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Mostrando postagens de Junho, 2014

Relação pais e filhos: um vínculo moldado por expectativas e ideais

Todos nós – alguns mais, outros menos – sempre estamos em busca de nossos ideais. Desde pequenos sonhamos, criamos expectativas e construímos planos. Alguns são reavaliados; outros podem se perder ao longo do tempo.  Sempre que um sonho é alcançado, já estamos na espera daquele que ainda não foi realizado. Não sonhar, projetar um futuro, pode ser sinal de que a vida psíquica não vai muito bem. Porém, ao longo de nossa trajetória, o que é esperado muitas vezes não se concretiza. Entre ideal e real podem surgir frustrações, decepções, imprevistos e até situações indesejáveis que precisamos, aos poucos, aceitar e aprender a lidar. Assim é com a maternidade e a paternidade. Independente de como ela aconteça, vamos desde muito cedo construindo a ideia e um modelo  do que é ser pai e ser mãe a partir de nossas próprias experiências com o que tivemos e não tivemos enquanto filhos. Quem nunca se imaginou como pai e mãe ou sonhou (mesmo acordado) com a imagem de seus filhos? Desde os traços f…

Não deixe um bebê chorar

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De todas as teorias do universo materno, as que me assustam são: não dar colo para o bebê, regular a amamentação em horários cronológicos e deixar o bebê chorando. Elas me pegam na alma. Bebes não sabem falar, nasceram em um ambiente aquático, escuro, cheio de movimento e calor e estão do lado de fora. Precisam ser alimentados, estranham. Descobrem no peito uma maneira de ter o aconchego pleno. Basta ver uma cadela: quando o filhote chora a mãe corre e aconchega. Bebês não choram a toa e se choram estão pedindo:
- Por favor me ajude Ajude a dormir, a enfrentar a solidão, a lidar com a temperatura que oscila. Quando um bebê pede colo ele está reconhecendo que você é uma segurança. Quando você nega esse colo ele pode se acostumar com a negligência e resignar-se. Mas ele não está feliz. Eu adoro o conceito: permita que as crianças sejam dependentes no momento em que podem ser, para que sejam independentes para toda a vida. O que mais vejo neste mundo são pessoas dependentes e resignadas. Dependent…

Vídeo Mamatraca - O que você diria para uma mãe que está amamentando? (Eu e meu filho participamos!)

Curso Online de Ciência do Início da Vida

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9 consequências que “terceirizar os filhos” pode causar

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1) Quebra de vínculos Por mais que a mãe precise trabalhar, é muito importante que ela se planeje e que consiga ficar o maior tempo possível com seu filho. Substituir os cuidados da criança com algum outro adulto (babá, avó, avô etc.) não é a mesma coisa. O vínculo, principalmente no primeiro ano de vida do bebê, é fundamental e é maior com a pessoa que cuida, que fica junto. Portanto, se o bebê passa 90% do tempo com algum outro cuidador, o vínculo será maior com ele. Martins não critica as mães que precisam realmente trabalhar e ajudar a família, mas pede que priorizem os filhos. “Trabalhem, mas não esqueçam as crianças. Sempre que possível, fiquem com elas. Deem atenção e mostrem carinho”.
2) Educação que os pais não aprovam Muitos pais exigem que as escolas eduquem seus filhos. Porém, o papel da escola é alfabetizar, ensinar conhecimentos gerais, dentre outras coisas. Mas a educação vem de casa. Quem deve ensinar a andar, tirar a fralda, chupeta, falar “obrigado”, “por favor”, port…

O Renascimento do Parto - Completo Documentário

A importância da rede de apoio à maternidade, à paternidade e à família

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Durante a gestação cada mulher desenvolve de maneira genuína, um processo de construção da maternidade, e do novo papel que estreará, mesmo que ela já seja mãe, pois há outra “carta inaugural” a ela destinada. Tanto física quanto emocionalmente, a presença do filho vai se constituindo em um processo único e singular a cada nova gestação. Mudanças físicas, emocionais e sociais batem à porta da família, e em especial da mulher, trazendo questionamentos e reflexões legítimas, nunca pensadas ou percebidas como importantes. Diante dessas demandas, tem sido cada vez mais comum a busca por uma preparação para a maternidade, paternidade e para o parto. São propostas distintas, mas complementares, na medida em que seus objetivos visam oferecer um espaço de informação, troca e partilha acerca das vivências trazidas pela maternidade, desde a gestação, passando pelo parto e culminado no pós-parto. O pós-parto é o momento em que a mulher e a família se deparam com a realidade que materializa o bebê e …

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC )no Pós-Parto

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O TOC Pós-Parto é a mais incompreendida e mal-diagnosticada das doenças perinatais. Sintomas de TOC incluem pensamentos repetidos e indesejados (obsessões) que geram ansiedade, bem como comportamentos ritualísticos que tentam afastar esses pensamentos (compulsões). Por exemplo, uma mãe pode repetidamente se preocupar com germes e esterilizar as mamadeiras de seu bebê inúmeras vezes. Se esses pensamentos e comportamentos forem angustiantes demais para a mulher, e interferirem com sua habilidade de cuidar de si mesma e de seu bebê, podem representar perigo à saúde. Por exemplo, uma mãe se preocupar tanto com o seu bebê durante a noite que acaba não dormindo, ou verificar o assento da criança no carro tantas vezes antes de dirigir que não sai de casa, são casos em que o comportamento cruza a linha da patologia Um novo estudo da Universidade Northwestern, dirigido por Dana Gossett, mostra que cerca de 11% das mães experimentam sintomas temporários de transtorno obsessivo compulsivo (TOC)…
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