25 de maio de 2010

O corte do cordão umbilical

Já no primeiro minuto de nascimento o cordão umbilical que liga a mãe ao recém nascido é cortado. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, deixar o cordão intacto por mais alguns minutos pode ser benéfico para o bebê. Foi apenas no último século, com o avanço da medicina, que os médicos passaram a cortar o cordão mais cedo.

Segundo os pesquisadores, o obstetra/ginecologista deveria deixar o cordão umbilical por mais tempo para que o sangue que está nele possa ir para o corpo do bebê. Além disso, ele carrega nutrientes da placenta da mãe que podem ser úteis para a criança.

Também há células tronco que ficam no cordão umbilical e que podem ser transferidas para o organismo da criança.  O risco de doenças crônicas seria diminuído, principalmente em bebês prematuros ou que sofreram outros problemas de parto.
 
Então, se você é uma futura mamãe, converse com seu obstetra sobre a possibilidade dele deixar o cordão umbilical intacto por alguns minutos depois do nascimento.
 

Fonte: http://hypescience.com/o-cordao-umbilical-e-cortado-muito-cedo/
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Vitamina A na Gravidez

Se alguém lhe perguntasse sobre os benefícios do Retinol, talvez você não soubesse responder. Pois este é o nome que os cientistas dão para a famosa Vitamina A. Quando se fala nela, geralmente não se diz os seus benefícios, e sim o que sua ausência causa.

E já se sabe que há chance de cegueira e a mortalidade infantil é elevada quando ela falta. A novidade é que a Vitamina A, ingerida por grávidas, melhora a função pulmonar das crianças.

Encontrada em abundância em alimentos como fígado, frutas, leite e seus derivados, sua “nova função” foi descoberta por cientistas médicos de Maryland (EUA). Eles fizeram um teste com crianças de 9 a 13 anos no Nepal. Sim, a idéia era comprovar que o benefício da Vitamina A pelas mães se prolonga para quando as crianças já estão formadas, e não apenas enquanto bebês.

O teste foi feito assim: as mães das crianças participantes foram acompanhadas desde a gravidez. Algumas receberam suplemento de vitamina A e outras não. Quando as crianças atingiram a idade para o teste, os médicos mediram seu VEMS (Volume expiratório Máximo por Segundo), a medida clínica usada na maioria dos exames respiratórios. O volume de ar expirado pelos filhos de mães “vitaminadas” foi, em média, 3% maior, ou 40 ml (estamos falando de volume de ar) a mais.

Vale lembrar que as crianças continuaram a ser supridas com Vitamina A depois do nascimento. Não se deve ignorar a importância da vitamina na formação do feto, mas a ausência de vitamina A, ainda assim, é responsável, anualmente, por 650.000 mortes de crianças no mundo. Crianças que não ingerem vitamina A depois de nascer

Fonte: http://hypescience.com/mulheres-gravidas-consumam-vitamina-a/
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21 de maio de 2010

Superforma pós-gravidez?

Padrão alimentado por celebridades, que exibem corpos perfeitos pouco depois de dar à luz, pode ser nocivo para quem se torna mãe.

Uma campanha publicitária de uma marca de lingerie estreou ontem com a top Gisele Bündchen. Ela aparece nas fotos com o corpo perfeito de sempre. Até aí, nenhuma novidade. O que espanta no ensaio é o fato de Gisele ter sido fotografada apenas três meses depois do nascimento de Benjamin, seu primeiro filho.

Gisele não é a única. Muitas grávidas famosas fazem retornos triunfais às capas de revista em tempo recorde depois do parto. A cantora Claudia Leitte ganhou seu primogênito Davi em 20 de janeiro do ano passado. Foi capa da edição da revista Nova, em maio do mesmo ano, com 10 quilos a menos, creditados por ela a uma dieta balanceada, exercícios físicos e drenagem linfática.

Mas é mesmo normal voltar à boa forma em tão pouco tempo?

O ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery explica que a recuperação do corpo após a gravidez é muito individual. Com acompanhamento médico, buscar a velha forma é saudável. No entanto, a luta pela retomada da silhueta de antes da gravidez não pode virar uma obsessão e uma corrida contra o tempo. "Isso pode ser uma forma de se evitar vivenciar o mais importante, que é o tornar-se mãe", diz o médico. "A prioridade não pode ser perder tudo o que ganhou ao longo de nove meses de gestação durante os primeiros três depois do parto".

A ansiedade para baixar o marcador da balança tem um aliado poderoso, que em primeiro lugar fortalece o vínculo da mãe com seu bebê: a própria amamentação. Segundo estudos, amamentar ajuda a emagrecer e pode queimar até 900 calorias por dia. "Voltar à forma que tinha antes da gestação é importante para a autoestima da mulher", avalia Flávia Alvares Fernandes, psicóloga clínica e uma das fundadoras da Gestarte, no Rio de Janeiro, clínica multidisciplinar especializada no atendimento de gestantes. "Mas isso precisa ser feito com sensatez. Muitas vezes, manias assim, como a de ginástica, podem ocultar um quadro de depressão pós-parto".


Padrões inatingíveis

Celebridades que têm no corpo - e em sua aparência fabulosa - um cartão de visitas podem sofrer uma pressão ainda maior para exibir um físico impecável. Alçadas às capas de revistas e passarelas, elas acabam por representar um modelo quase impossível de se alcançar pelas "mulheres comuns", que não contam com uma equipe de profissionais de nutrição, educação física e cuidados com o recém-nascido à disposição, ajudando-a a perder os quilos adquiridos na gravidez.

"A imposição de padrões de beleza pela publicidade e pelos meios de comunicação sempre existiu, mas só recentemente chegou ao corpo pós-parto", diz Dulcilia Buitoni, autora do livro “Mulher de Papel – A Representação da Mulher pela Imprensa Feminina Brasileira” (Summus Editorial). "Com tanto para se preocupar com um bebê recém-nascido, as mulheres ainda têm que ter essa preocupação extra, de voltar à forma em três meses?", questiona.

O médico Malcolm Montgomery concorda. "A mídia vende padrões que são inatingíveis", analisa. "A relação entra mãe e filho tem que ser prioridade nestes primeiros três meses". Ivete Sangalo - que abriu o show da cantora Beyoncé quatro meses depois de ganhar Marcelo, em modelito que não escondia os quilos a mais da gestação - que o diga. A cantora pode ser considerada uma raridade no meio das celebrities: depois de mais de sete meses após o parto, ainda não voltou a ter o corpo de antes. E o melhor: parece não se importar.


Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/superforma+posgravidez+e+normal/n1237618048285.html
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Sobre o uso da Chupeta

A chupeta é sempre sinônimo de polêmica, muitas crenças estão envolvidas no uso deste acessório: ela poderia reforçar a musculatura da boca do neném, acalmá-lo e até "ensinar" a sugar melhor o peito da mãe. Ela tornou-se algo cultural: as bonecas vêm com chupetas e algumas só param de chorar se o pedaço de plástico for encaixado em sua boca.

O pediatra Luciano Borges, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), desaconselha absolutamente esse acessório. "Durante séculos os bebês viveram sem chupetas e viveram bem. Algo que não é natural, não pode fazer bem às crianças", afirma o médico.

Um dos grandes problemas se dá para a mãe: o movimento de sucção necessário para pegar a chupeta é diferente do movimento para sugar o peito. Isso pode causar uma "confusão de bico", na qual o bebê acaba sugando o seio de forma errada, podendo causar até fissuras no seio e correndo o risco de retirar menos leite do que necessita. "Muitas mães chegam aos consultórios dizendo que acham que seu leite está fraco e que o bebê vive faminto quando, na verdade, ele está sugando o leite inadequadamente", diz o especialista.

Além disso, o ato de chupar a chupeta pode fazer a criança engolir mais ar, causando gases e cólicas, ou uma infecção devido a germes na chupeta, que estão lá mesmo que ela seja limpa. "Há inclusive estudos que mostram que o plástico das chupetas poderia aumentar as chances de câncer", completa o médico.

Outro fator negativo são os problemas ortodônticos que a chupeta pode causar: a arcada dentária se fecha, devido à subida do palato (empurrado pelo bico), ou os dentes ficam abertos, a boca seca, por conta da entrada constante de ar, facilitando o surgimento de cáries e o ar que entra pela boca contém mais impurezas, pois não é filtrado como aquele que entra pelo nariz, o que pode causar laringite, rinite ou sinusite. E esses deslocamentos dos dentes podem ainda causar problemas na fala.

Existe a crença de que a chupeta acalma o bebê. Isso também é mito, segundo o pediatra. "O bebê para de chorar, porque está entretido com a sucção, mas muitas outras coisas acalmam, como por exemplo, os doces, e não é por isso que os pais possam oferecer aos bebês chocolates e balas a todo o momento", afirma Luciano Borges.
 
Mas, afinal, o que fazer?

Qual é a saída prática para a hora do choro ou birra incontroláveis? Não existe solução prática, bebês exigem máxima atenção e não uma padronização de cuidados do tipo: "está chorando? Dá a chupeta que melhora!", diz o pediatra.

Nos complicados casos de cólicas, vale tentar mudar a posição em que o bebê está deitado ou fazer o exercício de mexer suas perninhas em movimento de bicicleta. A mamadeira pode trazer os mesmos prejuízos, sendo assim, logo após parar de amamentar a criança (idealmente por volta dos dois anos) os pais devem oferecer o copo, no lugar das mamadeiras.

Muitos pais dão a chupeta quando o bebê está viciado em chupar o dedo. "Entre o dedo e a chupeta, de imediato, é melhor deixar a criança com o dedo, pois pelo menos não traz tantas complicações ortodônticas e infecções", afirma o especialista da SBP. Caso a criança não queira largar o dedo, ofereça mordedores, pois eles não viciam, por não envolver o mecanismo de sucção.

Fonte: http://minhavida.uol.com.br/conteudo/11303-Ate-o-dedo-e-o-mordedor-sao-mais-recomendados-do-que-a-chupeta.htm
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12 de maio de 2010

12/05 - Dia do Enfermeiro

12/05 - Parabéns a todos enfermeiros que com muito amor se dedicam para tornar essa linda profissão cada vez mais humanizada!!

"Curar às vezes,
aliviar frequentemente,
confortar sempre"

(Willian Osler)



A palavra “Enfermeiro” é a tradução do inglês da palavra NURSE que se formou a partir da junção das palavras em latim: “nutrix”, que significa Mãe, e do verbo “nutrire”, que tem como significados criar e nutrir.

A atuação dos Enfermeiros é muito importante na prevenção, combate e continuidade do tratamento das diversas patologias. Hoje podemos dizer que não seria possível constituir um serviço de saúde sem o profissional de Enfermagem.

Atualmente a enfermagem tem cerca de 100 mil Enfermeiros no Brasil, e em conjunto com os Técnicos e Auxiliares de Enfermagem perfazem 900 mil profissionais trabalhando na Enfermagem.

A luta dos profissionais de Enfermagem é pela melhoria das condições laborais como a redução da carga horária de trabalho para 30 horas semanais e estabelecimento do piso salarial para a Enfermagem.

Em uma data tão especial quanto a de hoje, homenageamos o Enfermeiro por toda preparação, pesquisa, estudo, doação, esforços, competência e profissionalismo dedicados á profissão e ao enfermo.
 
 
Fonte: http://www.enfermagematualizada.com/conteudo.php?id=777&utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+EnfermagemAtualizada+%28Enfermagem+Atualizada%29&utm_content=Twitter
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9 de maio de 2010

Feliz Dia das Mães

Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.

(Trecho do livro Minha mãe, meu mundo)

Anderson Cavalcante
 


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Recomendo que leiam esta linda e emocionante historinha da Turma da Mônica que fala sobre as mães:

http://www.monica.com.br/historias-antologicas/maes/welcome.htm
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7 de maio de 2010

Gestação Ectópica

Quando a gravidez acontece fora da cavidade uterina, chamamos de gravidez ectópica. Isso acontece quando há a impossibilidade da passagem do ovo para a cavidade uterina. As causas mais frequentes incluem quadros inflamatórios, tumores ou anormalidades do desenvolvimento das trompas, fumo, envelhecimento do aparelho reprodutor feminino e uso de DIU, entre outras.

A grande maioria das gestações ectópicas se desenvolvem na trompa e, em função dos sintomas adversos experimentados pela mulher, a gravidez não chega a termo.


É fundamental o diagnóstico precoce dessa ocorrência, uma vez que constitui-se uma emergência clínica e até cirúrgica. Fique atenta se sentir dores abdominais que começam de maneira discreta e se tornam quase insuportáveis. Da mesma forma, são sinais importantes o pulso rápido e pressão baixa.
 
 
 
Fonte: http://grupogestarte.blogspot.com/2010/05/o-que-e-gestacao-ectopica.html
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Atividade física e Sexualidade na Gestação

Até três meses


- Ioga e pilates ajudam a educar a respiração para o parto normal. O trabalho postural evita desconfortos na lombar.
- O desejo sexual pode aumentar devido à maior vascularização na região pélvica.
- É possível praticar quase todas as posições, desde que não se faça muita força no colo do útero

Cuidados

- Sedentárias não devem começar atividade física.
- Mesmo para quem fazia atividades antes, os médicos recomendam que parem nas primeiras 12 semanas ou diminuam a intensidade até o terceiro mês de gestação.
- Quem já sofreu abortos anteriores ou ameaças deve evitar relações sexuais nas primeiras 22 semanas


Três a seis meses

- Quem não praticava exercícios antes deve começar agora. Atividades como caminhadas, pilates, ioga, natação e hidroginástica são recomendáveis
- A ioga trabalha os músculos perineais, com exercícios de contração e relaxamento. Além de desenvolverem uma musculatura fundamental para o parto normal, os exercícios aumentam a irrigação na região, estimulando os órgãos genitais
- Pilates desenvolve os músculos internos da coxa, região que ajuda a mulher na hora do parto natural


Cuidados

- Para evitar que o bebê nasça prematuro, quem sofre de uma incontinência do colo do útero não deve ter relações sexuais

- Além de ser incômoda, a chamada posição papai-mamãe (o homem sobre a mulher) é arriscada por diminuir a pressão arterial


Sete a nove meses

- Reduza atividades físicas, dando ênfase aos alongamentos, que ajudam a evitar dores na região lombar
- Se o bebê estiver sentado, posturas da ioga, como a meia-ponte (em que a mulher levanta só o quadril) e a meia-invertida sobre os ombros (pés apoiados na parede, cabeça e os ombros no chão, levantando o quadril), ajudam-o a se virar
- Sexo é recomendado. Segundo os médicos, a prostaglandina, substância contida no sêmen, e a ocitonina, liberada durante o orgasmo feminino, ajudam a acelerar o trabalho de parto

Cuidados

- Quem começa a ter dilatações no sétimo mês não deve ter relações sexuais. Como o útero se contrai no ato sexual, há o risco de provocar o trabalho de parto prematuro
- Até o final da gravidez, as posições mais indicadas são as em que o casal fica deitado de lado. Em pé é perigoso, pois pode diminuir a irrigação sangüínea e fazer com que a pressão da mulher caia



Fonte: http://www.revistapilates.com.br/2008/08/29/pilates-veja-como-se-manter-sexualmente-ativa-na-gravidez-de-forma-saudavel/
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Síndrome do bebê sacudido

É comum um bebê chorar até três horas por dia, afinal essa é a única forma que ele tem para se comunicar e informar que está com sono, fome ou incomodado com o barulho, por exemplo. Mas no interior de muitos lares essa manifestação é rebatida por adultos com violentas sacudidas.

Um ato condenável, que acontece com uma frequência muito maior do que se imagina. De tão recorrente virou alvo de um projeto internacional para preveni-lo.

A campanha, que teve início na Austrália, já está em mais de 150 países e acaba de ser lançada no Brasil.

O objetivo da campanha é chamar a atenção de pais, babás, outros cuidadores, educadores e médicos para o problema e suas consequências. No meio científico, ele é chamado de síndrome do bebê sacudido.

A violência pode provocar danos neurológicos, cegueira e até a morte do bebê. “Essa também é a causa mais comum de traumatismo craniano não acidental entre crianças menores de 3 anos”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, presidente do Instituto Zero a Seis, voltado para a promoção de ações em favor de crianças nesta faixa etária. A entidade e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos são os responsáveis pela campanha no Brasil.

Os prejuízos ocorrem principalmente porque, no primeiro ano de vida, o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, por exemplo, assim como as estruturas do pescoço. Até os neurônios estão desprotegidos – a membrana que os recobre ainda está em construção.
 
A cabeça de um bebê é grande e pesada em proporção ao resto do corpo. Entre o cérebro e crânio existe um espaço livre destinado ao crescimento e desenvolvimento; os músculos do pescoço do bebê ainda não estão desenvolvidos.
 
Quando se sacode um bebê ou uma criança pequena (geralmente abaixo dos 2 anos de idade), o cérebro ricocheteia contra o crânio, provocando contusão, inchaço, pressão e sangramento (hemorragia intracerebral). Isso pode resultar em dano cerebral grave e permanente, ou mesmo em morte.
 
 O ato de sacudir um bebê ou criança pequena também pode provocar lesões no pescoço e na coluna vertebral. As hemorragias da retina podem resultar em perda da visão.
 
Quase sempre, esta síndrome é causada por trauma não-acidental (abuso infantil), provocado por um pai, mãe ou babá irritados, que sacodem o bebê para puni-lo ou fazê-lo ficar quieto. Em casos raros, esta lesão pode resultar, acidentalmente, de ações como arremessar o bebê para o alto ou correr com ele em um “baby bag” preso às costas.

Muitos médicos, no Brasil e no mundo todo, desconhecem a síndrome. “Por isso queremos divulgar mais informações a esses profissionais”, afirma a pediatra Evelyn Eisenstein, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
 
Em relação às famílias, a campanha pretende orientar sobre formas de acalmar a criança durante as crises de choro. “A mãe que tem um vínculo forte com o filho protege. Queremos criar meios para fortalecer essa relação e evitar os maus-tratos”, diz a especialista.
 
 
 
Fonte: http://jalecobranco.wordpress.com/2010/04/21/sindrome-do-bebe-sacudido/
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Terapias Naturais na Gestação

A gestação é um momento em que a mulher passa por intensas transformações: alterações hormonais, oscilações emocionais e desconfortos físicos que podem ser decisivos para a perda de qualidade de vida da gestante.

Os cuidados da maternidade moderna melhoraram significativamente, ampliando a saúde e bem-estar da mulher grávida. A Medicina tem papel fundamental na proteção da saúde da mãe e da criança, porém o suporte oferecido pelas Terapias Naturais não deve ser subestimado.

Neste sentido, tais práticas surgem como aliadas no tratamento das queixas mais comuns deste período, como enjôos matinais, dores nas costas, inchaços, sensibilidade aumentada nos seios, insônia, etc.

Estas terapias são aplicadas com sucesso também durante o parto, e pós-parto, auxiliando no tratamento de desequilíbrios como a depressão pós-parto e dificuldade de amamentação, além de contribuírem em situações como infertilidade e abortos, complementando as ações da Medicina Convencional.

As Terapias Alternativas ou Terapias Naturais Complementares (termo mais adequado) vêm conquistando cada vez mais espaço na área da saúde, por promoverem a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de seus praticantes. Estes recursos e técnicas são empregados para a promoção, manutenção e restabelecimento da saúde, visando o equilíbrio do indivíduo de forma integral, ou seja, considerando o ser humano em todos os seus aspectos: social, físico, mental, emocional, espiritual e energético.

As terapias que geram, reconhecidamente, benefícios a mulheres no período da gestação são inúmeras. Algumas modalidades que merecem destaque: Aromaterapia, Acupuntura, Reflexologia, Terapia Nutricional, Homeopatia, Fitoterapia, Florais de Bach, Cromoterapia, Hidroterapia, Yoga e Meditação.

Apesar das diferentes opiniões a respeito da contribuição das Terapias Naturais no nível físico, não há como se negar que tais terapias provêm um enorme suporte aos altos e baixos emocionais que são comumente vivenciados pela maioria das mulheres.

Remédios naturais podem aliviar desequilíbrios e desconfortos da gestação e acelerar a recuperação pós-parto, mas devem ser utilizadas com cautela: muitas terapias devem ser adaptadas para a mulher grávida e outras são contra-indicadas nas primeiras semanas.

Por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado, que esteja acostumado a trabalhar com gestantes e tenha bastante experiência na área. Também é de extrema importância se consultar um Médico Obstetra e perguntar sobre as terapias que se pretende experimentar e sobre qualquer recomendação que o terapeuta tenha sugerido.

 
 
Fonte: http://raquelnaturologa.blogspot.com/2010/03/o-uso-de-terapias-naturais-na-gestacao.html
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6 de maio de 2010

Gravidez altera a visão

Durante a gravidez as alterações hormonais influem na saúde ocular e aumentam o risco de surgir graves doenças nos olhos. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a maioria das gestantes apresenta a síndrome do olho seco, uma alteração na quantidade ou qualidade da produção lacrimal que está relacionada ao aumento da produção de estrogênio.

“Ardência, coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, visão borrada que melhora com o piscar, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar ao computador são alguns dos sintomas”, diz.

Segundo Queiroz Neto, o tratamento é simples. “Por ser um problema temporário é feito com lágrima artificial (colírio), que é uma medicação inócua sem efeitos adversos sobre o feto. Há casos que basta estimular a produção lacrimal por meio de dieta com pouco carboidrato, gordura e carne bovina, porém rica em vitaminas A e E (presentes em alimentos como as frutas, verduras e legumes), além da suplementação com Ômega 3, presente nas sementes de linhaça, nozes e algumas verduras”, explica.

É importante ressaltar que entre as tantas transformações físicas na futura feminino, o uso dos óculos pode ser uma delas. O oftalmologista afirma que o aumento da retenção de líquido durante a gestação pode provocar provoca alterações na superfície da córnea que induzem a mudanças no grau dos óculos ou lentes de contato.

“Esta alteração na refração geralmente desaparece após o parto e por isso não é indicada a troca de lentes oftálmicas durante a gravidez. O ideal, observa, é fazer um exame de vista depois do nascimento do bebê para checar se houve alteração refracional permanente”, finaliza.


Diabetes gestacional aumenta riscos

Durante a gravidez, o aumento da produção do HLP (Hormônio Lactogênio Placentário) inibe a produção de insulina pelo pâncreas o que pode aumentar o nível de glicose no sangue. O Brasil predispõe 7% das gestantes ao desenvolvimento do diabetes gestacional que em muitos casos vem acompanhado pelo aumento da pressão arterial.

Segundo o oftalmologista, o aumento da glicose no sangue e a hipertensão arterial podem causar sérias complicações oculares. As principais são:

• Retinopatia diabética que se caracteriza pelo crescimento de neovasos na retina que comprometem a saúde da membrana, com alto risco de cegueira.

• Hemorragia vítrea quando os neovasos comprometem o vítreo, substância transparente e gelatinosa que preenche o globo ocular, provocando a obstrução súbita da visão.

• Descolamento da retina causada pela tração do humor vítreo que separa as camadas da retina levando à visão de flashes de luz e manchas escuras. O tratamento cirúrgico deve ser imediato para evitar a perda da visão

• Glaucoma neovascular decorrente da formação de neovasos na íris que pode aumenta a pressão intra-ocular e resultar na perda da visão.

O médico lembra que o diabetes gestacional geralmente surge a partir da 24ª semana de gravidez e regride após o nascimento do bebê. Entretanto, a partir da 12ª semana de gestação, mulheres que fazem parte dos grupos de risco devem fazer exame de tolerância à glicose para evitar doenças oculares e complicações gestacionais.


Devem estar alertas mulheres que apresentam:

• Hipertensão arterial

• Sobrepeso e gordura abdominal

• Histórico familiar ou pessoal de diabetes

• Crescimento excessivo ou lento desenvolvimento do feto

• Grande ganho de peso na gravidez

• Idade superior a 25 anos

• Baixa estatura


A principal recomendação do médico para controlar o desenvolvimento da doença é fazer uma dieta rica em proteínas, com pouco açúcar e carboidratos

 
Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/gravidez/gravidez-pode-alterar-a-visao?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
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O sorriso do bebê

Um simples sorriso pode revelar muito sobre o desenvolvimento de um bebê. Até mesmo algumas doenças podem ser diagnosticadas a partir de sua interpretação. É o caso do autismo, por exemplo. Um dos sinais de seu início é o desinteresse da criança em se comunicar, além da falta de sorrisos, sugerem estudos. Ou seja: sorrir não é só uma manifestação de alegria, como também tem relação direta com o desenvolvimento cerebral. Veja quais os tipos de sorrisos que seu pequeno pode estar distribuindo por aí e aprenda como funciona cada um deles.



Sorriso falso

"Tão pequenino e já malandro?", você pode estar pensando. Mas não é bem assim. Os sorrisos ainda sem dentinhos que os bebês disparam logo depois de nascer são espontâneos e aleatórios, mas nada têm a ver com bom humor. Esses sorrisos são desencadeados simplesmente pela queima de neurônios no tronco cerebral. Esse primeiro movimento da boca é como se fosse um sorrisinho falso!


Sorriso de alegria

Um verdadeiro sorriso de alegria vem diretamente do sistema límbico, que é o centro emocional do cérebro. Envolve os olhos, ergue as bochechas, mas esses músculos são involuntários, ou seja, você apenas consegue movimenta-los se há um sentimento sincero no sorriso. Entre quatro e dez semanas de vida, o sistema límbico, assim como outras regiões, não é suficientemente maduro para permitir que os bebês dêem sorrisos de fato. Quando acontece, é um momento emocionante, em que os pais sentem uma verdadeira ligação com seus filhos – passa a ser uma troca de interações.


Sorriso do sono

Quando os bebês cochilam, às vezes ficamos com a impressão de que eles estão sorrindo, e estão mesmo! Cientistas acreditam que isso aconteça porque as células responsáveis se posicionam próximas à região do tronco cerebral, onde se origina a fase REM do sono (quando acontecem os sonhos mais realistas).

Sorriso viciante

Desde que seu filho te presenteou com um sorrisinho, você se vira nos trinta para fazê-lo sorrir novamente? Pois saiba que você pode estar viciado! Quando os pais percebem que os bebês estão felizes, áreas de recompensa do cérebro são ativadas, dando um impulso no humor, o que deixa aquela sensação de quero mais, dizem estudos.


Sorriso que une

Sorrisos são importantes na construção do afeto, alguns psicólogos acreditam que até mesmo os bebês mais velhos guardam os sinais genuínos dos sorrisos verdadeiros apenas para os pais – pessoas estranhas são mais passíveis de receber um sorrisinho falso; já que o estranhamento do primeiro contato não consegue despertar um sentimento tão forte. O sorriso é bem mais do que apenas um presente para os pais; é uma maneira de acompanhar o desenvolvimento dos bebês, pois prova que outras áreas do cérebro foram despertadas. Em comparação com filhotes de outras espécies, as crianças precisam muito do cuidado dos pais para assimilar valores durante seu crescimento. Mas as demonstrações de afeto estão presentes em nós de maneira instintiva. Os sorrisos sinceros e afetuosos são inconscientes, porem essenciais para estreitar a relação entre pais e filhos

 
Fonte: http://www.revistapaisefilhos.com.br/index2.php?action=comportamento&id=355
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5 de maio de 2010

Dia Internacional da Parteira

05 de maio é o Dia Internacional da Parteira! Essa data foi instituida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1991, as parteiras são de extrema importância devido a seu histórico e belíssimo trabalho de assistência ao parto!

Sua função é tão antiga quanto a própria humanidade. Através da história foram perseguidas, combatidas e caluniadas pelos representantes da sociedade que detinham certos poderes, tais como sacerdotes, administradores, médicos. Muitas vezes considerada ignorante e perigosa para a mãe e a criança, além de faltar ao asseio em suas práticas. Na Idade Média chegaram a ser queimadas nas fogueiras da inquisição.

Assistir ao nascimento é uma função sagrada. Um chamado de Deus para defender a vida nascente.

No Brasil, as parteiras através de sua história até os dias de hoje, são inúmeras e incontáveis. Em algumas regiões viajam a pé, a cavalo, em pequenas embarcações, por estradas, por rios ou no meio da mata. Às vezes, devido às dificuldades de locomoção, passam vários dias na casa da parturiente, à espera da hora do parto.

Rezam implorando a proteção dos santos, de Deus e de Nossa Senhora. Cantam para a paciente canções de estímulo e de conforto.

Abastecem a casa de tudo que é necessário e, se falta alimento, tiram do seu próprio sustento. Auxiliam nos trabalhos domésticos da cozinha, da lavagem da roupa, do cuidado com as crianças.

Assistem à mãe após o parto, observando sintomas e orientando sobre registro de nascimento, vacinações, etc.

São na sua grande maioria mães de família, o que lhes concede maior sensibilidade e compreensão para com a mulher na hora de dar à luz. Exercem outras funções, além da assistência ao parto. Na zona rural trabalham na agricultura e na zona urbana em pequenos negócios. Esse fato sutil permite que suas vidas de parteira deixem de ser uma rotina como acontece nos hospitais.

Os membros da equipe de saúde, médicos, enfermeiras, auxiliares, executam todos os dias as mesmas práticas, dia após dia, mês após mês, ano após ano, assistindo um número variável de partos por dia. Essa ação mecânica e repetitiva é desintegrante, pois após algum tempo eles, por força da rotina, perdem a noção da importância do que estão executando.

A parteira, ao contrário, é chamada uma ou outra vez e sua ação é entremeada por outros trabalhos que lhe permitem sair de uma função que poderia se tornar rotineira e fastidiosa. A história cobre com um manto de silêncio os partos normais e os nascimentos sem problemas. As parteiras humildes e extremamente dedicadas fazem parte desse capítulo. Quantas crianças vieram ao mundo em suas mãos, sem alardes e sem problemas.

Parteiras sem grandes pretensões econômicas doam o seu tempo à mulher que está parindo. Seu tempo é livremente dedicado ao parto. Em sua sabedoria inata não têm pressa, pois sabem que é prudente observar a natureza e deixá-la agir.

Não se preocupam com contas bancárias que precisam "engordar".

Estão ali cumprindo uma missão e a mãe é o centro de suas atenções.

São confidentes, humildes, corajosas, pacientes, compreensivas e amorosas.

Conheci muitos profissionais como médicos e enfermeiras obstétricas com "alma de parteira", isto é, com o dom de proteger a vida do nascituro.


PARTEIRAS HEBRÉIAS

São citadas na Bíblia (Êxodo 1:15:2).

O rei do Egito disse às parteiras dos hebreus, uma das quais se chamava Sifra e a outra Fúa: "Quando ajudardes as mulheres dos hebreus a darem à luz, olhai o sexo da criança. Se for um menino matai-o. Se for uma menina deixai-a viver". As parteiras, porém, temiam a Deus. Não fizeram o que o rei do Egito lhes ordenara e deixaram os meninos viver. Então o rei do Egito lhes convocou e lhes disse: "Por que fizestes isso e deixastes viver os meninos? As parteiras responderam ao Faraó: "As mulheres dos hebreus não são como as egípcias; são cheias de vida, antes de a parteira chegar já deram à luz". Deus tornou as parteiras eficazes e o povo se multiplicou e se tornou bem forte. Ora, como as parteiras temessem a Deus e Deus lhe houvesse dado uma descendência, o Faraó deu esta ordem a todo o seu povo: “Todo menino recém-nascido, jogai-o ao rio. Toda menina, deixai-a viver”. Neste episódio da Bíblia observamos que Deus abençoou as parteiras estabelecendo uma descendência de mulheres com essa vocação. A assistência dada pelas parteiras perdura até os dias de hoje e continuará para sempre em todo o mundo.

Sifra e Fúa, as primeiras agentes de libertação, foram exemplos de mulheres valentes que, expondo a própria vida à ira do Faraó, lutaram pela vida, liberdade, justiça e paz.



PARTEIRAS ASTECAS

Os astecas criam na existência de um Ser Supremo único, caracterizado como "Aquele que tem tudo em Si mesmo" ou como "Senhor dos arredores e da intimidade", "Aquele por quem se vive", o "Criador das pessoas", o "Criador das coisas", o "Providente", situado acima de seus deuses da agricultura e da guerra.

Quando nascia uma criança, a parteira dizia-lhe: O deus Ometeucuhtli e Omechuatl (o deus supremo que tinha esse nome dual, masculino e feminino) criou-te no lugar mais alto do céu para enviar-te ao mundo; mas hás de saber que a vida que começas é melancólica, dolorosa e está cheia de problemas e misérias: só comerás o pão com trabalho; que o criador te ajude ante as diversidades que te esperam.



HINO DAS PARTEIRAS

Nós somos as
Parteiras tradicionais

Que em grupo vamos trabalhar

Todas juntas sempre unidas

Muitas vidas vamos salvar

Como as parteiras sempre de uniforme

Vamos cumprir com os nossos deveres

Todas juntas e sempre unidas

Salvando vidas, salvando vidas

Vamos trabalhar, com dedicação, pegando crianças com as nossas mãos

Para a beleza e a grandeza da nossa nação.

 
Fonte: http://www.partohumanizado.com.br/cap9.html
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3 de maio de 2010

Participação do Pai

Dicas para a participação efetiva e afetiva do PAI na GESTAÇÃO:

1. Participe da escolha da equipe de saúde.

Afinal, eles é que vão cuidar de sua mulher e de seu filho neste momento tão importante. Não fuja dizendo: "confio na escolha dela". Eles vão, inclusive, determinar se você vai participar do parto e como.

2. Acompanhe sua mulher em todas as consultas e exames.

Não perca a oportunidade de ouvir o coração de seu filho ou de vê-lo na ultrassonografia mesmo que sua sogra insista e que sua mulher ache que "não precisa".

3. Matricule-se num curso de preparação para casais grávidos.

Você vai encontrar outros homens com as mesmas preocupações e vai poder esclarecer um monte de dúvidas além de se preparar para participar ativamente do parto.

4. Desenvolva sua vida sexual.

É comum que ocorra uma diminuição do seu apetite sexual sexual ou dela. Não se afaste, procure a orientação de uma monitora perinatal, de uma psicóloga ou do médico e conserve a respeito. Mesmo que não haja relação sexual, pode haver momentos de extrema sensualidade muito satisfatórios e enriquecedores, propiciando novas descobertas.

5. Tenha muita paciência.

Com o aumento da sensibilidade dela, você terá que enfrentar seus acessos de choro sem causa e sua grande necessidade de proteção, além de dar-lhe milhares de demonstrações de carinho e declarações de amor.

6. Faça contato com seu filho.

Mesmo que trabalhe muito e chegue em casa cansado, encontre um tempo para entrar em contato com o bebê, dentro da barriga, sem medo de ser ridículo. Ele ouve e reconhece sua voz a partir do 5o. mês de gravidez. Voce pode desenvolver uma comunicação intensa e extremamente gratificante com ele.


7. Informe-se.

Procure ler livros e revistas que ela le para poderem comentar juntos. Não tenha vergonha de chegar no escritório com revista de bebê, seus colegas talvez riam, mas, no fundo, sentirão admiração e, até inveja.


8. De palpites no enxoval.

Não se limite a pagar, participe da escolha do berço, do carrinho, do enxoval. Faça destas compras passeios agradáveis por terras até então desconhecidas por você, intercalando um lanche ou uma refeição e, até, um cinema.

9. Cuide de sua alimentação.

Mostre-se interessado na sua alimentação mas sem imposição, cobrança ou qualquer tipo de radicalismo. Deixe que coma o que tem vontade, ajudando-a, somente a conter os excessos.

10. Faça a mala.

Prepare sua bagagem com um mês de antecedência e coloque nela tudo que precisar para poder permanecer, com ela, na maternidade, o tempo que ela ficar.

Stephanie Sapin-Lignieres.
Publicado originalmente em 18/2/2003. Revisto e atualizado por Marcus Renato de Carvalho para o www.aleitamento.com em 2010.



Dicas para a participação efetiva e afetiva do  PAI NO PARTO E NO NASCIMENTO


1. Muita calma nesta hora!

Durante o curso de preparação, você se familiarizou com todas as possibilidades e percebeu que não há necessidade de correr. Portanto, você pode relaxar: A hora finalmente chegou e está tudo sob controle.

2. Monitore as contrações.

O médico gostará de saber a frequencia das contrações para determinar a hora da internação.

3. Leve-a, sozinho, para a maternidade.

Você se sentirá mais a vontade e ela também. Avise a família somente quando o bebê estiver quase nascendo, evitando os palpites sem impedir que participe da alegria do nascimento.


4. Esteja atento.

Coloque uma música relaxante, faça uma massagem suave nos intervalos das contrações, ajude-a encontrar a melhor posição, leve-a para passear no corredor, faça a respiração com ela.


5. Entre na sala de parto.

Coloque a roupa esterilizada, lave as mãos até o cotovelo, tire o relógio e permaneça ao seu lado até o nascimento.


6. Peça para cortar o cordão umbilical.

Você vai adorar inaugurar esta nova vida, possibilitar a autonomia de seu filho, desligando-o fisicamente de sua mulher.


7. Fique junto de seu filho.

Sua mulher ficará mais tranquila se você ficar com o bebê do que com ela. Acompanhe o pediatra para saber o peso, o comprimento, as notas do Apgar e o resultado dos primeiros exames, levando-o logo para junto de sua mãe.


8. De o primeiro banho.

Você ficará surpreso de ver como é simples e agradável. Seu bebê vai adorar, relaxar, até ... sorrir!!!

9. Limite as visitas.

Visita é bom, mas tem limite. Não deixe que fique muita gente no quarto, nem muito tarde. A tranquilidade da mãe e do bebê é mais importante que o receio de magoar as visitas.


10. Passe a noite na maternidade.

Esta primeira noite é muito importante. Não deixe sua sogra ocupar seu lugar. Você é o pai e é muito capaz de cuidar de sua mulher e de seu filho com a assessoria da enfermagem e do pediatra.



Passos para a participação efetiva e afetiva do  PAI NO ALEITAMENTO MATERNO.


Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade de amamentar. Seu apoio será fundamental nestas horas.

Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho(a).

Sua presença, carícias e toques durante o período de aleitamento são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe + filho + pai.

No período de amamentação é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e se arrumar de formas "impecáveis". As necessidades do recém nascido são prioridades nesta fase.

Coopere nas tarefas do bebê na medida do possível: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc.

Mantenha-se sereno (sentir ciúmes do seu filha(o) é natural.

Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem).

Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher.

Fique atento às variações do apetite sexual (normalmente diminuído) de sua companheira.

Não traga para casa latas de leite, mamadeiras, chupetas, bicos de silicone, cigarros e bebidas alcoólicas.



Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno da Bahia, 1985.
Fonte: http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=2&id_artigo=2258&id_subcategoria=3
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Maio - Mês da Doula

Desde o início, as mulheres dão à luz acompanhadas de outras mulheres. Além da parteira – responsável pelo nascimento -, sempre estiveram presentes amigas, parentes ou vizinhas da parturiente, para oferecer-lhe todo o apoio necessário nessa hora importantíssima.

Normalmente, são pessoas que já passaram por esta situação, e estão lá para transmitir conhecimento e carinho. Basta observar que, nos quadros antigos que retratam cenas de partos, sempre aparecem mulheres à volta da futura mamãe.

E não apenas como simples espectadoras do nascimento, mas como personagens activas, que reconfortam as costas da mulher, seguram sua mão, preparam o ambiente, aquecem a água, secam o suor que escorre de sua testa… Enfim, legítimas doulas!

E tudo culminou com a publicação, em 1996, de um guia da OMS. Nele, há referências directas às doulas:

A doula fornece apoio emocional, consistindo de elogios, reafirmação, medidas para aumentar o conforto materno, contacto físico, como friccionar as costas da parturiente e segurar suas mãos, explicações sobre o que está acontecendo durante o trabalho de parto e uma presença amiga constante. (…)

O apoio reconfortante constante de uma pessoa envolvida diminuiu significativamente a ansiedade e a sensação de ter tido um parto difícil, numa avaliação feita por puérperas 24 horas após o parto. Também teve um efeito positivo sobre o número de mulheres que continuavam a amamentar seis semanas após o parto.

(…) Não é à toa, portanto, que o papel dessas acompanhantes de parto está voltando a ser estimulado nos grandes centros de todo o mundo, porque a própria Ciência já reconheceu que, o que era feito espontaneamente pelas mulheres desde os tempos mais remotos, é, de facto, um grande apoio para as gestantes alcançarem um parto mais rápido, mais saudável e mais feliz.

Uma serva que dá apoio físico, emocional, energético e espiritual

(…) A humanidade sempre precisou do apoio e do amparo de uma pessoa que incentivasse nos momentos trabalhosos que antecedem o nascimento. Esse papel sempre foi exercido por uma mulher, a energia feminina que a gestante necessita.

O parto é uma experiência bastante forte física e energicamente. No instante em que a doula segura a mão da parturiente e diz: “Estou aqui, pode contar comigo”, ela está doando energia. Energia de uma mulher para outra mulherl, que sabe exactamente o que está acontecendo ali, porque, na maioria das vezes, já passou por isso.


In “A Doula no Parto“, de Fadynha

 
Fonte: http://www.rituaismaternos.com/maio-mes-da-doula/
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A rotina do sono

A partir dos quatro meses, é importante que o bebé associe a hora de dormir a uma rotina. Cada família criará a sua, podendo utilizar a chupeta, ursinho ou outros meios de associação ao sono. O sono é o reflexo do equilíbrio total da criança, em particular da sua segurança afectiva e relacional. Para a criança, um sono adequado durante a noite é uma pré-condição essencial para um bom alerta durante o dia.

Quantas horas os bebés precisam dormir?

A tabela que a seguir se apresenta é apenas orientativa. Cada criança deve ser vista como um caso único para que sejam respeitadas as suas características individuais, assim como os hábitos de cada família.

Idade / Número aproximado de horas de sono:


Recém-nascido / 16 a 20 horas por dia (intercaladas entre três e quatro)

1 mês / 16 a 18 horas por dia (intercaladas entre três e quatro)

4 meses / 9 a 12 horas + duas sestas (duas a três horas cada)

6 meses / 11 horas + duas sestas (uma a duas horas cada)

9 meses / 11 a 12 horas + duas sestas (uma a duas horas cada)

1 ano / 10 a 11 horas + duas sestas (uma a duas horas cada)

18 meses / 13 horas + uma ou duas sestas (uma a duas horas cada)

2 anos / 11 a 12 horas + uma sesta (duas horas)

3 anos / 10 a 11 horas + uma sesta (duas horas)


Um recém-nascido chega a dormir 16 a 20 horas por dia, intercalando períodos em que come e dorme. Nesta altura do desenvolvimento, ainda não há a influência cerebral do ciclo noite/dia determinado pela luz do Sol e pelos hábitos familiares.
A partir dos seis meses, a criança já consegue dormir uma noite completa, com 11 horas de sono ininterruptas, sem necessidade de acordar para se alimentar.


Ensine-o a dormir

Durante os nove meses de gravidez, o bebé viveu num microclima onde os episódios de vigília se sucediam aos de sono, independentemente dos horários. A partir do momento em que a criança nasce, os pais ficam encarregues de a ensinar a dormir, da mesma forma que a ensinam a comer.

1.ª lição


Ensine o bebé a reconhecer e distinguir o dia da noite
Para que o bebé possa aprender a entender a diferença, deve permanecer em lugares bem diferentes, conforme seja dia ou noite. Assim, de dia, o bebé deve dormir em qualquer lugar da casa e fora da sua caminha, por exemplo na sala, no carrinho, com todos os barulhos existentes, como a televisão, rádio. Convém, também, aproveitar os momentos em que está desperto para lhe falar e para o mimar e brincar com ele. Durante a noite, deve dormir no seu quarto, sem luzes e em silêncio. Desta forma, começará a distinguir o dia da noite e o seu ritmo de sono aproximar-se-á do dos pais.


2.ª lição


Ensinar uma rotina de sono

A partir dos quatro meses, é importante que o bebé associe a hora de dormir a uma rotina. Cada família criará a sua própria rotina, podendo utilizar a chupeta, o ursinho de peluche ou outros meios de associação ao sono. Se a rotina se mantiver, o bebé sentir-se-á seguro.

O banho, se for dado ao fim da tarde ou à noite, pode ser uma ajuda para o bebé adquirir um bom hábito de sono. O bebé deve dormir com roupa confortável, de forma a não ter frio, nem calor.

Geralmente, aconselha-se que durante os primeiros meses os bebés durmam na sua caminha, mas no quarto dos pais, para estarem mais vigiados. Recomenda-se, se possível, que o bebé seja passado para o seu quarto entre os 4-6 meses de idade.

Deve ajudar o seu bebé a conciliar o sono na sua caminha e sozinho. Quando o deitar, poderá cantar-lhe, falar-lhe devagar, dizer-lhe que vai dormir, mas deve deixar o quarto com a criança ainda acordada. É importante que o bebé reconheça a sua cama como o lugar para dormir e não o colo da mamã, o carrinho ou o sofá. Quando o bebé adormece fora da cama, por exemplo no colo da mãe, é provável que chore ao acordar a meio da noite porque não estará no mesmo lugar onde adormeceu.

Para terminar, durante esta etapa de aprendizagem, lembre-se de que não deve ir a correr consolá-lo perante o primeiro choro nocturno, porque às vezes o bebé só está a sonhar ou então trata-se simplesmente de um gemido e o bebé volta a adormecer sozinho.

Quando o bebé acordar a chorar, procure fazer uma visita rápida ao seu berço. Não acenda a luz, não o pegue no colo. Murmure alguma coisa, acaricie e se for o caso troque a fralda e saia. Com a sua presença pode até ocorrer que ele aumente o choro. Deixe-o a chorar e não retorne em menos de 5 minutos. Repita o que fez da primeira vez e novamente saia. Aumente em 5 minutos o intervalo de tempo a cada visita.

O seu filho irá chorar menos noite após noite e numa semana deverá estar acostumado a ficar só. Lembre-se que o choro prolongado, meia hora ou mais, não faz mal ao bebé, nem física nem psicologicamente.

 Há situações em que a criança adormece sem dificuldade, mas acorda durante a madrugada e vai para a cama dos pais. Nestes casos, e logo que os pais se apercebam, a criança deve ser imediatamente reencaminhada para a sua cama/seu quarto. Com esta atitude, evita que o comportamento tenda a repetir-se e ensina o seu filho a readormecer sozinho.


Exemplo de uma rotina:

- Dê-lhe um banho relaxante

- Dê-lhe o jantar

- Deixe-o brincar algum tempo, mas nunca com algo que o excite. Mime-o e esteja com o seu filho

- Dê-lhe a sua fraldinha predilecta (ou o ursinho que o acompanha todas as noites) e a sua chupeta

- Deite-o na caminha e permaneça ao seu lado uns instantes. Pode aproveitar para lhe ler uma pequena história

- Despeça-se dele com um beijinho

- Saia do quarto e deixe-o adormecer sozinho.

Caso o seu filho desperte e reclame a sua presença, não hesite em ir ter com ele para verificar se está tudo bem. Se assim for, permaneça ao seu lado um pouco, sem nunca o pegar ao colo e depois saia do quarto, enquanto ele ainda não está adormecido.

Certamente o seu filho irá estranhar esta sua atitude (especialmente se tem tido o hábito de o embalar ao colo), mas em pouco tempo habituar-se-á. Nos dias posteriores, quando ele reclamar a sua presença, demore mais algum tempo antes de ir ao quarto verificar se tudo está bem.

Aprender a dormir é uma tarefa relacionada com a maturação do sistema nervoso central, com o temperamento do bebé e com a aprendizagem efectuada pelos pais.


Fonte: http://blogs.abril.com.br/mundobebe/2010/04/como-ensinar-seu-filho-dormir.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter#
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Bebês e a sensibilidade tátil

Recém-nascidos não enxergam nem ouvem muito bem, mas sua sensibilidade tátil é surpreendente. Antes mesmo do nascimento a capacidade manual para discriminar objetos já está bem desenvolvida, como verificaram pesquisadores da Universidade de Grenoble, na França, ao estudar prematuros nascidos após 33 semanas de gestação.

O artigo publicado na revista PLoS One é o primeiro a mostrar que esses bebês, tal como os que nascem no tempo previsto, apresentam um aparato neural maduro para essa habilidade, preferem a novidade e, portanto, já estão aprendendo.

Foram analisados 24 prematuros que pesavam, em média, 1,5 kg. Como a maioria deles precisa de cuidados médicos especiais na primeira semana de vida, os testes foram realizados 15 dias após o parto. O experimento se baseou no conceito da habituação, no qual os bebês, uma vez expostos a diferentes estímulos sensoriais, exibem maior interesse pela sensação nova e respondem cada vez menos àquilo que já foi apresentado.

Os pesquisadores colocaram na mão dos bebês um prisma e um cilindro, de forma alternada e repetida. Se fossem mesmo capazes de discriminar os dois objetos, os pequenos os segurariam por mais tempo quando fossem apresentados pela primeira vez, manipulando-os menos tempo na segunda vez, e assim sucessivamente.

Quando o estímulo fosse trocado (o prisma pelo cilindro, e vice-versa), eles demorariam mais tempo para soltar o objeto. Foi exatamente o que aconteceu, sem haver diferença entre os testes que usaram a mão direita ou a esquerda.

Os resultados são surpreendentes também porque a coordenação motora dos bebês nessa idade é bastante limitada, o que mostra a maturidade dos receptores táteis e das vias neurais responsáveis pelo processamento desse tipo de estímulo.
 
É bem possível que essa habilidade esteja bem desenvolvida também em outras partes da superfície corporal, o que explicaria a importância do contato físico – sobretudo com a mãe – nessa fase inicial da vida, segundo os autores. Para eles, essas evidências devem ajudar profissionais de neonatologia a otimizar a manipulação dos bebês prematuros para reduzir o estresse do ambiente hospitalar.
 
 
Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/bebes_prematuros_distinguem_objetos_pelo_tato.html
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1 de maio de 2010

Mudanças no vínculo mamãe-bebê

Os nove meses de gestação se passaram, o parto já aconteceu e um novo membro está presente na família. Os primeiros meses transcorrem com cada dia sendo uma nova descoberta, principalmente na relação entre a mamãe e seu bebê.

Com o passar dos meses cria-se um vínculo emocional, e a criança percebe sua mãe fazendo parte dela, como se a figura materna fosse sua continuidade. Podemos dizer que ambas constituem uma só unidade.

Estudos mostram que no intermédio do primeiro e o quinto mês de idade, a relação apresenta-se através da simbiose, ou seja, destacando o desenvolvimento emocional, em que a criança está unida à mãe em uma matriz única e indistinta - uma completando a outra: suprema perfeição. A mãe reconhece à distância o choro de seu bebê, seja este de fome, frio, ou necessidade de trocar a fralda. Ao passo que o bebê reconhece todas as características de sua mãe.

Por volta dos cinco meses, tem início um processo pelo qual a criança começa a perceber, não só o mundo que a rodeia, mas também as pessoas e seus próprios limites corporais. Como exemplo, que mãe já não sorriu ao ver o esforço de seu bebê, tentando alcançar o pezinho, ou explorando os brinquedos em volta do berço? Ele está estreitando contato com o meio ambiente.

Toda e qualquer mudança faz parte do desenvolvimento. Por essa razão, foi necessário percorrermos juntos a retrospectiva acima, para alcançarmos a fase em que ocorre o processo de separação e individuação. Essa fase é marcada por uma extrema angústia de separação, na qual a criança passa a fim de obter sua identidade.

Aos oito meses, os bebês começam a engatinhar adquirindo progressivamente as habilidades necessárias para separar-se fisicamente de sua mãe. Mas emocionalmente, a angústia aumenta provocando algumas reações no bebê, que podem percorrer desde a falta de apetite até a dificuldade em dormir.

Esses obstáculos que o bebê apresenta ao sentir-se sozinho mesmo que sua mãe esteja por perto, recebe como explicação, que este ainda não conseguiu reter a imagem da figura materna internamente, ocasionando angústia ao perceber que esta se afastou. Pois nessa fase, o que sai do campo de visão da criança é entendido como tendo desaparecido.

A brincadeira de achar e esconder, utilizando uma fralda, serve de exemplo. Ao cobrir o rosto do bebê, seu campo de visão fica limitado, e este acredita que a pessoa que está brincando com ele, sumiu. Porém, ao retirarmos a fralda, como num passe de mágica, a pessoa volta a existir e ele sorri.

Com a maturação, o bebê obtém a constância objetal emocional, e assim pode recorrer a imagem gravada internamente de sua mãe. Um recurso muito utilizado é eleger um objeto que represente o elo da relação mamãe e bebê, com o objetivo de proporcionar à criança o sentimento de segurança., mesmo estando longe da mãe.

Por fim, este artigo percorreu algumas fases, tentando ilustrar passagens que deixam sem respostas algumas mães. Se pensarmos que no início, o bebê imaginava-se uno com sua genitora e depois percebe-se sendo alguém diferente dela. A angústia provocada por essa sensação emite sintomas. E é normal a manha, o entristecer, a agitação ou a falta de apetite e dificuldade para dormir, fatores que trazem tanta preocupação aos pais.

E ninguém melhor do que você mamãe, para saber o que seu bebê necessita nas horas de sono, alimentação, higiene, lazer entre outras coisas.



Por Luciana Lopez Fescher - Psicóloga Clínica
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/bb1ano/as_mudancas_no_vinculo_mamae_e_bebe.htm
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Nitrato de prata (Método Credé)

Em 1881, para prevenção de oftalmia (conjuntivite) gonocócica (causada pelo gonococo ou Neisseria gonorrhoeae, bactéria que pode ser transmitida da mãe para o bebê no canal do parto, caso ela esteja infectada), iniciou-se o uso do nitrato de prata a 1%.

O nitrato de prata causa uma conjuntivite química, levando a uma resposta inflamatória com efeito antibiótico secundário.

Ele é instilado no saco conjuntival inferior (detalhe técnico... é pingado no olhinho, como se fosse um colírio!), e o excesso da medicação é removido com gaze. Não se deve lavar os olhos do bebê logo em seguida. Portanto, não se assuste se o seu bebê lhe for entregue com os olhos e pálpebras "manchados" pela medicação. Vai melhorar nas próximas horas/dias.

Pode-se retardar o uso da medicação por até uma hora (não mais que isso), para evitar a rotura do contato visual precoce entre mãe e filho na sala de parto, já que o nitrato de prata pode diminuir a abertura ocular e inibir a resposta visual (coisa temporária, viu!).

A Academia Americana de Pediatria recomenda a profilaxia para todos os bebês, independente da via de nascimento (parto normal ou cesareana).


Fonte: http://pediatriabrasil.blogspot.com/2010/04/nitrato-de-prata-metodo-de-crede.html
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OBS: Abaixo uma foto minha realizando os primeiros cuidados com um recém-nascido, pode-se notar a coloração amarelada ao redor de seus olhos devido ao uso do Nitrato de prata: