19/06/2014

9 consequências que “terceirizar os filhos” pode causar


young mother leaving a child/baby with a baby-sitter

 1) Quebra de vínculos
Por mais que a mãe precise trabalhar, é muito importante que ela se planeje e que consiga ficar o maior tempo possível com seu filho. Substituir os cuidados da criança com algum outro adulto (babá, avó, avô etc.) não é a mesma coisa. O vínculo, principalmente no primeiro ano de vida do bebê, é fundamental e é maior com a pessoa que cuida, que fica junto. Portanto, se o bebê passa 90% do tempo com algum outro cuidador, o vínculo será maior com ele. Martins não critica as mães que precisam realmente trabalhar e ajudar a família, mas pede que priorizem os filhos. “Trabalhem, mas não esqueçam as crianças. Sempre que possível, fiquem com elas. Deem atenção e mostrem carinho”.

2) Educação que os pais não aprovam
Muitos pais exigem que as escolas eduquem seus filhos. Porém, o papel da escola é alfabetizar, ensinar conhecimentos gerais, dentre outras coisas. Mas a educação vem de casa. Quem deve ensinar a andar, tirar a fralda, chupeta, falar “obrigado”, “por favor”, portar-se à mesa, ter afeto, modo de conversar etc., é a família! Portanto, não exija uma educação exemplar se você não tem paciência para mostrar ao seu filho o que é certo.
3) Falta de limites
Assim como na educação, os pais é que devem saber impor limites às crianças. As crianças terceirizadas, na grande maioria das vezes, não têm limites. Isso porque os pais chegam em casa tarde da noite e não querem brigar com os filhos, não querem que as crianças chorem ou gritem por algum motivo, então eles acabam cedendo a tudo o que os filhos exigem. E esse tipo de atitude é crucial na educação.
4) Prioridade invertida
O que acontece atualmente é que os pais têm grande limitação em abrir mão do conforto da vida que tinham antes dos filhos. Ou seja, querem o prazer de ter filhos, mas ignoram o desprazer, como se o ônus e o bônus não fizessem parte do mesmo pacote. O que é realmente prioridade na vida dos pais? A presença do pai ou da mãe é fundamental nos momentos de troca de fralda, quando a criança está adoecida, quando está num momento de birra… Não apenas quando está sorrindo e brincando.
5) A não valorização do outro
Diversos casos de delinquência juvenil, quando observados de perto, mostram crianças que foram totalmente solitárias, criadas sem vínculos razoáveis e, por viverem sob um abandono dilacerante, não aprenderam a valorizar “o outro” e não pensam que as pessoas devam ser respeitadas.
6) Problemas com figuras de autoridade
As crianças verdadeiramente terceirizadas, ou seja, as que possuem vínculos enfraquecidos com seus pais, provavelmente terão uma relação complicada com figuras de autoridade, pois, ao longo de suas vidas, exerceram autoridade sobre ela, pessoas com quem ela não possuía vínculos afetivos suficientes.
 7) Baixa autoestima
A forte ausência dos pais pode também causar baixa autoestima nas crianças. É muito importante que os pais estejam presentes nos eventos escolares, nas entrevistas com os professores, nos jogos de futebol do colégio e qualquer outro compromisso em que elas solicitem sua presença. A “falta” dos pais nessas ocasiões, mexe muito mais com os filhos do que você imagina. Principalmente, no momento de ir aos consultórios médicos (hoje em dia muitos pais delegam essa “função” para as babás). As crianças já se sentem acuadas nesses ambientes, e a presença de um dos pais é fundamental para transmitir confiança, segurança e conforto.
 8) Problemas comportamentais
Estes problemas são muitas vezes um escudo que as crianças usam para proteger suas questões profundas de abandono e medo. Por exemplo, uma criança que vive em um lar com pais totalmente ausentes, tem mais chances de desenvolver uma atitude negligente com um ar de superioridade arrogante para esconder o fato de que ela realmente os quer em sua vida.
9) Sensação de falta de afeto
Muitos pais podem estar fisicamente próximos de seus filhos durante a maior parte do dia, mas podem não estar afetivamente disponíveis a eles. Não conversam intimamente, não brincam, brigam e gritam a maior parte das vezes que se dirigem à criança. Crianças precisam se sentir amadas, precisam saber que são prioridade! Não consigo imaginar meus filhos sentindo falta de afeto, isso aperta meu coração. Tudo o que mais queremos na vida é que nossos filhos saibam que são as pessoas mais importantes das nossas vidas e que são MUITO amados! Isso faz toda diferença no desenvolvimento deles.
Fonte: http://www.justrealmoms.com.br/9-consequencias-que-terceirizar-os-filhos-pode-causar1/

13/06/2014

A importância da rede de apoio à maternidade, à paternidade e à família


Durante a gestação cada mulher desenvolve de maneira genuína, um processo de construção da maternidade, e do novo papel que estreará, mesmo que ela já seja mãe, pois há outra “carta inaugural” a ela destinada.
Tanto física quanto emocionalmente, a presença do filho vai se constituindo em um processo único e singular a cada nova gestação.
Mudanças físicas, emocionais e sociais batem à porta da família, e em especial da mulher, trazendo questionamentos e reflexões legítimas, nunca pensadas ou percebidas como importantes.
Diante dessas demandas, tem sido cada vez mais comum a busca por uma preparação para a maternidade, paternidade e para o parto. São propostas distintas, mas complementares, na medida em que seus objetivos visam oferecer um espaço de informação, troca e partilha acerca das vivências trazidas pela maternidade, desde a gestação, passando pelo parto e culminado no pós-parto.
O pós-parto é o momento em que a mulher e a família se deparam com a realidade que materializa o bebê e a experiência da maternidade e da paternidade reais, podendo trazer à tona aspectos com os quais, tanto a mãe quanto o pai, não puderam prever ou imaginar.
O bebê real, a família real e a mãe e o pai reais podem ser muito diferentes da idealização construída durante a gestação. Há um bebê que chora, uma mãe que está em processo de fusão emocional com este bebê, um pai que está buscando o seu lugar nesta nova configuração familiar e, às vezes, há outros filhos que estão digerindo a presença de um novo membro na família.
Conceitos e ideais não se confirmam diante das vivências trazidas pela real maternidade. Medos, angústias e dúvidas fazem parte da rotina materna, especialmente no pós-parto. Mesmo a mãe que tenha planejado a gravidez e esteja feliz com a maternidade, pode sentir tristeza e até uma vontade, ainda que eventual, de reaver a vida anterior ao nascimento do filho.
Essa também é a verdadeira, e legítima, parte que a maternidade real coloca na vida de mulheres, homens e famílias. Há uma parte que pode ser bela e realizadora, e há outra parte sombria e angustiante.
Novas dinâmicas nos relacionamentos, novas demandas físicas e emocionais da mulher-mãe, a experiência de ter um bebê em desenvolvimento intenso, além de várias outras adaptações postas pelas vivências do pós-parto, são desafiadoras e precisam de continência e orientação.
As mulheres da atualidade vivenciam a maternidade de maneira solitária e muitas vezes, isolada. No momento em que mais precisam de apoio, elas sentem-se sozinhas e abandonadas em suas avassaladoras experiências.
Há uma condição, característica do pós-parto, que é a fusão emocional mãe-bebê que, ao mesmo tempo evidencia novas demandas, também oferece as possibilidades desta mãe sentir seu bebê, e suas necessidades, tanto físicas quanto afetivas, e atendê-las.
Neste estado fusional, tanto mãe como bebê, compartilham do mesmo campo emocional, onde as emoções de um pertencem ao outro. Esta fusão coloca a mãe em uma experiência emocional diferenciada, sensível e muitas vezes angustiante.
A rede de apoio à maternidade, e à paternidade, é de fundamental importância nesta fase. Poder contar com uma rede protetiva, que possa promover a consciência necessária, o acolhimento e a informação, são de um valor ímpar!
Muitos podem fazer parte desta rede de apoio, tanto familiares, com ênfase especial ao pai/companheiro, como amigas, vizinhas e profissionais que compõem a assistência materno-infantil, para que a díade mãe-bebê seja apoiada neste momento delicado e complexo.
Uma amiga que leve um alimento, uma vizinha que ajude com a casa, um companheiro que possa compreender que a mulher-mãe está menos disponível neste momento, uma mãe que possa estar empaticamente vinculada à filha que acabou de parir, estas ações e posturas são favorecedoras de uma boa maternagem!
Também é muito importante que a mãe busque sair da sua possível solidão, e procure estar com outras mães, procure ajuda profissional e a sua rede de apoio.
Uma rede de apoio que auxilie a maternidade e a paternidade pode se revelar como promotora de saúde física e emocional na vida da nova família que acabou de nascer!

Rosângele Monteiro
Psicóloga Perinatal
Terapeuta Sistêmica Familiar Integrativa
Artigo publicado para edição 16 ano VIII do Guia Bebê
Sob o título: "Como funciona a rede de apoio à maternidade
Junho/2014
Fonte: www.rosangeleprado.blogspot.com.br

05/06/2014

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC )no Pós-Parto

O TOC Pós-Parto é a mais incompreendida e mal-diagnosticada das doenças perinatais. Sintomas de TOC incluem pensamentos repetidos e indesejados (obsessões) que geram ansiedade, bem como comportamentos ritualísticos que tentam afastar esses pensamentos (compulsões). Por exemplo, uma mãe pode repetidamente se preocupar com germes e esterilizar as mamadeiras de seu bebê inúmeras vezes.
Se esses pensamentos e comportamentos forem angustiantes demais para a mulher, e interferirem com sua habilidade de cuidar de si mesma e de seu bebê, podem representar perigo à saúde. Por exemplo, uma mãe se preocupar tanto com o seu bebê durante a noite que acaba não dormindo, ou verificar o assento da criança no carro tantas vezes antes de dirigir que não sai de casa, são casos em que o comportamento cruza a linha da patologia
Um novo estudo da Universidade Northwestern, dirigido por Dana Gossett, mostra que cerca de 11% das mães experimentam sintomas temporários de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) durante alguns meses após o parto. Segundo os pesquisadores, estresse é um fator desencadeador de TOC conhecido, por isso é possível que o estresse da gravidez e de ter que cuidar de um bebê possa predispor as mulheres à condição. Os níveis hormonais antes e após a gravidez e as mudanças no cérebro após o parto também podem contribuir para os sintomas. Os investigadores descobriram que 11% das mulheres entre as duas e as seis semanas depois do parto experimentam significativos sintomas obsessivo-compulsivos, em comparação com 2 a 3% da população em geral.
O TOC pós-parto é temporário e tratável com ajuda profissional. Se você acha que pode estar sofrendo desta doença, saiba que você não é culpada. Busque um psicólogo para te auxiliar.
Fonte: http://maternidadenodiva.com/toc-pos-parto/

30/05/2014

Depressão Infantil

A depressão na criança existe!  Porém, dificilmente veremos uma criança se queixando de angústia, de vazio existencial, medo indefinido, insegurança, autoestima baixa ou perda de prazer com as coisas. Isso acontece porque não sabem nomear as próprias emoções e por isso costumam somatizar o sofrimento e queixam-se de problemas físicos, pois é mais fácil explicar males concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional. Elas aceitam a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser. Mesmo que estejam sofrendo, não sabem que aqueles sintomas são resultado de uma doença e que podem ser aliviados.

SINTOMAS:

·         Sentimentos de desesperança.
·         Dificuldade de concentração, memória ou raciocínio.
·         Angústia.
·         Pessimismo.
·         Agressividade.
·         Falta de apetite.
·         Tronco arqueado.
·         Falta de prazer em executar atividades.
·         Isolamento.
·         Apatia.
·         Insônia ou sono excessivo que não satisfaz
·         Desatenção em tudo que tenta fazer.
·         Queixas de dores.
·         Baixa autoestima e sentimento de inferioridade
·         Ideia de suicídio ou pensamento de tragédias ou morte.
·         Sensação frequente de cansaço ou perda de energia
·         Sentimentos de culpa.
·         Dificuldade de se afastar da mãe

Dependendo da intensidade da depressão, pode haver desinteresse pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional. Também aparecem preocupações típicas de adultos e que não fazem parte das preocupações próprias da criança, tais como, a respeito da economia doméstica, saúde, emprego e estabilidade dos pais, medo da separação e da morte e muita ansiedade.

O problema de não diagnosticar a doença e não iniciar o tratamento precocemente é a dificuldade de aprendizado e o pensamento de que a alegria é para as outras pessoas e não para ela. Conformando-se com esse referencial, mais tarde, quando adolescente, estará mais propensa ao uso de drogas ou depressões maiores.

FATORES DESENCADEANTES

Os fatores mais comuns que podem desencadear a depressão infantil são: luto, perdas, separação dos pais, dificuldade de adaptação a situações novas, mudança de escola e de domicílio. Tudo isso pode gerar estresse, o que desgasta a criança e conduz a um quadro depressivo. Porém, também existe um componente hereditário. Filhos de pais depressivos ou com parentes próximos com quadros de depressão correm maior risco de apresentar depressão.

Fonte: http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/2014/05/depressao-infantil.html

28/05/2014

Leite materno melhora a linguagem e a prevenção do TDAH

A flora intestinal do bebê pode se formar melhor com o consumo do leite materno e o contato com a pele da mãe logo após o nascimento. Incrível, não? Estas e outras informações você pode compartilhar com pais e seus pares no trabalho junto à Primeira Infância e colaborar efetivamente ao desenvolvimento da criança pequena.
Temos falado sempre aqui sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade do bebê e, se possível, estendido até os dois anos juntamente com os alimentos necessários ao desenvolvimento da criança nessa fase da vida.
Dar de mamar logo após o nascimento, assim como colocar o bebê em contato com a pele da mãe após o parto são práticas muito saudáveis. Esse contato reduz os possíveis estresses e expõe o bebê às bactérias da mãe, que são menos agressivas do que as do ambiente, e contra as quais o colostro, sugado na primeira mamada, oferece proteção. Essas bactérias e as que existem na vagina materna, começam a colonização positiva do intestino e da pele do bebê.
Pesquisadores suíços confirmam a importância do aleitamento materno na formação da flora intestinal da criança, que só começa a se formar a partir dos contatos estabelecidos fora do útero, especialmente por meio da alimentação.Uma boa flora bacteriana favorece o desenvolvimento da imunidade do bebê.
Outro estudo, desta vez de pesquisadores da Universidade de Harvard, mostrou aimportância do aleitamento materno no desenvolvimento cognitivo de 1332 crianças, entre três e sete anos de idade, por meio de avaliações da linguagem, habilidades motoras e visuais. O resultado é bem mais positivo para crianças que foram amamentadas durante o primeiro ano de vida.
Na universidade de Tel Aviv os pesquisadores associaram um possível efeito protetor do leite materno em relação ao desenvolvimento do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Os resultados mostraram uma menor probabilidade do transtorno em crianças que estavam em aleitamento, entre três e seis meses de vida.
Fonte: http://www.desenvolvimento-infantil.blog.br/leite-materno-melhora-a-linguagem-e-a-prevencao-do-tdah-voce-sabia/