30 de julho de 2009

Dormir mais pode ajudar mulheres a emagrecer após o parto

As mães que dormem menos de cinco horas têm mais dificuldade de perder os quilos acumulados durante a gravidez, dizem pesquisas.


Estudos americanos com mães descobriram que aquelas que dormem cinco ou menos horas por dia durante os seis primeiros meses após o parto têm três vezes mais chances de reter os quilos extras acumulados na gravidez do que aquelas que têm sete ou mais horas de sono por dia. "A privação do sono pode causar alterações nos níveis de hormônios envolvidos na regulação do apetite", explica Sirimon Reutrakul, médica da Universidade de Chicago Medical Center.

Outra evidência de que a qualidade de sono é fundamental para a recuperação das novas mães está na pesquisa de Truls Ostbye, professor e vice-presidente do Departamento de Medicina Familiar e da Comunidade do Centro Médico da Universidade de Duke, na Carolina do Norte.

Um estudo conduzido por ele é voltado para a perda de peso após o parto em mulheres que já tinham sobrepeso antes da gravidez. Os dados preliminares mostram que as que dormem menos de seis horas perdem menos peso das seis primeiras semanas ao primeiro ano após o nascimento do bebê.

O segredo, então, é dormir mais após o parto? Ter mais horas de sono é importante, mas praticar atividades físicas e ter uma boa dieta são fundamentais sempre que o objetivo for perder peso.Para muitas mulheres, a retenção de peso pós-parto é um problema grave, porque pode levar, a longo prazo, a um ganho de peso real. Os estudos mostram que até 20% das mulheres mantêm pelo menos 11 quilos em 6 a 18 meses após o parto.

É preciso lembrar, porém, que uma boa noite de sono não depende exclusivamente da mãe. Há outros fatores que podem contribuir para as horas acordada. Apenas o fato de ter um recém-nascido em casa já é o bastante para tirar o sono das novas mamães. Além disso, a presença de outras crianças pequenas em casa, uma possível depressão pós-parto, doenças do bebê e o trabalho podem alterar diretamente a rotina da noite das mulheres.

Fonte: Revista Época
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27 de julho de 2009

Automassagem ajuda a fortalecer vínculo entre mãe e bebê, diz estudo




Oitenta gestantes que fizeram automassagem com óleo, seguindo movimentos circulares na barriga, ao som de trilha sonora relaxante, relataram sensações e uma série de benefícios, como o fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê, a melhora na qualidade do sono, o resgate da feminilidade e o aumento da autoestima.

O resultado faz parte de um estudo conduzido pela Natura, em conjunto com uma equipe multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e profissionais liberais.

O obstetra Hugo Sabatino, professor da Unicamp, disse que o estudo é importante para abrir caminho a fim de investigar outros processos que deveriam ser levados em conta pela medicina. "Atualmente, as mulheres estão tão ocupadas que acabam deixando essas coisas de lado. Quando encontram tempo para isso, sentem-se melhor."

"O momento da automassagem era de consciência da gravidez: uma sensação de conexão mais forte até mesmo do que ver o bebê no ultrassom." Quem conta isso é a dona de casa Cláudia Helena da Silva, de Campinas, que participou da pesquisa quando estava na 22ª segunda semana de gestação. "Sentia-me relaxada e dormia mais e melhor nos dias em que fazia a massagem. O sono era mais reparador."


Fonte: UOL Ciência e Saúde