A importância do toque na formação física e psíquica dos bebês


Vocês sabiam que nós mamíferos precisamos ser tocados pelas nossas mamães? Os filhotes que são privados do toque adoecem e muitas vezes chegam até a morrer.

A pele é nosso invólucro, nosso maior órgão. Ela é formada pelo mesmo tecido (ectoderma) que forma todo o sistema nervoso ainda dentro do útero, ou seja, a pele se origina do mesmo tecido que o cérebro.
Isso já nos dá uma ideia da sensibilidade e importância deste órgão.

E por que o toque é importante? 

O toque é uma forma de linguagem não verbal. Através do toque podemos transmitir calor, amor, conforto, segurança e carinho. É uma das primeiras formas de se fazer contato com o bebê, de dizer o quanto ele é amado, desejado, esperado e querido.

O bebê não precisa aprender a linguagem do toque. Ele já nasce sabendo. Ele sente.

Muito mais do que isso, é através do toque que mãe e bebê conseguem se perceber pela primeira vez como seres únicos, diferentes, apesar de unidos pelo laço do amor.

Ao tocar a pele tão sensível do bebê, é possível um sentir o outro e entender que agora a existência passou a ser única, diferente da original. A maneira como essa percepção se dá vai construindo e formando a identidade do bebê em um processo que se inicia com o parto e só termina na vida adulta.

E qual a relação do toque com o sono?

Essa foi uma das grandes descobertas que fiz em meus estudos. O toque propicia a vivência daquilo que chamamos de “união primária”, ou seja, ele remete mãe e bebê àquele momento onde os dois são um.

Ao tocar o bebê, a forma como fazemos, a temperatura de nossas mãos, os cuidados com a higiene e as unhas para não ferir o bebê, a maneira como trazemos seu corpinho para perto do coração, tudo isso é muito mais do que atitudes mecânicas, são oportunidades de acolher, de conter, de amar esse ser tão dependente de nossos cuidados e afeto.

Através do toque, tanto a mãe como o bebê tem a oportunidade de desenvolver a segurança necessária para conseguirem se desligar durante o período de sono, certos de que irão se reunir novamente no dia seguinte. Afinal, o momento do sono é antes de tudo um momento de separação.

Fonte: Dra. Renata Soifer Kraiser

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