17 de dezembro de 2012

4 Meses de Enzo

Semana passada Enzo completou 4 meses! Cada vez mais lindo, fofo e tagarela! Como ainda não voltei a trabalhar estou curtindo meu filhote 24h e amamentando em livre demanda! :)

O que faz o bebê com 4 meses?
O bebê com 4 meses sorri, balbucia e passa a ficar mais interessado em pessoas do que por objetos, como era até então. O bebê com 4 meses demonstra preferência por algum tipo de brinquedo e  ri quando estimulado.

Peso do bebê com 4 meses

  • meninos: 6.350g  - 62 cm de comprimento - 41,5 cm perímetro cefálico
  • meninas: 6.100g - 61 com de comprimento - 40 cm perímetro cefálico
Em geral os bebês nessa fase do desenvolvimento tem um padrão de aumento de peso de 600g por mês.
OBS: Na última consulta com a pediatra há umas 2 semanas atrás mais ou menos Enzo pesava 7.280g e 63cm. Ele está quase do tamanho da mamãe! heheh


Sono do bebê com 4 meses
O sono noturno do bebê com 4 meses começa a ficar mais regular e ele dorme mais horas sem interrupções. Podendo fazer um intervalo de até 9 horas.

O  padrão de sono é muito individual e alguns bebês dormem muito, enquanto outros dormem pouco e preferem dormir no colo ou acompanhados.
Em geral, o período em que o bebê está mais esperto é entre as três e as sete horas da tarde, horário ideal para as visitas.

Desenvolvimento do bebê com 4 meses
Um bebê com 4 meses brinca com os dedos, consegue segurar objetos pequenos, vira a cabeça em qualquer direção e quando deitado de barriga para baixo levanta se apoiando nos cotovelos.

Quando está de barriga para cima o bebê gosta de olhar suas mãos e pés e consegue ficar sentado por alguns segundo quando apoiado. Segue objetos com os olhos, virando a cabeça.
Eles adoram ficar no colo e tudo para eles é brincadeira, gostam muito de ficar sem roupa, passear de carrinho, segurar um chocalho e fazer barulhos.
Normalmente o bebê com 4 meses tem a tendência de ser mais tranquilo com a mãe e mais agitado e brincalhão com o pai.
O bebê nesta idade verbaliza alguns sons semelhantes a gargarejos e consegue emitir diferentes sons balbuciando vogais.

Alimentação do bebê com 4 meses
A alimentação do bebê com 4 meses deve ser feita exclusivamente com leite materno, sempre que possível, até os seis meses de idade, momento que que a alimentação diversificada deve começar a ser introduzida, de forma a respeitar a maturidade gastrointestinal do bebê.



O leite de vaca não é um alimento adequado para bebês menores de um ano. Contém proteína e sódio demais, e vitamina C, Selênio, Zinco, Ferro e Ácidos graxos essenciais de menos. 
Além disso, seu consumo pode causar anemia. Para cada mês de uso de leite de vaca a partir do quarto mês de vida, ocorre queda de 0,2g/dL nos níveis de hemoglobina da criança.

13 de dezembro de 2012

Ter um filho não envolve apenas uma decisão de momento, envolve um compromisso para o resto da vida. A mudança do papel social é um fator importante a considerar. Durante nove meses, estar-se-á instalando, no casal grávido, uma nova identidade. Os dois deixarão de ser apenas filhos para tornarem-se também pais. Mesmo quando a gestação não é do primeiro filho do casal, há reorganização familiar, é mais um filho chegando, um irmão para os outros filhos, trazendo todas as implicações inerentes a essas mudanças no meio familiar (Maldonado, 2005).

A origem do vínculo mãe-bebê



Muito antes de seu nascimento e ainda no ambiente intra-uterino, tem início a formação do vínculo entre a futura mamãe e seu bebê. Trata-se de um processo de comunicação tão complexo quanto sutil e que torna possível esta troca íntima e profunda. O vínculo é de importância vital para o feto, pois precisa se sentir desejado e amado para propiciar a continuação harmonio
sa e saudável de seu desenvolvimento.

A formação do vínculo não é automática e imediata, pelo contrário, é gradativa e, portanto, necessita de tempo, compreensão e amor para que possa existir e funcionar adequadamente. É, também, fundamental para que possa compensar os momentos de preocupações e reveses emocionais maternos e que todos nós estamos sujeitos no cotidiano.

O amor e a rejeição repercutem sobre a criança muito precocemente mas, para que possa dar significado a estes sentimentos é preciso maturidade neuro-fisiológica. Assim, até os três primeiros meses de vida intra-uterina, as mensagens enviadas pela mãe são, em grande parte, incompreendidas pelo embrião, muito embora possam causar-lhe desconforto se percebidas como desagradáveis.

À medida que vai evoluindo, o feto torna-se capaz de registrar e de dar significado às emoções e sentimentos maternos. É quando, então, começa a se formar sua personalidade, o que ocorre por volta do terceiro trimestre de gestação.
A ansiedade materna é, de certa maneira, até benéfica ao feto, pois perturbando a neutralidade do ambiente uterino, perturba-o também, conscientizando-o de que é um ser distinto, separado desse ambiente.

Para se livrar desse desconforto, ele começa a elaborar progressivamente técnicas de defesa como dar pontapés, mexer-se mais ativamente, e que funcionam, para a sensibilidade materna, como um envio de mensagem de que está sendo perturbado. Se houver sintonia materno-fetal, imediatamente a futura mamãe capta esta mensagem e começa a passar a mão delicamente em seu ventre, o que é percebido e decodificado pelo feto como atitude de compreensão, carinho e proteção, portanto, como tranqüilizadora.

Com o decorrer do tempo, a experiência de desconforto transforma-se em emoção e tem início a formação de idéias sobre as intenções maternas em relação a si mesmo.
Desta maneira, se a mãe for amorosa e tiver uma relação afetiva rica com seu bebê, contribuirá para que nasça uma criança confiante e segura de si. Assim também, se mães deprimidas ou ambivalentes que, por uma razão qualquer, privam o feto de seu amor e apoio, certamente favorecerão o estado depressivo e a presença de neuroses na criança e que podem ser constatados após o nascimento, pois sua personalidade foi estruturada num clima de medo e angústia.

Mesmo a gestante que rejeita seu filho comunica-se com ele através do fornecimento do alimento. Mas, a qualidade desse vínculo é diferente da mãe que o deseja e esta é a grande diferença, pois não é apenas uma comunicação biológica.

Como o feto capta todas as emoções maternas, as que o fazem entrar em sofrimento como a ansiedade, temor e incertezas, provocam-lhe reações mais fortes e contínuas, enquanto que as de alegria e felicidade, por não alterarem o ambiente intra-uterino, permitem que seus movimentos permaneçam suaves e harmoniosos.

O feto sente o que a mãe sente, até como um atitude de solidariedade, porém, com intensidade diferente e sem a compreensão materna. As emoções negativas são percebidas como um ataque a si próprio.

É fundamental lembrar que as preocupações passageiras e simples do cotidiano não lhe oferecem risco algum, pois sequer podem levar o organismo materno à produção de hormônios. O que o afeta e prejudica sobremodo são as situações que induzem à produção intensa e contínua de hormônios, como a ansiedade materna, que pode, inclusive provocar o estresse da mãe.

Outras situações que também acarretam o sofrimento fetal são o consumo excessivo de álcool, tabaco e medicamentos pela gestante, bem como, o fato de comer demais ou se alimentar mal, pois traduzem uma grande e exacerbada ansiedade materna, além de que, também são altamente prejudiciais ao desenvolvimento físico e psíquico do feto.

Um fator importantíssimo a ser considerado é quando a mulher é completamente dependente do cigarro. Neste caso, se a supressão total deixa-a extremamente ansiosa, há de fazer muito mais mal à criança do que simplesmente diminuir consideravelmente o número de cigarros até atingir a média de um ou dois por dia, e nada mais além disto.

Se o feto participa de todas as emoções maternas, muitas gestantes inibem a sexualidade por sentirem-se constrangidas com esta participação, principalmente no momento do orgasmo e dos sons e ruídos emitidos pelo casal.

Apesar disso, convém esclarecer que a atividade sexual não traz qualquer malefício. Ao contrário : o orgasmo, especialmente na mulher, é altamente benéfico física e emocionalmente, e é através dele que o feto capta o bem-estar geral da mãe, a felicidade intensa e, principalmente a tranqüilidade após o orgasmo e não este propriamente.

Os acontecimentos graves e estressantes como perdas significativas ou situações que atingem a gestante diretamente, como brigas conjugais ou com pessoas mais próximas, são causas de grande sofrimento fetal e, muitas vezes, não há como evitá-los.

Para diminuir os efeitos nocivos ao feto, a futura mamãe deve aumentar os períodos de descanso, oferecer-lhe apoio afetivo e conversar com ele, esclarecendo-o dos acontecimentos.
Embora não haja compreensão das palavras, o feto capta o sentido do que lhe é dito e se tranqüiliza. Assim, o vínculo mãe-bebê não é quebrado.

O perigo maior persiste quando o feto percebe-se rejeitado pela mãe ou quando suas necessidades físicas ou psicológicas não são compreendidas e atendidas, pois ele necessita desta troca para sentir-se amado e desejado.

Concluindo, se o vínculo materno-fetal não foi consolidado durante o período gestacional, há de se tentar nas horas e dias que sucedem ao nascimento, que é o período ideal na vida extra-uterina e, se necessário, com a ajuda de um profissional capacitado.


Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica
http://guiadobebe.uol.com.br/a-origem-do-vinculo-mae-bebe/

Meu novo texto para o site Pediatria Brasil: Levando o bebê para passear


por Enf.ª Maylu Souza,
colunista do Pediatria Brasil e autora do Enf.ª Maylu Souza
Muitos pais se questionam sobre quando podem levar o bebê para passear. Passados os primeiros (e cansativos) dias, muitas vezes eles desejam levar a criança para apresentar a familiares, para tomar banho de sol em parquinhos, entre outras coisas.
Em geral, não há uma data definida para sair com seu bebê. O ideal éconversar com o pediatra que está acompanhando a criança.
Os pais devem ser orientados quanto a alguns critérios para escolher o melhor momento para o passeio:
• Evite sair logo na primeira semana. É um período mais crítico, mais cansativo, de adaptação para o bebê e para a família. Devido a este fato, também é recomendado evitar visitas excessivas e demoradas nessa fase.
• Evite locais fechados e com aglomerações. Enquanto o bebê é novinho é melhor evitar levá-lo a locais como shoppings, mercados, festas e bancos.
• Cuidado com as roupas do bebê, eles desidratam muito rápido. É correto proteger o bebê da chuva e do frio, mas atente para o caso de estar agasalhando em excesso. Não se esqueça de levar mais de uma roupinha dentro da bolsa para o caso do tempo mudar ou no caso de acidentes com fraldas ou “golfadas”.
Levando o bebê para passear
• Não é recomendado sair com o bebê caso as vacinas dele não estejam em dia, lembre-se que a imunidade da criança é diferente da imunidade do adulto. Leia o artigo sobre atualização do cartão de vacina.
• Quando sair, não atrase as mamadas. Ofereça o seio em livre demanda, sempre que o bebê solicitar. Em locais quentes procure oferecer mais vezes o seio devido ao risco de desidratação.
• Evite ficar fora de casa por longos períodos de tempo. Saídas assim se tornam cansativas e podem irritar a criança. Vale o mesmo caso a criança esteja com cólicasou após a vacinação.
• O banho de sol pode ser feito diariamente antes da 9h e após as 16h, deve durar em média 15 minutos. Bebês com menos de seis meses não devem usar protetor solar devido a sensibilidade e imaturidade de sua pele.
• Não se esqueça de levar sempre a bolsa do bebê contendo: caderneta da criança e outros documentos, fraldas extras, roupinha reserva, manta, mordedor ou outro brinquedo para entreter a criança, bem como outros itens de uso da criança que a mãe achar necessário.
Maylu Souza é Enfermeira Obstetra, Especialista em Saúde Pública e Docência do Ensino Superior. Visite o site Enf.ª Maylu Souza.

MAIS ARTIGOS DE MAYLU SOUZA

Fonte: Pediatria Brasil

7 de dezembro de 2012

Amor de mãe reduz risco de doenças e ajuda no desenvolvimento da memória da criança

Pesquisas mostram que o afeto entre mãe e filho garante uma saúde melhor no futuro e ainda ajuda a desenvolver o hipocampo, área do cérebro responsável pela memória. Confira

    

Sabe aquela sensação única e especial que você sente quando beija, abraça, brinca ou só pensa no seu filho? Pois é, além desse amor ser fundamental para o desenvolvimento da criança e equilíbrio emocional, pesquisas recentes revelam que ele traz também outros benefícios para a saúde e, veja só, para a inteligência da criança. 


São essas as conclusões de dois novos estudos. O primeiro deles, feito na Universidade Brandeis, em Massachusetts, Estados Unidos, mostrou que adultos que tiveram uma infância cheia de amor materno são mais saudáveis do que aqueles que não desenvolveram uma relação íntima com as próprias mães.

No passado, cientistas haviam constatado que crianças que crescem em áreas pobres são mais propensas a desenvolver doenças crônicas ao atingir a idade adulta. Os pesquisadores da Universidade Brandeis, porém, estavam intrigados com aquelas que, vivendo exatamente nessas condições, não apresentavam doença alguma na fase adulta.

Para isso, mediram a relação entre condições socioeconômicas pobres na infância e doenças como diabetes, pressão alta e problemas cardíacos na fase adulta em cerca de mil adultos. 
A conclusão da análise mostrou que aqueles que receberam o carinho das mães durante a infância, independente de sua classe social, apresentaram uma melhor saúde geral na meia-idade.

É como se o amor materno fosse uma espécie de escudo de proteção contra doenças a longo prazo."O estresse na infância pode levar a resíduos biológicos que reaparecem na meia-idade", comenta a professora Margie Lachman, autora do estudo publicado no jornal científico Psychological Science. Segundo os cientistas, esse benefício pode ser uma combinação de empatia, ensino de estratégias de enfrentamento e apoio. Mas vamos combinar que o amor de mãe é muito mais do que isso, não é mesmo?
Memória turbinada

A outra pesquisa, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que as crianças criadas cheias afeto têm o hipocampo – área do cérebro responsável pela memória – quase 10% maior que as demais. Para chegar a esse resultado, os cientistas analisaram imagens cerebrais de 92 crianças com idades entre 7 e 10 anos, cuja interação com um dos pais foi observada quando tinham entre 3 e 6 anos. 

Para o psicobiólogo Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp (SP), as principais lembranças são aquelas que nos emocionam. Por isso, as crianças que vivem em um ambiente repleto de amor têm mais o que lembrar e, consequentemente, um hipocampo maior. 

Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores acreditam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós. Afinal, o que importa é que o amor seja verdadeiro!


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI292901-15546,00.html

Do Berço ao Divã do Terapeuta


Terapeutas tratam bebês – mas os principais pacientes acabam sendo os pais.
  
As preocupações de um bebê podem ser resumidas a uns poucos itens: dormir, comer, brincar. Se é assim, como se explica a presença de tantas crianças de fraldas nos consultórios de terapeutas? A resposta: estão lá para ajudar a melhorar a cabeça dos pais. 


A terapia de crianças de zero a 3 anos é uma vertente relativamente nova – e está em rápido crescimento. Uma das razões é o aumento do conhecimento especializado sobre os problemas psicológicos da primeira infância. 

A última edição do manual adotado como referência na terapia de bebês traz o acréscimo de dois novos tipos de depressão, cinco de distúrbio de ansiedade e seis formas de desvio alimentar (incluindo uma variação da anorexia). "Quando surgem problemas, a terapia é de grande utilidade, pois passos fundamentais do desenvolvimento do cérebro ocorrem nos primeiros anos de vida", disse a VEJA a psiquiatra finlandesa Tuula Tamminen, presidente da Associação Mundial para a Saúde Mental da Infância, com sede nos Estados Unidos e afiliados em cinqüenta países (o dobro de dez anos atrás). A filial brasileira tem associados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte e São José do Rio Preto. 

Algumas adaptações são necessárias nas sessões de terapia nas quais o paciente tem menos de 4 anos. É preciso haver brinquedos e uma mesa para trocar fraldas. A criança é atendida na presença do pai ou da mãe – ou, talvez seja melhor dizer, os pais são tratados na presença da criança. Em lugar das longas conversas com o paciente, nesse caso impossíveis, o terapeuta observa como os pais lidam com o filho para tentar descobrir a origem dos problemas. Não tenta ensiná-los a lidar com a criança, mas cria situações – brincando com o bebê, por exemplo – que permitam a eles entender onde estão falhando. "Os pais geralmente chegam se queixando do bebê, mas com o tempo vemos que a raiz do problema está na relação entre eles". Pais briguentos, por exemplo, podem deixar os bebês ansiosos, com dificuldade para dormir e comer. 

Kamilly, hoje com 1 ano: ela começou a terapia aos 6 meses Gabriel, filho da professora paulista Leila Fernandes, foi levado a uma clínica de psicoterapia aos 11 meses. Não conseguia sentar sozinho, habilidade normalmente adquirida no sexto mês de vida. Como os exames neurológicos e fisiológicos não detectavam a origem do problema, surgiu a suspeita de uma causa psicológica. Nas primeiras sessões, o menino mantinha o olhar fixo no ventilador da sala, enquanto a mãe conversava com a terapeuta. "Eu estava preocupada demais com a doença de minha mãe e quase não dava atenção a ele", diz Leila. "Foi depois das sessões que passei a abraçá-lo, beijá-lo e a dizer que o amava." 

O carinho fez bem a Gabriel, que, atualmente com 3 anos e meio, é um garoto esperto e saudável. "Os bebês demonstram no comportamento o tipo de atenção que recebem da mãe ou do pai", diz a terapeuta Eloisa Lacerda, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar do Bebê (NIBb), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Muitos dos problemas psicológicos dos bebês estão relacionados a mães depressivas. Essa condição mental se manifesta de várias formas na maternidade. Algumas mães depressivas se dedicam pouco aos filhos. Outras fazem exatamente o contrário e se tornam possessivas ao extremo. O excesso ou a falta de atenção costumam provocar sintomas bem conhecidos nos bebês: recusa a comer, auto-isolamento ou insônia. "Eu tinha medo de que algo ruim acontecesse com minha filha e não me desgrudava dela", diz a paulistana Marli Santos de Andrade, de 31 anos. Quando levou a filha Kamilly, de 6 meses, à terapeuta, o bebê nem sequer controlava os movimentos da cabeça, um atraso de mais de dois meses no desenvolvimento motor. 

A conclusão da terapeuta foi a de que o bebê se tornara apático como recurso para escapar aos cuidados excessivos da mãe. Quando Marli mudou de comportamento, a filha recuperou rapidamente o tempo perdido. "Nós curamos os bebês através dos pais", diz o psiquiatra Salvador Célia, de Porto Alegre. 

A maior dúvida dos pais é quando levar um bebê ao consultório de terapia. Pais ansiosos podem exagerar e, diante de uma mudança mínima na atitude do bebê, acreditar que o filho tem problemas sérios. Em caso de dúvida, a pediatra e psicoterapeuta Veronica Cavalcante, presidente do departamento de saúde mental da Sociedade Brasileira de Pediatria, aconselha bom senso. "Quando ocorre um atraso no desenvolvimento dos bebês, os pais devem sempre procurar um pediatra", diz Veronica. "É esse profissional quem pode indicar um neurologista, um psiquiatra ou uma terapeuta." 

Revista Veja/2006

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Aviso!

Amigos,
Pacientes da Oncologia Pediátrica do Hospital Manoel Novais estão precisando de Sangue com urgência ( de qualquer tipo).
Por favor quem puder doar vá ao Banco de Sangue Da Santa Casa de Itabuna-BA.
Agradeço desde já!

1 de dezembro de 2012


Para sempre



Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento. 
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


poema: Carlos Drummond de Andrade.
Art by Gustav klint

Doando leite materno para o BLH do Hospital Manoel Novaes

Eu e Enzo já estamos compartilhando o leite materno com os bebezinhos internados da UTI Neonatal do Hospital Manoel Novaes.


Banco de Leite Humano de Itabuna convoca novas doadoras
Por motivações diferentes, inclusive a saída do período de super-lactação, as mães se desligaram do Programa Rota, o que nos deixou sem perspectiva de manutenção dos estoques de leite humano a partir deste mês de novembro”, relatou a coordenadora do Banco de Leite Humano, a enfermeira responsável, Neiva Ney.
Assim, a adesão de novas mães ao Programa Rota é hoje a principal meta do Banco de Leite de Itabuna. Todo cadastro pessoal pode ser feito durante a primeira visitação, quando a técnica responsável entrega os vasos esterilizados para que seja realizada a coleta e armazenamento durante a semana. “Assim, retornaremos sempre na manhã dos sábados, cumprindo a rota de mães doadoras para recolhermos os vasilhames com o leite doado e levar novos vasos esterilizados”, relatou a técnica de pasteurização do Banco de Leite, Kátia Cristina Chagas
Quem pode doar
De acordo com a coordenação do Banco de Leite, para realizar a doação espontânea na unidade, ou para aderir ao programa Rota, a mãe doadora precisa apresentar os exames pré-natal, documento de identificação e cartão do SUS. “Além disso, não podem estar fazendo uso de algumas medicações específicas, não fumar, não beber e não fazer uso de drogas ilícitas”, declarou Neiva Ney.