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Mostrando postagens de Maio, 2015

A importância do toque para o desenvolvimento do bebê

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Maylu Souza
Enfermeira Especialista em Obstetrícia e em Saúde Pública
Psicanalista em Formação
Graduanda em Psicologia. A pele é o maior órgão do corpo e é extremamente importante para a sobrevivência do ser humano, possui funções de proteção dos órgãos e tecidos, regulação de temperatura, reserva de nutrientes e possui terminações nervosas sensitivas. É um órgão sensorial, constituindo o sentido do tato que possui fundamental importância no desenvolvimento infantil. Dentro do útero o bebê era tocado o tempo todo, estava protegido dentro da bolsa, com líquido amniótico ao seu redor, ele não sentia frio ou calor, não sentia impactos bruscos, era embalado pela movimentação de sua mãe e se sentia seguro assim. Ao nascer a criança se sente exposta e insegura frente aos diversos estímulos excessivos: barulho, luminosidade, e temperatura. Ao embalar, acalentar e massagear o bebê ele se sente seguro novamente como se sentia no ambiente intrauterino. O contato físico ajuda o bebê a superar a sens…

Psicanálise com Crianças

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Quando uma criança precisa de atendimento psicológico? Quando apresenta alguma dificuldade em seu desenvolvimento: quer seja motor ou psíquico. Algumas crianças não se desenvolvem dentro da faixa etária esperada mesmo não apresentando problemas neurológicos que afetem seu desenvolvimento. Quando apresentam algum medo exagerado, ansiedade acima do normal, dificuldades para aprender, se concentrar em sala de aula, se socializar…Enfim, toda vez que tenham alguma dificuldade que a atrapalha e traz sofrimentos. Ou apresentam dificuldade(s) que os pais ou a escola não sabem conseguem resolver. Nesse caso é indicado que eles recorram a ajuda de um psicanalista, para que as crianças possamcolocar em palavras seu sofrimento e assim encontrar uma forma de expressar o que sente em vez de adoecer. A partir de que idade é possível o atendimento? Temos a experiência de atender crianças desde a idade de 3 anos, mas existem trabalhos feitos desde o berçário com crianças que são consideradas “diferente…

Amamentar, por Laura Gutman

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AMAMENTAR: UM ATO DE AMOR

Todas as mães, absolutamente todas, podem amamentar sues filhos.
Em vez de falar de técnicas, horários, posições e mamilos, vamos falar de amor.
Amamentar nosso filho será simples se nos dermos conta de que é semelhante a fazer amor: no princípio precisamos nos conhecer. E isso se consegue melhor estando sozinhos, sem pressa.

Quando fazemos amor com o homem que amamos não nos importamos com o tempo , nem se o coito dura mais ou menos que 15 minutos, se ficamos mais em um lado da cama ou no outro, se estamos por cima ou por baixo. Não nos importa se amamos várias vezes em uma hora ou se dormimos esgotados e abraçados um dia inteiro. Não há objetivos, salvo o de nos amarmos.

Quando o bebê nasce, o reflexo de sucção é muito intenso. Como as palavras indicam, ele age sob o reflexo de procurar, encontrar e sugar o leite materno. Para isso, só é preciso que o bebê fique perto do peito. Muito tempo. Todo o tempo. Porque o estímulo é o corpo da mãe, o cheiro, o tom, o rit…

A culpa é sempre da mãe?

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Maylu Souza
Enfermeira Especialista em Obstetrícia e em Saúde Pública,
Psicanalista em Formação,
Graduanda em Psicologia. Nesse dia das mães decidi escrever algo diferente aqui. Não um texto técnico cheio de informações sobre saúde, não um texto feito por uma profissional, mas um texto escrito de uma mãe para outras mães. Dizem que quando nasce uma mãe nasce também uma culpa. Parece que culpa e maternidade andam juntinhas, pois uma mãe sempre acha que poderia fazer algo melhor na criação de seu filho. A mãe se critica muito e é criticada por muitos outros também. Mas devemos não esquecer de que não existe uma mãe perfeita! Não existirá nunca uma mãe que em algum momento não cometa algum erro na criação de seu filho! A mãe perfeita é um mito, só é encontrada em filmes, novelas, livros... e é justamente essa idealização de que seria possível alcançar essa perfeição que traz tanta angústia e culpa para as mulheres. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, disse a seguinte frase sobre a criação …

Quando nasce um bebê...

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"Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo. Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho. Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar …
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“Nutrir a criança?
Sim.
Mas não só com o leite.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, embalá-la.
E massageá-la.
É necessário conversar com a sua pele,
Falar com suas costas
Que têm sede e fome,
Como sua barriga.
Nos países que preservaram
O profundo sentido das coisas,
As mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprenderam com suas mães
E ensinaram às filhas
Essa arte profunda, simples e muito antiga
Que ajuda a criança a aceitar o mundo
E a sorrir para a vida.”
(Frédérick Leboyer)