30 de junho de 2010

Comemorando 1 ano!



Hoje minha página completa 1 ano no ar! Já chegamos a quase 29 mil visitas! Obrigada a todos que visitam e comentam aqui!









29 de junho de 2010

A Pele do Recém-Nascido

A pele do bebê é bem diferente da pele dos adultos. Ela é mais fina - cerca de metade da espessura da pele de um adulto -, tem menos pêlos, as glândulas que produzem o suor ainda são imaturas e as células que produzem a coloração da pele estão em menor atividade.

Por tudo isso, a pele da criança é muito sensível ao calor e a luz do sol, precisando ser constantemente protegida. É muito comum o aparecimento de brotoejas (entupimento das glândulas sudoríparas) principalmente no calor. Com o suor obstruído em função da brotoeja, cria-se uma inflamação, causando irritação na pele.

O bebê também tem uma maior dificuldade em manter a temperatura do corpo, sua pele fina e sensível não lida bem com o frio e calor, já que sua camada de gordura localizada sob a pele é pouca e não faz um bom isolamento térmico. Em temperaturas mais amenas o ideal é agasalhar bem os bebês e no calor sempre estar de olho para que as brotoejas não apareçam.

E por ser muito fina, a pele da criança absorve muitas substâncias, sejam substâncias tóxicas ou não. Deve-se tomar muito cuidado com o que passar na pele desses pequenos, pois podem desenvolver bolhas ou feridas ao serem expostas ao calor, irritantes químicos, traumatismo ou doenças inflamatórias.

Sabonetes específicos, por favor, mamãe - A pele dos adultos produz um óleo para lubrificar e agir contra as bactérias. A pele do bebê não produz óleo de maneira suficiente, então banhos em excesso principalmente com sabonetes fortes é prejudicial, pois pode ocasionar irritação e diminuir a proteção contra as bactérias.

O banho deve ser rápido e com sabonete de PH neutro, preferencialmente no umbigo, pescoço, axilas e área das fraldas, regiões onde as bactérias se proliferam mais facilmente.

Outra preocupação que deve ser constante desde cedo é com o câncer de pele. Crianças de até seis meses de idade não podem usar os protetores solares devido à ação tóxica desses produtos que podem provocar alergias. Nesse caso, o uso de bonés, roupas, guarda-sol e a não exposição da criança, de qualquer idade, ao sol das dez da manhã as quatro da tarde são essenciais para a proteção e prevenção de doenças de pele dos bebês.

Assaduras são até comuns em crianças, mas não devem ser consideradas normais. A assadura se deve ao contato da pele do bebê com a urina, principalmente em lugares abafados e com dobras. As mamães devem redobrar a higiene do bebê, secá-los muito bem e utilizar somente produtos orientados pelo pediatra da criança.

Outra alteração de pele que atinge de 30 a 50% dos recém-nascidos é uma mancha vermelha que aparece geralmente na testa, pálpebras, lábio superior, entre as sobrancelhas ou nuca, conhecida popularmente como "Bicada da Cegonha". Esta lesão normalmente desaparece sozinha à medida que a criança cresce.

Qualquer que seja a reação na pele que o seu filho apresente, leve-o sempre ao médico para receber as orientações devidas. Qualquer produto, caseiro ou não, pode piorar a lesão que o bebê apresenta na pele.


Dicas

Evite o excesso de sol em horários de “pico”, das 9 às 16 horas, lugares muito quentes e ambientes fechados para que o seu bebê não tenha problemas de brotoejas.

Ensine a sua criança e crie o hábito desde pequena para que use o filtro solar, roupas, chapéus, óculos e evite exposição ao sol do meio dia.

Não se desespere se seu bebê nascer com alguma marca de nascença. Procure o pediatra e tire suas dúvidas. A grande maioria das manchas é benigna.

 
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/recemnasc/cuidado_redobrado_com_a_pele_do_bebe.htm
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Hora de dormir

Colocar a criança para dormir pode ser um momento extremamente prazeroso para todos. Geralmente os pais estão em casa já mais relaxados, com o fim de mais um dia de trabalho, brincaram ou conversaram com seu filho e agora é hora de colocá-lo na cama. Importante que ocorra sempre no mesmo horário, para que a criança adquira o hábito de modo saudável e tranquilo. Mas nem sempre é assim.

Entre dois e três anos, é difícil a criança apresentar distúrbios do sono, mas é comum lutar contra ele, afinal significa abrir mão de atividades lúdicas e de estar com a família, para ficar sozinha em sua cama.

Nessa faixa etária, ela não distingue o sonho da realidade. Se tiver pesadelo e acordar chorando, deve-se acalmá-la com carinho e compreensão e, se pedir ou estiver muito assustada, deixar uma luz fraca acesa. Incentivá-la a contar o sonho caso se lembre, dando-lhe o suporte necessário, o que aumenta a intimidade entre pais e filhos.

Não levá-la para a cama ou quarto dos pais, mesmo que esteja chorando, pois reforça o sentimento de que o seu cantinho não é seguro, além de causar dependência. Um dos pais fica com ela em seu quarto até que possa senti-la mais calma e sai antes que pegue no sono, avisando-a do que ocorrerá previamente. Pode até embalá-la em seus braços mas, para dormir, coloca-a na cama, pois é muito confuso para a criança dormir no colo e acordar em outro lugar sozinha.

Os pais ou responsáveis devem evitar brincadeiras excitantes pouco antes do horário de dormir. Música suave ou conversas amenas são recomendáveis.

Para não dizerem que alguém morreu, alguns adultos têm o hábito de mentir dizendo que a pessoa dormiu. A criança pode criar o medo terrível de adormecer por acreditar que esse ato acarretará sua morte também.

Muitas crianças elaboram verdadeiros rituais para adormecer e chegam a reagir com agressividade se não forem cumpridos com a mesma sequência.

Algumas necessitam de determinado paninho que seguram ou esfregam em seu rosto; outras adormecem enrolando fios de cabelos nos dedos ou mexendo na orelha. Outras precisam de certo bichinho de pelúcia ou boneca ao seu lado.

Estes objetos tão valorizados por elas e que funcionam como verdadeiros anjos da guarda, que as protegem de tudo e de todos, são de profunda importância ao seu desenvolvimento. Mais tarde, perdem tal importância e se transformam em simples hábito, desaparecendo com a maturidade infantil.

Lógico que há de se ter bom senso em todas as situações, pois além de cada caso ser um caso, cada criança é individual e única e apenas quem convive com ela vai poder ter o procedimento adequado e bem equilibrado.


Por Ana Maria Moratelli da Silva Rico - Psicóloga clínica

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/bb2a3/hora_de_dormir.htm
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Exames de Pré-Natal

Esses são os exames que toda mulher, ao saber que está grávida, precisa fazer e que todo médico solicita. “Recentemente, acrescentamos também sorologia para as hepatites B e C. Assim, conseguimos evitar que o bebê seja infectado pela mãe”, explica o ginecologista e obstetra Luiz Roberto Milano Silva, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo. A lista é grande, mas todos, com exceção do de urina e fezes, são analisados com base em exames de sangue e podem ser feitos no mesmo dia.

Hemograma completo

Detecta anemia e infecções. A mulher precisa estar em jejum de três horas. “Esse exame dever realizado mensalmente durante a gestação”, afirma o ginecologista e obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.


Glicemia

Útil para detectar intolerância à glicose e diabete. Será repetido na 26ª semana de gravidez, quando o corpo apresenta mais dificuldade para assimilar o açúcar. Realizado em jejum de oito horas.


Sistema ABO e fator Rh

Verifica o tipo de sangue e se o fator Rh é positivo ou negativo. Caso a mulher seja Rh negativo e o homem Rh positivo, há o risco de o corpo dela produzir anticorpos contra o sangue do bebê. Com esse exame, é possível impedir a produção dos anticorpos com medicação específica.


HIV (vírus da imunodeficiência humana)

Mostra a presença do vírus que causa a aids. A gestante precisa autorizar sua realização.


Sorologia para rubéola

Avalia se a mulher tem imunidade contra o vírus da rubéola (extremamente grave para o feto), seja por vacina, seja por ter tido contato com a doença. Realizado em jejum de três horas.


Reação para toxoplasmose

Acusa se a grávida já teve alguma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Esse microorganismo pode provocar danos nos nervos e na visão do feto. Realizado em jejum de oito horas.


VDRL

Essa é a sigla em inglês para venereal disease research laboratory, que, em tradução livre, significa algo como pesquisa laboratorial de doença venérea. Como o nome denuncia, é útil para detectar problemas como a sífilis. A bactéria por trás desse mal, a Treponema pallidum, pode provocar aborto, parto prematuro e más-formações caso a mãe seja portadora do microorganismo.


Sorologia para hepatite B e C

Mostra a presença dos dois tipos de vírus.


Sorologia para citomegalovírus

Indica se a paciente já foi infectada ou não pelo vírus.


Urina

Revela a presença de uma eventual infecção urinária e, segundo o obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, também pode ser útil na detecção de proteínas em gestantes hipertensas – o que indica a presença de pré-eclampsia. Também é válido para o acompanhamento de grávidas diabéticas. Deve ser realizado com a primeira urina da manhã ou após três horas sem urinar. Isso para que o líquido esteja com concentração adequada para ser examinada.


Fezes

Verifica se há parasitas no intestino. Não há uma razão específica, mas deve ser realizado no início da gravidez, em três dias diferentes.
 
 
 
Fonte: http://cantinhodaenfermeiraregina.blogspot.com/2010/06/os-exames-basicos-do-pre-natal.html
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Sexo e Gravidez

Conflito Esposa-Amante X Esposa-Mãe - A gravidez é um fenômeno diferenciado na vida de um casal. Hoje, cada vez mais, o homem tende a participar neste processo ativamente. É comum encontrarmos homens sentados na sala de espera do consultório de obstetras, ou mesmo saindo do médico com suas esposas grávidas.

A gestação pode e deve ser uma etapa vivida a dois.
Tanto os homens quanto as mulheres passam por adaptações físicas e emocionais, inclusive na sua relação sexual durante a gestação. Não é raro nos depararmos com mudanças físicas nos parceiros de gestantes, como o aumento de peso e, em algumas situações, intolerância gástrica.

Em uma tribo da Nova Guiné, os maridos, após o parto de suas esposas, colocam-se prostrados no leito como mulheres no puerpério (período que segue imediatamente ao parto), apresentando os mesmos sintomas que elas, como dor, desconforto, insegurança, depressão e ansiedade.


O Sexo Muda na Gravidez?

No 1º trimestre não é raro haver uma perda de desejo sexual por parte das mulheres. Uma 1a fase de contentamento cega as demais sensações, além das mudanças iniciais do corpo e dos genitais. A mulher volta-se para o planejamento de uma vida agora familiar, e não mais apenas de casal. Existem algumas fantasias de causar o aborto nesta fase, o que pode contribuir para a diminuição do desejo no casal, além de desconfortos comuns como náuseas.

O conflito básico de se colocar na mesma mulher a figura de mãe e a de esposa-amante pode vir à tona, não só para a futura mãe como também para seu par. Algumas pesquisas referem que alguns homens procuraram pela 1a vez relações extraconjugais nesta etapa da gestação. Ficam confusos em relação ao papel de suas esposas. Alguns sentem-se extremamente enciumados e excluídos, buscando uma terceira pessoa para contrabalançar sua exclusão do par mãe-futuro bebê.

O 2º trimestre é demarcado como uma volta do desejo feminino ao normal, ou até mesmo de maior intensidade. Algumas mulheres relatam que nesta fase, o desejo foi o mais intenso de suas vidas, sentindo-se muito atraentes e felizes. Para o homem, pode haver o 1o impacto ao perceber, de fato, a gestação de sua esposa, pois nesse período a barriga torna-se mais aparente.

O 3º trimestre apresenta maiores desconfortos, principalmente após o 8o mês. A freqüência urinária pode aumentar e a barriga muda o centro de gravidade da mulher, tornando-a um pouco mais desajeitada ao caminhar. As fantasias voltam, agora de serem flagrados e espiados pelo feto durante a relação sexual.

Alguns homens temem bater na cabeça do bebê com o pênis durante a penetração. As posições assumidas no ato sexual vão se restringindo mais, havendo preferência pela posição "de ladinho". A ameaça de aborto é temida, bem como complicações de parto prematuro.

Os casais ficam mais reticentes em buscar atividade sexual, e alguns até mesmo se abstêm. Por vezes, a ansiedade nas mulheres por não haver gratificação sexual pode ser mais lesiva que o coito, excetuando-se situações onde haja contra-indicação de atividade sexual pelos riscos de parto prematuro ou descolamento de placenta, por exemplo.

No último mês, os obstetras oferecem orientações contraditórias. Alguns recomendam abstinência até o final da gravidez, outros apenas na última semana. Concordam na abstinência se existir algum risco obstétrico. Alguns recomendam sexo até o final mesmo, evitando-se ansiedades sexuais por parte da mulher.

Após o parto, recomenda-se um período de abstinência até se recomeçar a vida sexual (aproximadamente de 4 a 6 semanas). No entanto, muitos casais mantêm atividade sexual bem antes disto. A mulher vai apresentar menos desejo sexual devido a alterações hormonais, com aumento da Prolactina e também pela exaustão do pós-parto e dos cuidados iniciais com um bebê.


Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?383
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26 de junho de 2010

Trabalho de Parto

Muitas mães acham que assim que começam as contrações é preciso correr para o hospital, essa idéia também existe por causa das novelas e filmes, mulheres gritando, carros voando e o bebê quase nascendo.

Mas na vida real isso é bem diferente. Raramente uma mulher tem um trabalho de parto tão rápido, e a internação precoce aumenta as chances da mulher cair numa cesárea sem necessidade. As maternidades particulares ( porque as pública não admitem com menos de 4 cms de dilatação), não podem ficar com uma mulher por 12, 24 ou 36 horas em trabalho de parto.

Hora é dinheiro, imagina várias mulheres com partos longos, como terão quartos vagos para as cesáreas agendadas? Por isso muitos médicos dizem que a mulher não dilatou em 4, 6 ou 8 horas e mesmo o bebê estando perfeitamente saudável ele manda a mãe para a sala de cirurgia.

Por isso o ideal é que a mãe fique em CASA o máximo de tempo possível, a melhor hora pra ir para a maternidade é quando as contrações estão de 3 em 3 minutos por 1 hora o que quer dizer que a em 10 minutos a mulher terá 3 contrações.

O trabalho de parto é dividido por fases:

- Latente, Ativa, Transição e Expulsivo. A fase latente é a mais demorada, com contrações leves e com intervalos mais longos ( 15 em 15 minutos), a fase ativa as contrações são mais intensas com intervalos menores ( de 5 em 5 minutos),quando as contrações estão de 3 em 3 significa que a mulher esta no final da fase ativa, início da transição.

Esse é o momento ideal, pois levará no maximo mais 2 ou 3 horas para o bebê nascer.

Mas é seguro? Se a sua gestação é de baixo risco, se o seu exame de streptococos deu negativo, não tem com o que se preocupar.

E se a bolsa rompeu? A bolsa pode romper durante ou antes do trabalho de parto começar, se o líquido esta claro como água, sem um cheiro forte a mulher pode aguardar as contrações se intesificarem antes de ir.

Se esta esverdeado e com cheiro fétido é melhor avisar o obstetra ou ir para a maternidade, pois esse pode ser um sinal de mecônio, e é melhor que tenha acompanhamento profissional durante o processo.

E como ter coragem para esperar? A doula pode ajudar muito nesse momento, ela vai poder ajudar durante todas as fases do trabalho de parto, assim a mulher se sentirá segura e a dilatação acontecerá tranquilamente. Qualquer coisa fora do normal a doula percebe, e pode indicar a ida precoce para a maternidade.

Algumas doulas também são enfermeiras ou trabalham com Enfermeiras Obstetras (como eu trabalho), assim a dilatação será checada antes de ir para o hospital, a mãe é monitorada em casa assim como o bebê.

Mesmo as doulas que trabalham sozinhas possuem treinamento para saber apenas pela atitude da parturiente se a dilatação esta avançada ou não, se vai demorar ou não etc.

Lembre-se, o parto é um processo natural e não médico, em gestações de baixo risco não há necessidade de ir para o hospital precocemente. Ficar em casa além da gestantes de sentir mais a vontade, relaxada, ajuda também a dilatar mais rápido.


Fonte: http://crisdoula.blogspot.com/2010/06/o-trabalho-de-parto-comecou-e-agora.html
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Produção Independente

Muitas mulheres e homens estão decidindo hoje em dia ter um bebê mesmo na ausência de um relacionamento permanente. Os adultos que criam seus filhos sozinhos são frequentemente bem-sucedidos, gostam de ser pais e as crianças fruto desta opção podem se desenvolver fisico-emocionalmente muito bem.

Mas isso representa um trabalho mais árduo para a mãe ou pai que vive sozinho, sendo mais difícil para a criança.

Quando existe o casal, há sempre a possibilidade de ser um corajoso, realista e sensato, deixando que o outro "fique arrancando os cabelos" de tanta preocupação, mas quando a pessoa está sozinha ela não tem escolha a não ser suportar as duas coisas, ou seja, o medo real pela sobrevivência da criança e o bom senso, que diz: é claro que tudo vai dar certo, é apenas uma intercorrência.

Alguns pais lidam com esta situação tornando-se onipotentes, comportando-se como se fossem capazes de tudo e nada pudesse perturbá-los.

O perigo existente é que a decisão de criar um filho sozinho pode fazer com que tenhamos dificuldade em admitir que ser pai ou mãe sozinhos não é fácil.

Os pais que vivem sozinhos com seus filhos precisam se certificar que conhecem outros adultos em quem podem confiar e a quem podem eventualmente pedir um favor. Pedir ajuda não é desmerito, é bom senso quando sentimos que a corda pode sinalizar sinal de perigo.

É importante lembrar que tanto os meninos quanto as meninas precisam de modelos de ambos os sexos para poderem desenvolver um sentido de si mesmos.

Fonte: http://www.terapeutadebebes.com.br/2009/09/pai-ou-mae-solteira-por-escolha.html
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23 de junho de 2010

Depressão pós-adoção

Você já ouviu falar em depressão pós-parto? Possivelmente sim e, eventualmente, conhece alguém, parente ou amiga, que já viveu o problema. Mas e depressão pós-adoção, ou seja, em mulheres que não pariram, mas sim adotaram o bebê?

Provavelmente não e deve estar pensando”como assim”?. Pois bem, um estudo piloto realizado nos Estados Unidos, com 86 mulheres que adotaram uma criança e que foram seguidas por até 1 ano, mostra que o problema é comum.

Uma em cada 4 mulheres apresentaram sintomas de depressão, nos primeiros 3 meses da adoção. Após este período, os números melhoraram, mas 12% delas ainda estavam sofrendo. Os autores procuram explicar esses resultados com outros dados da pesquisa.

Um deles é que os sintomas de depressão após adoção não eram mais comuns em mulheres com história prévia, pessoal ou familiar, de problemas psiquiátricos, sugerindo que a questão genética não está envolvida no problema. Diferente, por exemplo, do que hoje se admite para a depressão pós-parto, onde o antecedente de depressão é muito importante.

Por outro lado, os autores observaram uma forte associação entre depressão pós-adoção e percepção do estresse e dificuldades no manejo do bebê e da nova situação. E de fato, neste grupo de mães, uma em cada cinco crianças foi considerada como portadora de necessidades especiais, o que convenhamos aumenta bastante o estresse.

E quem já teve filhos sabe que os cuidados do primeiro ano de vida do bebê, natural ou adotivo, são intensos e constantes. Em alguns casos, por conta da inexperiência dos pais; em outros porque os pais se afligem, além da conta, e são muito, muito preocupados.

E é claro que isso também pode acontecer com os pais adotivos. Nesse caso, o que era para ser uma solução acaba se tornando um problema, para não dizer um problemão.


Fonte: http://dralexandrefaisal.blog.uol.com.br/arch2010-06-20_2010-06-26.html
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Adoção e Amamentação

Mãe adotiva também pode dar o peito! Conheça mulheres que amamentaram sem nunca ter engravidado:

Cristina Marinho Martins celebrou o primeiro encontro com o filho com uma olhada bem no fundo dos olhos daquele bebê. Ninou Thiago, desabotoou a blusa e ofereceu seu peito como alimento e prova de amor. Ali, diz ela, selava um pacto de cumplicidade mútua.

João Pedro foi outro protegido pela vacina natural que sai do seio materno – arma poderosa contra as doenças da infância – no instante em que conheceu a mãe Tatiane Fernandes. A mamada de boas-vindas foi rápida, mas intensa. Representou o vínculo da nova família que nascia.

Cristina e Tatiane são exemplos de mulheres que desfrutaram o gosto da maternidade por meio da amamentação com a particularidade – que para elas é só um detalhe – de nunca terem gerado uma criança. Thiago e João Pedro, hoje com 5 e 2 anos, viraram garotões saudáveis com leite materno sem nunca terem mamado em quem os deu à luz.

Os quatro não são exceções da medicina e nem representam um fenômeno raro. Os médicos descobriram que as mães adotivas podem, sim, amamentar da forma tradicional. A constatação dos especialistas começa a ganhar os lares de famílias adotivas e se transformar numa recomendação de saúde para as mães que estão dispostas a adotar.

“Antigamente a chamada amamentação adotiva era uma possibilidade cheia de mistérios, não se sabia como trabalhar, existia medo e receio”, afirma Marcus Renato de Carvalho, professor de pediatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro e consultor em amamentação pela International Board Certified Lactation Consultants. “Hoje em dia é um método aprovado, os profissionais de saúde já dominam a técnica e divulgam essa possibilidade. Todos os meses recebo dezenas de mães adotivas querendo amamentar seus filhos tradicionalmente. Muitas conseguem.”


Empenho à luz do sol

A possibilidade de ter leite natural mesmo sem passar pela bomba hormonal trazida pela gestação começa, primeiro, com vontade e disposição de realizar o ato. Empenho é a palavra de ordem, inclusive para as mulheres que geraram os bebês, já que uma pesquisa da Fiocruz divulgada no início do ano mostrou que 44% delas falham na amamentação.

“É claro que muitos fatores são influentes na amamentação adotiva. Quanto mais nova é a criança, maior é a chance do aleitamento ser possível. Alguns medicamentos estimulam a produção do hormônio do leite, a prolactina. As massagens e o estímulo com bombas e equipamentos também ajudam a induzir o aleitamento”, pontua Carvalho.

Tatiane fez tudo o que o médico indicou e também tomou sol nos bicos do peito, técnica que funciona para preparar a mama - já que a aréola não é preparada pela pigmentação trazida pela gravidez.
"Mas nada foi tão estimulante quanto enxergar as transformações resultantes da insistência de oferecer o peito à boca do João Pedro", conta.

O nenê sugava o alimento – que primeiro saia ralinho e depois ficou mais espesso – dormia um sono gostoso e crescia a cada dia. Ao mesmo tempo, ela esquecia das mamas doloridas, suportava o cansaço das noites mal dormidas e experimentava a sensação plena de ser mãe em cada mamada.

“Soube aos 14 anos que não poderia gerar uma criança por um problema no sistema reprodutivo. Mas nunca duvidei que seria mãe.” A amamentação deixava a convicção de Tatiane explícita a qualquer um que fazia uma visita ao recém-chegado João Pedro.


As vantagens

As mães Cristina e Tatiane tiveram algumas vantagens que contribuíram para o êxito da amamentação dos filhos não gerados em seus ventres. Elas não engravidaram, mas tiveram um tempo para se preparar para a chegada de seus bebês. “No meu caso”, explica Cristina Martins, “sabia que não poderia engravidar. Minha irmã fez a inseminação artificial com o sêmen do meu marido. Acompanhei de perto a gestação e durante todo o processo estimulei as mamas. Quando o Thiago nasceu, eu já tinha leite”, conta.

Já o filho de Tatiane foi gerado por fertilização in vitro no ventre da avó materna. “Durante a espera do João Pedro, eu até engordei junto! Só não tive enjôo, mas o resto senti na pele”, conta ela, que refere à gestação da mãe, na época com 42 anos, como “a nossa gravidez”.


Recomendação universal

Mesmo que não conheçam a mãe biológica dos filhos do coração, todas as mães adotivas podem tentar amamentar, recomenda a pesquisadora do Instituto de Saúde de São Paulo e uma das principais referências em amamentação do País, Marina Ferreira Réa.

“Não dá para atestar que todas terão sucesso. Se o bebê chega com mais de quatro meses, por exemplo, o processo é ainda mais lento, mas não impossível", informa, incentivando a persistência. “É sempre bom lembrar que o leite materno de uma mulher que engravidou tem a mesma qualidade do leite produzido por uma mulher que estimulou a amamentação. Os dois tipos são essenciais para criança, completos e uma forma bem eficiente de criar vínculo entre mãe e filho.”


Fórmula mágica

Tatiane diz que tentaria amamentar João Pedro todos os dias, mesmo que o leite não saísse. “Já iria valer só pelos momentos que tivemos juntos, aquela hora só nossa, tão importante para a nossa relação.” Cristina é adepta da mesma teoria e o especialista da UFRJ Marcus Renato Carvalho não tem só as evidências científicas para aplaudir a persistência de todas as mães adotivas que vão ao seu consultório querendo alimentar seus filhos. "É uma experiência pessoal", arremata.

Após o término da entrevista, Carvalho confidenciou ao Delas que é a prova viva da possibilidade do aleitamento materno adotivo. Aos 11 anos de idade, Carvalho descobriu que era adotado "sem drama”, afirma. Ao saber a origem da sua história um outro capítulo foi revelado: sua mãe adotiva, durante as longas noites embaladas pelo choro interminável daquele garoto rejeitado pela mãe biológica, ofereceu o peito como tentativa de alento. Marcus Renato Carvalho mamou.

O médico que hoje ajuda mães "do coração" a amamentar seus filhos, autor de vários livros sobre o tema e pesquisas na área, é um exemplo de que a amamentação por mães que nunca engravidaram é um sonho possível. Ele descobriu isso lá nos anos 50, época em que nem mesmo a medicina, sua devoção futura, tinha se convencido desta possibilidade.


Os passos do aleitamento da mãe adotiva

- Se vai adotar uma criança e deseja amamentá-la tradicionalmente, informe isso ao seu médico

- O processo é lento e requer empenho. Faça massagens nos seios, tome sol com eles descobertos (fora dos horários de sol intenso) e também se informe sobre os aparelhos que fazem o bombeamento das mamas com foco na estimulação.

- Com orientação médica, há a possibilidade de usar medicações que estimulem a produção de prolactina, hormônio do leite materno

- Nos bancos de leite, são mais de 150 espalhados pelo País, os profissionais são habilitados a dar informações sobre isso.

- Ao iniciar a amamentação, é possível que o bebê precise de complemento na alimentação. Uma técnica é usar uma sonda bem fininha. Coloque uma ponta das sondas no copo e a outra próxima ao bico do seu seio. O nenê ao mesmo tempo que suga o peito, recebe o leite do copinho. Com o tempo e estímulo, ele vai passar a beber menos do copo e mais do peito


Fonte: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mae+adotiva+tambem+pode+dar+o+peito/n1237670374086.html
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22 de junho de 2010

Medos Infantis

Zero – 6 meses: Medo do desamparo (físico e emocional), ruídos altos e fortes.

7 meses – 1 ano: Medo de pessoas estranhas, do desconhecido, do imprevisto, ser levado, ser abandonado/desemparado, medo de altura

1 ano – 2 anos: Medo de separar-se dos pais , pessoas estranhas, barulhos intensos, animais, escuro, água (mar)

3 anos – 5 anos: Medo de separar-se dos pais, escuro, animais, máscaras, palhaços, bruxas, ladrões, medo de se machucar

6 anos: Medo de separar-se dos pais, monstros, bruxas, trovão, raio, dormir ou ficar só, violência

7 anos – 8 anos: Medo de separar-se dos pais, ficar só, sobrenatural, escuro, filmes e noticiários violentos

9 anos – Final da adolescência: Medo de separar-se dos pais, medos relacionados a escola (provas, exames, aprovação), aparência física, morte e perda de entes queridos, escolha profissional, não ser aceito pelo grupo de amigos, medo do futuro e sua escolha profissional.


Fonte: http://www.terapeutadebebes.com.br/
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Polidrâmnio

Polidrâmnio, ou hidrâmnios, é o nome técnico para o excesso de líquido amniótico no útero. É algo que ocorre em cerca de 1 por cento das gestações, e pode ter vários motivos.

No primeiro trimestre da gravidez, o líquido se acumula a partir do sistema circulatório da mãe. No início do segundo trimestre, o bebê começa a engolir o líquido e processá-lo pelos rins, eliminando-o na forma de urina. O volume total de líquido é reciclado pelo bebê num intervalo de poucas horas (sim, é verdade, o líquido amniótico é basicamente xixi do bebê!).

Às vezes, no entanto, o sistema fica desequilibrado por algum motivo, e o líquido pode se acumular ou então diminuir demais (o oligoidrâmnio), o que pode provocar problemas.


Para que serve o líquido amniótico?

O líquido amniótico envolve o bebê durante todo o seu desenvolvimento, dentro do saco amniótico, também conhecido como bolsa das águas. Ele serve para:

• Amortecer choques e movimentos bruscos.

• Impedir que o cordão umbilical seja comprimido, o que prejudicaria o fornecimento de oxigênio para o bebê.

• Manter uma temperatura constante dentro do útero.

• Proteger o bebê contra infecções.

• Permitir que o bebê se movimente, desenvolvendo os músculos e os ossos.

• Ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, já que o bebê "inspira" e "expira" o líquido, e o engole, eliminando-o na forma de urina.


Qual é a quantidade ideal de líquido?

O volume de líquido amniótico vai aumentando com o decorrer da gravidez, e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta de 34 semanas de gravidez. Nessa altura, você tem entre 800 ml e 1 litro de líquido dentro do útero. Depois disso, o volume vai diminuindo devagar, até o bebê nascer.
Quando há polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros.


Como dá para saber quanto líquido tem dentro da barriga?

Para medir a quantidade de líquido, é preciso fazer um ultra-som. Seu médico vai solicitar um se desconfiar que a quantidade de líquido está acima da ideal. O polidrâmnio costuma aparecer por volta da 30a semana de gravidez.

Entre os sintomas estão o crescimento muito rápido da barriga, a sensação de pele esticada e brilhante, e a falta de ar. Você pode ter também dores abdominais, muita azia, prisão de ventre, inchaço nas pernas e varizes. Mas lembre-se de que esses são todos sintomas normais da gravidez, que não indicam necessariamente um problema.

A maior indicação de que há excesso de líquido aparece quando o médico mede a sua barriga, nas consultas do pré-natal. Se ela estiver maior que o normal, talvez ele peça um ultra-som.

A ultra-sonografia é capaz de medir a quantidade de líquido em torno do bebê. O ultra-sonografista fará cálculos para chegar ao índice de líquido amniótico (ILA), cujos valores normais ficam entre 5 cm e 25 cm. Quando o ILA está acima de 24 cm, os médicos consideram que há polidrâmnio.


Por que o líquido se acumula demais?

Pode ser difícil identificar a causa, e às vezes ela não chega a ser esclarecida. O problema pode estar na mãe, na placenta ou no bebê. Algumas das possíveis causas dos casos mais severos são:

• Quando a mãe tem diabetes, com níveis de açúcar no sangue não controlados, o bebê produz mais urina, o que aumenta o volume de líquido.

• Gravidez de gêmeos, especialmente se eles forem idênticos.

• Infecções que afetam o bebê, como rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose e sífilis podem estar associadas ao polidrâmnio.

• A incompatibilidade do fator Rh pode provocar anemia no bebê e causar o problema.

• Em 20 por cento dos casos de excesso de líquido amniótico, há um problema congênito no bebê. Pode ser uma obstrução no esôfago, que impede que ele engula o líquido amniótico, uma fenda labiopalatina ou ainda alguma alteração no sistema nervoso central, no coração ou nos rins. Por isso os médicos examinarão o bebê com atenção num ultra-som detalhado.

• Às vezes, o polidrâmnio aparece quando o bebê tem alguma anomalia cromossômica, como a síndrome de Downou de Edward.

• Em casos raros, há algum problema na placenta ou nas artérias do cordão umbilical.

Não se esqueça, porém, de que a maioria das mulheres que apresenta polidrâmnio tem bebês saudáveis, em especial quando a elevação no volume não é tão pronunciada.

O que vai acontecer se eu for diagnosticada com excesso de líquido?

O médico vai investigar se você tem diabete. Só o controle dos níveis de glicose no corpo já é capaz de reduzir a quantidade de líquido.

Você também será submetida a ultra-sonografias para examinar o bebê em detalhe. O obstetra pode pedir outros exames de laboratório para descartar uma infecção.

Dependendo da causa do aumento de líquido, o médico pode receitar um remédio que ajude a reduzir a quantidade de urina produzida pelo bebê.

Nos casos em que o acúmulo de líquido é muito grande, existe a possibilidade de realizar um procedimento, no hospital, para drenar parte da água. O objetivo é reduzir o risco de parto prematuro, devido ao tamanho da barriga, e de descolamento da placenta.

O problema é que se trata de uma técnica invasiva que também traz outros riscos, como o de infecção e de sangramento. Seu médico vai avaliar junto com você os prós e os contras desse procedimento.

Na maioria das mulheres com polidrâmnio, a recomendação geral é de repouso, para retardar ao máximo o parto.


Há alguma diferença no parto?

Cerca de 20 por cento das mulheres com polidrâmnio acaba tendo um parto prematuro, porque o útero fica muito distendido.

É importante ir para o hospital ao primeiro sinal de trabalho de parto prematuro. Como há muito líquido no útero, aumenta o risco de um pedaço do cordão umbilical sair pelo colo do útero antes do bebê, quando a bolsa romper. Esse incidente se chama prolapso de cordão umbilical, e exige a realização de uma cesariana de emergência.

Outro risco que é maior nos casos de polidrâmnio é de descolamento da placenta durante o trabalho de parto e de hemorragia pós-parto, porque o útero pode ter dificuldade de voltar ao tamanho normal. Por esses motivos, pode ser que os médicos prefiram que você marque uma cesariana, em vez de esperar pelo parto vaginal.


Fonte: http://anunes.e-familyblog.com/note/16844/excesso-de-l%C3%ADquido-amni%C3%B3tico-polidr%C3%A2mnio.html
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Diástase abdominal em gestantes

A gravidez envolve diversas mudanças físicas e fisiológicas na mulher. Dentre as mudanças físicas destacam-se as adaptações posturais para manter o equilíbrio antigravitacional, visto que o crescimento uterino e o desenvolvimento das mamas fazem com que a distribuição da massa corpórea concentre-se na região anterior do tronco.

Entre as adaptações posturais, a anteversão pélvica, tem importante relação com a coluna vertebral. Ela pode vir acompanhada ou não de hiperlordose lombar e pode influir na protusão da cintura escapular, promovendo ainda mais o deslocamento anterior do centro gravitacional da gestante.

Estímulos endócrinos têm uma importante relação com as mudanças fisiológicas na gestação. Em destaque, a relaxina, um polipeptídeo secretado pelo corpo lúteo, contribui de forma ainda não totalmente esclarecida, mas considera-se que suas principais ações sejam o de relaxamento dos ligamentos (tecido conjuntivo), aumentando a amplitude dos movimentos articulares e preparando o cérvix uterino, tornando-o mais distensível para a dilatação do parto.

Tanto alterações posturais como endócrinas promovem mudanças anátomo-funcionais nos Músculos Retos Abdominais (MRA). Concomitantemente à ação da relaxina, o crescimento uterino impõe forças longitudinais e transversais aos MRA, proporcionando maior tração na divisão entre os dois feixes musculares dos MRA. Assim, esses dois fatores são os principais causadores da Diástase dos Músculos Retos Abdominais (DMRA).

Portanto, a DMRA é uma alteração gestacional, na qual há o afastamento dos MRA na linha média (linha alba). Pode ocorrer na altura do umbigo, acima ou abaixo dela, sendo que a rafe tendínea fica mais frágil de baixo para cima.



Diástases menores que 30 mm tendem a regredir às condições pré-gravídicas sem complicações. Contudo, mulheres com DMRA maior que 30 mm durante a primeira gestação, correm o risco de recidivar e agravar nas gestações subseqüentes e interferir na estabilidade da pelve, o que resultará em sobrecarga dos músculos paravertebrais. Tal fato pode estar relacionado ao aparecimento e/ou intensificação de lombalgias durante a gestação levando a limitação ou incapacidade das AVD’s.

Além de lombalgias, a DMRA está relacionada com o aparecimento de hérnia umbilical, bem como se apresenta também como uma característica esteticamente ruim para a auto-imagem feminina.

Durante o trabalho de parto, diástases acentuadas diminuem a qualidade da contração abdominal, que dessa forma interfere prejudicando o ato de expulsão do feto durante o parto.

Para aferição da DMRA, o método freqüentemente mais utilizado era por meio da palpação e da quantidade de dedos que o examinador conseguia colocar entre os bordos mediais dos MRA8.

Após serem discutidas as falhas deste método, padronizou-se a medição a partir de 4,5 cm acima ou abaixo da cicatriz umbilical, tomando-se a linha alba como referência longitudinal. De modo que a mensuração passou a ser feita com a utilização de paquímetro, instrumento largamente utilizado na engenharia e que obedece aos padrões internacionais de medidas.

A DMRA é mais freqüente em mulheres obesas, multíparas e em primíparas com a musculatura abdominal flácida, ocorrendo maior separação entre os MRA durante o terceiro trimestre ou pós-parto imediato, pois é o momento onde há maior tensão imposta aos MRA, sendo também o melhor momento para a realização do diagnóstico.

O diagnóstico de DMRA é realizado com o paciente em decúbito dorsal com joelhos flexionados e pés apoiados, solicitando em seguida o levantamento lento da cabeça e dos ombros do solo com extensão dos braços em direção aos joelhos, até que as escapulas deixem o solo. Logo em seguida o examinador deve palpar os limites das bordas mediais dos MRA para depois posicionar o paquímetro para a aferição precisa.

A baixa tonicidade dos MRA é o principal fator desencadeante da DMRA. Isso ocorre porque a rafe tendínea que liga longitudinalmente os MRA depende deste tônus para melhor suportar as forças tensoras do desenvolvimento gestacional.

A atuação fisioterapêutica na prevenção e no tratamento pós-parto da DMRA é providencial na melhora da qualidade de vida das mulheres. Deste modo, através da fisioterapia a atividade física durante a gestação pode reduzir e prevenir as lombalgias, contribuindo para adaptação da nova postura adquirida no decorrer da gestação.

Exercícios respiratórios também contribuem para uma melhor relação entre a musculatura abdominal com o assoalho pélvico, musculatura lombar e o diafragma, fomentando um equilíbrio entre estas cadeias.




Fonte: http://www.efdeportes.com/efd129/prevalencia-da-diastase-dos-musculos-retos-abdominais-em-gestantes.htm
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Doulas

Anjos da guarda das mães na hora do parto, elas dão apoio, segurança e incentivo! Apesar de uma equipe multidisciplinar com vários membros, ninguém está ali especificamente para cuidar do bem estar da mãe que está dando à luz. Aí entra em cena um anjo que pode preencher essa lacuna: a doula.

O ginecologista e obstetra Ricardo Herbert Jones define as doulas de maneira lúdica. "Doulas são amortecedores afetivos. Funcionam para proteger as pacientes das inúmeras provas, dúvidas, angústias às quais ela é submetida durante o nascimento de uma criança. As doulas, como as parturientes, são abençoadas com a dádiva da cumplicidade".

As doulas são acompanhantes de parto. Elas fazem o trabalho de apoio, acolhimento, incentivo e carinho com a parturiente. "Realizam técnicas para ajudar a mulher a lidar com a dor, incentivá-la a assumir as posições que facilitem o parto e fazê-lo o mais próximo possível daquele que ela deseja", explica a doula Priscila Cavalcanti, do Barriga Boa.

Cada profissional pode ter suas especializações. Umas são formadas na área de saúde, outras carregam na bagagem a experiência com filhos e sobrinhos.

Algumas utilizam técnicas de massagem e acupuntura ou holísticas como reiki, cromoterapia, musicoterapia. Outras usam conhecimento técnico em fisioterapia, psicologia. Cabe à paciente saber qual delas se encaixa melhor no perfil que procura.

É importante lembrar que, apesar de todo o seu treinamento, a doula não está habilitada a fazer exames ou prescrição de medicamentos. Um alerta: ela não é parteira, médica obstetra, obstetriz ou enfermeira obstetra. "Não realizamos partos, não temos licença profissional para atuar assim, mesmo em partos domiciliares. O foco é o bem-estar da mulher. Acompanhar o nascimento, realizar procedimentos, aparar o bebê, isso é com a equipe obstétrica", esclarece Priscila.

Em diversos países as doulas são imprescindíveis e sua atuação já vem de longa data. Estima-se que só na América do Norte existam 12 mil acompanhantes.

No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, vem crescendo. Com a adesão das instituições de saúde aos projetos de parto humanizado, um bom espaço foi aberto. Já não era sem tempo: essa função na assistência ao parto está completando quase uma década no país.


A DOULA E O PAI

A interação da doula com o pai é de extrema importância pois, muitas vezes, ele não sabe como se comportar naquele momento tão especial e nem consegue identificar as necessidades da companheira. Seu papel é ajudar o marido a confortá-la, mostrar os melhores pontos de massagem, sugerir formas de prestar apoio.

"Em momento algum a doula ocupa o papel que é do pai. Ela complementa aquela presença tão importante. A doula procura passar confiança, esclarecendo termos técnicos e decisões que a equipe obstétrica venha a tomar, fazendo o pai sentir-se à vontade e participativo durante o trabalho de parto", explica Priscila.

A cumplicidade entre doulas e pais faz do nascimento do bebê algo ainda mais belo. "Tive uma excelente experiência com a doula quando o meu primeiro filho nasceu. Ela me deixou bem tranquilo e me fez ver que eu poderia ajudar de forma bem intensa. Isso me aproximou muito da minha esposa naquele momento. Nosso segundo bebê está a caminho e vamos, novamente, buscar o auxílio de uma profissional", relata o administrador Maurício Lima, de 32 anos.


A DOULA E O OBSTETRA

Se você está grávida e pretende contratar uma doula, converse com o seu obstetra. Normalmente eles concordam. "A maioria não vê problemas e alguns deixam claro que apenas não querem que a doula ‘cause problemas' na sala de parto", diz o Dr. Ricardo Jones. Isso quer dizer que as decisões sobre os procedimentos cabem a ele e à equipe. Portanto, nada de doula dando pitaco.

"Em minha experiência, jamais tive problemas com obstetras ou com enfermeiras obstetras. Eu costumo entrar em contato eles antes por telefone para conversar, explicar como trabalho e deixar claro que eu cuido da mulher e que, em momento algum, interfiro no trabalho dele/dela", conta Priscila, que atua desde 2008.

O Dr. Jones não vê desvantagens na presença da doula. "O contato da feminilidade produz um clima de intimidade, carinho, afeto e segurança. As mulheres estabelecem entre si um vínculo poderoso e mágico, que a minha masculinidade não pode atingir. Os resultados catalogados no mundo inteiro reforçam a convicção de que esse é um caminho frutífero para o estabelecimento de nova postura diante do parto e do nascimento", diz o médico.


VANTAGENS DO ACOMPANHAMENTO

A contribuição das doulas é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde de vários países, entre eles o Brasil. As pesquisas mais recentes demonstram que a presença dessa acompanhante pode reduzir em 20% a duração do trabalho de parto, diminuir em 40% o uso da oxitocina e de fórceps, reduzir em 50% as cesarianas e em 60% os pedidos de analgesia.

Os benefícios não param por aí: há, ainda, redução nas complicações obstétricas, aumento no sucesso da amamentação, melhoria no vínculo entre mãe e bebê, satisfação com a experiência de parto e menor incidência de depressão pós-parto. Embora os números refiram-se às pesquisas realizadas no exterior, a experiência dos obstetras mostra que as estatísticas aqui são bastante favoráveis.

Segundo a fisioterapeuta e doula Cristina Balzano, a gestante que busca um parto humanizado tem tudo para ter esse apoio ao seu lado. "A doula complementa o trabalho da equipe obstétrica e a gestante sente mais confiança em buscar o parto natural quando é apoiada por uma", completa Priscila.

Caso o parto normal não seja possível, a atuação da doula continua. "A doula poderá oferecer suporte físico e emocional, fazendo com que a parturiente se acalme, entenda a necessidade da cirurgia e comece a fase de adaptação a esta nova realidade", explica o Dr. Jones.

As experiências das mães são bastante positivas. A dentista Raquel Bastos, de 25 anos teve sua primeira filha assistida por uma doula. "Foi incrível. Ela me transmitiu muita confiança. Com certeza, procurarei o serviço quando engravidar novamente", garante. O acompanhamento faz milagres. Lílian Melo que o diga. A secretária, de 34 anos, morria de medo da hora do parto. Com o auxílio da doula tudo ficou mais fácil. "Ela ia esclarecendo os procedimentos, me acalmou com massagens e palavras e, quando vi, minha filha já estava em meus braços, sempre com os cuidados carinhosos da minha doula", relata.


QUANDO PROCURAR?

O trabalho da maioria das doulas começa ainda na gravidez. Quanto antes a futura mamãe procurar o serviço, melhor. "O mais indicado é que contrate a profissional até 32 semanas, no máximo, para que dê tempo de se estabelecer o vínculo", diz Priscila. De acordo com Cristina Balzano, que é membro da Associação Nacional de Doulas, o mais comum é que as gestantes busquem o serviço no terceiro trimestre da gravidez.

A doula costuma fazer uma visita para ela e a gestante se conhecerem. "É comum que estejam presentes também o pai do bebê e, eventualmente, a(s) avó(s)", sugere Priscila. Nesses encontros o clima é informativo. "Geralmente explicamos o trabalho, tiramos dúvidas", conta Cristina. Como cada profissional trabalha de uma forma, algumas fazem mais visitas, preparação para o parto, exibição de filmes, exposição de dúvidas e angústias por parte do casal.

Esse contato prévio tem suas vantagens. "É importante que haja empatia entre a grávida e a doula, uma vez que vão atravessar juntas momentos de muita intimidade". Entretanto, algumas só conhecem a paciente na hora do parto e, segundo Priscila, isso não é impeditivo para a realização do trabalho. "A confiança que se estabelece é que é o mais importante", observa.

O acompanhamento se estende ao pós-parto. "Muitas doulas fazem uma visita em casa por volta do quinto dia após o nascimento do bebê para uma conversa sobre a experiência de parto e sobre amamentação", esclarece.


QUANTO CUSTA?

O preço do serviço varia de acordo com a experiência. "Há doulas que cobram cerca de R$ 350 e outras que chegam a cobrar R$ 1 mil", informa Priscila. Entretanto, há possibilidade de reembolso pelos planos de saúde. "Se ela tem formação na área de saúde e der recibo na área em que é graduada, alguns convênios podem reembolsar", orienta. Você pode consultar as profissionais no site do Grupo Doulas do Brasil (www.doulas.com.br).


QUER SER DOULA?

De acordo com Priscila Cavalcanti, qualquer pessoa pode ser doula. "Quem se interessa por esse tipo de trabalho deve procurar um dos cursos de formação de disponíveis ou procurar integrar uma equipe de doulas voluntárias em hospital público", ensina.

Mas não basta só querer ser uma acompanhante. É necessário possuir algumas particularidades que vão fazer toda a diferença na hora do atendimento. Paciência, calma, amor, compaixão e gostar de trabalhar com grávidas são algumas citadas por Cristina Balzano.

Priscila explica que palavra doula vem do grego e quer dizer 'mulher que serve'. "Assim, a primeira característica deve ser a capacidade de dedicar-se a servir a mulher que trará um bebê ao mundo. Servir significa procurar prover a ela aquilo que ela precisa no momento do trabalho de parto". Sensibilidade é fundamental. "Às vezes, a parturiente não consegue dizer muito bem o que quer ou precisa. Aí, cabe à doula estar sintonizada com a gestante e ter a sensibilidade aguçada para ‘sentir o que a mulher precisa", diz Priscila.

É necessário, ainda, ter capacidade física e disponibilidade de tempo. Afinal, o bebê não marca hora para nascer e pode dar sinal em plena madrugada. "A doula pode ficar muitas horas ao lado da mulher, há trabalhos de parto longos que chegam a durar 30 horas. Assim, precisa ter a capacidade física de aguentar esse período e a disponibilidade em termos de tempo e vida. Precisa organizar sua vida e sua família para poder estar tanto tempo assim longe de casa".

Ou seja, ser uma doula significa ficar noites sem dormir, ter plantões durante feriados, ser chamada à noite e atravessar a cidade para, eventualmente, atender uma gestante em um falso trabalho de parto.

Para Priscila, humildade é fundamental. "A doula pode chegar cheia de idéias e técnicas, mas a mulher em trabalho de parto pode não querer nada daquilo. Às vezes, a mera presença da doula já basta ou a mulher pode não gostar de massagens, ficar irritada, não querer ir pro chuveiro... Cabe à acompanhante ter humildade para servir até nisso: respeitar". O bom senso faz toda a diferença. Segundo Priscila, mesmo sabendo o que a paciente deseja, a doula jamais pode bater de frente com a equipe médica. "Se criar uma briga, pode estar prestando um desserviço para a mulher a quem deve servir".

A formação das doulas particulares é feita através de cursos ministrados em diversas cidades. Você pode encontrá-los nos sites do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br) ou da Associação Nacional de Doulas (www.doulas.org.br). Já as doulas de atuação institucional recebem treinamento no próprio hospital onde irão atuar. "As equipes de voluntárias costumam dar um curso prévio de capacitação, antes que a doula passe a efetivamente acompanhar a mulher no parto", conta Priscila.

A verdade é que, remuneradas ou não, as doulas participam ativamente do milagre da vida. Esses anjos sem asas estão sempre a postos para dar colo às mamães e auxiliá-las no que for preciso, tornando esse momento tão especial da vida de uma mulher ainda mais sublime.


Fonte: http://www.bolsademulher.com/familia/doulas-101467-3.html
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Presença do pai na gestação

Presença do pai na gestação é importante para um bebê saudável. As taxas de morte no primeiro ano de vida do bebê são quatro vezes maiores para aqueles que não têm o pai presente, segundo pesquisa da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos.

“Nosso estudo sugere que a falta do envolvimento paterno na gestação é um fator importante e potencialmente modificável de mortalidade infantil”, destacou a pesquisadora Amina Alio.

Avaliando dados de todos os nascimentos registrados no Estado da Flórida no período entre os anos de 1998 e 2005 - totalizando quase 1,4 milhões de nascimentos -, os pesquisadores observaram que a presença do nome do pai no registro de nascimento da criança pode não indicar a extensão ou qualidade do envolvimento do pai na gravidez, mas está relacionado, de alguma forma, às taxas de mortalidade no primeiro ano de vida da criança.

Publicados na edição de junho do Journal of Community Health, os resultados indicaram, ainda, maiores taxas de nascimento prematuro, de recém-nascidos com baixo peso e de bebês pequenos para a idade gestacional nas gestações não acompanhadas pelo pai.

“Promover o envolvimento paterno durante o período perinatal pode oferecer um meio de reduzir a proporção de recém-nascidos com muito baixo peso ou muito prematuros”, concluíram os autores.

Fonte: http://blogboasaude.zip.net/arch2010-06-20_2010-06-26.html
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20 de junho de 2010

" Precisamos de paz sobre a Terra -  paz que começa no ventre da mãe" 
(Eva Reich)

Tenham uma ótima semana!

Enfª Maylu Souza

www.maylu.com.br

17 de junho de 2010

Anemia Falciforme em Itabuna

Saúde capacita para diagnóstico da falciforme - Enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos e médicos participaram da I Capacitação em Anemia Falciforme, promovida pelo Centro de Referência da doença em Itabuna. A iniciativa faz parte do programa de atenção integral às pessoas portadoras da doença.

A capacitação envolveu todos os profissionais das unidades básicas de saúde do município, contando ainda com a participação de técnicos das áreas de enfermagem e farmácia, além de agentes comunitários de saúde.


Foram abordados os seguintes temas:

Programa de Atenção ao Doente Falciforme na cidade de Itabuna


O que é Doença Falciforme?


Atenção Primária: essencial na linha de cuidados da doença falciforme


Conhecer a Realidade Psicofísica Social para atuar na linha do cuidado em doença falciforme.

Antes e após as palestras, os participantes tiveram a oportunidade de aplicar o pré e o pós-teste para portadores da doença. A coordenadora do projeto, a médica Tereza Cristina Cardoso, observou que a doença é hereditária e seus principais sintomas são anemia grave, olhos amarelados e fortes dores.

“O paciente quando não é acompanhado devidamente por profissionais de saúde, podem adquirir graves seqüelas”, pontuou. Tereza Cristina revelou que a Bahia, fora da África, é o local que tem o maior número de casos da doença falciforme. Segundo ela, há um desconhecimento muito grande dos profissionais de saúde.

“Por desconhecer, muitas vezes, eles não sabem identificar os fatores agravantes nem tampouco sabem lidar com o paciente a nível ambulatorial”, complementa.

Cristina informou haver uma mudança de estratégia no atendimento dos doentes falciformes, no sentido de evitar complicações, envolvendo inclusive os profissionais que atuam nas situações de emergência.

A enfermeira do Centro de Referência em Doença Falciforme, Michelle Menezes Sousa, disse que a capacitação para a equipe da atenção básica, visa promover um melhor entendimento sobre a temática, tendo em vista que estes profissionais precisam saber como melhor atender os pacientes, cujo primeiro diagnóstico é feito com o teste do pezinho.



Fonte: http://www.itabuna.ba.gov.br/noticia/list/id/2651
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11 de junho de 2010

Dormir bem na gravidez

Durante o tempo de gestação, as grávidas costumam ter dificuldades em adormecer. Por isso aqui ficam alguns conselhos que a poderão ajudar a contrariar essa tendência, permitindo-lhe, ao mesmo tempo, descançar e desenvolver uma gravidez saudável.

Bebidas

Corte na cafeína. Reduza o consumo de cafeína, ingerindo menos café, menos chá preto ou verde, alguns refrigerantes e comendo menos chocolates. Deve mesmo evitar bebidas com cafeína durante a tarde e a noite.

Beba chá de camomila. Este chá pode acalmar os nervos, ainda que não existam provas científicas que a camomila seja um leve sedativo. Este chá também poderá ajudá-la a sentir-se melhor no caso de sofrer de indigestão, flatulência, espasmos gastrointestinais ou inflamações do trato gastrointestinal.

Beba leite morno ao deitar. Alguns estudos revelam que o leite contém um aminoácido que torna as pálpebras pesadas aumentando o nível de serotina no cérebro, mas também há especialistas que entendem que o efeito de sonolência provocado pelo consumo de leite morno não passa de mera imaginação. Mas até aqui tem funcionado!

Beba menos água a partir do final da tarde. Apesar de a grávida dever beber muitos liquidos, é desejável que o faça em menor quantidade a partir do final da tarde, de forma a reduzir o número de idas ao banheiro durante a noite.


Comidas

Faça um pequeno lanche antes de se deitar. Há especialistas que defendem que alimentos como o pão e as massas podem promover o sono. Assim sendo, faça um lanche muito ligeiro antes de se deitar, o que servirá também para evitar as náuseas.

Evite refeições e comidas picantes antes de se deitar. As comidas e alimentos picantes, assim como as grandes refeições antes de ir dormir podem provocar-lhe azia. Estas refeições devem ser feitas duas a três horas antes de se deitar.



Técnicas de Relaxamento

Existem algumas técnicas de relaxamento que contribuem para um maior relaxamento da mente e do corpo, e que a podem ajudar a adormecer.

Fazer ioga ou alongamentos são boas técnicas que a grávida pode utilizar para descontrair.

As massagens também são uma boa opção, mas há que escolher um massagista com experiência em massagens para grávidas. Se preferir, pode pedir ao seu companheiro que lhe faça uma pequena massagem nos pés ou no pescoço antes de se deitar e verá que tambêm isto pode resultar.

Respire fundo. Respirar fundo baixa a pressão arterial e relaxa a musculatura, o que pode fazer com que durma melhor. Deite-se de costas com as pernas afastadas a toda a extensão dos ombros ou, se achar esta posição desconfortável, durma de lado com uma almofada entre as pernas. Feche a boca, inspire profunda e lentamente pelo nariz de forma a sentir os pulmões cheios. Retenha o ar, conte até quatro e expire, de novo, pelo nariz. Repita várias vezes.

Pratique exercício físico durante a gravidez. A prática de exercício é benéfica para o bem estar físico e mental da grávida, uma vez que a deixa mais cansada, o que a ajudará a dormir melhor. Porém não deve praticar exercício físico perto da hora de se deitar, mas sim, pelo menos, até três a quatro horas antes.


Outros Conselhos

Durma sobre o lado esquerdo. Esta posição não só incrementa o fluxo do sangue e dos nutrientes para o útero e para o bebê, como é favorável ao trabalho dos rins. Para um maior conforto, a grávida pode colocar uma almofada entre as pernas, na zona dos joelhos, o que ajuda a suportar a parte inferior das costas.

Tire uma soneca. Dormir durante o dia, se bem que possa prejudicar o sono noturno, é uma forma de combater a fadiga que a grávida sente ao longo do dia.
Aromaterapia. Especialistas em aromoterapia, dizem que a lavanda tem um aroma agradável, que pode ajudar a grávida a adormecer. Espalhe algumas gotas de lavanda na almofada e na água do banho. Se, ainda assim, não conseguir adormecer, não fique às voltas na cama, nem a olhar para o teto. Levante-se e mude de divisão. Leia ou ouça música, pode ser que o sono venha.

Se as dificuldades em adormecer permanecerem, o melhor é consultar o médico.

Fonte: http://www.materlife.com.br/materlife/?p=177
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A mulher e a Infertilidade

Até pouco tempo atrás, ter filhos e exercer o papel de mãe era a principal atividade e fonte de valorização de muitas mulheres, quase que “uma profissão”. Porém, com o advento da Revolução Industrial elas passaram também a serem exigidas no mercado de trabalho e se deram conta de que outros papéis e lugares poderiam ocupar.

Assim, ampliaram, significativamente, o universo feminino com novas possibilidades de existirem e se sentirem produtivas. Atualmente, a mulher moderna busca independência financeira, estuda e trabalha no que gosta, cuida do corpo para se sentir atraente, vive sua sexualidade de modo a buscar prazer, discute temas complexos com inteligência, dentre muitas outras coisas.

Com tantos avanços na esfera feminina, a ilusão criada é a de que se pode tudo, “desde que se batalhe para isso”. No entanto, quando escolhem o momento certo de engravidar e não conseguem, toda a certeza de “poder tudo” cai por água abaixo.

É muito difícil lidar com a falta de controle e com o sentimento de impotência que essa experiência promove. Muitas mulheres passam a se perceber como imperfeitas, incapazes e “defeituosas”, como se a única fonte de valorização estivesse agora no fato de poder ser mãe, desconsiderando, assim, todas as conquistas alcançadas até o momento.

Há um estreitamento da percepção do todo, em função da frustração e da ferida narcísica que se abre com a infertilidade. Pensar em tratamentos de reprodução assistida para contornar essa dificuldade também não é nada fácil, uma vez que o desejo é de ter filhos como todas as outras pessoas têm. Buscar tratamentos também implica em assumir para si o fato de que realmente há um problema nessa área e de que o filho talvez não venha da forma antes idealizada.

Grande parte das mulheres que opta por realizar tratamentos para engravidar o faz de maneira escondida, velada, quase “como se fosse uma vergonha” ter filhos através destes meios. É fato que um tratamento de reprodução humana é algo íntimo e que não necessita de divulgação, mas o que percebemos, antes de tudo, é um certo pudor em assumir para o outro e para si essa nova maneira de conceber um filho.

Contar para a criança que ela foi gerada através de uma técnica de reprodução assistida é outro problema. Muitos pais não vêem a necessidade deste fato ser revelado ao filho, como se isso não fizesse parte da história daquela criança.

Há um certo receio em revelar esse fato ao filho e este se sentir diferente dos outros, “anormal”… Na verdade, esses receios são frutos das vivências mal resolvidas dos pais com relação à infertilidade e que acabam sendo projetadas no filho.

Acreditamos que numa história de luta e de desejo intenso para que o filho seja possível, complemente a relação, integre a família, ele é motivo de orgulho e ensinamento para a próxima geração batalhar por seus sonhos e superar dificuldades, independentemente da maneira como foi gerado.



Dra. Luciana Leis é psicóloga.
É especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade.
Fale com ela: luciana_leis@hotmail.com
http://twitter.com/lucianaleis

Fonte: http://lucianaleis.wordpress.com/2010/06/07/a-mulher-moderna-diante-da-infertilidade/
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9 de junho de 2010

Leite Materno x Asma

Que a amamentação exclusiva durante os primeiros meses de vida do bebê é importantíssimo para o seu desenvolvimento e crescimento ninguém mais duvida. Não dá nem para contar nos dedos a quantidade de benefícios que o leite da mamãe proporciona ao bonitinho que surgiu no mundo. Pesquisadores informam que a amamentação também pode ser uma arma contra a asma.

A asma é uma doença inflamatória dos brônquios e tem como sintomas tosse, chiado no peito e falta de ar. A frequência com que a asma aparece é variável, mas constantemente prejudica as brincadeiras, sono e estudos da criança que apresenta essa doença respiratória.

O estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, destaca que a mãe ao amamentar exclusivamente seu bebê durante pelo menos os primeiros quatro meses transfere para o filho anticorpos e proteínas que podem impedir o aparecimento de infecções.

Os estudiosos suecos avaliaram cerca de quatro mil crianças, sendo estas acompanhadas até os oito anos de idade. Os resultados da pesquisa indicam que as crianças que foram amamentadas exclusivamente por pelo menos quatro meses de vida apresentaram menor ocorrência de asma do que as crianças que foram amamentadas por menos tempo.

Segundo os resultados da pesquisa, bebês alimentados exclusivamente pelo leite materno por quatro meses ou mais de vida têm 37% menor risco de asma. Outra conclusão do estudo é que o aleitamento materno foi associado a uma melhor função pulmonar aos oito anos de idade.

Poderoso leite - Outro estudo feito com 7.000 crianças e adolescentes entre seis e 15 anos, feito na Universidade de Sunderland (Reino Unido) indica que as crianças amamentadas exclusivamente até os seis meses de vida tiveram menores taxas de prevalência de asma, rinite e eczema, e o efeito foi mais evidente em meninos do que em meninas.

Amamentar é bom tanto para a mamãe quanto para o bebê e esse benefício é levado para o resto da vida dos dois. Siga as orientações necessárias e busque ajuda para que a sua amamentação seja realizada adequadamente.

 
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/amamentacao/leite_materno_contra_a_asma.htm
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6 de junho de 2010

Humanização no Pré-Natal e Puerpério

Uma atenção humanizada durante o pré-natal e puerpério é fundamental para a saúde materna e neonatal e, para sua humanização e qualificação, é muito importante que os profissionais da área da saúde compreendam a pessoa como um todo, não só corpo e mente, mas sim como o ambiente social, econômico, cultural e físico no qual vive; que esses profissionais estabeleçam novas formas para o relacionamento dos diversos sujeitos envolvidas na produção de saúde.

Sabemos, no entanto, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza medidas onde a mulher em trabalho de parto deverá ter suporte emocional e atenção à saúde com o mínimo de intervenções. Estamos longe, porém, de seguir essas recomendações, pois nosso modelo assistencial à saúde tem negligenciado os benefícios no processo de nascimento, visto que a assistência ao parto normal, hoje, no Brasil, é trágica.

A humanização do parto começou como uma iniciativa do Ministério da Saúde para redução do número de cesáreas; e da mortalidade materna e infantil. Embora se tenha concepções e práticas diferentes, dependendo do contexto local, é um processo que vem se intensificando com o aumento do número de enfermeiras, com o incentivo à formação de enfermeiras obstétricas.

A humanização do parto promove situações que inibem o mal-estar da mulher e também reduzem riscos para ela e para o bebê, ao mesmo tempo em que possibilita conforto e segurança para o acompanhante. De acordo com esse entendimento, a Organização Mundial da Saúde elaborou o documento denominado Assistência ao Parto Normal, no qual estabelece ações direcionadas ao atendimento das necessidades básicas da mulher e de sua família.

O principio da humanização como qualidade

A questão da falta de vínculo entre a assistência pré-natal e a do parto leva as mulheres, em trabalho de parto, a uma peregrinação à procura de vagas nos hospitais. Além disso, a maioria das mortes maternas ocorre perto do parto, demandando intervenções que garantam melhor assistência nesse período.

Nesse panorama da situação obstétrica, a crença de que existe uma desumanização em um momento tão importante e, principalmente, o direito que todamulher tem de garantia ao atendimento foram consideradas como questões emblemáticas a serem enfrentadas.Mas os profissionais têm percebido a melhora da assistência tanto para a puerpéra quanto para o recém-nascido, quando há possibilidade de ter tudo natural e depermanecerem juntos logo após o parto, nascimento valorizando todos os valores dessa parturiente (CLAPIS. M.J. Dez 2005).

Além dessas questões, mais objetivas e quantificáveis, mostrando um quadro crítico da atenção ao pré-natal no país até é provável que esta impressão de má qualidade esteja também relacionada à falta de práticas humanizadas, embora praticamente inexistam estudos avaliando globalmente a qualidade técnica do pré-natal no território nacional.

Um exemplo poderia ser chamado "alta" do pré-natal. A falta de atendimento ambulatorial no final da gestação, no momento de maior probabilidade de intercorrências obstétricas, é fator importante na determinação dos resultados maternos e perinatais.

Era comum que o serviço ambulatorial de pré-natal "desse alta" à mulher e apenas a orientasse a procurar o hospital no momento do parto ou se aparecesse alguma complicação, deixando sob sua responsabilidade conseguir a internação.

A falta de acolhimento nas unidades e a "alta do pré-natal" podem ser interpretadas como emblemáticas da desumanização dos serviços e, em conjunto com os demais indicadores que apontavam para um pré-natal ainda insuficiente e com sérias restrições de qualidade, mostravam, de maneira inequívoca, a necessidade de mudança, este o fato de que, apesar dos dados disponíveis apontarem um aumento considerável nos últimos anos no número de consultas de pré-natal por mulher, esse incremento não resultou em impacto considerável nos óbitos maternos declarados, mesmo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste que têm média maior que quatro consultas há quatro anos.

Frente a todas essas modificações na qualidade de atendimento mais humanizadas as gestantes e suas famílias, emergiram as seguintes questões os profissionais de saúde tem realmente prestado assistência desde o acolhimento até pré-natal através do Programa Saúde da Família, as gestantes e suas famílias? O enfermeiro junto com sua equipe tem propiciado um vinculo de confiança entre a gestante e sua família durante as consultas? As práticas humanizadas do pré-natal e puerpério têm ênfase durantes às consultas pelo o enfermeiro e sua equipe?


A gravidez, bem como o parto, são eventos fisiológicos. No entanto promovem alterações físicas e emocionais nas mulheres, requerendo cuidados por parte da família e dos profissionais de saúde, justificando a atenção para além de um útero gravídico

Nessa direção, é importante ressaltar que o PHPN (Programa de Humanização de Pré-natal) necessita de ampla articulação interna, nos três níveis, notadamente com o Programa de Saúde da Família, uma vez que a presença de uma equipe desse programa já garantiria a realização do pré-natal. Essa articulação permitiria fortalecer ambas as iniciativas e eliminar etapas burocráticas, além de outros passos realizados em cada município para a implantação de cada um dos programas.

Por fim, é preciso dizer que esta estratégia do Ministério da Saúde, ao enfrentar a problemática da mortalidade materna e perinatal, a partir do pressuposto de direitos humanos e princípios de humanização, deverá, pela sua magnitude e importância, inspirar outros países em desenvolvimento a iniciativas semelhantes que possam garantir, em diferentes locais, mais segurança e bem-estar para mulheres e recém-nascidos.

Para tanto, é necessário também envolver os profissionais de saúde nesse processo de aprendizagem a ponto de estimulá-los ao retorno ao parto mais natural possível, agora com maior segurança, considerando o apoio de toda a tecnologia que se dispõe e que também é de dever oferecer a toda a mulher em trabalho de parto, ao recém-nascido e toda sua família quando necessário, uma assistência mais humanizada.


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/10840/1/A-Importancia-da-Humanizacao-Durante-O-Pre-Natal-e-Puerperio/pagina1.html
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Amamentação e Saúde da Mulher

Antes de tudo, é preciso que as mães realmente sintam-se motivadas e acreditem que amamentar é a melhor opção. O ideal é que esta certeza exista ainda durante a gestação, onde devem ser tomadas várias medidas que visam preparar o seio para a amamentação como, por exemplo, exercícios de preparação dos mamilos que os adaptam para a sucção que o bebê irá fazer no ato da mamada, uma vez que mamilos despreparados podem dificultar a amamentação ou mesmo fazer com que a mãe desista de amamentar seu filho.

A promoção do aleitamento materno deve ser vista como uma ação prioritária para a melhoria da saúde e da qualidade de vida das crianças e de suas famílias. As estratégias de promoção da amamentação devem variar de acordo com a população, sua cultura, seus hábitos, suas crenças, sua posição socioeconômica, entre outras características. No entanto, de fundamental importância em qualquer estratégia e a conscientização da importância do aleitamento materno.

Essa revisão procura contribuir para essa conscientização entre os profissionais da saúde, mostrando as evidencias epidemiológicas da importância do leite materno para a saúde da criança e da mãe. É enfatizado o impacto da amamentação na mortalidade, na morbidade, no estado nutricional das crianças e no espaçamento entre os nascimentos.

Num segundo momento são discutidas algumas atividades promotoras do aleitamento materno, com ênfase nos programas educativos (educação dos profissionais da saúde, das gestantes, das puerpéras e da população em geral). Mudanças nas rotinas hospitalares, comunicação de massa, normas para comercialização de alimentos para lactentes, proteção da mãe que trabalha e ações de base comunitária são também abordados.

As evidências científicas de que a amamentação é a melhor forma de alimentar a criança pequena se acumulam a cada ano, e as autoridades de saúde recomendam sua implementação através de políticas e ações que previnam o desmame precoce.

Não é ampla a literatura sobre os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. Até o presente, sabe-se que há uma relação positiva entre amamentar e apresentar menos doenças como o câncer de mama, certos cânceres ovarianos e certas fraturas ósseas, especialmente coxofemorais, por osteoporose. Indaga-se

Também sobre o efeito da amamentação no menor risco de morte por artrite reumatóide. Muitos estudos foram publicados mostrando como a amamentação se relaciona à amenorréia pós-parto e ao conseqüente maior espaçamento intergestacional. Outros benefícios para a mulher que amamenta são os retornos ao peso pré-gestacional mais precocemente

A amamentação exclusiva até os seis meses de idade do bebê por livre demanda traz muitos benefícios para a mãe, pois a amamentação protege a saúde da mãe, ajuda o útero a recuperar o seu tamanho normal reduzindo o risco de hemorragia pós-parto, reduz o risco de câncer de mama pré-menopáusico e de ovário (LANA, 2001); a depressão pós-parto é reduzida, a recuperação física no pós-parto é mais rápida além de trazer um bem-estar maior para a mãe, melhorando a sua saúde e nutrição e transformando o ambiente emocional mais calmo e tranqüilo ( BRASIL, 1996 ).

A mãe é beneficiada na amamentação por perder menos sangue após o parto, pois a ocitocina produzida pela hipófise sob o estímulo das terminações; nervosas do complexo aréolo-mamilar durante as mamadas, além de ser o responsável pela 'descida' do leite, também o é pelas contrações uterinas no pósparto, acelerando avolta do útero ao seutamanho normal, diminuindo o sangramento uterino (LANA, 2001; KING, 1998).


AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O BEBE

O leite materno contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida, tem água em quantidade suficiente; mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa nem mesmo de água, contém proteína e gordura mais adequadas para a criança; vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de suplementos vitamínicos.

Embora não possua grande quantidade de ferro, este é bem absorvido no intestino da criança; quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo; é de fácil digestibilidade, sendo, portanto mais facilmente absorvido pelo bebê o qual mama com maior freqüência do que aquele que toma mamadeira.

De uma forma geral, as crianças que mamam no peito são mais inteligentes, aumenta o laço afetivo mãe-filho, fazendo o bebê sentir-se amado e seguro: crianças que mamam no peito tendem a ser mais tranqüilas e mais fáceis de socializar-se durante a infância. Facilita a liberação de mecônio (as primeiras fezes do bebê), diminuindo o risco de icterícia e protegendo contra obstipação (prisão de ventre).

O leite materno promove o crescimento no intestino da criança de microrganismos (lactobacillus) que fermentam o açúcar do leite (lactose) tornando as fezes mais freqüentes e menos consistentes, principalmente nas duas primeiras semanasde vida. Estes microrganismos impedem que outras bactérias se instalem e causem diarréia.

Leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a suprimir a dor. Crianças que tomam mamadeira têm maiores risco de obesidade na vida adulta.O leite materno protege o bebê de infecções (especialmente diarréias e pneumonias).

Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus. Portanto, crianças que mamam no peito tem risco 11 vezes menor de morrer por diarréia, 4 vezes menor de morrer por pneumonia do que os bebês alimentados com leite de vaca ou artificiais.Nos bebês, o ato de sugar o seio é importante para o desenvolvimento da mandíbula, dentição e músculos da face, contribuindo também para outros benefícios, como o bom desenvolvimento da fala.O leite materno protege a criança contra alergias.


AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO PARAA MULHER

Quando a criança suga, a hipófise posterior da mãe é estimulada a produzir um hormônio (ocitocina) que contrai o útero diminuindo o sangramento e favorecendoque o útero volte mais rapidamente ao volume normal.

Durante o último trimestre da gestação a mulher acumula energia sob a forma de gordura para cobrir os gastos calóricos com a amamentação. E, calcula-se que a mulher que amamenta exclusivamente gasta 704 Kcal/dia. Portanto, a amamentação ajuda a mãe a voltar mais rápido ao seu peso pré-gestacional uma vez que gasta as calorias acumuladas.

O aleitamento materno exclusivo em sistema de livre demanda (inclusive durante a noite), nos seis primeiros meses após o parto, desde que não surja menstruação, é um bom método de planejamento familiar (MÉTODO DA AMENORRÉIA DA LACTAÇÃO), com falha estimada inferior a 1,8%.

Estudos de populações demonstraram que mulheres que amamentaram com maior freqüência e por mais tempo, tiveram menor risco de câncer de ovário e de mama. Está sempre pronto e na temperatura certa.Não se erra no preparo e nem há risco de contaminação. Não necessita de utilização de recursos domésticos para sua aquisição.

Estudos têm demonstrado que o contato do bebê com peito e o estímulo da amamentação naprimeira hora após o parto, favorece o êxito da amamentação, prolongando o seu tempo e diminuindo o risco de abandono de crianças.


A IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO NO COMBATE AO CÂNCER DE OVÁRIO

O câncer ovariano é um dos mais graves, tendo um índice de sobrevivência, muito baixo. Estudos comprovam que a gravidez e a amamentação estão diretamente relacionadas com os fatores de proteção ao câncer ovariano; tendo como hipótese de que o câncer ovariano aconteça devido a traumas ininterruptos de ovulações e proliferações celulares (cistos e células malignas), a amamentação por inibir a ovulação, previne o câncer ovariano (REA, 2004).



A IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO NA RECUPERAÇÃO CORPORAL DA MULHER


Durante a gestação, o corpo da mulher estoca 2,3 a 3,2kg de gordura para as necessidades da lactação. A mãe que amamenta usará esse estoque de gordura gradualmente, durante os primeiros seis meses, retornando ao seu peso pré-gestacional, a que não amamenta, tende a reter parte do peso adquirido na gestação (BURROUGHS, 1995).

Muitas mulheres associam a amamentação como a queda dos seios. O que muitas não percebem é que não é o fato de amamentar que causa tal conseqüência e sim a utilização incorreta de sutiã ou sutiãs frouxos. Pela lei da gravidade, a tendência com o passar dos anos é realmente eles caírem, contudo isto pode ser prolongado, com o uso de sutiãs firmes.

Na amamentação deveriam ser utilizados sutiãs com reforço, pois é uma fase especial em que a mulher está com sua mama em média 6 vezes maior que seu tamanho normal. Além do mais amamentar contribui para a diminuição do sangramento uterino e previne câncer de mama e colo uterino (ZIEGEL; CRANLEY, 1985).

Estudos comprovam de que as mulheres que amamentam de seis a doze meses apresentam um menor índice de massa corpórea e, as que amamentam exclusivamente tendem a ser mais magras do que as que amamentam parcialmente ou não amamentam (REA, 2004).

O interesse pela efetiva inserção da prática de amamentar na população suscita, por parte dos órgãos governamentais, organizações não governamentais e, principalmente profissionais da área da saúde, as mais diferentes estratégias com vistas a tornar mais freqüente e duradoura a prática da amamentação.

Compreendemos a necessidade de encontrar um caminho que nos leve a enxergar o futuro que se deseja, da prática do amamentar, a partir de observação e análise do presente para identificar os elementos que estão impedindo o alcance das metas já propostas. Para este fim, é imprescindível processar-se o estudo do passado, sua evolução até o presente, identificando-se indicadores de projeção que possam ser aplicados aos possíveis cenários Idealizados para o futuro.

Segundo SILVA (1990), a amamentação assume significados diferentes entre os vários povos, sendo um comportamento social mutável conforme as épocas, costumes, sugerindo um hábito preso aos determinantes sociais e às manifestações da cultura. As concepções e valores, assimilados no processo de socialização, influem na prática da amamentação, tanto quanto o equilíbrio biológico e funcionamento hormonal da mulher.

Esse autor ainda coloca que "cada sociedade, em determinada fase de sua história, cria percepções e construções culturais sobre o aleitamento materno, que se traduzem em saberes próprio". Afirma, ainda, que dependendo da constituição econômica social, são construídas, pela própria sociedade, referências específicas sobre a amamentação. Isto nos leva a compreender porque a amamentação apresenta comportamentos flutuantes no decorrer da história da humanidade.

Historicamente, o grande período negro da prática do aleitamento ocorreu, em especial, durante os séculos XVII e XVIII com a adoção de amas de leite pelas mulheres aristocratas e burguesas, que consideravam o ato de amamentar ridículo e repugnante, sendo esse comportamento tomado como exemplo pelas mulheres das classes menos favorecidas (BADINTER, 1985).

No Brasil, a partir de 1981, o Governo Federal deu início à implantação do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno através do INSTITUTO NACIONAL DE ALDMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO em convênio com a UNICEF. As estratégias deste programa visavam a execução de atividades de educação e treinamento de profissionais da saúde, reorganização dos serviços de atendimento à mulher e lactente, controle da publicidade e distribuição dos alimentos infantis industrializados e legislação específica.

As mensagens dirigidas às mulheres, no que diz respeito ao valor e importância da amamentação, têm uma abordagem superficial, apelativa para os sentimentos e instintos maternos, não nos parecendo atender ou respeitar as necessidades da mulher. Considerando, principalmente, que a mensagem é única e tenta atingir mulheres de diferentes classes sociais que apresentam sua especificidade em suas experiências de amamentar, em diferentes contextos, e muitas vezes apresentam dificuldades para decodificar e assimilar os conteúdos.

Estudos comprovam de que as mulheres que amamentam de seis a doze meses, apresentam um menor índice de massa corpórea e, as que amamentam exclusivamente tendem a ser mais magras do que as que amamentam parcialmente ou não amamentam (REA, 2004).


CONSIDERAÇÕES FINAIS

No universo moral em que as mulheres se abastecem, o recém-nascido é o fator nuclear das atenções, constituindo-se na base de mediação do significado da amamentação (fonte de nutrição, proteção e afeto) e do corpo materno (provedor da fonte de alimento, proteção e afeto). Numa visão reducionista de relação linear de causa e efeito, as mulheres dimensionam o que consideram preocupação e problema na vivência da amamentação.

Nos limites do corpo materno e do filho, sustentam suas interpretações atendo-se às manifestações percebidas em seus próprios corpos e, prioritariamente, naquelas percebidas nos corpos de seus filhos. Na conexão entre corpo materno e corpo do filho, os conflitos emergem na medida em que o corpo materno se configura como responsável e culpado pelo "mal jeito", colocando o corpo do filho em condição de prejuízos e perigos.

Uma das razões pode ser a dificuldade de não se conseguir isolar e estudar um único fato (ou intervenção), devido à inter-relação de fatores ambientais e sócio-culturais que atuam na prática de amamentar, mesclando políticas públicas, benefícios, rotinas, ações de profissionais, apoio de pares etc. De toda maneira, permanece o desafio aos acadêmicos e profissionais de saúde pública, já que intervenções nesta área devem observar prioridades de custo e efetividade.

Uma outra agravante é que a mulher, atualmente, vem exercendo, cada vez mais, o papel de chefe de família. A instabilidade do mercado de trabalho exige disponibilidade da mulher/mãe em seu emprego, competindo com os homens no mercado de trabalho de modelo masculino, porém temos a responsabilidade de orientá-la quanto aos seus direitos de cidadania, quando exerce o seu papel de mãe/nutriz (creche, disponibilidade de horário, local para coleta e conservação do leite materno) e como manter a amamentação, mesmo exercendo atividades extra lar.

Quando necessário, a mãe pode fazer a ordenha do seu leite e armazenar na geladeira, podendo ela cuidar dos seus compromissos e seu filho ser alimentado com este leite num copinho (KING, 1998). A mãe deve ser lembrada que conforme passa o tempo as mamadas vão diminuindo, as mamadas noturnas vão rareando até desaparecer e os pensamentos negativos vão dando espaço à bons pensamentos e sensações agradáveis a mãe (SAIFER,1992).

 
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/11166/1/A-Importancia-da-Amamentacao-para-a-Saude-da-Mulher-/pagina1.html
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