21 de dezembro de 2014

Lugar de criança é em família

A separação crônica da mãe deixa várias marcas no cérebro, modificações que levam a problemas cognitivos, ansiedade crônica e hiperreatividade a estresses na vida adulta

Mãe é aquela pessoa de quem a gente espera sempre o melhor: colo, carinho, conforto, segurança. O que fazer, então, com uma criança ativamente maltratada pela mãe, ou sem mãe, pai ou família para abrigá-la? Transferir seu cuidado a instituições tem sido a norma – mas o que o cérebro da criança precisa para se desenvolver normalmente é de uma família, ainda que não a sua.

Um estudo recente comparou crianças romenas de 8 anos de idade, institucionalizadas quando tinham entre 6 e 31 meses de idade e adotadas ou não aos 2 anos, com outras crianças também romenas nunca institucionalizadas. Se a adoção pareceu rápida o suficiente... em termos de desenvolvimento cerebral, pouco pareceu importar. O estudo mostrou um volume da substância cinzenta cortical, onde ficam os corpos dos neurônios, cerca de 10% menor nas crianças que foram institucionalizadas no começo da vida, não importa se depois adotadas ou não, em comparação com crianças criadas por suas próprias famílias desde o começo.

Uma redução semelhante acontece na substância branca cortical das crianças institucionalizadas – aquele conjunto de feixes que interligam zonas diferentes do córtex e fazem o cérebro funcionar como um todo integrado. O amadurecimento funcional do córtex cerebral, portanto, fica para trás nas crianças institucionalizadas, mesmo que adotadas. Somem-se a isso outras evidências, como a taxa elevada de transtornos de ansiedade na vida adulta, e constata-se que a institucionalização deve ser apenas um último recurso.

Os resultados do estudo, contudo, dão margem a uma interpretação errada: de que adotar também não adianta. Adianta, sim – e a mensagem é justamente que crianças órfãs ou abandonadas precisam ser adotadas imediatamente, mesmo que por famílias temporárias, de preferência uma que saberá lhes dar carinho e atenção. A evidência mais impactante vem de... bebês ratos, que são facilmente “institucionalizáveis” em laboratório, recebendo contato com ratas-mães apenas para se alimentarem – ou sendo entregues aos cuidados de ratas-­mães adotivas.

A diferença entre o cuidado apenas burocrático e a adoção por uma mãe carinhosa ou, ao contrário, por uma mãe ausente, é evidente até mesmo com os ratos. A separação crônica da mãe deixa várias marcas no cérebro, modificações que levam a problemas cognitivos, ansiedade crônica e hiperreatividade a estresses na vida adulta. Mães adotivas tão pouco presentes e atenciosas quanto uma cuidadora institucional ajudam um pouco, mas não muito (embora, para o cérebro, qualquer mãe seja melhor do que nenhuma mãe – mas isso é outro assunto).

Em comparação, ser criado por uma mãe-rata adotiva carinhosa, que vive recolhendo sua cria para deitar em cima dela e lamber seus filhotes, é tudo de bom para esses bichinhos e seus cérebros. E mais: ratinhas criadas por mães carinhosas, adotivas ou não, mesmo se filhas biológicas de mães que as desprezaram, se tornam adultas com bem menos problemas de ansiedade – e, quando chega sua vez, mães também carinhosas. Dar carinho ao seu filhote adotado, portanto, é investir desde já no bem-estar dos seus netos.

Por fim, pais, não se sintam excluídos. Estudos com ratos são necessariamente feitos com as mães porque os ratos pais... não dão a mínima para os filhotes. Mas vocês, homens, são diferentes: podem escolher fazer a diferença para seus filhos, biológicos ou adotivos, dando-lhes muito carinho e atenção.

Suzana Herculano-Houzel
Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/lugar_de_crianca_e_em_familia.html

17 de dezembro de 2014

PSICOLOGIA OBSTÉTRICA: OLHARES E VISÕES


A Psicologia Obstétrica nada mais é, que a Obstetrícia sendo estudada no aspecto psicológico. Da fecundação ao puerpério, a gravidez vista desde a fase física motivando os âmbitos sociocultural, o psicológico e espiritual. Os fundamentos da obstetrícia, sua prática e condutas dentro do olhar biopsicossocial e espiritual (OMS), o universo gestacional subdivido de forma ampla e dinâmica, da fecundação aos trimestres correspondentes. Do parto ao puerpério com formatação própria e personalizada para cada mulher, tanto na relação materna infantil, quanto na relação profissional gestante. A complexidade que vai desde o teste de gravidez e a vida extrauterina. 

A Psicologia Obstétrica é muito mais, que os estudos da psicologia da gravidez. É a obstetrícia sendo vista e estudada de forma ampla e irrestrita, respeitando cada aspecto lógico, seus fundamentos e conceitos, mas entendendo, compreendendo e percebendo a interação e integração biopsicossocial e espiritual da gravidez.

E a relação quanto: profissional-gestante, profissional-casal grávido, profissional e a família grávida, profissional e a equipe obstétrica, profissional e o hospital, profissional e o parto. Seja o médico, a enfermagem, o psicólogo, assistente social, a nutrição, o fisioterapeuta, as doulas, as parteiras, o grupo administrativo e os que mantem a área do parto limpo, seja quem for, o olhar sobre o bem-estar, promove diretamente a qualidade funcional desta relação inicial extrauterina, mãe-filho. 

Sabemos do envolvimento e implicações de cada grupo de gestante, de cada mulher, seja uma situação que se inicia a partir do teste de gravidez, ao profissional que cabe aprimorar a qualidade dos conhecimentos, ampliando seu angulo de visão, voltado a ciência, mas também ao entendimento e a realidade de cada ser gestante e seu universo.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/30108/psicologia-obstetrica-olhares-e-visoes#ixzz3M7ja1SHV

13 de dezembro de 2014

Conheça a tocofobia ou fobia do parto



O medo do parto, principalmente a partir do segundo trimestre, é relativamente comum nas mulheres; não é para se culpar ou se assustar a princípio. Mas há mulheres também que possuem um medo que se transforma em terror, uma fobia do parto, a conhecida tocofobia. É comum que essas mulheres com tocofobia arrumem desculpas até para não engravidar a ponto de inventar algo do tipo “sou estéril”. Quando começam a presenciar amigas da infância e irmãs grávidas sentem-se inferiorizadas, com baixa autoestima ou culpadas e podem ter quadros depressivos.
Segundo a psiquiatra inglesa Kristina Hofberg – pesquisadora de renome especializada na área – uma em cada seis mulheres sofre de tocofobia. Um dos principais sintomas de uma mulher que sofre desse tipo de fobia, é que não pode sequer ouvir falar no parto ou até na gravidez. Ao pensar no parto pode sofrer crises de pânico, sentir náuseas ou vomitar, chorar, ficar agitada ou gritar. Muitas vezes as pacientes entram em estados depressivos porque se culpam a si próprias dessa fobia.
Com relação à origem da tocofobia, essa pode ser classificada como primária ou secundária. A tocofobia primária pode iniciar-se na fase da adolescência. Pode desencadear-se porque a adolescente observou uma situação traumática num parto familiar (ou a familia tratou o tema sempre de forma assustadora ou traumática), ter visto um filme que descrevia um parto ou devido até a um abuso sexual. A tocofobia secundária pode ter sido provocada por uma situação de aborto espontâneo ou parto prematuro, doenças clínicas graves da gestação (diabetes ou eclâmpsia) ou um parto anterior muito doloroso ou traumático devido à péssima assistência obstétrica ainda presente em muitos hospitais públicos do Brasil.
Muitas mulheres sentem-se frágeis e inseguras também para lidar com o bebê e questionam suas reais capacidades para ser mãe. Muitas grávidas tendem a se comparar com suas mães e projetam nessa comparação uma inferioridade na suas reais capacidades de futuras cuidadoras, um novo papel que desponta na gravidez. Há executivas que viajam muito e trabalham muitas horas semanais que temem não dar conta do recado no papel duplo de mães presentes e atuantes, além de profissionais brilhantes. As mulheres nos dias atuais, cobram-se muito para serem perfeitas na familia (como educadoras dos filhos), no trabalho e também nas tarefas domésticas. Mas, como o dia tem apenas 24 horas e 8 horas dessas devem ser dedicadas ao sono, algumas mulheres temem em ser omissas a ponto de suas eventuais incompetências poderem interferir na qualidade do desenvolvimento futuro da criança.
Portanto, há inúmeros fatores diferentes que podem causar um medo de engravidar. O grau de medo da maioria das grávidas é limitado e considerado normal.
Algumas realmente podem ter quadros mais severos que chegam à tocofobia e isso precisa ser tratado através de uma psicoterapia séria e competente. Em algumas mulheres com transtornos ansiosos e depressivos diagnosticados pelo psiquiatra, pode ser necessária também a intervenção medicamentosa mesmo durante a gestação.
Fonte: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/mentes-femininas/2014/12/09/conheca-a-tocofobia-ou-fobia-do-parto/

12 de dezembro de 2014

DOENÇAS INFANTIS COMO MANIFESTAÇÃO DA REALIDADE EMOCIONAL DA MÃE



"Assim como os adultos precisam da doença para materializar e compreender com maior exatidão seus desequilíbrios, os bebês e as crianças pequenas também funcionam como espelho da desarmonia dos adultos com os quais estão em fusão. O corpo se constitui em uma abertura emocional e espiritual tal que permite manifestar as partes da sombra da mãe que ela esteja disposta a alçar a sua própria consciência... Laura Gutman afirma que buscar a saúde da criança pequena equivale a liberá-la da sombra de sua mãe. Para isso, é indispensável que as mães comecem a se questionar com maior humildade, em vez de relatar comodamente as doenças de seus filhos, como se fossem fatos alheios a seu próprio entendimento emocional..."

Luto Materno




"Um marido quando perde a mulher, fica viúvo!

Um filho quando perde a mãe, fica órfão!

Uma mãe quando perde um filho, fica o ... (vazio) 

Não existe palavra em qualquer idioma que explique essa dor!" 





Fonte: Psico Materna