dor, de modo geral, é relativa, depende de cada pessoa. “Uma mesma queimadura pode não doer tanto para alguns como para outros. E isso está relacionado com a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar e do prazer. Se o organismo produz mais endorfina a sensação de dor é menor. Pessoas mais tensas, estressadas, nervosas e ansiosas tendem a liberar menos endorfina e, consequentemente, terão mais dor na hora do parto”, relata o médico.

O medo contribui para o processo da dor. No livro “Correntes da Vida”, o psicoterapeuta inglês David Boadella explica o que acontece: “(...) o útero tenta fazer duas coisas antagônicas ao mesmo tempo: tenta abrir-se, sob a influência do relógio biológico que atua através do hormônio que prepara o caminho para o bebê nascer; e, simultaneamente, tenta manter-se fechado, sob a influência dos nervos simpáticos, trazidos à ação pelo medo. É como se alguém quisesse dobrar e esticar o braço ao mesmo tempo; o braço teria um espasmo, que causaria dor”.

É o conhecido ciclo vicioso da fisiologia da dor: medo-tensão-dor. Quando temos medo ficamos tensos e a tensão causa mais dor. Para relaxar, vale de tudo, conforme a opinião de Mathias. Desde técnicas alternativas, como acupuntura, pilates, ioga, homeopatia, florais sem álcool ou até dançar, cantar e gritar. “Tudo que puder aliviar o ciclo medo-tensão-dor é útil; claro sempre com orientação de um médico e sem prejuízos para a criança”, ele pondera.

Cada pessoa tem seu jeito de relaxar e isso deve ser incentivado desde o início do parto. O mais importante é a gestante se dedicar ao que ela gosta de fazer, não importando o que seja. A saúde em ordem, física, psíquica e emocional, é mais um fator importante para o relaxamento. Por isso o obstetra costuma recomendar o início do pré-natal três meses antes de a paciente engravidar.

Conforto

Se manter a tranquilidade é o melhor antídoto contra as dores no parto, nada melhor que o ambiente doméstico e o acolhimento de pessoas queridas nesta hora. Fernanda Lopes Martins Pereira teve seu primeiro e único filho com apenas 15 anos de idade. Ela conta que não sentiu muita dor durante o trabalho de parto. Em grande parte, ela atribui isso a ter ficado em casa o maior tempo possível. “A maioria das pessoas já sente dor e vai logo para o médico. Passar esse processo em casa, no conforto do lar, me ajudou muito”, acrescenta Fernanda.

Entre as recomendações do obstetra Mathias está a de que a gestante só deve ir ao hospital com contrações em intervalos de cinco em cinco ou dez minutos a cada hora, daí a garantia é maior de que ela terá a dilatação necessária e o parto será mais tranquilo. “Assim que entra em trabalho de parto, costumo aconselhar à futura mamãe a passear no shopping, fazer algo para se distrair e que dê prazer, atuando na liberação de endorfina. O ambiente hospitalar é muito estressante, tem gente entrando para fazer o toque, outras pacientes gritando...”, pondera.

Renata Dias Gomes tem dois filhos; o segundo parto foi o menos dolorido e aconteceu no aconchego do lar, na banheira. Ela conta que “estar em casa foi uma delícia e tornou o momento mais prazeroso”. Ao lado dela, estavam o obstetra, o marido e uma doula informal, que ajudou com massagens, apoio físico e emocional. Mas vale lembrar que nem todos os médicos são favoráveis ao parto domiciliar.

Informação é fundamental

Na opinião da obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das coordenadoras do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), metade das garantias para se precaver contra um parto muito dolorido está na busca de informações.

Uma gestante bem informada fica longe de intervenções e práticas perigosas, como a aplicação de ocitocina (que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê). Também evita ficar parada na hora do parto e o rompimento artificial da bolsa. Esses procedimentos podem trazer ainda  mais dor e aumentam o risco de cesárea e fórceps. Tomar anestesia cedo demais é outro fator prejudicial.

A obstetriz pondera a necessidade de se procurar profissionais que tenham uma filosofia de atendimento que privilegie o parto normal e as ações que mudem a perspectiva da dor, para que a gestante passe a encará-la de forma positiva. Esses também são fatores que aumentam a confiança e afastam o medo e a insegurança na hora de dar à luz, de acordo com Ana Cristina.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/10/21/relaxamento-e-a-chave-para-um-parto-tranquilo-e-com-menos-dor.jhtm
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Bebês julgam intenções

Bebês julgam intenções boas e más, diz estudo


Entender a intenção do outro é uma importante habilidade para advogados, e talvez também para políticos e executivos. Porém, segundo um novo estudo, essa é uma habilidade que até mesmo os bebês dominam.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, relatam que crianças com até três anos são menos propensas a ajudar alguém depois que o veem fazendo mal a outra pessoa – neste caso, atores adultos rasgando o desenho ou quebrando o pássaro de argila de outro adulto.

O mais intrigante é que as crianças julgaram as intenções das pessoas. Quando alguém tentava fazer mal ao outro, mas não conseguia, as crianças ficavam menos propensas a ajudar aquelas pessoas em outra ocasião. Porém, quando observavam uma pessoa fazer o mal acidentalmente a outro, eles demonstravam mais chances de ajudar aquela pessoa.

“Há tempos se pensava que era apenas numa idade mais avançada, por volta dos 5 ou 6 anos, que as crianças ficavam conscientes das intenções das pessoas”, disse Amrisha Vaish, uma autora do estudo e psicóloga desenvolvimentista do Instituto Max Planck.“Ajudar somente aqueles que ajudam os outros é, na verdade, uma habilidade bastante sofisticada”.

Trata-se de uma forma de cooperação que provavelmente permitiu o surgimento e a manutenção da sociedade humana como ela é hoje, afirmou ela.

A pesquisa aparece na revista “Child Development”.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/11/17/bebes-julgam-intencoes-boas-e-mas-diz-estudo.jhtm
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6 de novembro de 2010

O Poder do Leite Materno

Uma grande parte do leite humano não pode ser digerida pelos bebês e parece ter um objetivo muito diferente da nutrição infantil - o de influenciar a composição das bactérias no trato digestivo do bebê.
Os detalhes desse relacionamento triplo entre mãe, filho e micróbios do estômago estão sendo esclarecidos por três pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis, Bruce German, Carlito Lebrilla e David Mills. Eles e outros colegas descobriram que uma determinada variedade de bactéria, uma subespécie da Bifidobacterium longum, possui diversos genes que permitem que ela prospere no componente indigesto do leite.

"Ficamos surpresos ao ver que o leite tinha tanto material que o bebê não consegue digerir", disse German. "Descobrir que ele estimula seletivamente o crescimento de bactérias específicas, que por sua vez protegem o bebê, nos permite ver a genialidade da estratégia -as mães recrutam outra forma de vida para cuidar de seu filho."

Os bebês supostamente adquirem essa variedade especial de bifidobactéria de suas mães, mas estranhamente ela não foi detectada em adultos. A substância indigesta que favorece a bifidobactéria é uma série de açúcares complexos derivados da lactose, o principal componente do leite. Os açúcares complexos consistem em uma molécula de lactose à qual foram acrescentadas cadeias de outras unidades de açúcar.
O genoma humano não contém os genes necessários para decompor os açúcares complexos, mas a subespécie bifidobactéria sim, dizem os pesquisadores em uma revisão de seu estudo na edição de 3 de agosto de "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os açúcares complexos foram considerados por muito tempo sem importância biológica, embora eles constituam até 21% do leite. Além de promover o crescimento da variedade bifidobactéria, eles servem como isca para bactérias nocivas que poderiam atacar os intestinos dos bebês.

Os açúcares são muito semelhantes aos encontrados na superfície das células humanas e são formados no seio pelas mesmas enzimas. Muitas bactérias e vírus tóxicos se ligam a células humanas através dos açúcares da superfície. Mas, em vez disso, eles se ligarão aos açúcares do leite. "Pensamos que as mães evoluíram para permitir que essa coisa flua ao bebê", disse Mills.

German vê o leite como "um produto incrível da evolução", que foi moldado pela seleção natural porque é tão crítico para a sobrevivência tanto da mãe quanto da criança. "Tudo no leite tem um preço para a mãe -ela literalmente dissolve seus próprios tecidos para fabricá-lo", disse.

O bebê nasce em um mundo cheio de micróbios hostis, com um sistema imunológico destreinado e sem o ácido cáustico do estômago que nos adultos mata a maior parte das bactérias.

German e seus colegas estão tentando "desconstruir" o leite, baseados na teoria de que o fluido foi moldado por 200 milhões de anos de evolução mamífera e contém uma riqueza de informações sobre a melhor maneira de alimentar e proteger o corpo humano.

Embora o leite em si seja destinado a bebês, suas lições podem se aplicar aos adultos. Os açúcares complexos, por exemplo, são uma forma de influenciar a microflora do estômago para que ela possa em princípio ser usada para ajudar bebês prematuros, ou nascidos de cesariana, que não adquirem imediatamente a variedade bifidobactéria.

As proteínas do leite também têm funções especiais. Uma delas, chamada alfa-lactalbumina, pode atacar células de tumor e as infectadas por vírus, restaurando sua capacidade perdida de cometer o suicídio celular. A proteína, que se acumula quando um bebê é desmamado, também é o sinal para que o seio volte a sua forma normal.

Essas descobertas deram aos três pesquisadores uma aguda consciência de que cada componente do leite provavelmente tem uma função especial. "Tudo está lá por um objetivo, embora ainda estejamos tentando descobrir qual é esse objetivo", diz Mills.

"Então, por favor, amamentem."

Autor: Nicholas Wade
Fonte: Microbes and Health Sackler Colloquium: Human milk glycobiome and its impact on the infant gastrointestinal microbiota PNAS published ahead of print August 2, 2010, doi:10.1073/pnas.1000083107
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2352&id_subcategoria=1
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Café e Amamentação

Segundo o documento AMAMENTAÇÃO E USO DE MEDICAMENTOS E OUTRAS SUBSTÂNCIAS publicado pelo Ministério da Saude em 2010 a cafeina recebeu sinal verde:  Uso compatível com a amamentação. Contudo, o consumo de altas doses pela nutriz tem sido associado à irritabilidade e insônia nolactente.

O importante é não criar mitos tipo: meu bebe vai ser um adulto muito “nervoso” porque usei muito café, e outras coisas do genero...


 
Fonte: Dr. Luis Tavares - L-materno mailing list