26 de fevereiro de 2014

Maternidade Ostentação (Humor)

QUE TIPO DE MÃE É VOCÊ?


É cada vez mais frequente ver-se mães que apresentam uma conduta muito agressiva com seus filhos. Verdadeiros “shows” de descompasso emocional regados por doses cavalares de gritaria e violência física a qualquer hora e em qualquer lugar.

Quando uma mulher se torna mãe ninguém entrega a ela um manual pronto de como desempenhar este papel. Ao longo da gestação é natural surgir uma gama de sensações, mas, muitas vezes dependendo do indivíduo, não são tão prazerosas assim.

É uma fase onde a vulnerabilidade emocional coloca a mulher diante de emoções que talvez ela tenha feito um grande esforço para esconder de si mesma. Sendo assim, o pós-gestação será o momento de se deparar com o choque entre os seus ‘fantasmas’ internos e a realidade.

Não existe uma única razão para se justificar uma mãe com comportamento agressivo e violento com seus filhos, e sim, um conjunto de fatores.

Basicamente, trata-se de alguém que traz consigo uma coleção de frustrações da sua infância, somados com a falta de autocontrole e equilíbrio emocional, alta carga de ansiedade, medos, impaciência, referências do ambiente onde foi criada, insatisfação com sua vida conjugal e profissional, falta de administração dos seus conflitos internos, entre outros.

A criança pode ter inúmeras representações inconscientes no emocional do sujeito. Fácil e rapidamente somos capazes de confundir os papéis.

A propósito, foi uma gravidez realmente desejada?

Havia o real sentimento de amor?
E o que se entende por amor materno?

Outras questões que também se deve levar em consideração são: muitas mulheres acreditam que um filho servirá como uma espécie de ‘tapa-buraco’ da sua carência afetiva e/ou de um relacionamento amoroso fadado ao fracasso, e como isto não se resolve, ou seja, o ‘buraco’ continua destapado, o filho passar a ser um mais um fardo e frustração a se carregar; existem mulheres de perfil muito controlador onde tudo tem que ser exatamente como e na hora que elas querem e como um filho não é uma boneca e muito menos um robô, diante do fracasso da falta de controle, descarregam toda a sua raiva em atos impulsivos.

‪#‎Ficadica‬: excesso de controle do mundo exterior (pessoas, situações), falta de controle do mundo interior (feridas emocionais, traumas, complexos).

Bem, uma coisa é certa: você, mãe agressiva e violenta, influencia diretamente na personalidade e vida do seu filho.
Negativamente.

A criança de hoje que vive sob estas condições será o adulto altamente problemático de amanhã repleto de traumas, complexos, ódio e raiva internalizados, timidez ou extroversão excessivas, sem referência alguma de amor e com grande dificuldade de se relacionar e socializar, altamente impulsivo ou apático, amargo, infeliz e por aí vai. O estrago, na verdade, é incomensurável.

Não tenha vergonha e deixe o orgulho de lado, busque ajuda profissional.

Não existe um modelo ideal de mãe, no entanto, hoje em dia, mais do nunca, existem recursos e profissionais diversos que colaboram para se construir o verdadeiro laço mãe e filho bem como o processo de educação.

Antes que o seu filho, um dia, ou tente literalmente te matar, ou entre em uma escola atirando em todo mundo e depois dê um tiro na própria cabeça. Acredite, no fundo você saberá que teve grande participação neste processo, e talvez não seja capaz de suportar a dor da culpa.

24 de fevereiro de 2014

Pensamentos para os pais em processo de separação

A psicóloga portuguesa Fátima Ferro, escreveu um artigo interessante sobre o divórcio e as crianças. Ela selecionou nove pensamentos que os pais devem ter em mente no processo de separação e na vida pós-divórcio.

1. Devem dar aos filhos uma explicação sobre o divórcio. Cada um dos pais pode contar as suas razões, dizer o que aconteceu, o que devem esperar, ou seja, o que vai acontecer e quando, de uma forma adequada à sua idade e à sua capacidade de entendimento. Assim elas enfrentarão com muito mais facilidade todo o processo de divórcio;
2. Devem tranquilizar os filhos a respeito da permanência e continuidade da relação com os dois progenitores. A partida inesperada de um dos pais é sempre um choque angustiante para os filhos. O contato entre ambos deve ser feito de forma frequente e previsível começando imediatamente após a partida de um deles, para que desta forma não seja ameaçado o vínculo existente entre a criança e cada um dos pais;
3. Devem ser garantidos os dois lares, não sendo nenhum deles considerado de visita, onde a criança possa ter o seu quarto e as suas coisas independentemente do tempo que passa em cada um deles;
4. Devem manter as crianças afastadas dos problemas e discussões do casal;
5. Devem mantê-las em dois lares onde recebem amor e o carinho necessário para um desenvolvimento saudável;
6. Ambos os progenitores têm a responsabilidade de contribuir para a educação dos seus filhos e é importante que as regras sejam claramente definidas, consistentes, e iguais nos dois lares;
7. As crianças não devem ser utilizadas como “veículos” de transmissão de mensagens entre o casal
8. Os filhos deverão ter a liberdade de amar ambos os pais de igual forma, sem uma imagem denegrida de um deles e sem conflitos de lealdade ou perguntas do gênero: “de quem é que você gosta mais” ou “com quem você gosta mais de estar”;
9. As crianças não devem estar sujeitas a ouvir um dos pais a falar do outro, devendo ser poupadas de fatos que aconteceram e só dizem respeito à intimidade do casal.
Fonte: Maternidade no Divã

20 de fevereiro de 2014

O desmame e a angústia do não falar...

Eu poderia ter dito àquela mãe que quem estava perdendo era, principalmente, ela. Nada do manjado papo de que o 'leite materno é o melhor alimento'... todo mundo já sabe disso.

depois de cerca de 4-5 meses de amamentação exclusiva, estava ela, à minha frente, dizendo que havia desmamado seu bebê e que estava tomando medicamentos para parar a produção do leite materno.

quem perdeu? os dois, certamente! O bebê não receberá mais sua dose diária de vacina, nem aquele colinho único de peito de mãe... mas a mãe perdeu mais!

eu poderia dizer para ela que a amamentação, nos dias de hoje, seria uma das poucas vivências femininas autênticas que ela teria para desfrutar. Num mundo de cortes na barriga para nascer e gestações monitoradas, amamentar é o que resta para muitas mulheres...

eu poderia ter insistido com ela que todas aquelas mastites de repetição no seio direito, em verdade, queriam dizer alguma coisa, mas nunca que ela deveria suspender a amamentação natural.

não, não era a mastite. Era seu bebê desesperadamente clamando por contato. Não digo nem contato físico, ele queria conexão emocional, espiritual, energética com essa mãe. Eu poderia ter dito isso a ela.

é, eu poderia sim ter dito que amamentar é se fazer fêmea, selvagem e única e que isso tem um preço. Que era preciso despir-se das inúmeras máscaras que colocamos todos os dias para os mais diferentes tipos de pessoas e situações e sermos apenas nós, assustadoramente verdadeiras, em carne-viva.

eu poderia ter falado que o puerpério desvela em nós os véus que colocamos para maquiar nossas vidas e nos expôe nua, em pêlo. Que nossa sombra, aquela parcela de nós que não gostamos, não queremos ver, vem com força arrebatadora, construindo e destruindo... e, para quem quiser aproveitar a tsunami, é o momento de salvar a si mesma e ser mulher, talvez pela primeira vez na vida.

e eu deveria ter dito que amamentar dá medo. Sim, é assustador constatar a simplicidade da vida em tempos de artificialidade. Assusta ver que eles vivem e crescem durante seis meses a despeito de qualquer coisa criada pelo homem! "Como isso?", diriam algumas. "Eu precisei de artifícios para engravidar; eu fui analisada mês a mês com aparelhos de ultrassom; no dia determinado pelo médico eu fui cortada e me entregaram um bebê avaliado, pesado, medido, asseado; e, agora, eu não preciso de mais nada para criá-lo? Só o leite que me verte?".

dá medo confiar num seio tão diferente da mamadeira graduada. Quanto ele mamou? Como mamou? Não importa... a natureza fez de uma maneira que fosse irrelevante fazer estas perguntas.

eu poderia ter argumentado ainda que o bebê não mama apenas leite, ele mama amor, energia, fluidos sutis da mãe, quando está no seio. Não é só leite; é amor, confiança, resiliência, fé na vida... assim ele mama. Alimenta seu corpo e sua alma.

é, eu talvez tinha que ter dito que se tratava, ali, do início de uma separação que deveria ocorrer somente por volta dos dois anos. Que, com alguns meses, o bebê ainda é fusão pura, simbiose pura. Ele é o que ela é. Ele está como ela está e que isto seria um maravilhoso mecanismo de crescimento pessoal.

seria um passo sem volta, eu diria a ela. um passo que provavelmente vá doer quando este mesmo filho, já adolescente, mostrar completo distanciamento desta mãe, enquanto ela volta a linha do tempo na cabeça e se pergunta onde errou.

eu poderia dizer que choro de culpa que ela demostra agora na minha frente por "tadinho", "tirar o leitinho dele" é, na verdade, o choro da mulher que ela poderia ser. O choro de todo o potencial de amadurecimento, de libertação, do que ela deveria perseguir e não quis. É o choro, na verdade, da vergonha de não enfrentar, de não fazer as perguntas difíceis, de optar pelo mais fácil e mais cômodo. É a dor de não crescer. Esta sim, mais doída e muito mais exigente do que a dor de enfrentar e seguir adiante.

dentro daquela mulher cheia de argumentos superficiais e paliativos médicos para desmamar sua cria, uivava uma loba sedenta de feminino...

mas eu não disse nada.

ouvi toda a estória das mastites, dos antibióticos, do bebê não querer 'mamá', dos bicos escoriados, do início das papinhas e do leite artificial, do veredicto médico...

ouvi tudo, muda, sem tecer uma só palavra, apenas assistindo, com pezar, o desmoronar da fêmea... talvez deveria ter dito algo. Talvez deveria ter, como 'procuradora constituída', falado em prol do bebê. Quem sabe eu deveria ter gritado com ela, batido na mesa, arregalado aqueles olhos, rosnado... mas não, só consegui fazer sair um "eu entendo" minguado e atônito.

minha tristeza não foi nem tanto pelo bebê; ele escolheu a mãe que tem e, do ponto de vista nutricional, ele vai seguir muito bem. Será um bebê amado e feliz.

doeu-me a amiga, a mulher, a mãe que estava ali na minha frente, presa em uma armadilha sutil, abrindo mão, deliberadamente, de crescer.

Créditos do texto: Parto em Rondônia

17 de fevereiro de 2014

A criança que ninguém quer


A colunista Betty Monteiro explica que muitas crianças não têm consciência do que as incomodam e, por isso, acabam se tornando agressivas

Por Elizabeth Monteiro 


A maioria das crianças agitadas e agressivas não verbalizam o que está acontecendo. Não estão dispostas a conversar. Até porque, muitas vezes, não têm consciência do que as incomoda.

A melhor maneira de lidar com a agressividade excessiva é utilizar o bom senso e o diálogo. Mas pode-se usar de alguns facilitadores:

– A pessoa mais indicada para conversar com a criança é aquela com a qual ela tenha um bom vínculo afetivo. Qualquer pessoa que ela adore.

- Discutir as crises antes ou depois de seu aparecimento é sempre melhor do que durante o episódio em que a criança se encontra descontrolada. Em clima tenso não se conversa.

– Quando for conversar, esqueça os sermões. Procure ouvi-la e entendê-la.

– Você não é obrigada a concordar com os seus argumentos, mas não precisa criticá-la. Ensine à criança algumas maneiras de descarregar a sua raiva, como pular corda.

– Atividades esportivas, artísticas e lutas ajudam a direcionar a energia para um objetivo mais socialmente aceito. Deixe que a criança escolha uma dessas atividades.

– Na escola, é sempre bom colocá-la em grupos mais tranquilos e deixá-la conviver com crianças maiores e mais velhas.

– Brinque muito com a criança, propondo atividades corporais.

– Avalie a si própria e o ambiente em que a criança vive. O que pode causar tamanha agressividade?

Toda criança tende a ser um pouco agressiva quando começa a socializar-se. Essa atitude só se torna preocupante no momento em que fica destrutiva, hostil, perversa.

Famílias superprotetoras ou autoritárias estão sujeitas a criar filhos agressivos. A agressividade da criança costuma estar ligada à agressividade do adulto.

A questão não é reprimir essa agressividade. Isso não é bom. A criança precisa aprender a descarregar a sua, canalizar a raiva e expressá-la da forma mais adequada e menos prejudicial a ela e aos outros. Certa dose de agressão é importante na vida.

A agressividade que incomoda é aquela descontrolada, sem limites, sem propósitos aparentes. Em geral, a sua presença pode indicar sofrimento psicológico ou psicopatia. Essas crianças parecem carregar uma carga de ódio imensa dentro de si.

Elas agridem as outras, quebram os seus brinquedos, desrespeitam os adultos, provocam a todos, desafiam o mundo e demonstram franca hostilidade contra quem quer que seja, para a vergonha dos pais.

Portanto, é necessário estar atenta ao significado desses comportamentos e não procurar culpados. Procure soluções. Sem culpa! Talvez você precise da ajuda de um profissional especializado. Não se obrigue a resolver sozinha todos os problemas com a sua criança.

Elizabeth Monteiro é Pedagoga, Psicóloga e Escritora dos livros: Criando Filhos em Tempos Difíceis Criando Adolescentes em tempos Difíceis; A Culpa é da Mãe CRP 06/ 36.126-4

14 de fevereiro de 2014

O medo na infância

Para lidar com os medos infantis, é preciso oferecer segurança à criança e respeitar o temor que ela manifesta. Subestimar os medos é proibido, e desmoralizar a criança só piora.
É natural e esperado que as crianças sintam medo. Ele é um alerta de que algo ameaçador pode acontecer e evita que o ser humano corra riscos desnecessários. A ausência dele, em certas idades, é até preocupante: se uma criança não desenvolve o medo instintivo de altura, por exemplo, pode engatinhar até a beira da cama ou do sofá e cair.
A psicóloga Adela Stoppel de Gueller, coordenadora do setor de Clínica e Pesquisa do Departamento de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientae, explica que entre os 3 e os 5 anos elas estão na fase natural dos temores. O medo de trovão, do escuro, de monstros ou de dormir sozinho são naturais e devem passar conforme a criança cresce e amadurece emocionalmente. Mas o papel dos pais é fundamental para facilitar este processo – ou para transformá-lo em um trauma difícil de superar.
Nem sempre é possível, ainda que com o apoio dos pais, tranquilizar uma criança que está sofrendo com temores excessivos. Nesse caso, é preciso procurar ajuda profissional. Quando o medo for intenso a ponto de gerar um sofrimento grande na criança, ou quando ela estiver perdendo contato social, escolar ou lúdico por causa dos medos, procure um terapeuta.
A linha que separa um medo natural de uma fobia permanente varia de criança para criança. O importante é observar mudanças bruscas de comportamento. Problemas físicos recorrentes, mudança de humor ou desinteresse por atividades que anteriormente eram exercidas com prazer podem indicar que o temor passou dos limites.
As fases da criança e os medos mais comuns
Os temores de cada criança variam e podem estar associados a experiências particulares. Uma criança que cai da bicicleta e é levada para o hospital pode desenvolver medo de hospital, de bicicletas ou até de um objeto menor associado ao trauma – jalecos ou estetoscópios, por exemplo. Mas existem alguns medos comuns a cada faixa etária. Conheça-os abaixo.
- 0 aos 6 meses
As reações de medo são relacionadas a ruídos fortes ou perda de segurança.
- 7 aos 12 meses
A criança pode começar a estranhar pessoas. Também surge o medo de altura.
- 1 ano
Aparece o medo da separação, manifestado quando ela se distancia dos pais. Também pode aparecer o medo de se machucar.
- 2 anos
A criança teme ruídos fortes, como o de aspirador de pó, ambulância, trovão; continua o medo da separação dos pais; ela estranha crianças e situações desconhecidas, como ter de entrar numa sala escura (como um cinema ou teatro).
- 3 anos
Surge o medo do escuro; continua o medo separação dos pais; ela se assusta com máscaras ou rostos cobertos (palhaço, pessoas fantasiadas).
- 4 anos
A criança pode desenvolver medo de animais e de ruídos noturnos.
- 5 anos
Surgem os medos de “pessoas más” (ladrão, “Homem do Saco”).
- 6 anos
A fase é dos medos fantásticos: fantasma, bruxa, Bicho Papão. Também costumam aparecer o medo de dormir sozinho e da morte.
Deborah Ramos | Psicopedagoga e Psicanalista Infantil
www.deborahramos.com

8 de fevereiro de 2014

Tudo vai passar, eles vão crescer...

Tudo vai passar. Eles vão crescer e dispensar nosso colo. Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais. Que nossas demonstrações de afeto serão consideradas um grande mico. Que em vez de torcemos para que eles durmam, torceremos pra que cheguem logo em casa. Que não se interessarão pelos velhos brinquedos. Que o alvoroço na hora do almoço, dará lugar a calmaria. Que os programas em família serão menos atrativos que o churrasco com a turma. Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar. Que começaremos a rezar com muito mais frequência. Que morreremos de saudade de nossos bebês crescidos. 

Por isso... Viva o agora. Releve as birras. Conte até 10. Faça cosquinhas. Conte histórias. Dê abraços de urso. Deite ao lado deles na cama. Abrace-os quando tiverem medo. Beije os machucados. Solte pipa. Brinque de boneca. Faça gols. Comemorem. Divirtam-se. Acorde cedo aos domingos pra aproveitar mais o dia. Rezem juntos. Estimule-os a cultivar amizades. Faça bolos. Carregue-os no colo. Faça com que saibam o quanto são amados. Passem o máximo de tempo juntos... ...assim quando eles decidirem partir para seus próprios voos, você ainda terá tudo isso guardado no coração!

(Autor Desconhecido)

4 de fevereiro de 2014

Carinho de mãe cura sim!


Quem é que nunca deu um beijinho no machucado do filho dizendo que a dor já ia passar? E quando a mãe improvisa uma milagreira massagem (mesmo sem nunca ter colocado os pés em um curso especializado) quando o pequeno sofre uma pancada na mesa ou jogando futebol? E os poderes bombásticos de um gostoso cafuné quando a criança está de cama? O mais interessante e gratificante é que todos esses artifícios de fato amenizam e muito a dor.

O bombardeio de carinho na criança nos momentos de dor tem muita força, viu. Isso porque uma área do cérebro é ativada quando se recebe um carinho, liberando descargas elétricas que diminuem a sensação de dor. Demonstrações de afeto geram um efeito de proteção e prazer.

Vamos explicar em uma linguagem mais específica, mas necessária. Crianças consoladas com o carinho ou com a voz da mamãe têm um aumento dos níveis do hormônio ocitocina no organismo. Um artigo americano publicado na Proceedings of the Royal Society B reforçou tal conclusão.

A ocitocina é um hormônio liberado pela hipófise, uma estrutura que fica no cérebro. É um hormônio relacionado, dentre outras coisas, ao contato físico, como um carinho, um abraço ou um beijo.

Quando se recebe um beijinho da mamãe quando se machuca, a hipófise libera a ocitocina. E seus efeitos imediatos são de diminuição da ansiedade e do estresse, que acabam diminuindo a percepção de dor da criança.

Um outro estudo realizado na Universidade de Stanford, nos EUA, também revela que trocas de carinho e de afeto amenizam a dor. As demonstrações de afeto ativam as mesmas áreas do cérebro em que os analgésicos atuam. Para quê um remédio para um simples machucadinho se o beijinho da mamãe sara tudo?

O melhor é que demonstrações de carinho e afeto não são boas só de imediato. As crianças levam isso para a vida toda. O vínculo consistente entre mamãe e bebê não apenas diminui o estresse da criança como também a ajuda a desenvolver recursos que a auxiliarão em suas interações sociais e na vida de maneira geral.

Carinho é gostoso, faz bem e é retribuído de milhões de outras formas. Uma mãe presente na vida de uma criança é a coisa mais valiosa para o pequeno. Quando isso infelizmente não é possível, o pai, os irmãos e avós podem suprir essa importante figura na vida do ser humano.

2 de fevereiro de 2014

Gravidez por Dentro

Depressão materna e o impacto no bebê

Ninguém pode negar a importância da presença da mãe para o desenvolvimento e crescimento, em todos os aspectos, da criança. A mamãe precisa ter energia física e psíquica para acompanhar todas as etapas da vida do seu filho, protegendo-o, traduzindo o mundo e satisfazendo as necessidades da criança.
A mamãe é a pessoa que dá a oportunidade do bebê conhecer o mundo, oferecendo o equilíbrio que a criança precisa para organizar todas as novidades que chegam diariamente.
Se a depressão materna acontece, principalmente se ocorrer na infância ou adolescência dos filhos, um grande impacto no comportamento e intelecto recai sobre essas crianças.
Desde o nascimento, o bebê precisa da ajuda da mamãe para conseguir sentir-se seguro, confiante e poder se desenvolver motor e cognitivamente. Uma mãe depressiva nessa época torna-se ausente e empobrecida de estímulos para seu filho.
O bebê já demonstra irritação com essa atitude depressiva, sendo um bebê choroso, tendo mais diarréia que um bebê com uma mãe não depressiva, não tem um contato visual constante com sua mãe ou com estranhos. A interação desse bebê com o mundo é precária e ele se identifica mais com o rosto de alguém triste do que com um alegre. Viu como um problema da mãe pode gerar tanto nó na cabecinha do bebê?
Futuro depressivo - Uma criança que tem a mãe depressiva tem maiores chances de desenvolver alterações emocionais, uma depressão, por exemplo, assim como a mãe.
Essas mamães têm problemas de impor limites: às vezes são permissivas demais e outras rígidas demais. Essa dificuldade faz com que as crianças, principalmente entre os 18 e 42 meses, tenham dificuldade de se relacionar com seus amiguinhos, criando relações inseguras e desorganizadas, com problemas claros de comportamento.
Alguns estudos realizados demonstram maiores índices de dificuldades escolares, seja por déficit de atenção ou distúrbio de aprendizagem, maior comportamento de risco e maior número de acidentes com os filhos de mães depressivas.
Um grupo de pesquisadores publicou um artigo na revista Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry em janeiro de 2007 relatando o comportamento de adolescentes cujas mães apresentavam episódios depressivos. Verificou-se maior número de usuários de drogas ilícitas, iniciação precoce da atividade sexual e maiores taxas de abandono escolar.
Os filhos, desde pequeninos, espelham-se bastante no comportamento materno. Proteção, acolhimento, apoio e correção colocados pela mãe são cruciais na formação e consolidação da personalidade das crianças.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/depressao-materna-e-o-impacto-no-bebe/