25 de julho de 2013

5 Mitos sobre rotinas para bebês


Quando se fala em rotinas para bebês, muito gente, logo de início, assume uma posição receosa. Isso se dá, em geral por uma concepção errado do que deve ser a rotina de um bebê. Hoje vamos então falar sobre alguns mitos sobre a rotina de bebês pequenos:

1. Bebê só pode mamar de 3 em 3 horas

O bebê precisa mamar sempre que tem fome. Esse intervalo varia muito de uma criança para a outra e de uma fase para a outra. Um bebê que só mama de 3 em 3 horas pode, durante um pico de crescimento mamar a cada hora e isso faz parte da fisiologia dele.

2. O bebê tem que ter horários fixos

O bebê não tem relógio e não se pauta por ele. Muito mais importante do que horários em uma rotina para bebês, é a ordem na qual as coisas acontecem. Ele entende que ao acordar, vai mamar. Que, depois de mamar, vai trocar a fralda. Que depois de trocar a fralda, vai dar uma voltinha de sling, etc. Mas ele não entende se hoje isso tudo começou a acontecer às 06:00 da manhã e ontem, às 09:00. Depois de estabelecida uma rotina, as próprias mães passam a reparar que a criança começa a acertar os horários naturalmente.

3. Para o bebê dormir a noite toda é preciso desmamá-lo

É a mais equivocada das concepções. Um bebê que precisa mamar para dormir, vai precisar mamar, seja no seio ou na mamadeira. A diferença é que o seio traz dezenas de benefícios para o bebê e para a mãe. Se está pensando em desmamar seu filho por isso, procure ajuda antes. Você pode manter os lindos momentos da amamentação, as vantagens para a saúde de seu filho e suas noites de sono (dependendo do tamanho do bebê).

4. Não se deve ficar com o bebê no colo para ele não acostumar

O bebê precisa de contato físico e já nasceu acostumado ao colo (ficou nele por cerca de 9 meses). O colo dá segurança e tranquilidade para a criança. O que não se deve fazer é dar colo só quando a criança chora pois, como ela precisa de colo, vai chorar constantemente. Não deixe seu bebê no carrinho quando ele está quietinho. Nessa hora, dê colo e carinho e ele chorará muito menos.

5. Cama compartilhada atrapalha o sono

Muita gente acha que a criança dormir na cama dos pais é o que a faz acordar a noite toda. Se fosse assim, quem é casado não conseguiria dormir. O problema não costuma ser dormir com os outros mas, não saber dormir por si só, ou seja, o bebê precisa de algum artifício para adormecer.


Fonte: sosseguinho.com.br

23 de julho de 2013

E uma nova jornada se inicia...

Muita gente já sabe que eu sou enfermeira materno-infantil e faço um curso de formação em Psicanálise né? Pois agora eu irei cursar mais uma graduação: Psicologia!
:)

17 de julho de 2013

Os limites físicos e psicológicos da criança na rua


A VISÃO 
Uma criança não vê como um adulto.
Seu campo visual é estreito: vê unicamente na frente dela, como se usasse "antolhos". Devido à sua pequena estatura, não pode ver por cima dos automóveis estacionados. Ela também fica escondida do campo de visão do motorista.
Vê apenas por contrastes: leva cerca de 4 segundos para distinguir se um automóvel está em movimento ou parado.
Confunde "altura" e "distanciamento": o automóvel lhe parece mais afastado que um caminhão.
Confunde "ver" e "ser visto" e consequentemente negligencia mostrar-se.

A AUDIÇÃO
Uma criança não ouve como um adulto. Não detecta bem de onde provêm os sons. Os ruídos da vida cotidiana a distrai. Entende apenas os barulhos que a interessam (chamada de um colega, por exemplo).

A RELAÇÃO CAUSA-EFEITO
Uma criança não a compreende efetivamente. Assim, não pensa que é necessária uma distância de frenagem para um veículo parar. Ela acredita que o automóvel pode parar imediatamente, desde que o motorista freie.

DISTÂNCIA, TEMPO E VELOCIDADE
Uma criança não é capaz de avaliá-los corretamente.

A SÍNTESE
Uma criança não sabe pensar e reagir a várias coisas ao mesmo tempo.
Por exemplo, é difícil para ela observar ao mesmo tempo a travessia para pedestres, a indicação de verde no semáforo para pedestres e o movimento dos automóveis.

A SATISFAÇÃO DAS SUAS NECESSIDADES
Uma criança procura primeiro satisfazer as suas próprias necessidades. Para ela, brincar, mover, chegar na hora na escola ou em casa, juntar-se aos seus pais do outro lado da rua ou recuperar a sua bola é mais importante que observar a circulação.
Para fazer o que deseja, uma criança é capaz de lançar-se contra um automóvel que viu, mas que está criando um obstáculo em seu caminho.

A MORTE
Uma criança não teme a morte. Para ela, a morte é como um jogo: brinca frequentemente de estar morta, depois se levanta e está viva novamente. A criança não tem, por conseguinte, medo de morrer, mas tem medo de lavar “bronca” dos adultos por obrigar os automóveis a frear. Assim, ela corre com o objetivo de não incomodar os motoristas, evitando obstruir o caminho dos automóveis.

O AMBIENTE QUE PROTEGE

Uma criança tem frequentemente a impressão de estar segura. Por exemplo, pensa que nada pode acontecer com ela se seus pais ou adultos estão perto dela ou se está perto de sua casa ou de sua escola.

FALSAS "IMAGENS" DA CRIANÇA
Os objetos não têm o mesmo significado que têm para os adultos.
A rua para ela é um espaço para brincar sob o controle dos pais. O automóvel é confiável, porque se assemelha a um ser humano (faróis = olhos, etc.). A faixa de pedestre, chamada por alguns, de forma imprópria, de protegida, no seu pensamento é um lugar onde nada lhe pode acontecer.

A IMITAÇÃO
Uma criança imita sempre os adultos. Mais que imitar, a criança pensa que se os outros atravessam, ela também pode, sem perceber que em alguns segundos a situação se altera. Se as crianças se dão as mãos, elas se confortam mutuamente no pensamento de que não existe perigo.


* Reprodução do cartaz "A criança na rua" realizado pelo Conselho Geral - DDE Bas- Rhin e elaborado por Bernard Schneider e Jacques Robin. Disponível em http://secuenfant.free.fr/articles.php?pg=art19

Fonte: Criança Segura Brasil

4 de julho de 2013

A construção do vínculo entre a mãe e o bebê

Durante o período gestacional já se inicia a formação do vínculo entre a mãe e seu bebê. Este é um processo bastante delicado e de extrema importância para o desenvolvimento fetal saudável, pois o bebê precisa se sentir desejado e amado.
Devido a íntima ligação entre eles, através da placenta e do cordão umbilical o feto sente o que a sua mãe sente.
A formação do vínculo não ocorre de forma automática e nem imediata, ao contrário, é uma construção. Para isso é necessário tempo, paciência e amor por parte da mãe.
Nem todas as mulheres conseguem desenvolver o vínculo de forma efetiva durante a gravidez ou no pós-parto, isso depende de diversos fatores externos que podem afetar na aceitação ou não da sua condição materna. Mas a qualidade do vínculo que será construído influenciará no ajustamento do bebê quando se tornar um adulto.

QUANDO O BEBÊ NASCE, NASCE TAMBÉM UMA MÃE

Após o nascimento surge então o desafio de aceitar a nova realidade ao perceber que há diferenças entre a maternidade idealizada anteriormente e a maternidade real.
Há um confronto para a nova mãe quanto ao bebê que foi sonhado e o bebê real que possui diversas necessidades: chora, tem fome, sono, cólicas, necessita de colo, de afeto, entre tantas outras coisas.
A relação entre bebê e sua mãe é de total dependência, ele precisa dela para tudo, esse contato intenso será a base para o desenvolvimento psíquico da criança. É importante que a mãe saiba que o bebê a percebe como se fosse parte dele, como sua continuidade.
Uma relação chamada de simbiose, pois emocionalmente a criança está unida à mãe em uma matriz única. O pediatra e psicanalista Donald W. Winnicott (1896–1971) afirmava que “o bebê não existe sozinho – ele é parte de uma relação, que, além de abrangê-lo, engloba sua cuidadora.”

A AMAMENTAÇÃO E O FORTALECIMENTO DO VÍNCULO MÃE-FILHO

O aleitamento materno é muito mais do que apenas uma forma de alimentação, pois além dos comprovados benefícios quanto a qualidade do leite materno, há também o contato pele-a-pele. O ato de amamentar intensifica a conexão entre o bebê e sua mãe.
A ausência da mãe na rotina diária pode trazer sérios prejuízos à formação da personalidade da criança. A presença materna é essencial nos primeiros anos de vida da criança, a partir da relação desenvolvida é que bebê conquistará sua capacidade de se relacionar.
A qualidade do amor materno determinará a futura qualidade de todas as relações dele quanto indivíduo. As conseqüências da não construção desta relação devem ser motivo de atenção aos profissionais de saúde que estejam assistindo essa família.
É importante lembrar que a relação entre a mãe e a criança é um processo contínuo, uma relação que não está pronta, está sempre em construção e transformação.

por Maylu Souza
Mãe de Enzo, Graduada em Enfermagem, Pós-Graduada em Obstetrícia, Saúde Pública e Docência do Ensino Superior. Foi Doula no Hospital Manoel Novaes de Itabuna-BA. É Membro da Sociedade Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia da infância e adolescência (SOGIA). Iniciou em 2012 o curso de Formação em Psicanálise. Iniciará em breve uma nova graduação: Psicologia. Pretende atuar na área de Saúde Materno-Infantil e Saúde Mental enfocando os seguintes temas: Maternagem, Gestação, Parto, Puerpério, Aleitamento Materno, Maternidade, Parentalidade, Relação Mãe-Bebê, Educação Perinatal, Psicanálise, Psicologia Obstétrica, Infantil, Perinatal e Familiar, Psicoembriologia, Intervenções clínicas no cuidado à criança e gestante. Escreve também o Maternagem
Fonte: Pediatria Brasil - http://www.pediatriabrasil.com.br/