20/11/2010

I Simpósio de Saúde da Mulher

Nos dias 03 e 04 de Dezembro acontecerá na UNIME Itabuna o I Simpósio de Saúde da Mulher - Uma visão Multidisciplinar.

Irei palestrar no dia 04 pela manhã sobre a Humanização do Parto.

Este evento está sendo organizado pelas fisioterapeutas docentes da instituição  Cristiane Carvalho e Ana Paula Assis

Confira abaixo um primeiro folder sobre as palestras previstas para o evento:

Bebês julgam intenções

Bebês julgam intenções boas e más, diz estudo


Entender a intenção do outro é uma importante habilidade para advogados, e talvez também para políticos e executivos. Porém, segundo um novo estudo, essa é uma habilidade que até mesmo os bebês dominam.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, relatam que crianças com até três anos são menos propensas a ajudar alguém depois que o veem fazendo mal a outra pessoa – neste caso, atores adultos rasgando o desenho ou quebrando o pássaro de argila de outro adulto.

O mais intrigante é que as crianças julgaram as intenções das pessoas. Quando alguém tentava fazer mal ao outro, mas não conseguia, as crianças ficavam menos propensas a ajudar aquelas pessoas em outra ocasião. Porém, quando observavam uma pessoa fazer o mal acidentalmente a outro, eles demonstravam mais chances de ajudar aquela pessoa.

“Há tempos se pensava que era apenas numa idade mais avançada, por volta dos 5 ou 6 anos, que as crianças ficavam conscientes das intenções das pessoas”, disse Amrisha Vaish, uma autora do estudo e psicóloga desenvolvimentista do Instituto Max Planck.“Ajudar somente aqueles que ajudam os outros é, na verdade, uma habilidade bastante sofisticada”.

Trata-se de uma forma de cooperação que provavelmente permitiu o surgimento e a manutenção da sociedade humana como ela é hoje, afirmou ela.

A pesquisa aparece na revista “Child Development”.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/11/17/bebes-julgam-intencoes-boas-e-mas-diz-estudo.jhtm
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06/11/2010

O Poder do Leite Materno

Uma grande parte do leite humano não pode ser digerida pelos bebês e parece ter um objetivo muito diferente da nutrição infantil - o de influenciar a composição das bactérias no trato digestivo do bebê.
Os detalhes desse relacionamento triplo entre mãe, filho e micróbios do estômago estão sendo esclarecidos por três pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis, Bruce German, Carlito Lebrilla e David Mills. Eles e outros colegas descobriram que uma determinada variedade de bactéria, uma subespécie da Bifidobacterium longum, possui diversos genes que permitem que ela prospere no componente indigesto do leite.

"Ficamos surpresos ao ver que o leite tinha tanto material que o bebê não consegue digerir", disse German. "Descobrir que ele estimula seletivamente o crescimento de bactérias específicas, que por sua vez protegem o bebê, nos permite ver a genialidade da estratégia -as mães recrutam outra forma de vida para cuidar de seu filho."

Os bebês supostamente adquirem essa variedade especial de bifidobactéria de suas mães, mas estranhamente ela não foi detectada em adultos. A substância indigesta que favorece a bifidobactéria é uma série de açúcares complexos derivados da lactose, o principal componente do leite. Os açúcares complexos consistem em uma molécula de lactose à qual foram acrescentadas cadeias de outras unidades de açúcar.
O genoma humano não contém os genes necessários para decompor os açúcares complexos, mas a subespécie bifidobactéria sim, dizem os pesquisadores em uma revisão de seu estudo na edição de 3 de agosto de "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os açúcares complexos foram considerados por muito tempo sem importância biológica, embora eles constituam até 21% do leite. Além de promover o crescimento da variedade bifidobactéria, eles servem como isca para bactérias nocivas que poderiam atacar os intestinos dos bebês.

Os açúcares são muito semelhantes aos encontrados na superfície das células humanas e são formados no seio pelas mesmas enzimas. Muitas bactérias e vírus tóxicos se ligam a células humanas através dos açúcares da superfície. Mas, em vez disso, eles se ligarão aos açúcares do leite. "Pensamos que as mães evoluíram para permitir que essa coisa flua ao bebê", disse Mills.

German vê o leite como "um produto incrível da evolução", que foi moldado pela seleção natural porque é tão crítico para a sobrevivência tanto da mãe quanto da criança. "Tudo no leite tem um preço para a mãe -ela literalmente dissolve seus próprios tecidos para fabricá-lo", disse.

O bebê nasce em um mundo cheio de micróbios hostis, com um sistema imunológico destreinado e sem o ácido cáustico do estômago que nos adultos mata a maior parte das bactérias.

German e seus colegas estão tentando "desconstruir" o leite, baseados na teoria de que o fluido foi moldado por 200 milhões de anos de evolução mamífera e contém uma riqueza de informações sobre a melhor maneira de alimentar e proteger o corpo humano.

Embora o leite em si seja destinado a bebês, suas lições podem se aplicar aos adultos. Os açúcares complexos, por exemplo, são uma forma de influenciar a microflora do estômago para que ela possa em princípio ser usada para ajudar bebês prematuros, ou nascidos de cesariana, que não adquirem imediatamente a variedade bifidobactéria.

As proteínas do leite também têm funções especiais. Uma delas, chamada alfa-lactalbumina, pode atacar células de tumor e as infectadas por vírus, restaurando sua capacidade perdida de cometer o suicídio celular. A proteína, que se acumula quando um bebê é desmamado, também é o sinal para que o seio volte a sua forma normal.

Essas descobertas deram aos três pesquisadores uma aguda consciência de que cada componente do leite provavelmente tem uma função especial. "Tudo está lá por um objetivo, embora ainda estejamos tentando descobrir qual é esse objetivo", diz Mills.

"Então, por favor, amamentem."

Autor: Nicholas Wade
Fonte: Microbes and Health Sackler Colloquium: Human milk glycobiome and its impact on the infant gastrointestinal microbiota PNAS published ahead of print August 2, 2010, doi:10.1073/pnas.1000083107
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2352&id_subcategoria=1
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Café e Amamentação

Segundo o documento AMAMENTAÇÃO E USO DE MEDICAMENTOS E OUTRAS SUBSTÂNCIAS publicado pelo Ministério da Saude em 2010 a cafeina recebeu sinal verde:  Uso compatível com a amamentação. Contudo, o consumo de altas doses pela nutriz tem sido associado à irritabilidade e insônia nolactente.

O importante é não criar mitos tipo: meu bebe vai ser um adulto muito “nervoso” porque usei muito café, e outras coisas do genero...


 
Fonte: Dr. Luis Tavares - L-materno mailing list

29/10/2010

A Visão da Criança

Com 1 mês e meio

- Carregado nos braços pelo pai (mãe), o bebê fita a face do adulto (a 30cm);

- Acompanha com os olhos o movimento da cabeça dos pais;

- Sentado no colo, o bebê segue os movimentos de um objeto colorido (a 30cm).


Aos 3 meses

- O bebê acompanha um objeto movendo em semi circulo

- O bebê observa um objeto situado mais longe e tenta ancançá-lo;

- Começa olhar as mãozinhas e a brincar com elas, afastando e aproximando-as.


Aos 4 meses

- O bebê já e atraído pela tela da televisão mais distante ou olha além da janela;

- O bebê pega ou bate em objetos próximos;

- Acompanha atividades próximas


Aos 6 meses

- Interesse por novas formas e cores;

- Interesse pelo espelho.


Com 1 ano

- Acha objetos escondidos;

- Olha para a figura correta quando ela é indicada pelo nome.


Com 4 anos

Teste de visão de Snellen – Quadros dos E - Pode ser feito pelo pediatra, a cada 6 meses (máximo 1 ano), até os 9 anos ou a qualquer momento que surja dúvida sobre a acuidade visual.



Fonte: http://www.pediatriabrasil.com.br/2010/10/visao-na-crianca.html
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28/10/2010

Teste do Pezinho

De extrema importância para a saúde do bebê o teste do pezinho deve ser feito entre as primeiras 48 horas até o sétimo dia de vida. “Com o exame você detecta precocemente doenças que poderiam causar seqüelas físicas e mentais irreparáveis. Assim é possível começar um tratamento adequado nas primeiras semanas de vida do bebê e evitar conseqüências graves no futuro, antes mesmo do aparecimento de algum sintoma”, explica a pediatra Keiko Teruya.

Para as futuras mamães que não sabem, o teste do pezinho é obrigatório por lei. O Programa Nacional de Triagem Neonatal - PNTN garante que toda criança nascida em território nacional tem direito ao teste do pezinho básico, totalmente gratuito. Através do Teste podem ser diagnosticadas doenças como a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias (doenças do sangue).

Além do teste básico do pezinho, outras duas versões mais elaboradas podem ser encontradas, o ampliado e o completo. Esses dois procedimentos são pagos e o valor varia dependendo do local onde for realizado o teste.


Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho:


1) FENILCETONÚRIA

O que é ?

Doença causada por falta de uma substância (enzima) que transforma a fenilalanina (aminoácido) em tirosina. Ocorre um acúmulo de fenilalanina que poderá afetar o cérebro e levar à deficiência mental. O nome da doença deve-se ao fato de haver eliminação excessiva de fenilalanina na urina, que fica com um odor semelhante ao do mofo. As crianças nascem normais mas à medida que recebem alimentos ricos em fenilalanina, passam a acumulá-la no corpo sem conseguir metabolizá-la. A freqüência desta doença é de 1 caso em cada 10.000 recém-nascidos.


Como se transmite ?

Através dos genes dos pais. Se os pais forem portadores (heterozigotos), existirá uma chance de 25% de terem um filho doente (homozigoto).


Qual a importância do teste do pezinho ?

A suspeita diagnóstica se faz quando o nível de fenilalanina no sangue for acima de 20 mg/dL e o nível de tirosina no plasma for normal ou reduzido. A causa mais comum de aumento de fenilalanina no sangue do RN é uma circunstância transitória chamada tirosinemia transitória

Nesta condição ocorre aumento tanto de tirosina como de fenilalanina por atividade inadequada da enzima que age sobre a tirosina e é dependente de vitamina C. Isto ocorre principalmente em recém-nascidos prematuros (embora também possa ocorrer em recém-nascidos normais) porque as vias metabólicas da fenilalanina só se desenvolvem a partir dos últimos meses da gravidez. A tirosinemia transitória geralmente regride, não implicando nos mesmos riscos da fenilcetonúria.


Qual é o tratamento da fenilcetonúria ?

Exclusão de fenilalanina da dieta. Tem bom prognóstico para o desenvolvimento nervoso, principalmente se iniciada antes de 3 semanas de vida.



2) GALACTOSEMIA

O que é ?

É uma deficiência de uma enzima (galactose - 1 - fosfato uridil transferase) responsável pelo processamento do açúcar contido no leite (galactose). Quando as crianças deficientes desta enzima ingerem leite, ocorre acúmulo de galactose nas células do fígado, rins, cérebro e olhos, acarretando prejuízo para esses órgãos. Os sintomas da doença incluem problemas de coagulação, pele amarelada (icterícia), baixa de glicose no sangue, excesso de glicose na urina, excesso de acidez no sangue e catarata.


Como se transmite ?

Através dos genes dos pais e de forma recessiva. Ocorre numa freqüência de 1 criança doente em cada 60.000 nascimentos.


Qual a importância do teste do pezinho ?

O diagnóstico precoce pode evitar um agravamento das conseqüências do excesso de galactose no corpo.
Nestes casos a criança não deve tomar leite ou substâncias que contenham lactose e galactose.



3) DEFICIÊNCIA DE BIOTIONIDASE

O que é ?

A deficiência de uma enzima que reaproveita uma vitamina chamada biotina e que resulta na falta desta vitamina. As crianças com esta deficiência podem ter convulsões, fraqueza muscular, erupções na pele, queda de cabelo, acidez no sangue e deficiência imunológica.


Como se transmite ?

Através dos genes dos pais .


Qual a importância do teste do pezinho?

A detecção precoce da falta da enzima possibilita o tratamento precoce.


Qual é o tratamento da deficiência da biotinidase ?

Altas doses de biotina.



4) ANEMIA FALCIFORME

O que é ?

É uma das doenças do sangue causadas por uma alteração na composição da hemoglobina levando a formação de uma hemoglobina anormal chamada de S.


Como se transmite ?

As hemoglobinopatias são herdadas geneticamente dos pais. A presença de doença (anemia) e outros sintomas depende da intensidade e também do tipo de alterações da hemoglobina.


Quais são as conseqüências para o recém - nascido?

Doente (falciforme ou homozigoto SS): é raro e atinge por volta de 8 indivíduos em cada 100.000 nascimentos. O recém-nascido não apresenta sinais da doença porque nasce com uma quantidade de hemoglobina fetal aumentada e esta proporciona proteção contra os efeitos da hemoglobina S (anemia, icterícia, dores ósseas, articulares e abdominais, infecções de repetição) até os seis meses de idade. 

Nessa ocasião já se pode confirmar o diagnóstico da anemia falciforme pelo predomínio de mais de 50% de hemoglobina S nos glóbulos vermelhos. Portador (traço falciforme ou heterozigoto S): é mais freqüente e atinge 500 indivíduos em cada 100.000 nascimentos. 

A criança portadora não apresenta sinais de doença até os seis meses de vida. Nestes casos, podem aparecer sintomas similares à anemia falciforme, com intensidade acentuadamente menor, e também sempre relacionados a situações desencadeantes como, por exemplo, infecções pulmonares graves, anestesia com baixa oxigenação, trabalho em condições de baixa oxigenação, avião despressurizado, grandes altitudes e raramente após exercício físico muito intenso. Em geral, este tipo de portador permanece assintomático durante toda a vida e o diagnóstico só virá a ser feito com exames de laboratório.


Qual é a importância do teste do pezinho ?

Teste do pezinho é importante para triagem. Se positivar, indicam-se novos exames após 6 meses de vida. Os pais também deverão realizar a investigação de hemoglobinopatia.


Qual é o tratamento para a anemia falciforme ?

O recém-nascido está protegido contra as manifestações clínicas da anemia falciforme até os 6 meses pela presença de hemoglobina fetal. Existe necessidade de acompanhamento médico para todo o doente de anemia falciforme. O traço falciforme NÃO é doença.



5) GLICOSE 6- FOSFATO DESIDROGENASE (G-6 PD)

O que é ?

A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é o distúrbio metabólico mais comum dos glóbulos vermelhos e é causado por alterações de enzimas que são fundamentais para a estabilidade da membrana celular dos glóbulos vermelhos. Pacientes com a deficiência de G6PD podem apresentar destruição de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) e icterícia.


Como se adquire a doença?

É uma doença herdada geneticamente ligada ao cromossomo X. Portanto acomete mais paciente do sexo masculino. No Brasil, mais de 1% da população é portadora da doença.


Quais as conseqüências para o recém - nascido?

A grande maioria dos indivíduos deficientes de G6PD são assintomáticos e alguns deles tem crises agudas de anemia por destruição dos glóbulos vermelhos quando entram em contato com certos alimentos como a fava, substâncias químicas que podem ou não ser medicamentos (aspirina,sulfa, etc) e diversas infecções virais. As crises de anemia hemolítica aguda se produzem pela destruição dos glóbulos vermelhos dentro do vaso sanguíneos e clinicamente se apresentam com anemia, icterícia e aumento do baço.


Qual a importância do teste do pezinho?

Teste do pezinho é importante para triagem, devendo ser realizados exames específicos para o diagnóstico.


O que fazer se ele estiver alterado?

Não é necessário tratamento se o bebê não apresentar manifestações clínicas. Deve-se, todavia, evitar uma série de medicamentos do tipo aspirina, sulfas e outros com potencial para desencadear a destruição de glóbulos vermelhos.



6) HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO

O que é?

A Triiodotironina (T3) e a Tiroxina (T4) são os hormônios produzidos pela glândula tireóide. São fundamentais para a regulação da produção e consumo de energia pelo organismo humano. Além disso os hormônios tireoidianos atuam, desde a fase intra-uterina, estimulando o processo de crescimento e desenvolvimento e influenciando decisivamente a maturação do sistema nervoso central. A sua deficiência leva a um quadro clínico bem definido denominado hipotireoidismo.


Como se adquire a doença?

O hipotireoidismo pode ser adquirido em vida através de alterações auto-imunes, inflamatórias ou infecciosas, e também antes do nascimento, quer por alterações genéticas, quer por alterações ambientais e do organismo materno.


Quais as conseqüências para o recém-nascido?

Considerando-se a forte influência dos hormônios tireoidianos sobre o crescimento e o desenvolvimento neuropsicomotor, fica fácil compreender que a sua falta pode levar a prejuízo no crescimento da criança e a um retardo mental, que será tanto maior, quanto mais tempo esta falta ocorrer.


Qual a importância do teste do pezinho?

Os sinais e sintomas do hipotireoidismo são escassos nas primeiras semanas de vida. Sabe-se que ocorre um caso de hipotireoidismo congênito a cada 4.000 recém-nascidos vivos, proporção que aumenta para 1 em 2000 crianças em regiões carentes de iodo. A solução adotada por um grande número de países foi determinar a obrigatoriedade da avaliação da função tireoidiana em todos os recém nascidos. Esta avaliação é feita de rotina pelo teste do pezinho através da dosagem de T4 e TSH.


O que fazer se ele estiver alterado?

Uma vez detectada alteração nos testes de triagem, repete-se a dosagem, no soro, uma semana depois. A alta sensibilidade do primeiro exame é extremamente importante para evitar que qualquer caso passe despercebido. Muitas crianças apresentam resultados normais, o que descarta o diagnóstico de hipotireoidismo na maioria das vezes. Aquelas crianças em que os exames persistem alterados devem ser encaminhadas rapidamente a um especialista para determinação da possível causa do hipotireoidismo e da estratégia do tratamento. 

Quando diagnosticado no momento certo o hipotireoidismo é facilmente tratado e controlado, sem nenhum prejuízo para o crescimento e desenvolvimento da criança.



7) HIPERPLASIA CONGÊNITA DA SUPRA-RENAL

O que é?

É um defeito na produção de hormônios pelas glândulas supra-renais ou adrenais. Na tentativa de compensação dessa deficiência, a hipófise produz um excesso do hormônio que estimula a supra-renal causando um aumento do tamanho dessas glândulas e muitas vezes um aumento dos hormônios que controlam a masculinização do corpo, sem compensar a falta dos hormônios que controlam o metabolismo da água e do sal do organismo. A alteração mais comum é a deficiência da enzima 21-hidroxilase progesterona.


Como se adquire a doença?

O funcionamento de cada uma das enzimas que regulam a produção dos hormônios da glândula supra-renal é feito por genes. Qualquer alteração ou mutação destes genes pode acarretar um defeito, resultando na falta de um hormônio ou acúmulo de outro. A doença ocorre em 1 de cada 12.000 crianças nascidas vivas. Cerca de 1 a 2% da população é constituída de heterozigotos, isto é, de portadores do gene e não da doença.


Quais as conseqüências para o recém-nascido ?

A deficiência da enzima 21-hidroxilase pode levar a um quadro de virilização da criança e eventualmente a vômitos e desidratação, com perda de sal e água.


Qual a importância do teste do pezinho ?

Diagnosticar precocemente a criança doente para receber reposição do hormônio e evitar as conseqüências da doença.


O que fazer se ele estiver alterado?

Esta dosagem é extremamente sensível, isto é, detecta mínimas alterações. RN prematuros e alguns RN de termo podem ter níveis acima do esperado por influência dos hormônios maternos. Desta forma os casos em que a mesma se encontra alterada devem ser considerados apenas “suspeitos”. O diagnóstico definitivo somente poderá ser feito após observação clínica e a efetivação de novos exames, solicitados pelo próprio Laboratório do Hospital Albert Einstein ou por endocrinologista que é o especialista nesta patologia.



8) TOXOPLASMOSE

O que é ?

Toxoplasmose é uma doença causada por um parasita,Toxoplasma gondii. Ele é um parasita do intestino de gatos, onde se multiplica. Em outros animais o toxoplasma não completa seu ciclo: invade, forma cistos nos músculos, cérebro, retina e outros órgãos mas não se multiplica no intestino.


Como se adquire a doença ?

O grande transmissor é o gato, mas se qualquer animal pode ter cistos na sua musculatura, e se o homem consumir carne crua destes bichos, pode adquirir a toxoplasmose. A toxoplasmose parece não ser transmissível de homem a homem, exceto durante a gravidez. Na gravidez a imensa maioria dos casos de transmissão ocorre apenas se a mãe se contaminou e teve doença exatamente durante a gravidez, em qualquer fase desta. Casos de toxoplasmose congênita ligada a antigas infecções na mãe são raridades, embora existam.


Quais as conseqüências para o recém nascido ?

Podem ser sérias, com calcificações cerebrais , malformações , doença sistêmica grave, ou podem se expressar no futuro como doenças da retina que prejudicam a visão. Muitos casos não apresentam alterações clínicas ou sintomas, mas há alguma evidencia que a toxoplasmose se não tratada nestes casos leva a uma diminuição do potencial intelectual destas crianças, sem que isto esteja claramente mensurado.


Qual a importância do teste do pezinho ?

O teste do pezinho avalia se existem anticorpos contra o toxoplasma feitos pela criança, não pela mãe. Esta diferenciação é crítica, pois a imensa maioria das pessoas (90 % ou mais em São Paulo) tem anticorpos contra o toxoplasma por conta de infecções anteriores. A presença de anticorpos tipo IgG de origem materna na criança não tem o menor significado patológico.


O que fazer se ele estiver alterado ?
Primeiro ele precisa ser confirmado, como todos os exames que dão positivos no teste do pezinho. Se confirmado, é fundamental informar imediatamente ao pediatra o fato pois a toxoplasmose tem tratamento efetivo que deve ser iniciado mesmo que não haja nenhuma alteração clínica.


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24/10/2010

Higiene Oral do Bebê

Para manter a saúde bucal do bebê o aleitamento materno é essencial ao desenvolvimento do sistema imunológico (defesa orgânica), evitando assim caries e infecções precoces.

Devem-se evitar hábitos incorretos de sucção do bebê como: uso de chupetas, chupar o dedo, uso de bicos artificiais e mamadeiras, diminuindo assim o desenvolvimento de possíveis danos ao sistema estomatognático (boca).

A partir dos quatro anos de idade as chances do desenvolvimento de danos a anatomia aumenta, sendo necessária assim a interrupção de tais hábitos aderindo o uso de copos.

Desde a primeira mamada é necessário realizar a higiene bucal da criança através da limpeza do bico da mama materna e boca do bebê com fralda ou gaze úmida passo a passo:

Com a gaze envolvida na ponta do dedo, umedecido em água fervida ou filtrada deve-se limpar as gengivas, língua e céu da boca em movimentos suaves.

A partir dos primeiros dentinhos aparentes é importante realizar escovação com escova de cerdas macias própria para faixa etária da criança, sem o uso de cremes dentais somente com água ou substância especifica para escovação dos bebês.

Cremes dentais com flúor só devem ser usados a partir dos quatro anos de idade, pois é necessário que a criança saiba cuspir a solução.

Assim o seu filho terá a saúde bucal preservada.
 
 
Fonte: http://enfermagemdiario.blogspot.com/2010/10/bebes-necessitam-de-higiene-oral.html
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