24 de fevereiro de 2013

Maternidade Responsável: um enfoque psicanalítico

Pertence à mulher uma das tarefas mais importantes de uma sociedade: gerar outro ser humano. Segundo a Psicanálise, essa é, porém, apenas uma parte do dever materno, que se inicia na gestação do bebê e se estende à segunda infância da criança - aproximadamente aos 5 anos de idade.

Winnicott (1896–1971) conceitua como maternagem os cuidados dispensados ao bebê pela mãe ou cuidadora deste. Segundo o autor, o bebê não existe sozinho – ele é parte de uma relação, que, além de abrangê-lo, engloba sua cuidadora. Esta deverá criar um ambiente facilitador para que o desenvolvimento psíquico da criança seja saudável.

Todos os fatos que ocorrem no período de vida intra-uterina e também o trauma do nascimento são registrados inconscientemente pelo sujeito que está sendo gerado. Por exemplo, o feto pode vir a sofrer frente à angústia ou ansiedade da mãe e tentar, como mecanismo de defesa, diminuir esse sofrimento através de movimentações hiperativas de seu corpo ou de diminuição de suas atividades motoras. Essas vivências intra-uterinas influenciarão sua personalidade e seus comportamentos na vida pós-natal.

Após o nascimento, a relação mãe-bebê é de dependência absoluta: o recém-nascido precisa de sua cuidadora para alimentá-lo, para vesti-lo, para nomear suas sensações e os objetos de seu mundo externo. Esse vínculo forma o alicerce para o seu desenvolvimento psíquico, fazendo com que seu frágil ego seja amparado pelo ego materno e se fortaleça.

É a partir da organização psíquica desenvolvida nessa relação, que o bebê conquistará sua capacidade de se relacionar. A qualidade do amor materno– e não a quantidade – determinará, portanto, a qualidade de todas as relações do indivíduo quando ele se desligar da mãe: amor em excesso e possessivo pode gerar dependência, insegurança e incapacidade desse sujeito em lidar com frustrações. Negligência e rejeição podem, por outro lado, provocar sérias angústias, necessidade exagerada de amor e sentimentos de agressividade, culpa e depressão.

Segundo Neumann, “Existem mães cuja genuína capacidade de amar é subdesenvolvida, atrofiada ou envenenada e que, como compensação de sua anti-realização, arremessam-se sobre seus filhos não para lhes dar excesso de amor, mas para preencher seu próprio vazio através do filho”. A mãe que vê o filho como única saída para dar vazão a seus sentimentos pode, por exemplo, mimá-lo excessivamente e, muitas vezes, impedir seu crescimento, por medo de que se torne independente dela. Em contrapartida, a gravidez na adolescência, a gravidez indesejada ou a visão de que os cuidados com os filhos são uma árdua tarefa e cerceiam sua liberdade são algumas das possíveis razões para a negligência materna.

A maternidade responsável, portanto, deve proporcionar ao feto e, posteriormente, ao bebê um vínculo afetivo sadio, garantindo a satisfação de suas necessidades fisiológicas e afetivas. Deve também evoluir para um processo gradual de independência emocional, que gerará confiança na criança e facilitará seu crescimento psíquico, para que possa, posteriormente, suportar-se sozinha e evoluir para a maturidade e autonomia.

Autora:
Fernanda A. Linhares Guimarães
Psicóloga – CRP:06/90599

23 de fevereiro de 2013

A atriz Isla Fisher veio ao Brasil para promover o Aleitamento Materno e os Bancos de Leite

A atriz Isla Fisher veio ao Brasil representando a Save The Children para ajudar a promover o Aleitamento Materno e o trabalho dos Bancos de Leite. 
O Brasil é o número 1 no mundo com maior número de Bancos de Leite (mais de 100!) e a tecnologia de pasteurização exportada para diversos países! 
(Fonte: Aleitamento Materno Solidário)

20 de fevereiro de 2013

PRIMEIRAS PAPINHAS: Como entender e superar as DIFICULDADES?


BEBÊS RECUSAM as PRIMEIRAS PAPINHAS:
Reflexo de Extrusão + Neofobia – parte da explicação

Depois dos 6-7 meses, dependendo de cada mãe-bebê, há necessidade de além do leite materno o lactente comece com as papas de frutas e os purês de legumes para suprir suas necessidades calórico-protéicas e sensoriais para o seu crescimento e desenvolvimento.

Para superar o reflexo de extrusão ou protrusão lingual

Um aspecto fundamental para o início da introdução dos novos alimentos passa pela perda do reflexo de extrusão. Este é um reflexo de defesa fisiológico (normal) que consiste na projeção para fora da boca do que se introduz na face anterior da língua do bebê. Este reflexo é perdido em média por volta dos 4-6 meses, o que significa que a partir dessa idade o lactente está apto a deglutir o que lhe é dado de colher. Este reflexo pode desaparecer mais precocemente se antes dos 5 meses se começar a introduzir alimentos na boca da criança com uma colherzinha.

Não lhe parece óbvio que isto aconteça? O lactente mamava no peito um líquido e de repente ele tem que comer um semi-sólido e ainda mais com uma colher! Os movimentos da musculatura da língua e de toda a boca são bem diferentes e ele merece um tempo para esta adaptação.


Antes de o lactente perder o reflexo de extrusão, os complementos de alimentos sólidos são difíceis de dar na colher. Dos 4 aos 6 meses o reflexo de extrusão desaparece e a habilidade para engolir alimentos não líquidos estabelece-se. Neste período o bebê já controla melhor os músculos da boca e língua, e já pode sentar-se com apoio.

Dicas para introduzir as papas

Um bebê que começa a comer sozinho deve poder “brincar” com a comida, porque a brincadeira é o seu modo de aprender, de fazer experiências: a criança deve poder enfiar as mãozinhas na papa, tentar levá-las à boca, retirar a colher das suas mãos, tentarem segurá-la para depois jogar fora o conteúdo, pegar no copo e derramar a água. Uma, duas, três… dez vezes.

Quanto mais o encorajar a comer sozinho, mais rápido aprenderá. Deixe que mergulhe as mãozinhas na maçã esmigalhada e que tente chupar os punhos, aprenderá rapidamente a fazê-lo intencionalmente. Dê-lhe comida lentamente. De modo a dar-lhe tempo de pegar por si próprio num pouco de comida. Dê-lhe qualquer coisa que possa comer facilmente com as mãos: rodelas de cenoura cozida, biscoito de polvilho, pedacinhos de pão.
Utilize sempre 2 colheres infantis (pequenas e de plástico): uma para lhe dar comida e outra para que possa brincar com ela e aprender a utilizá-la. Esteja pronta a trocar a sua colher cheia de papa pela outra vazia, para que possa tentar encher a boca por si próprio. E enquanto a enésima colherada de alimento cai por terra… mantenha o ânimo.


Um pequeno truque para prevenir inconvenientes no momento do desmame é o de tornar a colher num objeto familiar, deixando-o à disposição da criança mesmo fora do horário das refeições e permitindo-lhe levá-la à boca e chupá-la. Para o bebê tornar-se-á assim um elemento de brincadeira, não associado apenas à passagem do leite para a nova alimentação.


Se o bebê recusar persistentemente a colher, é inútil forçar naquele momento. Dê o peito e tente de novo em seguida.Deve-se começar a papa com uma colher, para que a criança compreenda que aquele será o novo modo de comer. Nunca bater no liquidificador (as frutas ou legumes) para dar na mamadeira.

BEBÊS TAMBÉM TEMEM O NOVO
                                  
http://1.bp.blogspot.com/_aXgLLbf6g3E/Swh4P9NfsdI/AAAAAAAAAbE/XXgDOPtj5kQ/s1600/DSCF1375.JPG
Neofobia - A difícil aceitação dos novos sabores e consistências

Estudos sobre comportamento alimentar de crianças pequenas mostraram existir, no estabelecimento de preferências alimentares, influências de fatores hereditários e ambientais. 
A percepção dos sabores é também fruto de experiências, sendo resultado de uma série complexa de estímulos que se alternam com a experimentação. 
Fatores psicosociais influenciam as experiências alimentares, proporcionando a aprendizagem inicial para a sensação da fome e da saciedade e para a percepção dos sabores.

A chamada “neofobia” é uma característica muito observada em lactentes aos 5-6 meses e pré-escolares (crianças de 1 a 6 anos) e significa a relutância em consumir novos alimentos, considerados inicialmente estranhos. Estudos mostram que a rejeição precoce pode ser alterada com a experiência, indicando que muitos dos alimentos que as crianças rejeitam inicialmente poderão acabar sendo aceitos se a criança tiver ampla oportunidade de provar o alimento em condições favoráveis. Nessa perspectiva, a rejeição precoce a novos alimentos pode ser considerada como um exercício de adaptação. Muitas vezes um mesmo alimento deve ser ofertado por 10-15 vezes até que seja aceito.

Como evitar
Estudos sobre a exposição repetida de novos alimentos com lactentes e pré-escolares mostraram que não basta apenas ver ou sentir o cheiro; é necessário que a criança prove o alimento para que se produza o condicionamento, aumentando a aceitação do mesmo. Geralmente, isso ocorre após 12 a 15 apresentações do alimento. Com isso, podemos deduzir que não se deve desistir de oferecer um alimento a uma criança devido às recusas iniciais.

Não é que ele não goste de chuchu-cenoura-batata!
Como você pode entender, não é substituindo por abobrinha-abóbora-cará que ele passará a aceitar melhor. Estas substituições só irão adiar a aceitação.

A insistência, ou seja, a exposição repetida pode contribuir para redução da neofobia característica do lactente aos 5-7 meses e do pré-escolar. O Hábito de ver um alimento sempre à mesa, fazendo parte da alimentação da família, é um fator que favorece a aceitação do mesmo.

 Ansiedade e culpa

 Muitas vezes há tensão para que o bebê aceite logo para que a mulher possa voltar ao trabalho ou que ele se acostume com a creche. O bebê sente o clima, sente-se inseguro, a ansiedade é “transmissível”. Procure entender a situação, controle-se, peça ajuda... Ás vezes, o pai ou uma avó, ou mesmo uma ajudante de casa, mais “isentos” emocionalmente logram mais sucesso.

Converse com o seu bebê, demonstre que você não está se recusando para ele, amamente-o, abrace-o...  Ele sentirá que não vai perder você ou o peito e sim ganhar outras e novas saborosas experiências...

Dr. Marcus Renato de Carvalho

18 de fevereiro de 2013

6 Meses de Enzo - Introduzindo novos alimentos!

Enzo chegou todo lindo aos 6 meses! 
Agora ele não é mais um bebê em AME - Aleitamento Materno Exclusivo! Ele vai começar a receber outros alimentos! O processo de introdução alimentar deve ser feito com muita calma e paciência pelas mamães, é uma fase de adaptação a novos sabores e essencial para a construção de um paladar saudável!

Nos primeiros dias ele experimentou um suquinho de laranja-lima sem açúcar, bem naturalzinho, ele fez caretinhas mas gostou e ficava puxando o copinho de transição toda hora para a boca. Depois ele experimentou água de coco e também curtiu, agora já vamos para as frutas!

A partir dos 6 meses, o sistema digestivo já está mais maduro, e o organismo é mais forte para enfrentar eventuais infecções ou alergias causadas por novos alimentos.  Aos poucos, o bebê vai começar a comer frutas amassadas e raspadas e gradativamente passará para as papinhas salgadas, primeiro no almoço e depois no jantar. Tudo sem pressa, com muita paciência, mas também com persistência. 


O leite materno, no entanto, continua a ser um alimento importante e reconfortante para o bebê, e, segundo o governo brasileiro e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que seja oferecido até os 2 anos de idade ou mais. 

(Enzo tomando suquinho)
E como deve ser feita a introdução de novos alimentos a dieta da criança?

Você vai provavelmente notar que a criança passa a demonstrar interesse no que os outros estão comendo. É assim mesmo: ela aprende acima de tudo por imitação. 


Aproveite esse interesse todo para introduzir novos sabores ao bebê. Capriche nas frutas, verduras e legumes, e fique longe dos doces, para não "viciar" logo de cara o paladar da criança. Guarde o chocolate e as sobremesas lácteas com corantes, tipo danoninho, para quando o bebê já tiver 1 ano ou mais. 

Vale lembrar que bebês de menos de 1 ano não devem comer mel, devido ao risco de botulismo, uma doença muito grave. 

Seu filho é uma tela em branco em termos de paladar. Tem muita coisa que você pode fazer para que ele cresça com uma alimentação saudável e para que não seja enjoado para comer no futuro. Claro que existem fatores da natureza da própria criança que influenciam nisso tudo também, mas vale a pena o esforço. 

Maneire no sal e vá com calma nos temperos na hora de preparar a papinha. 

A partir dos 6 meses, o bebê começa a movimentar a mandíbula de um lado para o outro, imitando a mastigação. 

Mesmo que seu filho ainda não tenha dentes para mastigar, os especialistas consideram importante que ele se acostume a engolir pedacinhos de comida. 


Procure oferecer alimentos amassados, e não batidos no liquidificador. Amassando a comida, você deixa que seu filho perceba as diferentes texturas dos alimentos e as sensações que eles provocam na boca. E ele sente melhor os sabores também. 

Ainda por causa do nascimento dos dentinhos, para aliviar o incômodo nas gengivas, você pode dar alimentos mais duros para o bebê "roer", como um bico de pão italiano, ou um palito de cenoura, sempre tomando cuidado para a criança não engasgar. 


Nesta fase, o bebê começa a desenvolver a capacidade para comer com as próprias mãos. Você já deve ter notado ou já já vai ver ele tentando pegar objetos com o polegar e o dedo indicador, no chamado movimento de pinça. 

Além disso, tudo o que ele conseguir vai parar na boca, outro sinal de que está pronto para expandir seu cardápio. Aproveite o interesse e ofereça, além de sopinhas e papinhas, comida em pedaços, para ele pegar com a mão. 

Alguns exemplos: banana cortadinha, cenoura cozida, batata, bolacha maisena, pedacinhos de queijo. 

Por volta dos 7 ou 8 meses, a maioria das crianças tenta pegar alguma coisa do prato dos outros. Muitos bebês tentam pegar a própria colher, o que pode tornar a hora de alimentá-los um pouco mais difícil. 

O melhor a fazer é dar à criança uma outra colher, para que segure enquanto você o alimenta. Experimente! Sim, um pouco de sujeira é inevitável, mas você estará incentivando a criança a ser independente. Se não fizer isso agora, é muito possível que tenha que ficar "dando na boquinha" por muito tempo depois. 

Procure também estabelecer um lugar certo para a criança comer. Quando ela já estiver se sentando bem, pode começar a usar um cadeirão. Acostume-a a comer sem distrações. É muito fácil "viciar" a criança a só comer assistindo TV, brincando ou até passeando pela casa. Cuidado para não cometer esse erro, porque depois é difícil consertar.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a1500284/alimenta%C3%A7%C3%A3o-por-idade-6-a-9-meses#ixzz2LIxcEKly

3 de fevereiro de 2013

DEZ RAZÕES PARA ATENDER AO CHORO DE UMA CRIANÇA



                   por Jan Hunt, Psicóloga diretora do "The Natural Child Project"

  1. As primeiras tentativas de comunicação do bebê são não-verbais. O bebê não é capaz de expressar sua alegria em palavras, então sorri. Ele não pode expressar em palavras sua tristeza ou raiva, mas chora. Se for atendido quando sorri, mas não quando chora, corre o risco de entender que só é amado e cuidado quando está alegre. Crianças que são tratadas assim ao longo dos anos não se sentem verdadeiramente amadas e aceitas. 
                          
  2. Se as tentativas de uma criança mostrar tristeza ou raiva forem rotineiramente ignoradas, ela não conseguirá aprender a expressar esses sentimentos em palavras. O choro precisa ser atendido de forma positiva e apropriada para que a criança perceba que todos os seus sentimentos são aceitos. Se os seus sentimentos não forem aceitos e o choro for ignorado ou punido, ela entende que sua tristeza e raiva são inaceitáveis, independentemente de como sejam expressos. Será impossível para a criança perceber que a expressão da raiva e da tristeza em palavras apropriadas deve ser aceita, quando ela tiver idade e capacidade para usar essas palavras. A criança se comunica do modo como é possível para ela em determinada fase; ela não pode fazer algo que ainda não teve a oportunidade de aprender. A criança dá o melhor de si, de acordo com sua idade, experiência e circunstâncias imediatas. É injusto punir uma criança por não ter feito mais do quê ela é capaz. 
                                                             
  3. Uma criança que aprendeu que seus pais só a atendem quando ela é "boazinha", vai aprendendo a esconder dos outros, e até de si mesma, seus comportamentos "maus" e sentimentos "ruins". Quando adulta, irá negar os sentimentos "ruins", e será incapaz de comunicar toda a gama de sentimentos humanos. Na verdade, muitos adultos têm dificuldade em expressar raiva, tristeza ou outros sentimentos "maus" de um modo apropriado.

  4. A raiva que não pode ser expressa na infância não desaparece por si só. Ela é reprimida e se acumula no decorrer dos anos, até que a criança não agüente mais contê-la e tenha idade suficiente para não temer mais o castigo físico. Quando finalmente esse reservatório de raiva explode, os pais ficam assustados e perplexos. Eles esqueceram as centenas ou milhares de frustrações que foram sendo acumuladas ao longo dos anos. O princípio psicológico de que "a frustração leva à agressão" é claramente exemplificado na revolta do adolescente. Precisamos ajudar os pais a entender o quanto é frustrante para a criança sentir-se "invisível" quando seu choro é ignorado, e como se sente desamparada quando os pais punem ou ignoram tentativas de expressar suas necessidades ou emoções.

  5. Todos nascemos sabendo que cada um de nossos sentimentos é legítimo. Perdemos aos poucos esse sentido quando apenas o nosso lado "bom" obtém uma resposta positiva. Isso é trágico, pois somente quando aceitamos a nós mesmos e aos outros, independentemente de nossos erros, podemos ser verdadeiramente amorosos. Se não formos totalmente amados e aceitos na infância, não poderemos saber como alguém se sente assim, e não seremos capazes de comunicar isso aos outros, por mais leitura, reflexão e psicoterapia que possamos fazer. Nossas vidas seriam bem mais fáceis se tivéssemos simplesmente recebido amor incondicional durante nossos primeiros anos de vida!

  6. Pais que se perguntam se devem ou não atender ao choro do filho deveriam pensar um pouco em sua própria reação em situações semelhantes. Os pais podem achar certo ignorar o choro do filho, mas ficam muito bravos se o cônjuge ignorá-lo quando ele ou ela quer estabelecer um diálogo. Em nossa sociedade, muita gente acha que o indivíduo só tem direito a ser ouvido a partir de uma certa idade. Mas que idade seria essa? Bebês e crianças não são menos gente só porquê são pequenos e indefesos. Se não por outro motivo, quanto mais indefesa uma pessoa mais ela deveria merecer nossa compaixão, atenção e cuidados.

  7. Se as crianças aprendem com o exemplo dos pais que pessoas indefesas merecem ser ignoradas, elas podem perder sua compaixão inata por outros seres humanos. Se quando eram crianças indefesas tiveram seu choro ignorado, irão acreditar que esse é o modo certo de agir em relação aos mais fracos: "quem tem a força, tem a razão". Sem compaixão, prepara-se o cenário para a violência futura. Quem se pergunta o porquê de um criminososo violento não ter piedade de suas vítimas, precisa imaginar onde foi que ele perdeu sua compaixão. A compaixão não some de um dia para o outro. Ela é subtraída, gota a gota, por pais indiferentes ou punitivos, até desaparecer completamente. A perda da compaixão é a maior desgraça que pode se abater sobre uma criança.

  8. A criança que aprende pelo exemplo dos pais que ignorar o choro de um filho é correto, naturalmente vai tratar do mesmo modo seus próprios filhos, a menos que alguém intervenha. Os cuidados parentais inadequados passam de uma geração a outra até que alguma circunstância feliz mude esse quadro. Mas as tarefas de pai e mãe são bem mais fáceis para quem aprendeu na infância como tratar os filhos! Talvez o ciclo de maus cuidados parentais seja interrompido quando as pessoas começarem a parar na rua para intervir quando presenciarem a cena de uma criança sendo humilhada. Talvez isso represente para aquela criança a primeira vez em que seus sentimentos foram considerados legítimos e importantes, e essa mensagem crucial será lembrada mais tarde, quando ela mesma tiver um filho.

  9. Chorar é um sinal designado pela natureza para perturbar os pais de modo que as necessidades da criança sejam atendidas. Ignorar o choro do bebê é como ignorar um alarme de incêndio porque o seu ruído é desagradável. Esse sinal tem o objetivo de nos perturbar para que prestemos atenção em algo importante. Só uma pessoa surda ignora o alarme de incêndio, mas muitos pais se fazem de surdos quando seus filhos choram. O choro, como o alarme de incêndio, tem por objetivo chamar nossa atenção para que cuidemos de necessidades importantes da criança. Não faz sentido imaginar que a natureza teria dado a todas as crianças um sistema de alarme que não serve para nada. 

  10. Pais que só reagem a comportamentos "bons" podem acreditar que estão ensinando a criança a se comportar "melhor". Mas eles mesmos são mais propensos a colaborar com pessoas que os tratam com delicadeza. É como se as crianças pertencessem a uma espécie diferente, que funciona com outros princípios de comportamento. Isso não faz sentido, porque seria impossível saber em que momento a criança passa para o modo "adulto" de ser. A verdade é bem mais simples: crianças são seres humanos que se comportam do mesmo modo que todos os outros seres humanos. Como todos nós, eles reagem melhor à delicadeza, paciência e compreensão. Os pais que não entendem porquê o filho é "mau-comportado" deveria perguntar a si mesmos: "Eu tenho vontade de obedecer quando alguém que me trata bem, ou quando alguém me trata do modo como acabei de tratar meu filho?"

Citação do pediatra Carlos Gonzalez


"Freud acreditava que os bebês amam sua mãe porque dela obtém alimento. É a chamada teoria do impulso secundário (a mãe é secundária e o leite é o primário). Bowlby, com sua teoria do apego, sustenta todo o contrário, que a necessidade da mãe é independente da necessidade de alimento e provavelmente maior. Por quê você não desfruta, como mãe, dessa maravilhosa sensação de receber um amor absoluto? Você se sentiria melhor se seu bebê só a chamasse quando tivesse fome, sede ou frio e a ignorasse totalmente quando estivesse satisfeito? Ninguém negaria comida a um bebê que chorasse de fome, ninguém deixaria de agasalhar a um bebê que chora de frio. Você vai deixar de pegar um bebê que chora porque precisa de carinho? "

Carlos Gonzalez - Pediatra

Tirinha


Pais que Dormem Perto de seu Bebê são mais Atenciosos


Dividir a cama com bebês é motivo de controvérsia entre especialistas em psicologia infantil. Alguns argumentam que isso ajuda a estreitar os vínculos; outros, porém, acreditam que, além de comprometer a segurança dos pequenos, não é saudável para a criança compartilhar do espaço de intimidade dos adultos. Agora, um estudo publicado na PloS One reforça os argumentos do primeiro grupo: homens que dormem perto de seus bebês apresentam quedas nos níveis do hormônio testosterona, o que os tornaria mais propensos ao cuidado e a atender as necessidades dos filhos.
O antropólogo Lee Gettler, da Universidade de Notre Dame, em Indiana, mediu as quantidades do hormônio em homens filipinos antes de serem pais e quatro anos depois do nascimento da criança. Os que relataram dormir na mesma cama que os filhos apresentaram quedas da produção de testosterona muito mais expressivas que os que dormiram em quartos separados. Estudos anteriores já mostraram que homens mais envolvidos no cuidado e na criação dos bebês têm menos testosterona. “Eles tendem a ficar mais sensíveis às demandas da criança e da parceira e a evitar comportamentos arriscados e de competição”, afirma Gettler.
Fonte: http://noticias.psicologado.com/comportamento/pais-que-dormem-perto-de-seu-bebe-sao-mais-atenciosos#ixzz2JrlIH72u  Psicologado Notícias - Notícias de Psicologia 

2 de fevereiro de 2013

Banco de Leite de Itabuna precisa de mais doadoras!


ATENÇÃO!!

Mamães que amamentam em Itabuna-BA!

O Banco de Leite do Hospital Manoel Novaes precisa de mais doadoras!!! 


O leite materno doado é usado para alimentar os bebês que estão internados na UTI Neonatal.
De acordo com a coordenação do Banco de Leite, para aderir ao programa, a mãe doadora precisa apresentar os exames pré-natal, documento de identificação e cartão do SUS. Além disso, não podem estar fazendo uso de algumas medicações específicas, não fumar, não beber e não fazer uso de drogas ilícitas.

A equipe do banco de leite pode fazer o cadastro na própria casa da doadora e todos os sábados pela manhã eles recolhem os potinhos de leite (que sempre são entregues na semana anterior).
Entrem em contato com o Banco de Leite: 
(73) 3214-4346 ou 3214-4348

Ajudem a divulgar!!!