25 de março de 2011

12 mil mães por ano são presas por amamentar em público nos EUA

No momento em que líderes políticos norte-americanos bradam hipocritamente contra a repressão de mulheres em países do Oriente Médio, dentro da sua própria casa mães são punidas por exercer o direito de amamentar - nada mais natural. A luta contra a repressão é tão legítima no Oriente Médio quanto nos próprios Estados Unidos (EUA). Os incidentes da amamentação em público não são exclusivos nos Estados Unidos, há casos de repreensão a mães também na Europa.

Quando Janet Jackson revelou - acidentalmente ou não - um mamilo na câmera durante o replay do Super Bowl, em 2004, nos Estados Unidos, provocou um escândalo de proporções gigantescas, conhecidas como Pezongate. Muitos então perceberam que este país é preconceituoso ao extremo.

Mas, se o da Jackson pode ter um viés exibicionista, o verdadeiro termômetro moral americano nos dá estes outros dados: 12 mil mulheres são detidas a cada ano por amamentarem em público seus filhos, e 30.000 por praticarem topless, em contravenção a algumas das leis contra a indecência, em vigor em vários estados dos EUA, de acordo com dados do jornal The New York Times, citado por Suzanne MacNevin, na página eletrônica Citizens for Change (Cidadãos pela Mudança, em português).

Amamentar é legal

No entanto, como referido no artigo MacNevin, "Amamentar é legal os EUA. Inclusive 20 estados promulgaram leis complementares para reafirmar explicitamente isso". Para a secertária de questões da mulher do PCdoB e dirigente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Liége Rocha, os dados revelam "um absurdo".

Os incidentes da amamentação em público não são exclusivos nos Estados Unidos. Na Espanha, sem chegar à prisão da mãe, tem havido alguns casos notórios: em 2007, uma jovem francesa foi repreendida por amamentar o seu filho no Museo del Prado, em frente à "La Maja Desnuda", de Goya, para piorar as coisas. Um ano antes, o gerente do restaurante Txapela, em Barcelona, expulsou uma cliente por amamentar o seu bebê.

Liége considera as prisões e repreensões "atos de violência e discriminação contra mulheres que não estão comentendo nenhum tipo de atentado ao pudor ou mesmo à moral, estão exercendo apenas o direito à maternidade", e ironiza: "nos países que se dizem o supra-sumo da democracia, as mulheres não têm o direito de amamentar livremente".

Fonte: http://maemulhers.blogspot.com/2011/03/12-mil-mulheres-sao-presas-por-ano-por.html?spref=fb
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Tipos de Choros de Bebês


24 de março de 2011

Mulheres sofrem com a falta de apoio do parceiro durante a gravidez

A gestação é um momento complicado e muitas vezes a mulher pode passar por dificuldades emocionais. Mas mulheres que têm relacionamentos ruins com seus parceiros e não recebem apoio deles durante a gravidez têm ainda mais chances de desenvolver esse tipo de problemas.

Uma pesquisa desenvolvida na Noruega acompanhou as gestações de 50.000 mulheres, estudando a saúde corporal, consumo de cigarros e álcool e também os relacionamentos com seus parceiros, família e local de trabalho.

Os resultados mostraram que dos fatores analisados, o apoio dado à mulher pelo parceiro era o que mais afetava a sua saúde mental. As grávidas infelizes com seus relacionamentos tinham maiores chances de ficarem deprimidas do que as mulheres que disseram ter bons relacionamentos. De acordo com o estudo, relacionamentos saudáveis e positivos funcionam como um aliviador dos problemas enfrentados no quotidiano.

O estresse pode prejudicar ambos mãe e bebê durante o período da gestação, então ter o apoio do marido ou namorado é importante para que problemas financeiros, doenças ou outras complicações não comprometam a saúde. O estresse na gravidez pode causar dificuldades como parto prematuro e baixo peso do bebê. O impacto pode influenciar até mesmo os primeiros anos da criança e o bem estar de toda a família.

Gun-Mette Røsand, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, explica como evitar o problema.

 “É importante que cursos pré-natais incluam aulas de relacionamento e que muita atenção seja dada a mulheres a quem faltam o apoio de um bom relacionamento”.

Autor: R7
Fonte: Boa Saúde

PATERNIDADE: Homens precisam de APOIO ESPECÍFICO

A tendência de incluir o pai em todos os momentos do nascimento de um filho não passa, muitas vezes de pura intenção ou retórica politicamente correta. A verdade é que muitos homens continuam a sentir-se excluídos, mesmo quando tentam participar.
Segundo um estudo realizado na Universidade de Gotenburgo, Suécia, muitos homens sentem que o seu papel é muito secundário em todo o processo o que dificulta a sua entrada na paternidade e a forma como se assumem enquanto pais. 

Nas aulas de preparação para o parto os seus receios e o seu papel é muitas vezes ignorado e não há espaço para os ouvir. O estudo permitiu também concluir que os homens não têm quem responda às suas dúvidas ou relativize os seus medos e preocupações. 

Durante o primeiro ano do bebê, os homens têm de esforçar-se para construir a sua relação com o filho, mantendo a sua identidade enquanto homens e integrando o seu novo papel na família.A autora da investigação adianta que um apoio dirigido especificamente para os homens, antes e depois do parto, seria benéfico não só para eles mas para toda a família.

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23 de março de 2011

O sono do bebê

Silêncio, o bebê está dormindo!
O sono alimenta, faz crescer, relaxa, ajuda no desenvolvimento e é indispensável à manutenção da saúde física e mental da criança.



 Tabela da soneca:

Idade                            Número aproximado de horas de sono:

Recém-nascido               16 a 20 horas por dia

Três semanas                 16 a 18 horas por dia

Seis semanas                  15 a 16 horas por dia

4 meses                          9 a 12 horas mais duas sonecas (2 a 3 h)

6 meses                         11 horas mais duas sonecas (2 a 3 h)

9 meses                         11 a 12 horas mais duas sonecas (1 a 2 h)

1 ano                             10 a 11 horas mais duas sonecas (1 a 2 h)

18 meses                       13 horas mais 1 ou duas sonecas (1 a 2 h)

2 anos                            11 a 12 horas mais uma soneca (2 h)

3 anos                            10 a 11 horas mais uma soneca (2 h)

Cuidados: Gestantes podem absorver substâncias perigosas para o feto!

Na gravidez já sabemos das "obrigações" mais importantes: pré-natal e cuidados com a saúde, corpo, hábitos e alimentação. Mas muitas vezes mal sabemos que os alimentos mais improváveis podem ser os mais nocivos. E nesses alimentos podem conter substâncias poluentes que podem atravessar a placenta e atingir o feto.
 
Segundo o Maurício Mendes Barbosa, obstetra, há grande discussão a respeito da ingestão de mercúrio, que seria encontrado nos peixes e frutos do mar. "Hoje o FDA (Food and Drug Administration, órgão governamental dos Estados Unidos que faz o controle dos alimentos) recomenda quantidades limitadas de peixes na gestação, em particular os chamados predadores - do topo da cadeia alimentar -, como, por exemplo, o atum."

Porém, esta iguaria não está totalmente proibida e ainda traz vantagens. Vários estudos demonstram que o consumo do peixe durante a gestação tem mais efeitos benéficos para a gestante e o desenvolvimento cerebral fetal do que malefícios. "A presença de ácidos graxos de cadeia longa, selênio e ômega-3 podem contribuir para um melhor desenvolvimento neuronal do feto, melhorando o seu desenvolvimento cognitivo e o seu QI", explica o médico. "Entretanto, é preciso saber a procedência do peixe e selecioná-lo muito bem, uma vez que eles são oriundos de águas poluídas".

Como malefício, o mercúrio pode afetar o desenvolvimento cerebral do feto, levando, em casos graves, até a paralisia cerebral. O cigarro é outro agente que pode prejudicar o desenvolvimento neuronal do bebê. Tinturas de cabelo, apesar de toda a recomendação, devem ser analisadas para verificar a presença de algum metal pesado como o chumbo e o iodo, esse último podendo causar malefícios na tireóide fetal. "Felizmente, a maioria das tinturas hoje em dia não possui qualquer metal pesado," finaliza Dr. Maurício.

Por Bárbara Ariola (MBPress)

A voz materna é especial para o bebê

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Montreal, Canadá, revelou cientificamente o que o instinto materno sempre indicou: a voz da mamãe é especialmente exclusiva para o seu bebê. 

Para dar mais sentido a essa afirmação, foi feito um estudo com 16 recém-nascidos com até 24 horas de vida. Eletrodos foram colocados na cabeça dos bebês enquanto dormiam e foi pedido para que as mães verbalizassem um fonema. Foi pedido para que outras mulheres, as enfermeiras, repetissem o mesmo exercício. 

O monitoramento dos sinais cerebrais dos bebês mostrou que a área cerebral ativada quando a mãe fala é a do hemisfério esquerdo, mais precisamente a área do processamento da linguagem e o circuito responsável pelas habilidades motoras. Quando a enfermeira falou com o mesmo bebê a parte cerebral ativada foi o hemisfério direito na área do reconhecimento da voz. 

Essa pesquisa indica que a mãe é a iniciadora da aquisição de linguagem da criança e que há uma ligação neurobiológica entre aquisição da linguagem pré-natal e habilidades motoras ligadas envolvidas com a fala. 

Papo entre mãe e filho ainda na barriga – Você sabia que o bebê, geralmente, começa a escutar a voz da mamãe desde a 24ª semana de gestação? Uma dica importante que fica diante dessa pesquisa é que a mamãe deve conversar com o seu filho mesmo no período em que bebê está na barriga dela. Não é loucura, não. Isso é reconfortante, deixa o bebê seguro e faz com que melhore a sua aquisição de fala.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/voz_materna_e_especial_para_o_bebe.htm

19 de março de 2011

Fotos da Oficina de Gestantes na UNEB

Essa última foto foi da minha participação na banca avaliadora do TCC da aluna Davilane Velame - Tema: PERCEPÇÃO MATERNA FRENTE ÀS REAÇÕES DOLOROSAS DO NEONATO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

17 de março de 2011

Enfª Maylu participa da Oficina de Gestantes na UNEB


O Serviço Médico, Odontológico e Social (SMOS) da UNEB realiza amanhã (18) a quinta edição da Oficina de Gestantes. O evento acontece das 8h às 12h, no auditório do Pavilhão I de Aulas, do Departamento de Ciências da Vida (DCV), no Campus I, em Salvador.
 
A iniciativa, gratuita e franqueada ao público externo, é realizada pelo SMOS em parceria com o colegiado do curso de enfermagem, ambos vinculados ao DCV. Estão sendo disponibilizas 20 vagas. As inscrições, efetuadas na secretaria do serviço médico, terminam hoje (17). 

De acordo com Mary Galvão, coordenadora do SMOS, o objetivo da ação é refletir sobre as alterações emocionais que ocorrem durante a gravidez, além de discutir a importância de hábitos saudáveis especialmente nesse período. A partir desta sexta-feira, Mary adianta que vai iniciar na Bahia um movimento em favor do direito e da autonomia da mulher em escolher o tipo de parto que quer realizar.

“Nosso estado é campeão na realização de partos cesarianos, indicados por médicos que sugerem esse tipo de procedimento pensando na sua agenda, uma vez que um parto normal dura, em média, de 10 a 20 horas, e uma cesariana apenas 20 minutos. Na rede privada, 90% dos partos são cesarianas, contra 40% da rede pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o máximo seja de 10%”, alerta a coordenadora.

Técnicas de relaxamento com música e apresentação de vídeo, seguido de debate, são algumas das atividades previstas pela oficina. A enfermeira e professora Maylu Barbosa vai passar um pouco de sua experiência com a shantala – arte hindu de massagear crianças adotada pelo Ocidente há 30 anos.

A oficina é realizada regularmente, sempre na última sexta-feira de cada mês. Além de Mary Galvão, estão à frente da iniciativa as professores e enfermeiras obstetras Tânia Bispo e Bárbara Perez.
O Distrito Sanitário do Cabula, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é parceiro do SMOS na realização da atividade.

Informações: SMOS/Campus I – tel. (71) 3117-2344.

Fonte: http://www.uneb.br/2011/03/17/smos-promove-oficina-para-gravidas-nesta-sexta-feira-18/
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12 de março de 2011

10 Razões para usar Fraldas de Pano

1)- Fatores econômicos, é mais barato usar fralda de pano; faças as contas, não preciso mostrar cálculos aqui.

2)- Fatores salutares, fraldas de algodão evitam alergias, infestação de fungos, dermatites e escamações.

3)- Fatores ecológicos, não tem como não dizer são 5000 fraldas no mínimo que vão para os lixões.

4)- Imunidade da pele, quando afogamos a pele dos bebês em pomadas, por um mínimo de 700 dias seguidos, 3x por dia, tiramos a defesa dessa pele, ela se acostuma que há uma barreira e quando vem uma assadura, vem daquelas poderosas. Quando baixa a imunidade da criança, os fungos atacam facilmente. Com o uso de fraldas de pano, você praticamente elimina o uso de pomadas!

5)- Interação com a criança, você acaba entendendo melhor sua comunicação não verbal, pois com o uso da fralda de pano, nossos sentidos estão mais sintonizados, não tem jeito. Isso não quer dizer absolutamente, stress.

6)- Crianças que usam fraldas de pano desfraldam mais cedo, amadurecem esse controle de forma natural e gradativa, é muito comum que lá perto de 1a já evacuem no peninquinho e eliminem bem mais do que aos pouquinhos na fralda. Da onde vem a expressão enfezada? Crianças mal humoradas? Quantas vezes já vimos crianças de 2a que não querem sair das fraldas ainda ou se apavoram diante de um cocô por acidente? Ela está confortável em sua fralda sequinha, de repente a família/mãe decide que tá na hora do desfralde e toca a levar a criança ao peninquinho de hora em hora. Muitas vezes situações assim acabam se estendendo mais do que o necessário ou ao contrário, revertem logo mais adiante em função  de qq situação emocional mal resolvida.

7)- Não dão tanto trabalho assim,  com um bom jogo de fraldas, para uma conversão 100%, você pode lavar fraldas a cada 2 dias, numa boa maquinada. Hoje em dia temos como reciclar águas , como produzir uma energia limpa, temos sabões de boa qualidade que não agridem o meio ambiente. Enfim, esse também é um gancho mal resolvido da oposição.

8)-  Você tem maior controle sobre a enurese da criança, veja, nós moramos num país tropical. A desidratação ainda leva milhares de crianças aos prontos socorros, tanto que temos ampla divulgação do sorinho caseiro em todos os postos de saúde. Você controla quanto xixi a criança faz, cheiro, cor, etc. Sabe se ela está hidratada ou não. Qual a primeira pergunta que os pediatras fazem na consulta?

9)- Conforto, um homem nunca saberá do que se trata, mas usar um absorvente de papel por dias seguidos é desconfortável e desagradável. Agora imagina ter essa sensação de usar um absorvente por 700 dias seguidos no mínimo, arrepia até a alma do falecido já desalmado!!

10)- Uma questão de opção, é maravilhoso termos opções, escolhas, possibilidades diversas. Não existe só fralda descartável e tampouco só fralda de pano. Pois no dia que você acorda com preguiça, vc ainda pode apelar para uma descartável sem dor na consciência. E se você só quiser usar 2 por dias, serão 700 descartáveis economizadas num período de um ano,  é legal pensar assim, é legal ser flexível!

Fonte: Bettina Lauterbach – www.fraldabonita.com.br

O que fazer se o bebê engasgar?

O manual de primeiros-socorros da American Heart Association indica os seguintes passos para desobstruir as vias aéreas de bebês, em casos de alimentos ou objetos ficarem presos:

- Mantenha o bebê de bruços em seu antebraço. 
- Apóie a cabeça e a mandíbula com sua mão. 
- Sente ou ajoelhe-se e apóie seu braço sobre a coxa ou o colo; 
- Aplique até cinco batidas nas costas com o calcanhar de sua mão livre entre as escápulas do bebê. 
- Se o objeto não for eliminado após as cinco batidas, vire o bebê de costas. 
- Afaste ou abra as roupas da parte anterior do tórax da vítima, somente se puder fazer isso rapidamente. 
- Se for necessário, comprima o tórax do bebê através das roupas;

- Aplique até cinco compressões torácicas usando dois dedos da mãe livre para comprimir sobre o osso esterno (apóie a cabeça e o pescoço da vítima e segure o bebê com a mão e o braço, repousando o antebraço sobre seu colo ou coxa); 
- Alterne a sequência de batidas nas costas e cinco compressões até o objeto ser removido ou o bebê conseguir respirar, tossir ou chorar.


A Sociedade Brasileira de Pediatria dá as seguintes recomendações para evitar que as crianças engasguem:
- Não ofereça alimentos a crianças menores de 4 anos sem amassar e desfiar as fibras.- Não deixar pedaços de alimentos no prato, principalmente os arredondados. 
- Os seguintes alimentos são de risco potencial para a aspiração: sementes, amendoim, castanha, nozes, milho, feijão, pedaços de carne e queijo, uvas inteiras, salsicha, balas duras, pipoca e chiclete. 
- Mantenha os seguintes itens da casa longe do alcance de crianças menores de 4 anos: balões, moedas, bolinha de gude, brinquedos com peças pequenas, bolas pequenas, botões, baterias esféricas de aparelhos eletrônicos, canetas com tampa removível.
 - Insista para que as crianças comam à mesa, sentadas. Evite alimentá-las enquanto correm, andam, brincam ou estão rindo. Não deixe as crianças deitarem com alimento na boca. 
- Supervisione sempre a alimentação de crianças pequenas.
 - Fique atento às crianças mais velhas. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos ou irmãs oferecem objetos ou alimentos perigosos para os menores.
Nâo adianta levantar a criança, sacudir ou soprar seu rosto! No caso de engasgo com o leite, coloque o bebê de bruços no seu colo e de 2 tapinhas nas costas, esse movimento deve fazer com que o leite saia.
Fonte: http://crisdoula.blogspot.com/2011/03/o-que-fazer-se-o-bebe-engasgar.html
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7 de março de 2011

Desidratação em Crianças


Cegueira de gênero: corta tua vagina senão te rasgarás - Breve revisão de pesquisas sobre Episiotomia

Definição: Alargamento cirúrgico do orifício vaginal, por meio de uma incisão no períneo, durante a última parte da segunda etapa do parto (expulsivo). 

Motivos sugeridos para sua realização: prevenção de roturas perineais severas; preservação do assoalho pélvico e períneo; aumentar o diâmetro vaginal de modo a facilitar o nascimento; promover facilidades de reparo.  

Efeitos adversos relacionados à episiotomia: extensão da incisão; cicatrização anatômica insatisfatória; dor; edema; outras complicações como sangramentos; infecção e formação de abscesso. Custos de procedimentos e materiais também devem ser considerados. 

Estudo com mais de 6 mil mulheres descobriu que o primeiro determinante para o uso da episiotomia refere-se ao prestador do cuidado obstétrico; e não às características das pacientes. 

Pesquisas encontraram as mais altas taxas de episiotomia entre médicos do sistema privado de saúde; e também entre mulheres com 30 anos ou mais, brancas, casadas, primeiro filho e com mais de 12 anos de formação escolar. Outra pesquisa considerou mais de 5 mil mulheres em dois grupos: que tiveram episio de rotina e outro de uso restrito. O primeiro grupo teve episio em 75% dos partos, contra 28% do grupo de uso restrito. 

Os benefícios citados na política de uso restrito incluem: menos traumas perineais graves; menos suturas; e menos complicações no sétimo dia de recuperação. Não houve diferença na dor; incontinência urinária; sexo dolorido; ou trauma vaginal/perineal severo após o nascimento. 

Também foi cientificamente comprovado que, quando a episiotomia é feita no primeiro parto vaginal de uma mulher, fica aumentado o risco de existirem lesões espontâneas em seus partos subseqüentes. 51% de um grupo de mulheres que têm em seu histórico uma episio, tiveram lacerações espontâneas em partos posteriores. Em comparação, entre as que têm histórico de lacerações naturais, apenas 27% delas repetiram a lesão. 

Este estudo conclui que, para prevenir uma única lesão espontânea grave, o obstetra deve realizar outras 32 episios desnecessárias. Também concluíram que, em partos de primíparas, a realização da episiotomia é ineficaz na prevenção de lesões espontâneas de 3º e 4º graus. 

Estas pesquisas evidenciam que há uma variedade de motivações o uso da episiotomia; e que elas se baseiam principalmente em opinião médica. As informações hoje disponíveis, em conjunto com a opinião médica, sugerem que não há evidências suficientes para a recomendação do uso rotineiro de episiotomia

Fonte: dra. Simone Diniz (FSP/USP) 

O trecho em destaque é um exemplo do que, nos Estudos de Gênero, é chamado “viés de gênero” ou “cegueira de gênero”. Aquela pesquisa concluiu que não houve diferenças na sensação de dor no pós-parto comparando mulheres que tiveram partos com e sem episio. Foram avaliadas mais de 5 mil mulheres, um estudo super respeitado; mas que, ao desconsiderar a transversalidade das questões de gênero, deixa de compreender uma série de fatores que também são parte de um todo – que é fato de que somos nós mulheres quem parimos. 

Para saber mais sobre cegueira de gênero e parto, acesse o artigo Gênero, Saúde Materna e o Paradoxo Perinatal, de Simone Diniz. 

Para saber mais sobre episio, acesse: http://www.rituaismaternos.com/episiotomia/, de Maria João

Não quer episio? Converse e muito com o profissional que vai te prestar a assistência ao parto. Para evitar lacerações naturais, busque informações sobre como controlar a vontade de expulsar seu filhote neste momento que é tão .... (muitas palavras): único; transcendental; enérgico; apaixonado; e fisiológico – que é momento exato do nascimento. Converse com todos os que estarão te acompanhando neste momento, e peça que te ajudem a trabalhar contra o excesso de força típico deste momento. 

Fonte: http://partonobrasil.blogspot.com/2011/02/cegueira-de-genero-corta-tua-vagina.html
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6 de março de 2011


6 dicas de como aliviar as cólicas do bebê


1 - Coloque o bebê sobre as suas pernas e, com um pouquinho de óleo de amêndoas em suas mãos, faça leves massagens em sua barriguinha, com movimentos suaves e circulares em sentido horário.

2 - Coloque o bebê, de preferência sem roupas, sobre a sua pele nua, deitado de bruços, e faça massagens em suas costas, deslizando suas mãos suavemente e em movimentos circulares, principalmente na região lombar (região próxima ao bumbum). Deixe o bebê à vontade e faça isso quantas vezes quiser, sempre com muito amor.

3 - Aquecer a região do abdome da criança costuma amenizar as contrações. Isso pode ser feito com a colocação de bolsas térmicas ou fraldas de pano aquecidas com o ferro de passar.

4 - Deite o bebê de lado direito (essa posição ajuda a esvaziar o estômago), deite-se ao lado e acaricie-o dizendo palavrinhas suaves, de bom efeito calmante nessa hora. Barriga contra barriga. Nada melhor que um contato pele a pele para recém-papais e recém-nascidos com cólicas. Ficar debruçado sobre um lugar quentinho diminui as dores.

5 - Esta dica só deve ser aplicada longe dos horários das mamadas: coloque o bebê deitado de costas, segure suas pernas e flexione-as, pressionando suavemente os joelhos contra a barriguinha. Depois estique as pernas e repita o movimento várias vezes. Isto ajuda a eliminar os gases.

6 - "Faça ginástica" com as perninhas do bebê, como se ele estivesse 'pedalando".


Fonte: http://www.pediatriabrasil.com.br/2011/03/6-dicas-de-como-aliviar-as-colicas-do.html
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Por que o bebê chora?

Seu bebê já comeu, a fralda está seca, e ele parece bem descansado. Então, por que raios começa a choramingar de repente? Embora possa parecer à toa, pode ter certeza de que os bebês sempre choram por algum motivo. “É a maneira que têm de pedir ajuda”, explica a pediatra Charlotte Cowan, de Boston. “E é sua função descobrir do que ele precisa”.

Pois é... parece óbvio, mas vai traduzir esse pedido de ajuda... Nem sempre é fácil, a gente sabe. Enquanto você procura por pistas para entender o desconforto de seu filho, é importante manter a calma e deixá-lo tranqüilo. Para isso, converse com ele com uma voz reconfortante, dizendo: “Não sei o que está errado, mas vou descobrir e fazer você se sentir melhor”, sugere o dr. Prachi Shah, pediatra especializada em desenvolvimento e comportamento do Hospital Infantil do Texas.  Para facilitar essa tarefa, preparamos uma lista com as reclamações mais prováveis e propomos algumas estratégias para trazer o sorriso de volta ao rosto do seu filho. E ao seu, claro.

“Você pode, por favor, tirar esse casaquinho?”

Só porque lá fora está ventando não significa que seu bebê precisa estar vestido como um esquimó. Os pais têm a tendência de agasalhar seus filhos mais do que o necessário e, com isso, eles ficam incomodados.
Solução: Para evitar excessos, tome por base as roupas que você está usando e vista seu bebê de maneira proporcional. Se você ainda ficar na dúvida se seu filho está com frio ou com calor, coloque sua mão sobre a barriga dele para medir a temperatura. O método clássico de pegar no pezinho ou colocar a mão no rosto não funciona. “Os pés e as bochechas do bebê podem estar frios mesmo que ele esteja confortável”, diz a doutora Charlotte Cowan.

“Será que não dá para as pessoas se entenderem?”

Bebês não entendem frases como “Eu não acredito que você esqueceu de pagar a conta do cartão de crédito!” ou “Por que você sempre espera eu pedir para tirar o lixo?”. Mas eles podem perceber que a mamãe e o papai estão brigando – e eles não gostam disso. “Se o clima está tenso ou alguém está gritando, o bebê percebe e pode ficar irritado por conta disso”, diz a pediatra Ellen Schumann, da clínica Marshfield, de Wisconsin.
Solução: Discussões entre o casal vão acontecer de vez em quando, não tem jeito, ainda mais nesta fase, em que o bebê demanda muitos cuidados, e de maneira especialmente intensa. Não dá para evitar um ou outro desentendimento, mas tente expressar seus sentimentos de uma maneira calma e controlada, criando um ambiente tranqüilo para a criança. Reserve as discussões mais quentes para depois que as crianças estiverem dormindo.

“Estressei!”

Muito barulho, movimento ou luz forte – em um shopping, um restaurante ou mesmo uma reunião familiar – pode levar o bebê às lagrimas. E, depois de um certo ponto, muita estimulação, mesmo que tudo que você tenha feito seja rodeá-lo de brinquedos, pode ser demais para ele.
Solução: Cada criança tem um limite diferente; então, preste atenção na maneira como seu bebê lida com lugares movimentados. Não passe muito tempo dentro de uma loja ou um supermercado. Vá a restaurantes fora de horário do pico e apresente novos brinquedos em doses homeopáticas. Quando chegar em casa, depois de passar por um lugar movimentado, dê um tempo e descanse em silêncio, para que seu bebê, agitado, se acalme e volte à rotina.

“Minha barriga dói!”

São muitas as razões e possibilidades para explicar o desconforto que seu bebê sente quando tem cólicas e dores de estômago. Podem ser gases, dor de barriga, alergia ao leite (especialmente para os bebês que não mamam no peito)... Tudo isso pode causar cólicas e fezes mucosas. Uma outra possibilidade pode ser o refluxo, que faz com que alimentos ingeridos voltem ao esôfago, causando desconforto.
Solução: Faça seu bebê arrotar com mais freqüência. Alivie os gases massageando a barriguinha ou pedalando as perninhas. Se você estiver amamentando, tente fazer com que esvazie o conteúdo todo de um dos seios em cada mamada. Para os bebês que tomam mamadeira, use bico anatômico e com o furo correto, bem pequeno; assim, a criança não engole tanto ar ao beber o leite. Se tudo isso não ajudar, converse com o pediatra sobre a possibilidade de se tratar de intolerância a lactose ou alergia a proteína do leite. Você pode deixar a criança sentada após as mamadas. O pediatra também pode diagnosticar se ela tem refluxo gastroesofágico e receitar medicação.

“Ai, algo está me pinicando!”

Seu bebê pode ter um fio de cabelo ou uma linha enrolada entre seus dedinhos, interrompendo a circulação e causando dor e inchaço. Isso é mais comum do que imaginamos e pode até causar marcas permanentes na pele do bebê. Etiquetas e zíperes podem irritar a pele da criança. O cinto da cadeirinha do carro ou do carrinho também pode estar apertado demais.
Solução: Tire a roupa da criança e inspecione os dedinhos. Se encontrar um fio (de roupa ou de cabelo), desenrole ou corte com uma tesourinha. “Se você tem um menino, observe se o cabelo está enrolado no pênis”, lembra a doutora Schumann. Também cheque zíperes, etiquetas e ajuste os cintos de seguranças para que não fiquem tão apertados.

“Estou me sentindo sozinho aqui!”

Entre 6 e 9 meses, seu bebê vai aprender que ele é um ser separado de você, o que é muito bom. O efeito colateral não tão bacana é que ele vai começar a chorar assim que você sair do quarto – simplesmente porque vai sentir sua falta.
Solução: Você pode deixar o bebê entretido com alguma atividade enquanto faz outra coisa, mas, se notar que a separação gerou escândalo, dê atenção ao seu pequeno.
Uma massagem leve ou até mesmo cócegas nas costas podem assegurar à criança que você sempre volta. Se já tentou de tudo e mesmo assim ele não pára de chorar, talvez seja mais fácil deixar o bebê perto de você quando estiver fazendo suas coisas. A fase passa perto dos 15 meses.

“Estou com fome!”

Seu bebê comeu faz uma hora e ainda não é hora de comer de novo. Ou será que é? Se ele estiver passando por uma fase específica de crescimento, as lágrimas podem significar: “Garçom, quero fazer mais um pedido”. Essas fases de crescimento acontecem entre a segunda e a sexta semana e entre o terceiro e o sexto mês e duram cerca de dois dias, explica Melissa Nagin, consultora especializada em amamentação. Como bebês não costumam seguir calendários, essa “fominha” pode acontecer a qualquer momento.
Solução: Seu bebê está mesmo com fome? O melhor modo de testar é levá-lo para passear. Se parar de chorar ou dormir, não precisa de comida. Mas se chorar durante todo o passeio, ofereça o peito.

“Estou ficando cansado de olhar para essa parede”

Passar uma hora na mesma cadeira ou no mesmo canto do quarto não é nada divertido. Os bebês gostam de mudar de cenário com freqüência e acabam entediados.
Solução: Mude a criança de um quarto para outro, levando-a para uma volta no parque ou até mesmo a tiracolo quando você for às compras. Caso não seja possível, falar e interagir com o bebê já são bons entretenimentos. “Bebês são seres muito sociais”, diz o dr. Shah.
 
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5 de março de 2011

Enfermeira Maylu Souza - www.maylu.com.br

Ácido fólico na gravidez

Toda mulher que deseja ter um filho precisa redobrar a atenção para a sua alimentação e hábitos. Os cuidados com a gravidez devem ser tomados antes mesmo da mamãe estar grávida. Um bom planejamento para os próximos nove meses diminui, e muito, as chances de alguma alteração congênita no bebê. 

Portanto, saber o que comer neste período é fundamental. Digo isso porque toda futura mamãe precisa guardar esse nome na agenda: Ácido Fólico, que é uma vitamina do complexo B presente no espinafre, aspargo, brócolis, vegetais de folhas verde-escuras, fígado, frutas cítricas e gema de ovo. 

A deficiência de ácido fólico na alimentação da mamãe pode causar uma má-formação do tubo neural do bebê que está começando o seu crescimento e desenvolvimento dentro da barriga. O tubo neural é formado logo no primeiro mês da gestação e é o sistema nervoso primitivo do feto. Ele se desenvolverá para a formação do cérebro e da medula espinhal do bebê. 

Sem o ácido fólico o tubo neural pode não se fechar completamente, causando alterações como anencefalia, quando o bebê nasce com uma pequena parte ou mesmo com ausência de cérebro levando a morte poucos dias depois do nascimento, ou espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal e que deixa seqüelas de graus variados. 

Estudos mostram que a ingestão de ácido fólico três meses antes de a mulher engravidar e três meses depois da fecundação previne em mais da metade as chances do bebê vir a apresentar alterações do tubo neural. Essa deficiência é um dos problemas que podem ser evitados antes mesmo do início da gravidez. 
Lembrete - Não adiante ingerir a vitamina quando a mamãe descobre que está grávida. Normalmente quando se descobre a gestação, o tubo neural já se formou e não há mais tempo do ácido fólico agir.
Uma mamãe bem atenta e cuidadosa, que consulta seu médico antes de engravidar e recebe todas as orientações do pré-natal, pode reduzir os riscos do seu bebê nascer com algum tipo de problema. 

Reforço de ácido fólico - Por vezes, só a alimentação não oferece a quantidade suficiente de ácido fólico que a mulher precisa ingerir diariamente, pois o cozimento dos alimentos diminui a ação da vitamina. Os médicos recomendam uma suplementação para que a dose recomendada de ácido fólico seja ingerida pela futura mamãe. 

A quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde e defendida pelos médicos é de 0,4 miligrama por dia de ácido fólico para a prevenção de ocorrência dos defeitos do tubo neural. As mamães que já tiveram um filho com algum tipo de alteração do tubo neural merecem dose extra de ingestão dessa vitamina. 

O ácido fólico previne outras alterações também como doenças do coração, do trato urinário e fissura lábio-palatina. Para a mamãe, a vitamina traz benefícios como prevenir doenças cardíacas, certos tipos de câncer e anemia. 

A prevenção é o melhor caminho. Planejar uma gravidez é um ato de amor que você, futura mamãe, faz para que o seu “quase” bebê possa crescer e se desenvolver de forma adequada. 

Dicas:

Antes de tomar qualquer medicação consulte seu médico. 

Se já tem histórico na família de defeito no tubo neural, além do ácido fólico, é recomendado o aconselhamento genético antes da gravidez. 

Uma alimentação saudável e balanceada é sempre um bom começo para qualquer gestação.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/acido_folico1.htm
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Qual a melhor idade para engravidar?


As mulheres tem esperado cada vez mais para engravidar. As prioridades são os estudos e a carreira e só depois disso que as mulheres vão pensar em casar. Os filhos ficam então para um plano ainda mais distante. Esperam a estabilidade no casamento, às vezes aguardam a casa própria e então começam cogitar a possibilidade de, quem sabe, parar de tomar os remédios e aumentar a família.

O problema disso é que hoje em dia ouvimos falar muito mais em problemas de fertilidade, coisa que há alguns anos parecia tão raro. A infertilidade é um problema da mulher moderna.

Segundo alguns médicos, em termo biológicos, a melhor idade para engravidar seria entre 18 e 20 anos. E até os 28 anos a mulher consegue engravidar sem maiores dificuldades.  

O Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e do Setor de Infertilidade Conjugal do Hospital Pérola Byington, Artur Dzik diz que engravidar tardiamente pode trazer consequências negativas para a saúde da mãe e do bebê. “A prevenção do câncer de mama e de ovário associada à maternidade é mais frequente nas mães que têm entre 20 e 30 anos”, exemplifica.

“Além disso, o risco de ter diabete, hipertensão e problemas placentários é um pouco maior na mulher que engravida tardiamente.” A incidência de doenças graves no feto também aumenta conforme a idade da grávida avança. Na opinião de Dzik, as mulheres têm a falsa ilusão de que a medicina reprodutiva pode recuperar o tempo perdido. “A gente pode fazer muita coisa, mas o obstáculo maior ainda é a idade da mulher. 

Quem posterga a gravidez pode ter escolhido não ter filhos

A mulher que malha todos os dias, cuida da pele e parece mais jovem acha que pode tudo. É difícil para ela entender que a aparência jovial não se reflete na idade ovariana. Atrasar a maternidade é uma tônica da mulher moderna, mas a natureza é implacável".  (Fonte: Abril.com)
 É difícil pensar em filhos sem uma segurança financeira, mas é bom parar pra pensar até quando podemos adiar o sonho de ser mãe.

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3 de março de 2011

SMAM 2011 - Amamentação: Uma experiência em 3D

Por que 3D?

Quando falamos em apoio à amamentação, a tendência é pensar em 2 dimensões: tempo (da gravidez ao desmame) e lugar (a casa, comunidade, sistema de saúde, etc.). Mas nenhum desses tem muito impacto sem a TERCEIRA dimensão – comunicação!

A comunicação é parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação.

O que podemos fazer para ter uma experiência 3D – Mexa-se e celebre!

1) Conecte-se com outros ativistas da amamentação por email ou blog, Facebook ou Twitter, e comece a planejar!

2) Entre em contato com comunicadores locais: professores, jornalistas, publicitários, estudantes, líderes comunitários – para ajudá-los a construir e compartilhar mensagens vitais e aumentar a conscientização.

3) Entre em contato com unidades de saúde locais e ajude-os a implementar estratégias de alcance para mulheres grávidas e lactantes ou cursos de treinamento para consultores em aleitamento e aconselhamento em amamentação.

4) Escreva para seu empregador e órgãos governamentais locais ou nacionais e peça patrocínio para um evento da SMAM e, caso necessário, alerte-os sobre a necessidade de prevenir conflitos de interesses evitando apoio ou qualquer forma de colaboração de indústrias ou representantes de produtos abrangidos pelo âmbito da legislação. (No caso brasileiro, da NBCAL).

5) Seja o anfitrião de um evento onde as pessoas podem compartilhar suas histórias com criatividade – uma exposição de arte em conjunto, um monólogo, uma competição de vídeos online, festival de filmes, feira alternativa de artesanato, fórum de discussão virtual, o céu é o limite!

6) Incentive o ensino da amamentação em escolas e universidades e a integração com organizações que já trabalhem com causas sociais para realçar a amamentação através de pontos de vista variados.

7) Fale com as pessoas à sua volta!


Que resultados queremos alcançar este ano?

- Estimular comunidades e unidades de saúde a usar novas tecnologias para atingir o maior número de pessoas com informações sobre amamentação e alertá-los sobre os conflitos de interesse que surgem, quando entidades que obtêm lucro a partir da venda ou distribuição de produtos abrangidos pelo Código Internacional de Publicidade de substitutos do leite materno (no Brasil, NBCAL) promovem a amamentação.

- Aumentar o alcance do ativismo em prol da amamentação, envolvendo grupos que geralmente demonstram menor interesse (p. ex.: jovens, homens, ativistas de planejamento familiar).

- Desenvolver e melhorar a orientação de técnicas de comunicação em amamentação e treinamento de saúde e buscar participação ativa dos jovens.

- Através das redes, criar e ampliar canais de comunicação entre diferentes setores, para que a informação e feedback em amamentação possam ser acessados e intensificados. 

- Encorajar especialistas em amamentação e comunicadores experientes a tornarem-se mentores de novos ativistas e recém chegados à nova era da comunicação, independente da faixa etária.

- Explorar, apoiar, reconhecer e implementar comunicações inovadoras com criatividade aproxima e proporciona um espaço para que as pessoas desenvolvam suas idéias.

Você está falando comigo?

Conexão, sinergia, colaboração, parceria: COMUNICAÇÃO. Estas palavras capturam a energia e o poder do desenvolvimento humano. Há vinte anos, no Centro Innocenti, um grupo de profissionais de saúde e líderes globais uniram forças para uma causa que vale a pena – o apoio, promoção e proteção da amamentação por todo o mundo. A Semana mundial da amamentação foi criada para comemorar a Declaração de Innocenti e, desde então, tornou-se um evento anual celebrado por milhares de pessoas em todo o mundo.

Atualmente, a internet nos traz a possibilidade de encontrar facilmente informação sobre qualquer coisa. Usamos as redes sociais para encontrar rapidamente amigos e familiares que moram longe. Em relação à amamentação, existe muita informação disponível através destes canais. Não há dúvida de que a amamentação fornece uma bagagem de saúde nutricional e preventiva para bebês e crianças, e é uma das práticas mais sustentáveis da terra. 

A amamentação também é importante para as mulheres – ajudando-as a perder peso após o parto, protegendo-as contra o câncer de mama e outras doenças, e adiando o retorno da menstruação e ovulação. No entanto, em muitos lugares do mundo ainda travamos uma batalha contra os baixos índices de amamentação exclusiva e continuada. 

Por que existe uma lacuna entre o que sabemos e o que está efetivamente acontecendo, e o que podemos fazer a respeito?  

Assim como os componentes do leite materno, que formam um complexo vital de nutrientes e células vivas, a interação renovada e animada entre as pessoas é vital para cultivar e apoiar as mães que amamentam! Estas interações fazem com que a mãe saiba que não está sozinha! Enquanto governos locais e nacionais respondem ao crescimento das disparidades no sistema de saúde e recessão econômica em suas comunidades, a amamentação se estabelece consistentemente como uma iniciativa sustentável, democrática e uma resposta de baixo custo a estas pressões. Campanhas tais como a SMAM, Healthy People 2020 nos EUA, One Million Campaign e outras políticas de saúde em muitos países, esclarecem às mães que é possível amamentar.

Com tantas formas de comunicação acessíveis pela ponta dos dedos, agora é o momento perfeito para compartilhar e empoderar. O desafio é encontrar mensagens criativas com as quais possamos nos identificar, envolvendo também espectadores não-tradicionais. Um público importante é a geração jovem. Jovens tem uma variedade de idéias, energia e entusiasmo e desempenham um importante papel na formação do futuro de suas comunidades. 

Uma mãe precisa sentir-se apoiada, mas este apoio precisa vir de fontes e setores múltiplos, com mensagens corretas e consistentes de todos os seus contatos.

O tema da SMAM 2011 nos lembra que amamentar é uma experiência 3D – uma oportunidade de ter um maior alcance, um investimento em um futuro saudável e, finalmente, uma lente ímpar através da qual vemos o mundo. Lembremos – para obter sucesso nesta campanha precisamos comunicar. Nós somos o mundo, e nós queremos saber porque amamentar é importante.

Este ano estamos pedindo a cada um de vocês que amplie seus horizontes, através de todo e qualquer meio de comunicação ao qual tenha acesso, e compartilhe as mensagens necessárias para empoderar toda mulher e toda comunidade, para que tenham sucesso no ideal de amamentação.

Traduzido livremente por Bianca Balassiano Najm e postado em http://www.possoamamentar.com.br/blog/smam-2011-amamentacao-uma-experiencia-em-3d/

1 de março de 2011

AMAMENTAR EMAGRECE!


Dicas para voltar ao peso naturalmente
Depois dos nove meses mais longos da vida de uma mulher, enfim, o bebê nasceu e é perfeito. O que não está tão bonito assim é o corpo da mãe, que ainda apresenta as "gordurinhas" adquiridas no período de gestação. Mas não é preciso desespero. Ao seguir algumas dicas, logo o espelho volta a conhecê-la.
Segundo a nutricionista, Thelma Fernandes Feltrin Rodrigues, não é recomendado que a mulher faça dietas com grandes restrições calóricas após o parto, para não prejudicar a oferta de nutrientes (a exemplo do cálcio e da vitamina D) ao bebê. Por essa razão, a montagem do cardápio deve ter a supervisão de um nutricionista.
Como a preocupação é, sobretudo, com a criança, seguir a orientação dos médicos favorece mãe e filho.
"O ato de amamentar auxilia na redução de peso pós-parto, uma vez que, para produzir o leite humano, a mulher tem um gasto energético elevado: a cada litro são 900 calorias. Além do mais, os processos de produção e de liberação do leite estimulam as contrações uterinas, auxiliando o retorno ao tamanho original do órgão", explica.
Não se descuidar da alimentação faz toda a diferença. Diariamente ela deve ser equilibrada e variada, composta por frutas, verduras e legumes, além dos cereais (arroz, milho e trigo), das leguminosas (feijão, ervilha e soja), das carnes (de peixe, de frango e bovina) e dos laticínios. "É importante que as refeições sejam bem distribuídas ao longo do dia, fracionadas em seis vezes, para que não haja grandes períodos sem alimentação".
Ingerir bastante líquido e deixar de consumir alimentos com alta densidade calórica e baixa oferta de nutrientes - como doces, lanches vendidos em fast-food, frituras, biscoitos recheados e refrigerantes - são atitudes importantes para prevenir o aumento de peso.
"É fundamental lembrar que o consumo de bebidas alcoólicas durante a amamentação deve ser evitado", alerta.
Praticar uma atividade física também pode ser interessante. Para quem sempre se exercitou - inclusive, durante a gestação -, basta esperar uma semana antes de voltar ao ritmo anterior. Já as pessoas sedentárias precisam esperar o restabelecimento do parto.
O retorno pode ser feito, em média, após 20 dias. "Para a redução de peso, a atividade mais recomendada é a aeróbica, como caminhar, andar de bicicleta, correr ou nadar. Porém, o alongamento, a ioga e o relaxamento também são importantes para o período do puerpério (período pós-parto)", explica a fisioterapeuta Fernanda Varkala.

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