O tempo do seu bebê é igual ao seu? Pense!

Desde o nascimento dos nossos bebês temos muita dificuldade em lidar e aceitar a forma com que eles se relacionam com o tempo, que definitivamente não tem nada a ver com a nossa! O tempo deles é regido por suas necessidades e percepção de mundo, que nas primeiras semanas é bastante limitada. Gradativa e lentamente isso vai mudando e para nós pais é imperativo que consigamos nos colocar no lugar de espectadores deste processo agindo somente como facilitadores para que cada etapa do desenvolvimento da criança se dê com segurança. Na amamentação não é diferente. Amamentar é um processo, como outro qualquer, que avança no ritmo e tempo do bebê, e não seguindo padrões de normalidade que nos são impostos. Tempo de mamadas, duração de intervalos, padrão de desenvolvimento e tantos outros números aparecem na nossa frente para nos dizer se nossos filhos são normais, e também se estamos sendo bem sucedidos na empreitada que é criar uma criança.
Mais para frente, piora! As crianças são submetidas a um sem número de atividades e desafios que teoricamente viabilizam que cada etapa de seu crescimento se dê com competência e superação. Superação! Ler mais rápido e mais cedo, aprender línguas o quanto antes, fazer esportes (e bem! Ok?), frequentar uma escola renomada, tirar boas notas… E sei lá mais o que! Novas metas nunca param de surgir.
Deixando de lado toda essa pataquada, o que o seu bebê realmente precisa é de você, ou seja: carinho, ouvidos atentos, brincar, crescer tendo suas necessidades vitais atendidas sem exageros e sem que sua existência seja super dimensionada. Um bebê é somente um bebê e não um futuro astronauta! Rsrsrsrsrs! Viva o hoje com o seu filho que você estará fazendo o melhor para ele, e para você!
Muito tempo livre para criar, brincar e inventar, ou simplesmente não fazer nada vale ouro.
Deixe o amanhã para amanhã!
Leiam esta reportagem da Revista Crescer, que conta com uma entrevista com o pedagogo Paulo Fochi, coordenador do curso de Educação Infantil da Unisinos, no Rio Grande do Sul falando sobre o conceito de Slow Parenting, ou seja a desaceleração na super estimulação que sofrem as crianças hoje em dia desde os primeiros meses de vida:

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